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	<title>ANM Archives - FatoRR Notícias</title>
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	<title>ANM Archives - FatoRR Notícias</title>
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		<title>TRF1 mantém decisão que obriga ANM a rejeitar pedidos de mineração em terras indígenas de Roraima</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Aug 2026 10:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[JUSTIÇA]]></category>
		<category><![CDATA[RORAIMA]]></category>
		<category><![CDATA[12ª Turma do Tribunal Regional Federal]]></category>
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		<category><![CDATA[TRF1]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) manteve a decisão que obriga a Agência Nacional de Mineração (ANM) a indeferir pedidos de pesquisa e exploração mineral incidentes sobre terras indígenas em Roraima e cancelar os registros de prioridade existentes nessas áreas. Por unanimidade, a 12ª Turma negou recurso apresentado pelo antigo Departamento Nacional de [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) manteve a decisão que obriga a Agência Nacional de Mineração (ANM) a indeferir pedidos de pesquisa e exploração mineral incidentes sobre terras indígenas em Roraima e cancelar os registros de prioridade existentes nessas áreas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por unanimidade, a 12ª Turma negou recurso apresentado pelo antigo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), atual ANM, e confirmou a sentença obtida pelo Ministério Público Federal (MPF).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na ação, o MPF argumentou que a exploração mineral por terceiros em terras indígenas depende de requisitos previstos no artigo 231 da Constituição Federal, que ainda não foram regulamentados. Entre eles estão a aprovação de lei específica, autorização do Congresso Nacional e a oitiva das comunidades indígenas potencialmente afetadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao analisar o recurso, o tribunal concluiu que, enquanto essas condições não forem atendidas, não há possibilidade jurídica de conceder ou manter em tramitação requerimentos minerários nessas áreas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A decisão também destaca que a manutenção desses pedidos pode gerar insegurança jurídica, além de estimular conflitos fundiários e pressões indevidas sobre comunidades tradicionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com isso, permanece em vigor a determinação para que a ANM rejeite imediatamente requerimentos incidentes sobre terras indígenas de Roraima e promova o cancelamento dos respectivos registros de prioridade.</p>
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		<item>
		<title>Justiça Federal torna réus sobrinho e irmã de Antonio Denarium em caso que apura R$ 64 milhões ligados ao garimpo</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/justica-federal-torna-reus-sobrinho-e-irma-de-antonio-denarium-em-caso-que-apura-r-64-milhoes-ligados-ao-garimpo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 17:07:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[RORAIMA]]></category>
		<category><![CDATA[2º Ofício da Amazônia Ocidental]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Justiça Federal tornou réus o empresário Fabrício de Souza Almeida e Vanda Garcia de Almeida, sobrinho e irmã do ex-governador de Roraima Antonio Denarium (Republicanos), por suspeita de participação em um esquema de financiamento ao garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami. Outras quatro pessoas também passam a responder ao processo criminal. De acordo com [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A Justiça Federal tornou réus o empresário <a href="https://fatorrnoticias.com.br/roraima/sobrinho-do-governador-de-roraima-e-condenado-a-quase-sete-anos-por-trafico-de-drogas-e-porte-ilegal-de-armas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Fabrício de Souza Almeida</strong></a> e Vanda Garcia de Almeida, sobrinho e irmã do ex-governador de Roraima Antonio Denarium (Republicanos), por suspeita de participação em um esquema de financiamento ao garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami. Outras quatro pessoas também passam a responder ao processo criminal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), os acusados movimentaram aproximadamente R$ 64 milhões entre janeiro de 2017 e outubro de 2021. O órgão afirma que os valores são incompatíveis com a renda declarada pelos investigados à Receita Federal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além dos familiares do ex-governador, viraram réus João Alisson de Sousa Alencar Lima, Paulo Pessoa Silva, Rafael Silva Souza e Wellington de Oliveira Castro. Eles responderão pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e usurpação de bens da União.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o MPF, as penas máximas somadas pelos crimes investigados podem ultrapassar 20 anos de prisão. O órgão também solicitou à Justiça a condenação dos réus ao pagamento mínimo de R$ 500 mil por danos morais coletivos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As investigações apontam que o grupo era liderado pelo empresário Fabrício de Souza Almeida. Conforme a denúncia, ele atuaria com apoio dos tios e de outros três colaboradores, em um esquema com divisão de tarefas voltadas ao financiamento da mineração clandestina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda conforme o MPF, os investigados recebiam dinheiro em espécie por meio de empresas de fachada e pessoas utilizadas como “laranjas”. Os recursos seriam usados para custear operações de garimpo ilegal dentro da Terra Indígena Yanomami.