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	<title>ação civil pública Archives - FatoRR Notícias</title>
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	<title>ação civil pública Archives - FatoRR Notícias</title>
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		<title>Ação do MPF cobra vagas em escolas públicas para migrantes abrigados em Boa Vista</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/acao-do-mpf-cobra-vagas-em-escolas-publicas-para-migrantes-abrigados-em-boa-vista/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Dec 2025 11:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[EDUCAÇÃO]]></category>
		<category><![CDATA[RORAIMA]]></category>
		<category><![CDATA[Abrigo Pricumã]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou ação civil pública para obrigar a União, o Estado de Roraima e a Prefeitura de Boa Vista a integrar cerca de 1.400 crianças e adolescentes migrantes, atualmente abrigados na Operação Acolhida, à rede pública de ensino da capital. As informações foram divulgadas pelo órgão nesta segunda-feira (15). A medida [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou ação civil pública para obrigar a União, o Estado de Roraima e a Prefeitura de Boa Vista a integrar cerca de 1.400 crianças e adolescentes migrantes, atualmente abrigados na Operação Acolhida, à rede pública de ensino da capital. As informações foram divulgadas pelo órgão nesta segunda-feira (15).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A medida foi tomada após investigação que revelou elevado índice de evasão escolar entre estudantes migrantes em idade obrigatória. Segundo o MPF, a maioria dos jovens acolhidos nos abrigos não frequenta escolas públicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as irregularidades apontadas estão a falta de vagas, ausência de transporte escolar, exigências burocráticas excessivas, inexistência de um fluxo claro de encaminhamento para matrícula e falta de informações organizadas sobre a situação educacional dos abrigados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em diligência realizada no Abrigo Pricumã, em agosto, o MPF apurou que cerca de 80% do público em idade escolar permanece fora das salas de aula.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Levantamento da Operação Acolhida indica a presença de 1.619 estudantes em idade obrigatória nos abrigos. A análise cruzada com dados da Secretaria Municipal de Educação (Smec) revelou que quase nenhum deles estava matriculado na rede municipal de ensino.</p>
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		<item>
		<title>Ministério Público aciona Justiça por demora na reforma de escola estadual em São Luiz do Anauá</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/ministerio-publico-aciona-justica-por-demora-na-reforma-de-escola-estadual-em-sao-luiz-do-anaua/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Nov 2025 17:05:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[EDUCAÇÃO]]></category>
		<category><![CDATA[RORAIMA]]></category>
		<category><![CDATA[ação civil pública]]></category>
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		<category><![CDATA[promotoria de justiça]]></category>
		<category><![CDATA[reforma]]></category>
		<category><![CDATA[São Luiz do Anauá]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Ministério Público de Roraima (MPRR) acionou a Justiça para que o governo estadual adote, em até dez dias, as medidas necessárias para contratar a empresa responsável pela reforma da Escola Estadual Professor Alan Kardec Dantas Haddad, em São Luiz do Anauá. A ação determina que o estado conclua a suplementação orçamentária, faça a emissão [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O Ministério Público de Roraima (MPRR) acionou a Justiça para que o governo estadual adote, em até dez dias, as medidas necessárias para contratar a empresa responsável pela reforma da Escola Estadual Professor Alan Kardec Dantas Haddad, em São Luiz do Anauá.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ação determina que o estado conclua a suplementação orçamentária, faça a emissão de pedido e nota de empenho e finalize todos os procedimentos administrativos que permitam o início imediato da obra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme a promotora de Justiça Nayra Brandão Rocha, embora a licitação tenha sido concluída em fevereiro, a vistoria realizada pelo MPRR em agosto mostrou que a reforma não havia começado. <a href="https://fatorrnoticias.com.br/educacao/ministerio-publico-cobra-reforma-de-escola-estadual-apos-seis-meses-de-inercia-da-seed/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Uma recomendação emitida no fim de agosto para que o secretário de Educação, Mikael Cury-Rad, acelerasse o processo</strong></a> não foi atendida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O documento judicial afirma que houve descumprimento integral da recomendação e destaca “completo desprezo pelos direitos fundamentais dos estudantes” que aguardam a melhoria da escola.