O número de bovinos exportados por Roraima cresceu 231,9% em 2025, totalizando 70.931 cabeças, segundo a Agência de Defesa Agropecuária do Estado (Aderr). Em 2024, foram enviados 21.367 animais, destinados a abate, engorda, esportes, exposições e recria.
O Amazonas recebeu 62.188 cabeças, Rondônia importou 3.867, e Goiás, Mato Grosso do Sul e São Paulo juntos receberam quase 6 mil bovinos.
Para Marcelo Parisi, presidente da Aderr, o crescimento é resultado da qualidade genética do rebanho roraimense e das condições sanitárias.
“O pecuarista de Roraima investiu em melhorar a genética do rebanho, o que resulta em animais mais precoces e carcaças melhores. Esse avanço permite que frigoríficos priorizem nossos animais, fortalecendo a pecuária local e abrindo oportunidades em diferentes mercados”, afirmou.
O certificado de livre de febre aftosa sem vacinação, concedido em maio de 2025 pela Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA), também foi apontado como fator estratégico.
“Ele garante segurança sanitária e condições favoráveis para os produtores expandirem a comercialização”, disse Parisi.