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A denúncia relata que, após a comercialização dos minérios, parte dos lucros retornava aos financiadores do esquema e o restante era dividido entre outros integrantes da organização criminosa, mantendo a continuidade das atividades ilegais investigadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os investigadores apontaram ainda que os denunciados utilizavam estratégias para esconder a origem do dinheiro. Entre elas estavam transferências bancárias entre contas dos próprios envolvidos, saques fracionados em espécie e uso de empresas sem atividade operacional efetiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das empresas investigadas, registrada oficialmente para prestação de serviços de representação comercial, teria movimentado mais de R$ 11 milhões em pouco mais de três anos. Segundo as apurações, a empresa não possuía empregados, veículos nem endereço comercial funcionando regularmente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante as diligências realizadas no decorrer da investigação, agentes apreenderam equipamentos usados em garimpo ilegal, como bombas hidráulicas, motores e uma resumidora de cassiterita. Os materiais foram encontrados na residência apontada como sendo do líder da organização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também foram apreendidos uma balança de precisão e um caderno com anotações sobre voos, pagamentos feitos a pilotos, transporte de cargas e quantidades de ouro comercializadas. Em outra operação, os investigadores localizaram cerca de cinco mil quilos de cassiterita na casa da mãe de um dos investigados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o MPF, nenhum dos denunciados possuía autorização da Agência Nacional de Mineração (ANM) para extrair, transportar ou comercializar minérios. A denúncia foi apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado da Procuradoria da República em Roraima (Gaeco/PRRR) em conjunto com o 2º Ofício da Amazônia Ocidental, especializado no combate à mineração ilegal no Amazonas, Acre, Roraima e Rondônia.</p>
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		<title>Justiça condena homem flagrado com ouro avaliado em R$ 123,5 mil em Roraima</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/justica-condena-homem-flagrado-com-ouro-avaliado-em-r-1235-mil-em-roraima/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Mar 2026 15:29:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[JUSTIÇA]]></category>
		<category><![CDATA[RORAIMA]]></category>
		<category><![CDATA[2º Ofício da Amazônia Ocidental]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Justiça Federal condenou um homem preso com 463 gramas de ouro em Boa Vista, após perseguição registrada em abril de 2022 na BR-174. A decisão foi divulgada pelo Ministério Público Federal (MPF) nesta quinta-feira (19). O caso teve início durante uma fiscalização da Polícia Rodoviária Federal (PRF), nas proximidades do km 11 da rodovia. [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A Justiça Federal condenou um homem preso com 463 gramas de ouro em Boa Vista, após perseguição registrada em abril de 2022 na BR-174. A decisão foi divulgada pelo Ministério Público Federal (MPF) nesta quinta-feira (19).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O caso teve início durante uma fiscalização da Polícia Rodoviária Federal (PRF), nas proximidades do km 11 da rodovia. Ao notar a presença dos agentes, o motorista iniciou fuga em alta velocidade, atingindo 190 km/h e realizando manobras arriscadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A perseguição durou cerca de 5 quilômetros, até que o veículo foi parado. Durante a abordagem, o suspeito admitiu que transportava o minério de forma ilegal e indicou onde ele estava escondido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ouro foi localizado embaixo do banco dianteiro do passageiro, dividido em diversos papelotes. Nas embalagens, havia anotações com nomes e telefones, que passaram a ser analisadas durante a investigação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o MPF, esses registros indicam que o material seria distribuído a terceiros, o que reforça a hipótese de participação em um esquema de comercialização clandestina do metal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A perícia realizada pela Polícia Federal (PF) avaliou o ouro em R$ 123,5 mil. O laudo apontou pureza de 91,53% e características de extração artesanal, sem qualquer processo de refino industrial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses aspectos indicam que o minério tem origem em garimpo ilegal. A legislação brasileira estabelece que os recursos minerais são bens da União, e o transporte exige autorização da Agência Nacional de Mineração (ANM), além de comprovação de origem lícita.