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O MPRR pede ainda que o governo garanta os recursos necessários para toda a execução da reforma e apresente ao Judiciário um cronograma detalhado, além de relatórios mensais sobre o andamento dos serviços. A multa solicitada em caso de descumprimento é de R$ 5 mil por dia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O órgão afirma que a demora aprofunda a violação ao direito à educação e à dignidade dos alunos da unidade.</p>
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		<item>
		<title>Justiça determina que 17 idosos em situação de risco e abandono familiar em Roraima sejam abrigados em instituição de longa permanência</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/justica-determina-que-17-idosos-em-situacao-de-risco-e-abandono-familiar-em-roraima-sejam-abrigados-em-instituicao-de-longa-permanencia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 03 Nov 2024 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[DIREITOS HUMANOS]]></category>
		<category><![CDATA[RORAIMA]]></category>
		<category><![CDATA[abrigo]]></category>
		<category><![CDATA[ação civil pública]]></category>
		<category><![CDATA[idosos]]></category>
		<category><![CDATA[Justiça]]></category>
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		<category><![CDATA[Promotoria de Justiça de Defesa da Pessoa Idosa]]></category>
		<category><![CDATA[situação de vulnerabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um pedido do Ministério Público de Roraima (MPRR) formalizado em 2021, por meio de ação civil pública, deve garantir que 17 idosos acompanhados pelo órgão ministerial e que aguardam na fila para o abrigamento sejam acolhidos em instituição de longa permanência de responsabilidade do Estado e do município.&#160; O abrigamento agora poderá ser viabilizado, após [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um pedido do Ministério Público de Roraima (MPRR) formalizado em 2021, por meio de ação civil pública, deve garantir que 17 idosos acompanhados pelo órgão ministerial e que aguardam na fila para o abrigamento sejam acolhidos em instituição de longa permanência de responsabilidade do Estado e do município.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O abrigamento agora poderá ser viabilizado, após desembargadores da Câmara Cível do Tribunal de Justiça negarem, por unanimidade, apelação interposta pelo Estado contra sentença que condenou o poder público e o município de Boa Vista a abrigar os idosos indicados pelo MPRR, bem como aqueles que se encontram em situação de risco e de abandono familiar.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ação civil pública foi protocolada pela Promotoria de Justiça de Defesa da Pessoa Idosa em maio de 2021 e consistia no pedido de urgência para o abrigamento de dois idosos, assim como de todos que se encontrassem em situação de risco e de abandono familiar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a promotora de Justiça de Defesa da Pessoa Idosa, Érika Michetti, a decisão representa uma conquista para a pessoa idosa, sobretudo, àquelas que se encontram em situação de hipervulnerabilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O Ministério Público reclama esse direito desde 2020. Nesse tempo, alguns idosos que aguardavam vaga faleceram sem que alguma&nbsp;providência efetiva fosse adotada pelo poder público”, relata.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto os idosos aguardam o abrigamento, o MPRR visitou, em agosto deste ano, a construção do novo abrigo de idosos de responsabilidade do Estado. A&nbsp;unidade&nbsp;deveria ser entregue há cerca de dois meses, porém foi constatado na ocasião da diligência que a obra estava paralisada.</p>
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		<title>MPF e Idec querem que WhatsApp pague R$ 1,7 bilhão por violações de direitos em política de privacidade</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/mpf-e-idec-querem-que-whatsapp-pague-r-17-bilhao-por-violacoes-de-direitos-em-politica-de-privacidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jul 2024 11:20:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BRASIL]]></category>
		<category><![CDATA[GERAL]]></category>
