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	<title>bônus Archives - FatoRR Notícias</title>
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	<title>bônus Archives - FatoRR Notícias</title>
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		<title>Vinte e seis magistrados de Roraima receberam bônus que totalizam quase R$ 15 milhões em 2 meses</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Jan 2026 19:19:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR) pagou, nos meses de fevereiro e março de 2025, quase R$ 15 milhões em bônus a 26 magistrados, incluindo juízes ativos, desembargadores e aposentados. Segundo as folhas de pagamento do tribunal, os valores pagos em fevereiro somaram R$ 4,9 milhões e em março R$ 9,9 milhões. Entre os [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR) pagou, nos meses de fevereiro e março de 2025, quase R$ 15 milhões em bônus a 26 magistrados, incluindo juízes ativos, desembargadores e aposentados. Segundo as folhas de pagamento do tribunal, os valores pagos em fevereiro somaram R$ 4,9 milhões e em março R$ 9,9 milhões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os beneficiados estão 14 juízes, 9 desembargadores, 2 juízes e 1 desembargador aposentados. Os valores pagos representam uma parcela expressiva da remuneração líquida de muitos magistrados: em alguns casos, mais de 90% do total recebido nos dois meses.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O vice-presidente do tribunal foi o único desembargador que não recebeu bônus acima de R$ 100 mil nos dois meses. O presidente do TJRR, Leonardo Pache de Faria Cupello, recebeu R$ 201,5 mil em fevereiro e R$ 414,2 mil em março. Já Parima Dias Veras recebeu R$ 269,3 mil em fevereiro e R$ 549,3 mil em março, totalizando R$ 818,6 mil.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações do Uol</em></strong></p>
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		<title>TCE-RR paga bônus de R$ 1,1 milhão a dois condenados por desvio de dinheiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jan 2025 14:34:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GERAL]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dois conselheiros aposentados do Tribunal de Contas do Estado de Roraima (TCE-RR), condenados por desvio de dinheiro público, receberam R$ 1,1 milhão da corte em outubro passado. O bônus é relativo à venda de folgas de até dez anos atrás. O pagamento só foi possível após uma mudança nas regras internas do tribunal, feita pela [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Dois conselheiros aposentados do Tribunal de Contas do Estado de Roraima (TCE-RR), condenados por desvio de dinheiro público, receberam R$ 1,1 milhão da corte em outubro passado. O bônus é relativo à venda de folgas de até dez anos atrás.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O pagamento só foi possível após uma mudança nas regras internas do tribunal, feita pela cúpula do TCE. Em agosto, quando ambos não integravam a corte, os atuais conselheiros liberaram o ressarcimento de folgas retroativo a 2015 &#8211; o que beneficiou os dois aposentados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O TCE-RR pagou R$ 721 mil a Marcus Rafael de Hollanda Farias &#8211; fora do tribunal desde dezembro de 2018 -, e R$ 381 mil a Henrique Manoel Fernandes Machado &#8211; afastado em dezembro de 2016. Os dois foram condenados pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) no chamado &#8220;escândalo dos gafanhotos”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A investigação apontou que, entre 1998 e 2002, o então governador de Roraima, Neudo Campos (ex-PP, hoje sem partido), criou um esquema de compra de apoio político. Deputados e conselheiros do TCE indicavam funcionários &#8220;fantasmas&#8221; para órgãos estaduais e se apropriavam dos salários deles. Entre os beneficiados, estavam Marcus Farias, 76, e Henrique Machado, 74.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo denúncia do Ministério Público Federal (MPF), o governo empregou indevidamente milhares de &#8220;gafanhotos&#8221;, como ficaram conhecidos os falsos servidores. A acusação apontou que somente em 2002 foram desviados R$ 70 milhões (R$ 204 milhões em valores atuais).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O STJ condenou Farias e Machado a pouco mais de 11 anos de cadeia por peculato (desvio de recurso público) em 2018. A sentença registrou que ambos arregimentaram &#8220;pessoas humildes&#8221; para inserir em folhas de pagamento de órgãos do governo e apontou culpabilidade em &#8220;altíssimo grau”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Por atribuição do cargo, [o então conselheiro] era incumbido de zelar pela probidade e moralidade do Poder Executivo estadual, mas, mesmo assim, continuou a se envolver nas referidas práticas criminosas&#8221;, destacou o ministro do STJ Mauro Campbell, relator do caso, nas duas sentenças.