O fluxo de migrantes e refugiados na fronteira entre o Brasil e a Venezuela, em Roraima, teve queda superior a 50% nos primeiros 13 dias de 2026 em relação ao mesmo período de 2025 e 2024, conforme dados da Operação Acolhida.
Foram registradas 1.014 entradas em Pacaraima até 13 de janeiro, ante 2.121 no mesmo intervalo de 2025 e 2.161 em 2024. O cenário evidencia redução significativa na pressão sobre os abrigos e serviços de acolhimento no estado.
O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, visitou nesta quarta-feira (14) Boa Vista, onde conferiu o funcionamento do Posto de Triagem (PTRIG) e dos abrigos Rondon 1 e Tuaronoko.
“O cenário é de normalidade, tanto no fluxo de entrada quanto de saída, do Brasil para a Venezuela”, afirmou.
O coordenador de operações da Operação Acolhida, general Santos, destacou que o fluxo diário segue abaixo dos níveis registrados no mesmo período de 2025.
“Na terça-feira, por exemplo, entraram 203 migrantes, menor que em novembro. O plano de contingência está pronto, mas não precisou ser acionado”, disse.
A Operação Acolhida, que chegou a abrigar 12 mil migrantes simultaneamente, atualmente mantém cerca de 5 mil pessoas em Pacaraima e Boa Vista. Com a redução do fluxo, cerca de 30% das vagas nos abrigos indígenas de Boa Vista estão livres. Nos abrigos para não indígenas, a disponibilidade chega a quase 38% em Boa Vista e 65% em Pacaraima.
O ministro ressaltou que a estratégia pode ser rapidamente ativada em saúde, abrigamento e proteção social, integrando ministérios, estado e municípios. A Operação Acolhida atua em três eixos: ordenamento da fronteira, abrigamento (acolher) e interiorização com integração socioeconômica.
Dados da Polícia Federal indicam que, entre 2018 e dezembro de 2025, cerca de 1,4 milhão de venezuelanos migraram para o Brasil, sendo que aproximadamente 743 mil permanecem no país.