		<category><![CDATA[ação civil pública]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Ministério Público Federal (MPF) e o Instituto de Defesa de Consumidores (Idec) ajuizaram uma ação civil pública para que o WhatsApp seja condenado a pagar indenização de R$ 1,733 bilhão por danos morais coletivos,&#160;entre outras obrigações. Sem apresentar informações adequadas sobre as mudanças de sua política de privacidade em 2021, a empresa violou direitos [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://fatorrnoticias.com.br/mpf-e-idec-querem-que-whatsapp-pague-r-17-bilhao-por-violacoes-de-direitos-em-politica-de-privacidade/">MPF e Idec querem que WhatsApp pague R$ 1,7 bilhão por violações de direitos em política de privacidade</a> appeared first on <a href="https://fatorrnoticias.com.br">FatoRR Notícias</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O Ministério Público Federal (MPF) e o Instituto de Defesa de Consumidores (Idec) ajuizaram uma ação civil pública para que o WhatsApp seja condenado a pagar indenização de R$ 1,733 bilhão por danos morais coletivos,&nbsp;entre outras obrigações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sem apresentar informações adequadas sobre as mudanças de sua política de privacidade em 2021, a empresa violou direitos dos usuários do aplicativo no Brasil ao forçar a adesão às novas regras e, com isso, viabilizar a coleta e o compartilhamento abusivo de dados pessoais com outras plataformas do Grupo Meta, entre elas o Facebook e o Instagram. A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) também é alvo da ação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A indenização exigida baseia-se em valores que o WhatApp já foi condenado a pagar na Europa por irregularidades semelhantes, considerando-se a proximidade das legislações brasileira e europeia sobre proteção de dados. De 2021 a 2023, a União Europeia impôs à empresa multas de 230,5 milhões de euros por omissões e ilegalidades na política de privacidade do aplicativo que ampliaram o compartilhamento de informações pessoais dos usuários no continente. Após recursos, as sanções foram mantidas judicialmente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao adotarem a quantia em euros como parâmetro para indenização no Brasil, os autores da ação levaram em conta a conversão monetária e o fato de que o país é um dos maiores mercados do WhatsApp no mundo (cerca de 150 milhões de usuários) para chegarem ao valor estabelecido de R$ 1,733 bilhão. O montante é compatível com a capacidade financeira do Grupo Meta, que em 2023 registrou lucro de 39 bilhões de dólares. Caso a Justiça Federal acolha o pedido de condenação, o pagamento não será destinado individualmente aos usuários lesados, mas a projetos financiados pelo Fundo de Defesa de Direitos Difusos (FDD).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da indenização, o MPF e o Idec pedem que o WhatsApp seja obrigado a interromper imediatamente o compartilhamento de dados pessoais para finalidades próprias das demais empresas do Grupo Meta, como a veiculação personalizada de anúncios de terceiros. A ação requer também que o aplicativo disponibilize funcionalidades simples que permitam aos usuários o exercício de seu direito de recusar as mudanças trazidas pela política de privacidade da plataforma a partir de 2021 – caso não estejam de acordo com seus termos – ou mesmo de voltar atrás e cancelar a adesão que eventualmente já tenham feito a essas regras, sem que, com isso, sejam proibidos de continuar utilizando o serviço de mensageria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a ação, as práticas do WhatsApp desrespeitam vários dispositivos da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD, Lei 13.709/18), entre eles o direito conferido aos cidadãos de estarem amplamente informados e livres de coação ao manifestarem o consentimento para que seus dados pessoais sejam utilizados no mercado. As irregularidades violaram também garantias previstas no Marco Civil da Internet (Lei 12.965/14) e no Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sem transparência</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao implementar a versão atual de sua política de privacidade, o WhatsApp deixou de esclarecer os usuários sobre as alterações que seriam feitas e praticamente os forçou a manifestar anuência a essas mudanças. O anúncio veio no início de 2021, no auge da pandemia de covid-19, quando o uso do aplicativo se fazia ainda mais necessário para a comunicação com parentes e amigos, a solicitação de serviços e o acesso a notícias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir de janeiro daquele ano, ao abrir o WhatsApp, milhões de brasileiros se depararam com um aviso breve e genérico sobre as alterações nas condições de privacidade. O alerta apontava que todos deveriam aceitar os novos termos até o mês seguinte; do contrário, teriam