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Atuação do MPF</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O MPF também considerou o histórico do réu, que já havia sido condenado pela Justiça Estadual por crimes envolvendo armas de fogo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com base nisso, o órgão entendeu que não cabia acordo de não persecução penal (ANPP), argumentando que havia indícios de reincidência e prática criminosa habitual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O caso foi conduzido pelo 2º Ofício da Amazônia Ocidental, responsável por ações de combate à mineração ilegal nos estados do Amazonas, Acre, Roraima e Rondônia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Consequências do garimpo ilegal</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na denúncia, o MPF apontou os impactos do uso de mercúrio no garimpo ilegal. A substância, considerada cancerígena, contamina rios e compromete a vida aquática.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os efeitos se estendem a povos indígenas e comunidades ribeirinhas, que dependem diretamente desses recursos naturais para subsistência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O órgão destacou ainda que a expansão da atividade irregular levou a uma tragédia humanitária na Região Norte, o que motivou, em 2022, uma determinação da Corte Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH) para que o Brasil adotasse medidas urgentes de proteção.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Pena aplicada</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na decisão, a Justiça Federal condenou o réu a 1 ano e 8 meses de detenção em regime aberto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pena foi convertida em prestação de serviços à comunidade e pagamento de dois salários mínimos como prestação pecuniária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também foi determinado o perdimento do ouro em favor da União, com envio do material à ANM.</p>
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		<item>
		<title>Justiça condena dupla por transportar quase R$ 2,3 milhões em ouro extraído ilegalmente em Roraima</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/justica-condena-dupla-por-transportar-quase-r-23-milhoes-em-ouro-extraido-ilegalmente-em-roraima/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Sep 2025 22:23:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[JUSTIÇA]]></category>
		<category><![CDATA[RORAIMA]]></category>
		<category><![CDATA[ANM]]></category>
		<category><![CDATA[bens da União]]></category>
		<category><![CDATA[Caroebe]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Justiça Federal condenou dois homens por envolvimento no transporte ilegal de ouro avaliado em R$ 2,26 milhões. O caso foi registrado em julho de 2019, após a queda de um avião monomotor em Caroebe, no sul de Roraima. No interior da aeronave, os agentes encontraram seis barras de ouro pesando quase sete quilos. A [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A Justiça Federal condenou dois homens por envolvimento no transporte ilegal de ouro avaliado em R$ 2,26 milhões. O caso foi registrado em julho de 2019, após a queda de um avião monomotor em Caroebe, no sul de Roraima.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No interior da aeronave, os agentes encontraram seis barras de ouro pesando quase sete quilos. A perícia confirmou a origem ilegal do material, que foi extraído de forma clandestina, sem autorização da União.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), o vendedor era o responsável pelo transporte do ouro, ciente de sua procedência. O piloto, que operava a aeronave clandestinamente, também foi responsabilizado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ambos foram condenados por crime de usurpação de patrimônio da União. As penas privativas de liberdade foram substituídas por prestação de serviços comunitários e pagamento de multa de cinco salários mínimos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Justiça determinou ainda o envio do ouro apreendido à Agência Nacional de Mineração (ANM).</p>
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		<item>
		<title>Senado avança com projeto que permite garimpagem em terras indígenas com condições</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/senado-avanca-com-projeto-que-permite-garimpagem-em-terras-indigenas-com-condicoes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 Aug 2025 18:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BRASIL]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[PL 1.331/2022]]></category>
		<category><![CDATA[senado]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Projeto de Lei (PL) 1.331/2022, que regulamenta atividades de pesquisa e garimpagem em terras indígenas, foi aprovado nesta semana pela Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado. A proposta segue para análise na Comissão de Meio Ambiente (CMA). De autoria do senador Mecias de Jesus (Republicanos–RR), o texto foi relatado pela senadora Damares Alves [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O Projeto de Lei (PL) 1.331/2022, que regulamenta atividades de pesquisa e garimpagem em terras indígenas, foi aprovado nesta semana pela Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado. A proposta segue para análise na Comissão de Meio Ambiente (CMA).</p>



