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Operação conjunta apreende 18 câmaras de bronzeamento artificial e documentos de clientes em Boa Vista

Em uma ação conjunta da Polícia Civil e do Departamento de Vigilância Sanitária Municipal de Boa Vista (Devisa), foram apreendidas 18 câmaras de bronzeamento artificial proibidas, nesta sexta-feira (13). Os equipamentos com radiação ultravioleta oferecem risco à saúde, podendo causar queimaduras, lesões oculares, rugas, cicatrizes e até câncer de pele.

A Operação Marquinha Proibida fiscalizou dez estabelecimentos ligados ao bronzeamento artificial, localizados em sete bairros da cidade. Além dos aparelhos, foram recolhidos cadernos, livros de registros e anotações com dados de clientes que haviam realizado ou planejavam procedimentos estéticos.

De acordo com o delegado titular da Delegacia de Defesa do Consumidor (DDCON), Rodrigo Gomides, a ação foi motivada por denúncias do Devisa e relatos de consumidores.

“Depois da apuração preliminar e elaboração de relatório detalhado, instauramos inquérito para investigar possíveis crimes contra o consumidor e a saúde pública. Uma mulher denunciou queimaduras após utilizar uma dessas câmaras”, detalhou.

As fiscalizações também revelaram que os serviços eram amplamente divulgados nas redes sociais, especialmente no Instagram, com ofertas diárias de bronzeamento artificial.

Em um endereço, o imóvel estava fechado. Após tentativas sem sucesso de contato com a proprietária e sua advogada, o Grupo de Resposta Tática (GRT) foi acionado, mas a responsável não foi localizada, levantando suspeitas de fuga.

Durante outra fiscalização, um jabuti foi encontrado em cativeiro. O animal foi encaminhado ao órgão ambiental competente, e o responsável autuado na Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA).

O delegado reforçou a gravidade do uso de câmaras proibidas. “Estamos tratando de uma prática que coloca em risco direto a saúde da população. Esses equipamentos são proibidos no Brasil desde 2009 pela Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária]”.

O diretor do Devisa, João Neto, destacou a importância da cooperação entre os órgãos. “A operação retirou de circulação equipamentos perigosos, protegendo a população e reforçando princípios fundamentais do Sistema Único de Saúde [SUS]”.

A investigação continua para identificar outros envolvidos e estabelecimentos irregulares na capital.

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