O pagamento de verbas classificadas como indenizatórias elevou os rendimentos de nove procuradores do Ministério Público de Roraima (MPRR) a patamares superiores a R$ 236 mil líquidos em dezembro. Somados, os valores pagos ao grupo ultrapassam R$ 2,15 milhões no mês.
Os dados estão disponíveis no Portal da Transparência do MPRR e indicam que os contracheques mais elevados resultam da soma do subsídio regular com verbas indenizatórias e outras rubricas adicionais. Embora alguns desses pagamentos sejam apresentados como temporários, eles acabam se repetindo ao longo do tempo.
Um dos casos é o do procurador Fábio Bastos Stica, lotado na Procuradoria-Geral de Justiça, que recebeu R$ 211.599,90 apenas em verbas indenizatórias. O rendimento líquido total chegou a R$ 242.132,07 em dezembro.
O maior salário líquido do mês foi pago a Alessandro Tramujas Assad, da 2ª Procuradoria de Justiça Criminal e da Subprocuradoria de Justiça para Assuntos Administrativos, no valor de R$ 244.587,40.
Também receberam valores próximos a R$ 240 mil Stella Maris Kawano Davila, da 4ª Procuradoria de Justiça Criminal, e Cleonice Maria Andrigo Vieira da Silva, da 1ª Procuradoria de Justiça Cível e da Ouvidoria-Geral. Roselis de Sousa, da 1ª Procuradoria de Justiça Criminal, teve rendimento líquido de R$ 238.576,96.
Apesar de os valores superarem o teto constitucional do funcionalismo público, não consta nos contracheques analisados qualquer desconto referente à retenção pelo teto. O campo específico para esse abatimento aparece zerado nos registros.
A soma do que foi pago aos nove procuradores equivale a quase 1.500 rendimentos domiciliares per capita em Roraima, considerando a média mensal de R$ 1.445 apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A reportagem solicitou posicionamento do MPRR e da Associação dos Promotores de Roraima, mas não houve resposta.
Com informações do Estadão



