Condenado a 15 anos de prisão por homicídios ocorridos em Roraima, o venezuelano Carlos Alberto Marquez Nunez, de 42 anos, foi preso na terça-feira (3) no município de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. Conhecido como “Carlito”, ele foi localizado após troca de informações estratégicas entre a Polícia Civil de Roraima (PCRR) e policiais civis gaúchos. A prisão foi divulgada nesta sexta-feira (6).
O foragido foi encontrado escondido na localidade conhecida como Parada Cristal, área onde estava vivendo enquanto tentava evitar a captura pelas autoridades. A ação foi conduzida por policiais da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de Caxias do Sul. As diligências foram coordenadas pelo delegado Luciano Righes Pereira.
Segundo o delegado Wesley Costa de Oliveira, a PCRR compartilhou informações obtidas durante investigações que indicavam que o condenado poderia estar no Rio Grande do Sul.
As investigações conduzidas pela PCRR apontam que Carlos Nunez é considerado um dos principais integrantes de uma organização criminosa de origem venezuelana que atuava de forma estruturada em atividades ilícitas em Roraima.
O grupo é apontado como responsável por diversos crimes graves registrados em Boa Vista, especialmente relacionados ao tráfico de entorpecentes e a homicídios qualificados.
De acordo com as apurações, parte das vítimas era composta por imigrantes venezuelanos que mantinham dívidas ou conflitos com a organização criminosa.
Em alguns casos investigados, as vítimas foram mortas de forma extremamente violenta, circunstâncias que evidenciam o elevado nível de violência empregado pelo grupo.
Carlos Nunez também foi alvo da Operação Cuchillo, deflagrada pela Polícia Civil de Roraima em 2021 com o objetivo de combater a atuação de integrantes da organização criminosa suspeitos de envolvimento em homicídios registrados na capital.
Durante a operação, foram cumpridos 17 mandados de prisão e três de busca e apreensão. Os investigados eram apontados como suspeitos da execução de quatro vítimas, sendo que três delas foram mortas mediante esquartejamento.
Uma das vítimas atribuídas a Carlos Nunez foi o cabeleireiro Marcos Argenis Vallez Perez, de 24 anos. Ele foi morto a tiros em agosto de 2021 no bairro São Bento, zona oeste de Boa Vista, e outros dois homens também foram condenados por participação no crime.
Durante as investigações, “Carlito” chegou a ser preso preventivamente, mas acabou sendo solto e fugiu para o Rio Grande do Sul. Ele possui extensa ficha criminal e responde judicialmente por organização criminosa, ocultação de cadáver e homicídio qualificado.
Após ser capturado, o homem foi encaminhado para uma unidade policial no Rio Grande do Sul, onde permanece à disposição da Justiça. A Polícia Civil ressalta que a cooperação entre instituições de segurança pública é fundamental para localizar e prender foragidos envolvidos em crimes graves.



