A Roraima Energia protocolou pedido junto à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para receber R$ 10,4 milhões em parcela única, via Conta de Consumo de Combustíveis (CCC), referentes à sobrecontratação de energia da termelétrica Novo Tempo Barcarena, com capacidade de 630 megawatts (MW), da empresa New Fortress Energy (NFE).
De acordo com a distribuidora, o contrato passou a gerar fornecimento antes da entrada em operação comercial da linha de transmissão Boa Vista–Manaus, o que resultou na alocação integral da energia ao portfólio da empresa. Com isso, a sobrecontratação passou a ser liquidada no Mercado de Curto Prazo (MCP) ao Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), sem cobertura integral dos mecanismos existentes, como o Mecanismo de Compensação de Sobras e Déficits (MCSD).
O primeiro pedido de medida cautelar foi apresentado em novembro de 2025 e negado pelo diretor da Aneel Willamy Frota, que indicou que os ajustes deveriam ser tratados por meio da Conta de Variação de Valores de Itens da Parcela A (CVA), com reconhecimento no evento tarifário de 2026. A Roraima Energia sustenta que a metodologia da CVA não absorve integralmente os valores referentes aos últimos meses de 2025, razão pela qual pede o repasse excepcional e imediato.
A empresa foi adquirida em 2025 pela Âmbar Energia, controlada pelo grupo J&F, operação que ainda aguarda conclusão dos trâmites regulatórios. Segundo a distribuidora, o repasse solicitado é fundamental para garantir a gestão financeira do portfólio de contratos ao longo de 2026, especialmente diante do aumento de faturamento previsto no contrato a partir do segundo semestre.



