Durante décadas, o fluxo do ouro clandestino no Brasil seguia um padrão relativamente conhecido pelas autoridades. O metal era extraído ilegalmente, principalmente da Terra Indígena Yanomami, em Roraima, e enviado para outros estados, como São Paulo, Pará e Rondônia, onde passava por processos de “esquentamento” com documentação fraudulenta antes de ser comercializado ou exportado.
Nos últimos anos, porém, esse caminho começou a mudar. Segundo investigadores da Polícia Federal, o ouro extraído ilegalmente em outras regiões do país passou a ser enviado para Roraima, que agora funciona como ponto de passagem para o contrabando em direção a países vizinhos.
“Identificamos uma mudança na rota do ouro. Agora, o ouro extraído em outras áreas do país está sendo enviado para Roraima, e o estado está funcionando como um ponto de passagem para outros países”, afirmou o delegado da PF Caio Luchini, que atua no combate a crimes ambientais no estado.
A principal hipótese investigada é que o ouro esteja sendo contrabandeado pela fronteira com a Venezuela e a Guiana. A escolha desses países estaria relacionada à proximidade geográfica, à fiscalização considerada menos rigorosa e à existência, em Roraima, de uma estrutura logística montada ao longo de décadas de atividade garimpeira.
Com informações da BBC News Brasil



