Uma mulher de 46 anos foi presa em flagrante dentro da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (PAMC), em Boa Vista, suspeita de se passar por advogada para facilitar a comunicação entre presos e organizações criminosas. A ação ocorreu na segunda-feira (29) e envolveu a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), a Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejuc), a Assessoria Especial de Inteligência (AEI) e a Polícia Penal de Roraima (PPRR).
De acordo com a Polícia Civil, a investigada utilizava documentos falsificados para acessar o sistema prisional e atender diretamente lideranças de facções criminosas. As credenciais apresentadas eram adulteradas e vinculadas à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). As informações foram divulgadas nesta terça-feira (30).
As investigações revelaram que a mulher marcava atendimentos em nome de advogados regularmente inscritos, mas comparecia sozinha às unidades prisionais. Os encontros tinham como foco exclusivo líderes de duas organizações criminosas, uma nacional e outra transnacional, com a finalidade de viabilizar a comunicação clandestina com o meio externo.
Durante a prisão, os agentes apreenderam bilhetes manuscritos com mensagens entre integrantes de facções criminosas, alguns escondidos nas roupas íntimas da investigada. Também foram recolhidos documentos, aparelhos eletrônicos, medicamentos de uso controlado e R$ 1.450.
A mulher foi apresentada na Draco, onde foi autuada em flagrante pelo delegado Wesley Costa de Oliveira. Um representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Roraima acompanhou a ação.
Segundo a investigação, a inscrição de estagiária da suspeita estava cancelada desde 8 de abril de 2024, e a carteira apresentada possuía adulterações consideradas grosseiras.
Após audiência de custódia realizada nesta terça-feira, a prisão foi convertida em preventiva. O caso segue sob investigação.



