A Justiça Federal condenou o empresário Rodrigo Martins de Mello, conhecido como Rodrigo Cataratas, o filho dele e a irmã por envolvimento em um esquema de garimpo ilegal e degradação ambiental na Terra Indígena Yanomami, em Roraima. Cataratas foi sentenciado a 16 anos e 7 meses de prisão.
A decisão foi proferida pelo juiz federal Victor Oliveira de Queiroz, da 4ª Vara Federal Criminal de Boa Vista, e publicada nesta quinta-feira (29). O processo ainda cabe recurso.
De acordo com a sentença, Cataratas liderava o grupo criminoso que atuava na extração ilegal de minérios dentro do território indígena. Além da pena de prisão, ele foi condenado ao pagamento de quase R$ 32 milhões por danos ao povo Yanomami.
O filho dele, Celso Rodrigo de Mello, foi condenado a 8 anos e 8 meses de prisão. Segundo a Justiça, ele era responsável pela gestão financeira do esquema e mantinha contato com pilotos envolvidos nas operações ilegais.
A irmã do empresário, Brunna Martins de Mello, também foi condenada à mesma pena e deverá pagar indenização de R$ 248 mil por danos coletivos. Ela foi responsabilizada pelo transporte e comercialização de minérios extraídos sem autorização.
Outro integrante do grupo, Leonardo Kassio Arno, apontado como “testa de ferro”, foi condenado a 8 anos e 8 meses de reclusão e ao pagamento de indenização superior a R$ 1 milhão. Ele ocultava a propriedade de aeronaves e administrava balsas usadas no garimpo.
A defesa dos condenados afirmou que a decisão desconsidera provas de atividades lícitas e classificou a condenação como incompatível com os fatos apresentados no processo.