<p class="wp-block-paragraph">De autoria do senador Mecias de Jesus (Republicanos–RR), o texto foi relatado pela senadora Damares Alves (Republicanos–DF), que promoveu ajustes e reforçou a necessidade de regulamentar o tema com responsabilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“É hora de o Congresso enfrentar esse debate com maturidade e diálogo”, declarou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A proposta veta a mineração industrial e impede atividades em terras de povos isolados e em áreas fundamentais à preservação das tradições indígenas. A exploração, segundo o texto, só poderá ocorrer com o consentimento das comunidades e sem prejuízo à integridade social, econômica e cultural dos povos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Críticas foram feitas por senadores da oposição. Augusta Brito (PT–CE) citou as mortes de crianças Yanomami e cobrou maior escuta dos povos originários. Rogério Carvalho (PT–SE) afirmou que a medida viola convenções internacionais e favorece crimes ambientais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O texto estabelece que comunidades indígenas poderão receber entre 2% e 4% do faturamento bruto da extração. Também prevê compensação a estados e municípios e a possibilidade de contratação de indígenas como mão de obra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O processo de consulta deverá envolver uso da língua materna, representação legítima e análise de impactos. Mudanças feitas pela relatora retiraram menções à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), à Agência Nacional de Mineração (ANM) e ao prazo para regulamentação, ampliando o alcance do projeto para todas as terras indígenas, não apenas as homologadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações da Agência Senado</em></strong></p>
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		<item>
		<title>Concurso Nacional Unificado 2025 tem 3.352 vagas previstas e salários de até R$ 16 mil</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/concurso-nacional-unificado-2025-tem-3-352-vagas-previstas-e-salarios-de-ate-r-16-mil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Apr 2025 14:21:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Concurso]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O&#160;Concurso Público Nacional Unificado (CNU), o Enem dos Concursos, tem previstas 3.352 vagas em sua segunda edição com salários iniciais de até R$ 16 mil. De acordo com o calendário divulgado nesta segunda-feira (28), a previsão do governo é abrir as inscrições em julho e aplicar as provas em duas etapas, em outubro e dezembro. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O&nbsp;Concurso Público Nacional Unificado (CNU), o Enem dos Concursos, tem previstas 3.352 vagas em sua segunda edição com salários iniciais de até R$ 16 mil. De acordo com o calendário divulgado nesta segunda-feira (28), a previsão do governo é abrir as inscrições em julho e aplicar as provas em duas etapas, em outubro e dezembro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do total, serão 2.180 vagas imediatas (sendo 1.672 de nível superior e 508 de nível intermediário) e outras 1.172 integrarão o grupo que o governo batizou de &#8220;provimento de curto prazo&#8221;. A diferença deste segundo grupo é que o número exato ainda está sendo calculado. Apesar de o nome dar a entender que a convocação dos aprovados será feita em épocas diferentes para cada um dos dois grupos, o governo diz que o chamamento será feito de forma concomitante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as vagas, estão 250 de analista técnico de desenvolvimento socioeconômico e outras 250 de analista técnico de defesa e justiça —todas no Ministério da Gestão. Também devem ser contemplados cargos em ministérios como o do Desenvolvimento Agrário (64), o da Pesca (34) e o da Fazenda (30).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Agências reguladoras também estão na lista, como Agência Nacional de Mineração (ANM), com 80; Agência Nacional de Petróleo (ANP), com 66; e Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), com 60.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As vagas serão para 35 órgãos, distribuídos em nove blocos temáticos. Como há carreiras transversais, na prática o concurso pode atender a mais blocos que o originalmente divulgado. A sistemática de inscrição de 2024 será repetida, com o candidato se inscrevendo em determinado bloco.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O governo afirma que a definição das vagas é feita a partir de um dimensionamento da força de trabalho. É levado em conta principalmente o serviço que o Estado precisa entregar à população, além de quantos e quais servidores se demanda para isso.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Iniciativa permanente</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, defendeu os concursos diante da perda de pessoal nos últimos anos, em especial devido a aposentadorias. Entre 2010 e 2023, 246 mil servidores passaram para a inatividade e a previsão para os próximos dez anos é de mais 180 mil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dweck também disse que a iniciativa precisa ser permanente, para evitar uma perda muito grande de pessoal e, por consequência, de conhecimento entre gerações. Ela afirma também que as contratações não vão elevar o gasto com pessoal no Executivo federal sobre o Produto Interno Bruto (PIB), uma relação hoje de 2,6%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;É possível aliar a responsabilidade fiscal a um bom serviço público federal, mantendo uma entrada contínua e evitando uma coisa muito ruim que são aqueles ciclos geracionais, com um concurso a cada dez anos&#8221;, afirmou. &#8220;[Nesses casos], chega em um momento que quase um terço da instituição se aposenta, e se perde aquele conhecimento. Então o ideal é que a gente tenha a entrada contínua, com pouca gente, mas entrando de forma contínua&#8221;, disse.