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	<title>Associação Nacional dos Registros de Pessoas Naturais Archives - FatoRR Notícias</title>
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		<title>Roraima registra mais de 700 crianças sem nome do pai em 2024; Boa Vista tem mais de 600 casos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jul 2024 10:39:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>De janeiro até segunda-feira (15), 701 crianças foram registradas sem o nome do pai em Roraima. Por dia, são quase 4 registros desse tipo. Os dados são da Associação Nacional dos Registros de Pessoas Naturais (Arpen). Entre os municípios, Boa Vista lidera com 603 registros sem o pai. Em seguida, vêm Alto Alegre (28), Rorainópolis [&#8230;]</p>
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<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">De janeiro até segunda-feira (15), 701 crianças foram registradas sem o nome do pai em Roraima. Por dia, são quase 4 registros desse tipo. Os dados são da Associação Nacional dos Registros de Pessoas Naturais (Arpen).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os municípios, Boa Vista lidera com 603 registros sem o pai. Em seguida, vêm Alto Alegre (28), Rorainópolis (26) e Mucajaí (21). Já Bonfim e Caracaraí, possuem a menor quantidade, com 9 e 4, respectivamente. Em comparação ao mesmo período em 2023, o total registrado neste ano representa uma diminuição de cerca de 20,3%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As consequências desse abandono, porém, são sentidas, gerando traumas e dificuldades persistentes para homens e mulheres que crescem sem uma figura paterna.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ana Luísa, de 20 anos, é um desses casos. A estudante de graduação foi criada apenas pela mãe e pela avó. Ela explica que a infância e a adolescência foram os períodos mais difíceis, tanto no aspecto emocional quanto no financeiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Eu falava com a minha mãe, perguntava por que ele não era tão presente, e ela não sabia responder. Minha mãe também me teve muito jovem, com 17 anos. Então ela era muito imatura, muito ingênua. Também não sabia. Mas ele simplesmente não quis participar”,&nbsp;conta a estudante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Apesar de não contar com seu pai biológico ao longo da vida, Ana afirma que hoje em dia lida bem com a situação, mesmo convivendo com uma constante desconfiança em relação a homens. “Ele simplesmente não quis participar, então segui”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As consequências da ausência paterna se estendem até a vida adulta. “Um adulto que não teve essas questões tratadas na infância pode enfrentar dificuldades em seus relacionamentos e desenvolver comportamentos autodestrutivos”, explica a psicóloga Dellyane Torres.</p>


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<figure class="alignleft size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="768" height="576" src="https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/07/Ana-Luisa-Rodrigues-Goncalves-contou-apenas-com-a-presenca-da-mae-e-da-avo-em-sua-vida-Foto-DPE-RR.jpg" alt="" class="wp-image-4249" srcset="https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/07/Ana-Luisa-Rodrigues-Goncalves-contou-apenas-com-a-presenca-da-mae-e-da-avo-em-sua-vida-Foto-DPE-RR.jpg 768w, https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/07/Ana-Luisa-Rodrigues-Goncalves-contou-apenas-com-a-presenca-da-mae-e-da-avo-em-sua-vida-Foto-DPE-RR-300x225.jpg 300w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-element-caption">‘Ele simplesmente não quis participar, então segui’, diz Ana Luísa Rodrigues Gonçalves sobre ausência paterna – Foto: Divulgação/DPE-RR</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">No entanto, ela ressalta que é possível buscar ajuda terapêutica para reorganizar essas questões e desenvolver uma vida mais equilibrada. A família é o primeiro espaço social de uma criança, onde ela aprende a socializar e a lidar com o mundo. Portanto, a ausência de uma figura paterna pode levar a sentimentos de rejeição e ansiedade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Muitos impactos surgem durante a vida, e é interessante pensar que não é só na infância. Porque um dia ela é criança, mas depois se torna adolescente, e depois adulta. E, à medida que essas questões não são tratadas, organizadas, conversadas e refletidas, elas acompanham a pessoa ao longo da vida. Às vezes, só mudam um pouquinho, só se adaptam àquela dificuldade, mas persistem”,&nbsp;destaca a psicóloga.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto abordado pela profissional é a substituição da figura paterna por outras figuras masculinas presentes na vida da criança, como tios ou padrastos. Embora não substituam completamente a figura do pai biológico, essas pessoas podem oferecer o suporte emocional necessário.&nbsp;“O afeto é mais importante do que a questão biológica. Reconhecer pais socioafetivos é um passo importante”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>‘Meu Pai tem Nome’</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Defensoria Pública de Roraima (DPE-RR) está mobilizada nacionalmente para o projeto “Meu Pai tem Nome”, iniciativa do Conselho Nacional das Defensoras e Defensores Públicos-Gerais (Condege), que pretende reduzir o número de casos de filhos e filhas de pais ausentes, por meio de uma ação para reconhecimento de paternidade, realização de exames de DNA e atividades de educação em direitos, em uma programação voltada à efetivação do direito fundamental de filiação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As inscrições vão até 9 de agosto, através de formulário online, WhatsApp de agendamento (095) 98108-0700 ou presencialmente na unidade da defensoria nos municípios de Roraima.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Podem participar pessoas sem o nome do pai ou da mãe na certidão de nascimento, e aquelas que desejam adicionar o nome do pai ou da mãe socioafetiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações da DPE-RR</em></strong></p>
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