seu acesso impedido ao aplicativo. Assim, induzidos a acreditar que se tratava de uma exigência para seguir utilizando a plataforma, muitos usuários simplesmente clicaram em “concordar” – opção que aparecia em destaque na mensagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse gesto aparentemente banal tornou uma série de informações pessoais suscetíveis ao compartilhamento com as empresas coligadas do Grupo Meta. O WhatsApp garante a inviolabilidade do conteúdo das mensagens trocadas por meio do aplicativo, mas tem acesso a diversos outros dados relativos a elas e aos usuários, como seus nomes completos, fotos dos perfis, listas de contatos, os grupos e as comunidades que integram e até mesmo suas localizações, o tempo de uso da plataforma, os modelos de seus smartphones e o nível de carga da bateria dos aparelhos. É a coleta e a disponibilização dessas informações que, sem saber, muitas pessoas acabaram autorizando.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados e metadados coletados pelo WhatsApp sinalizam hábitos, preferências e características dos usuários, como o nível socioeconômico, os horários que acordam ou vão dormir e os estabelecimentos que costumam frequentar. Essas informações são muito valiosas porque, quando compartilhadas com o Facebook e o Instagram, podem ser cruzadas com outras bases de dados e, assim, permitir o direcionamento de anúncios e conteúdos pagos e a sugestão de perfis para seguir nas redes sociais, entre outras ações que geram engajamento e expressivos lucros atualmente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo aqueles que resistiram em concordar instantaneamente com a nova política de privacidade e buscaram mais informações, encontraram dificuldades para obter os esclarecimentos. Os detalhes das mudanças trazidas à época foram apresentados de maneira dispersa e confusa, por meio de várias páginas da internet, sem uma compilação clara e objetiva do conteúdo. Só para compreender os termos do compartilhamento de dados com as empresas do Grupo Meta, por exemplo, as pessoas eram obrigadas a acessar três links diferentes. Ainda assim, chegavam a informações vagas, que não indicavam precisamente quais dados seriam coletados nem a finalidade disso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Esse conjunto de práticas – de desenho de incentivos à aceitação irrefletida pelos implicados, de dispersão de explicações e de mobilização de termos genéricos e subjetivos – configura uma violação direta e grave ao direito à informação dos usuários do WhatsApp, que na prática os levou a ‘concordarem’ com modificações trazidas pela política de privacidade de 2021 que não foram, pela esmagadora maioria deles, sequer minimamente compreendidas em suas consequências”, destacam o MPF e o Idec na ação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Abuso</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A falta de transparência e a coação para obter a anuência dos usuários não foram as únicas violações da LGPD que o WhatsApp cometeu, segundo a ação. A mudança na política de privacidade também possibilitou que a empresa passasse a coletar e compartilhar um volume de informações muito superior ao permitido pela lei.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a LGPD, o tratamento de dados deve se restringir ao mínimo necessário para a prestação do serviço. No entanto, o WhatsApp foi muito além da coleta de números de telefone e outras informações imprescindíveis ao funcionamento do aplicativo e à habilitação dos usuários. Dados como fotos do perfil, localização e referências sobre o aparelho utilizado podem ser relevantes para os interesses econômicos da empresa, mas não são essenciais para a operação de sua plataforma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A política de privacidade do WhatsApp no Brasil sequer cita as bases legais que supostamente autorizariam o tratamento dos dados pessoais de seus usuários. Essa omissão, também verificada na União Europeia, foi um dos principais motivos para as pesadas multas aplicadas à companhia naquela região. Após as sanções, o WhatsApp adotou uma redação mais clara em sua política no continente e passou a explicitar que as informações compartilhadas não podem ser usadas para finalidades próprias de outras empresas do Grupo Meta. A versão brasileira do texto, porém, segue até hoje sem esses ajustes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O número da ação civil pública é&nbsp;5018090-42.2024.4.03.6100.&nbsp;A tramitação pode ser consultada em&nbsp;<a href="https://pje1g.trf3.jus.br/pje/ConsultaPublica/listView.seam">https://pje1g.trf3.jus.br/pje/ConsultaPublica/listView.seam</a>.</p>
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