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Duas fases</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o Ministério da Gestão, a grande novidade da edição de 2025 é que as provas serão aplicadas em duas fases, sendo que a primeira (objetiva) habilitará os candidatos aprovados para a segunda (discursiva). O número de convocados de uma etapa para outra será de nove vezes o número de vagas de cada cargo, tanto para a ampla concorrência como para vagas reservadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dweck afirmou que o concurso com duas etapas dará maior tempo e profundidade na avaliação, com maior número de perguntas nas provas. A edição anterior teve ambos os testes, o objetivo e o discursivo, aplicados no mesmo dia (um pela manhã e outro à tarde), o que levou a uma limitação na quantidade de questões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A nossa visão é ter uma prova discursiva mais longa e fazer a prova num dia separado para também ter mais questões na prova objetiva. Então a gente terá provavelmente mais questões na prova objetiva e uma prova discursiva um pouco mais longa também. Isso deve ajudar também na seleção das pessoas&#8221;, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Novidades</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o calendário previsto, o edital e as inscrições serão em julho de 2025. A prova objetiva está prevista para 5 de outubro, na parte da tarde. A prova discursiva para os habilitados na primeira fase tem previsão para cerca de dois meses depois, em 7 de dezembro. As provas devem ser aplicadas em 228 cidades. E a divulgação dos resultados deve ocorrer em fevereiro de 2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra novidade da prova é a&nbsp;inclusão de códigos de barras&nbsp;identificando individualmente o candidato em todas as páginas das provas, para evitar erros e fraudes. Segundo Dweck, apenas máquinas, e não humanos, conseguirão saber quem é o candidato.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://fatorrnoticias.com.br/brasil/concurso-unificado-saiba-o-que-pode-ou-nao-levar-para-prova-documento-com-foto-e-caneta-preta-sao-itens-obrigatorios/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>O primeiro CNU, ocorrido em agosto do ano passado, foi o maior concurso público da história</strong></a>. Foram 2,1 milhão de inscritos, dos quais 970 mil fizeram a prova. Os candidatos disputaram 6.640 vagas para 21 órgãos federais, com salários iniciais de até R$ 22,9 mil.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://fatorrnoticias.com.br/brasil/enem-dos-concursos-ministerio-divulga-lista-de-aprovados/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>O resultado final foi publicado em fevereiro</strong></a>. Mais da metade (52%) dos aprovados não tem experiência no setor público. As 6.640 vagas para servidores efetivos trazidas na primeira edição representam, sozinhas, a maior contratação da administração pública federal dos últimos dez anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O&nbsp;governo federal já autorizou a nomeação de 4.330 candidatos aprovados&nbsp;no&nbsp;CNU&nbsp;de 2024. Com isso, 16 órgãos e entidades federais já podem iniciar a contratação em cargos que não exigem curso de formação. Outra parte ainda deve concluir as aulas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O primeiro CNU é independente do segundo, e as duas seleções são direcionadas para cargos distintos. Cada um tem prazo de validade de dois anos, podendo, portanto, serem chamados mais candidatos conforme a demanda.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Calendário previsto do CNU de 2025</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Edital e inscrições: Julho/25</p>



<p class="wp-block-paragraph">Prova objetiva: 5/10/25</p>



<p class="wp-block-paragraph">Prova discursiva (habilitados da 1ª fase): 7/12/25.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Divulgação de resultados: Fevereiro/26</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Vagas</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ministério da Gestão (analista técnico de desenvolvimento socioeconômico: 250 vagas (superior)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ministério da Gestão (analista técnico de defesa e justiça): 250 vagas (nível superior)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ministério das Cidades: 15 vagas (superior)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ministério do Desenvolvimento Agrário: 64 vagas (superior)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ministério do Turismo: 8 vagas (superior)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ministério da Integração: 10 vagas (superior)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ministério da Fazenda: 30 vagas (superior)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ministério da Pesca: 33 vagas (superior)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Agências reguladoras</p>



<p class="wp-block-paragraph">ANP: 50 (superior) e 16 (nível intermediário)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Anac: 70 (intermediário)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Anatel: 50 (intermediário)</p>



<p class="wp-block-paragraph">ANM: 80 (intermediário)</p>



