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	<title>Ajarani Archives - FatoRR Notícias</title>
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	<title>Ajarani Archives - FatoRR Notícias</title>
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		<title>Inspeção do MPF revela vulnerabilidade de famílias Yanomami com crianças em acampamentos urbanos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Oct 2025 21:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[DIREITOS HUMANOS]]></category>
		<category><![CDATA[RORAIMA]]></category>
		<category><![CDATA[Ajarani]]></category>
		<category><![CDATA[Boa Vista. 7º Ofício da Procuradoria da República]]></category>
		<category><![CDATA[Defesa dos Direitos Indígenas e das Minorias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Ministério Público Federal (MPF) vistoriou esta semana acampamentos de indígenas Yanomami em Boa Vista, onde identificou aproximadamente 40 pessoas em situação de risco, incluindo crianças, adolescentes e gestantes. A ação foi organizada pelo 7º Ofício da Procuradoria da República em Roraima, que cuida dos direitos indígenas, e pela Força-Tarefa da Fundação Nacional dos Povos [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O Ministério Público Federal (MPF) vistoriou esta semana acampamentos de indígenas Yanomami em Boa Vista, onde identificou aproximadamente 40 pessoas em situação de risco, incluindo crianças, adolescentes e gestantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ação foi organizada pelo 7º Ofício da Procuradoria da República em Roraima, que cuida dos direitos indígenas, e pela Força-Tarefa da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). A vistoria está associada à discussão sobre os fluxos pendulares — deslocamentos regulares de indígenas de Xexena e Ajarani, no sul do Estado, até a capital.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas inspeções, foram encontrados grupos divididos em dois acampamentos improvisados em vias públicas, sem estrutura mínima: não havia abastecimento de água potável, sanitários adequados, rede de esgoto ou abrigo protegido. O local fica próximo a estradas movimentadas, o que expõe as crianças a riscos graves.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Registros feitos no local indicam que algumas crianças foram já institucionalizadas por ordem judicial em situações anteriores, uma evidência de que o problema não é novo. Segundo o MPF, isso demonstra a dimensão repetitiva das vulnerabilidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Funai ofereceu transporte de retorno às famílias para suas terras, mas elas optaram por permanecer na cidade. A Secretaria de Estado do Trabalho e Bem-Estar Social (Setrabes) fez intervenções emergenciais de serviços de alimentação aos acampados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o MPF, esses deslocamentos ocorrem por necessidade de acesso a serviços de saúde, instituições financeiras ou outros recursos urbanos. Contudo, não existe política pública estruturada para acolher os indígenas durante esses deslocamentos ou prover suporte urbano digno.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como resultado da vistoria, o MPF requisitou ao Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Yanomami a adoção de medidas voltadas à situação constatada. Também exigiu que a Funai apresente um plano de ação para os fluxos pendulares. O órgão acompanha a atuação do Sistema de Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente (SGDCA) de Roraima e exige monitoramento contínuo dos casos de risco infantil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O MPF já atua há mais de dez anos na proteção dos povos Yanomami e Ye’kwana. Em 2019, moveu ação civil pública que resultou em uma Base de Proteção Etnoambiental e um posto de saúde na região de Xexena. Parte dos pedidos jurídicos ainda aguarda julgamentos referentes à participação estadual e municipal na assistência urbana aos indígenas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre 2021 e 2023, o MPF coordenou o Grupo de Trabalho Fluxos Pendulares Yawari, mas ele foi desativado antes da implementação das medidas propostas. Desde 2023, o cenário mudou, com intensificação de ações federais na Terra Indígena Yanomami e decretos de emergência em saúde pública. Em 2024, a Funai se comprometeu a reativar o grupo e apresentar plano de ação para acolhimento urbano, apoio nos deslocamentos e atenção continuada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi ainda desenvolvido o Protocolo de Atendimento de Crianças, Adolescentes e Jovens dos Povos Yanomami e Ye’kwana, produzido pela Universidade de Brasília (UnB), pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC). Participaram organizações de Roraima e Amazonas. O documento estabelece fluxos técnicos para atendimento culturalmente adequado, mas aguarda validação pelas comunidades indígenas para implementação local.</p>
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		<title>Ministério da Saúde aponta redução de 21% no número de mortes no território Yanomami em 2024</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 May 2025 22:04:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BRASIL]]></category>
		<category><![CDATA[RORAIMA]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Ajarani]]></category>
		<category><![CDATA[desnutrição]]></category>
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		<category><![CDATA[saúde indígena]]></category>
		<category><![CDATA[território Yanomami]]></category>
		<category><![CDATA[Xitei]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O número de mortes na população Yanomami teve uma redução de 21% entre 2023 e 2024, segundo dados do Ministério da Saúde divulgados nesta segunda-feira (5).&#160;Em 2023, foram 428 mortes e, no ano passado, o número passou para 337.&#160; As mortes por infecções respiratórias agudas caíram 47%; por malária, 42%; e por desnutrição, 20%.&#160; Segundo [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O número de mortes na população Yanomami teve uma redução de 21% entre 2023 e 2024, segundo dados do Ministério da Saúde divulgados nesta segunda-feira (5).&nbsp;Em 2023, foram 428 mortes e, no ano passado, o número passou para 337.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As mortes por infecções respiratórias agudas caíram 47%; por malária, 42%; e por desnutrição, 20%.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o Informe 7 do Centro de Operações de Emergências (COE), os óbitos evitáveis passaram de 179 em 2023 para 132 em 2024, representando uma redução de 26%. Já os não evitáveis diminuíram de 249 para 205, correspondendo a uma queda de 17,7%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o ministério, os números são resultado da maior presença de profissionais de saúde e do investimento em infraestrutura e qualificação do atendimento pelo governo federal.&nbsp;O número de profissionais atuando na região passou de 690 no início de 2023 para 1.781, um aumento de 158%.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A ação conjunta de todo o governo federal garantiu o combate necessário e permitiu que os profissionais de saúde pudessem entrar em aldeias e cuidar da população. Mais que dobrou o número de profissionais de saúde dentro do território”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Vacinação</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Também foi registrado um aumento de 65% de doses aplicadas com as vacinas de rotina&nbsp;recomendadas durante a&nbsp;Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional Yanomami. Foram aplicadas 53.477 doses em 2024 contra 32.352 em 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Desnutrição&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A desnutrição grave, caracterizada por muito baixo peso para idade, de crianças menores de cinco anos, reduziu de 24,2% em 2023 para 19,2% em 2024.&nbsp;Segundo o Ministério da Saúde, o número de crianças com baixo peso aumentou ligeiramente, o que indica melhora no estado nutricional dessa população com aumento do percentual de crianças com peso adequado e redução de crianças com muito baixo peso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, 50% das crianças Yanomami estão no peso ideal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A recuperação nutricional em crianças é um processo mais lento e complexo, principalmente nos casos mais graves, podendo levar anos até a normalização e o fortalecimento do sistema imunológico”, avalia o secretário de Saúde Indígena, Weibe Tapeba.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Segurança&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde o início da emergência no território Yanomami, o Ministério da Saúde reabriu sete polos-base que haviam sido fechados por falta de garantia de segurança às equipes de saúde devido à presença do garimpo.&nbsp;Até abril de 2024, todas as unidades foram reabertas, permitindo o acesso à saúde de 5.224 indígenas nos polos-base de Kayanaú, Homoxi, Hakoma, Ajaraní, Haxiú, Xitei e Palimiú.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações da Agência Brasil</em></strong></p>
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