<p class="wp-block-paragraph">ANS: 20 (intermediário)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antaq: 30 (intermediário)</p>



<p class="wp-block-paragraph">ANTT: 50 (intermediário)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Anvisa: 14 (intermediário)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Comando da Aeronáutica: 90 (superior)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Comando do Exército: 131 (superior)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Comando da Marinha: 140 (superior)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hospital das Forças Armadas: 100 (superior) e 30 (intermediário)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fundacentro: 65 (superior)</p>



<p class="wp-block-paragraph">ITI: 50 (superior)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Imprensa Nacional: 14 (superior)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enap: 21 (superior)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Iphan: 60 (superior)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fundação Biblioteca Nacional: 14 (superior)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fundação Cultural Palmares: 10 (superior)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fundação Joaquim Nabuco: 20 (superior)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Funarte: 28 (superior)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ibram: 28 (superior)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ancine: 10 (superior)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Into: 61 (superior) e 33 (intermediário)</p>



<p class="wp-block-paragraph">INC: 52 (superior) e 23 (intermediário)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Inca: 30 (superior) e 54 (intermediário)</p>



<p class="wp-block-paragraph">IEC: 28 (superior) e 10 (intermediário)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Centro Nacional de Primatas: 10 (superior) e 18 (intermediário)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ministério da Gestão: 172 (superior, para provimento de curto prazo)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Analista Técnico Administrativo: 1.000 (superior, para provimento de curto prazo)</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações da Folha de S. Paulo</em></strong></p>
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		<title>Garimpo supera área de mineração industrial entre 2019 e 2022, aponta estudo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Mar 2025 21:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BRASIL]]></category>
		<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[ANM]]></category>
		<category><![CDATA[garimpo ilegal]]></category>
		<category><![CDATA[MapBiomas]]></category>
		<category><![CDATA[mineração]]></category>
		<category><![CDATA[ministério do meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[terra yanomami]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O&#160;garimpo avançou&#160;mais do que a mineração industrial entre 2019 e 2022 no Brasil. A conclusão é de um estudo publicado por pesquisadores brasileiros na revista Nature. Mais de 91% da atividade garimpeira do país está concentrada na Amazônia. Segundo o mapeamento desenvolvido pelos pesquisadores, nas regiões com cinco anos ou menos de atividade, 62% das [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O&nbsp;garimpo avançou&nbsp;mais do que a mineração industrial entre 2019 e 2022 no Brasil. A conclusão é de um estudo publicado por pesquisadores brasileiros na revista Nature. Mais de 91% da atividade garimpeira do país está concentrada na Amazônia. Segundo o mapeamento desenvolvido pelos pesquisadores, nas regiões com cinco anos ou menos de atividade, 62% das áreas estão dentro de&nbsp;terras indígenas. Pela legislação brasileira, elas deveriam ser protegidas desse tipo de intervenção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje, os povos Kayapó e Munduruku, no Pará, e Yanomami, em Roraima, são&nbsp;os que mais sofrem em decorrência do garimpo ilegal.&nbsp;Os territórios deles concentram 90% da mineração dentro de terras indígenas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo de quatro anos, os pesquisadores traçaram um panorama da atividade baseada na&nbsp;extração de minerais no país, analisando imagens de satélite disponibilizadas gratuitamente pela Nasa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os pesquisadores observaram que a área de&nbsp;garimpo&nbsp;aumentou 12 vezes, enquanto a mineração industrial cresceu cinco vezes no período de 2019 a 2022. Pelo menos 77% dos locais de garimpagem em 2022 mostraram sinais explícitos de ilegalidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para se ter uma dimensão do&nbsp;crescimento exponencial do garimpo no país, em 1985 a mineração industrial ocupava cerca de 360 km², enquanto o garimpo cobria 218 km². Em 2022, a atividade industrial alcançou uma área de 1.779 km², enquanto o garimpo atingiu 2.627 km².</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2022, considerando a área minerada por garimpo, 77% (cerca de 2.022 quilômetros quadrados) apresentavam sinais explícitos de ilegalidade e 15% ocorreram em áreas restritas, ou seja, terras indígenas (TIs), Unidades de Conservação de Proteção Integral (UCPIs), Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) e Reservas Extrativistas (RESEXs).</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Luiz Ferreira Neto, coautor da publicação, estudos prévios já indicavam que a&nbsp;atividade garimpeira&nbsp;ilegal vinha historicamente ultrapassando a mineração industrial, principalmente na&nbsp;Amazônia. Mas não havia até então um mapeamento que demonstrasse esse avanço.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Foi importante ver essa dinâmica representada nos textos e poder confirmar com os mapas&#8221;, diz.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Povos indígenas</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O geógrafo Arlesson Souza, que também foi um dos responsáveis pelo estudo publicado na Nature, afirma que os povos indígenas sofrem uma pressão dupla.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De um lado, ficam expostos a doenças, com a contaminação dos rios por mercúrio e outras ações que alteram o modo de vida das comunidades tradicionais e sua relação com o&nbsp;meio ambiente. Por outro, têm de conviver com uma rede de atividades ilegais que passa a adentrar a Amazônia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Do ponto de vista do espaço, o garimpo está atrelado a um emaranhado de problemas, como prostituição, trabalho similar à escravidão e o avanço das facções criminosas. A situação é preocupante por todos esses processos, com impactos sociais e ligados à natureza&#8221;, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Formas da ilegalidade</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para mapear o avanço do garimpo no Brasil, os pesquisadores utilizaram a plataforma Google Earth Engine e coleções de imagens do Landsat, um programa de satélites de observação da Terra gerido pela Nasa, em parceria com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além do processamento e filtragem das imagens, também houve o cruzamento do material com bases de dados brasileiras sobre a permissão de lavras garimpeiras, terras indígenas e unidades de conservação. Isso contribuiu para que a pesquisa identificasse áreas de atividade ilegal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os pesquisadores detectaram algumas semelhanças entre os espaços de mineração fora da lei. Entre elas, estão a&nbsp;destruição de calhas de rios, erosão na borda dos cursos d&#8217;água e a existência de &#8220;piscinas&#8221; para a separação dos minérios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em contrapartida, no ambiente industrial o que se viu foi uma atividade que considera a preocupação com o entorno, apesar do&nbsp;impacto no meio ambiente.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Na área industrial, existe controle de encostas. Se houve desmatamento, tem reposição de vegetação&#8221;, destaca Neto.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mais fiscalização e mobilização social</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Neto, esse salto do garimpo é um indicador de que a&nbsp;fiscalização da atividade mineradora&nbsp;precisa melhorar no país. &#8220;Vemos que a mineração industrial é muito mais estável no processo de crescimento, muito provavelmente por obedecer às normas. O garimpo está muitas vezes em áreas de difícil acesso, até para a fiscalização&#8221;, explica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Souza, por sua vez, afirma que a atuação de agentes políticos favoráveis à mineração em terras indígenas também é um fator a ser considerado na avaliação desse cenário e das providências para revertê-lo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;É preciso uma maior movimentação da sociedade para discutir essa realidade. Precisamos repensar a região da Amazônia não só como fornecedora de matéria-prima, mas também oferecer melhores condições para a população que vive ali&#8221;, defende.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os pesquisadores pretendem lançar ainda em 2025 uma iniciativa de monitoramento diário do garimpo no Brasil. O projeto deve utilizar a metodologia desenvolvida no estudo publicado na Nature e ter entre os parceiros a organização MapBiomas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Nem todo garimpo é ilegal</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a legislação brasileira, para fazer a garimpagem, é preciso ter uma permissão para lavra garimpeira (PLG), documento concedido pela Agência Nacional de Mineração (ANM).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Procurada, a agência afirmou que uma série de resoluções têm sido produzidas pelo órgão para orientar a mineração no país, bem como conduzir a atividade para o cumprimento das boas práticas legais, ambientais e sociais. Há também o trabalho para aprimorar sistemas de alerta e denúncia no combate à ilegalidade, seja com a lavra não autorizada (ilegal) ou a possiblidade de lavagem de dinheiro ou o &#8220;esquentamento&#8221; do ouro.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Esforços do governo contra garimpo ilegal</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em junho de 2024, no Dia do Meio Ambiente, a&nbsp;ministra Marina Silva, do Meio Ambiente e Mudança do Clima, destacou os esforços do governo no combate ao garimpo ilegal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com os dados apresentados pela ministra, as áreas abertas para mineração na Terra Indígena Yanomami caíram 77% em relação a 2022, e, no país, a redução foi de 32% no mesmo período.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações da Folha de S. Paulo</em></strong></p>
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