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O advogado Leonildo da Fonseca Farias, que defende Marcus Farias, afirmou à reportagem que o conselheiro requereu o bônus com base nas regras do Tribunal de Contas. O pagamento se refere ao período em que Farias acumulou jurisdição e acervo processual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Procurados, Henrique Machado e o TCE-RR não retornaram à reportagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Prisão e aposentadoria de R$ 41,5 mil</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Marcus Farias cumpriu dois anos da pena em prisão domiciliar, por ter mais de 70 anos, diagnóstico de depressão e um filho com síndrome de Down, sendo viúvo. Em setembro de 2021, passou para o regime semiaberto. Atualmente, está em liberdade condicional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ministro Mauro Campbell determinou que Henrique Machado passasse a cumprir pena em setembro de 2019. O então conselheiro conseguiu um habeas corpus perante o Supremo Tribunal Federal (STF), onde ainda discute o processo, e não foi preso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Machado foi deputado estadual e assumiu o cargo na cúpula do TCE-RR em março de 1999. Por decisão do STF, foi afastado em 2016, quando era presidente da corte e respondia à ação no STJ. Negou-se a cumprir a ordem, foi alertado de que a Polícia Federal poderia ser acionada e, então, se afastou da corte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O conselheiro pediu aposentadoria do TCE-RR em março passado, dias antes de ser condenado em um segundo processo. O STJ aplicou uma pena de cinco anos e quatro meses de prisão em semiaberto, novamente por desvio de recursos públicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a ação, Machado atuou de forma indevida no tribunal para receber auxílio-transporte retroativo ao período em que estava afastado. A sentença ordenou que ele devolva R$ 297 mil aos cofres públicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, Farias e Machado recebem uma aposentadoria de R$ 41,5 mil mensais, cada um.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Por que eles receberam bônus?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Marcus Farias e Henrique Machado se beneficiaram de um penduricalho criado pelo tribunal de Roraima em dezembro de 2022. Desde então, os conselheiros têm direito a uma &#8220;licença compensatória&#8221; de um dia de descanso a cada três trabalhados. Quem não tira os dias de folga, pode vendê-los.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O bônus é pago a quem acumula processos e cargos internos. Existem, na corte, sete conselheiros e sete funções disponíveis. Cada integrante da cúpula ocupa uma das posições que dá direito ao bônus.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Relatório da organização Transparência Brasil mostra que uma gratificação criada em 2015 para magistrados se transformou no penduricalho que dá direito à venda de folgas. Naquele ano, juízes federais que atuavam em mais de um local ou tinham muitos processos passaram a receber um bônus atrelado ao salário e sujeito ao teto constitucional.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Efeito cascata</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Sob o argumento de equiparação com o Judiciário, o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) liberou o pagamento de um terço do salário para a categoria em maio de 2022. Deixou de citar, contudo, que o benefício deveria respeitar o limite previsto pela Constituição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em janeiro de 2023, o CNMP adaptou o bônus, concedendo um dia de folga a cada três trabalhados. Permitiu também a venda do descanso e previu um caráter de indenização &#8211; e não de remuneração -, livrando o penduricalho do teto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em seguida, houve um efeito cascata. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Conselho da Justiça Federal, o STJ e tribunais de contas passaram a adotar o mesmo entendimento. Recentemente, cortes têm liberado a venda de folgas retroativas a 2015.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Tribunal de Contas de Roraima decidiu, em agosto passado, que pagaria a licença para o período de 13 de janeiro de 2015 a 31 de dezembro de 2021. A corte concedeu:</p>



<p class="wp-block-paragraph">R$ 721.349,27 (janeiro de 2015 a dezembro de 2018) a Marcus Hollanda;</p>



<p class="wp-block-paragraph">R$ 381.162,50 (janeiro de 2015 a dezembro de 2016) a Henrique.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Seis dos sete conselheiros atuais receberam, em setembro, R$ 6 milhões por venda de folgas retroativas a 2015.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>&#8216;É imoral&#8217;, diz Transparência Brasil</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A diretora da Transparência Brasil Marina Atoji critica os pagamentos aos dois conselheiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Continuar recebendo esses recursos, ainda mais neste volume, é completamente imoral. É uma violação ao princípio da moralidade da administração pública&#8221;, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Justamente em um órgão que é responsável pela fiscalização dos recursos públicos [o TCE], é uma contradição e uma completa imoralidade. Na avaliação de Atoji, a criação de pagamentos retroativos por tribunais é um &#8220;abuso do poder de regulamentar a si próprios&#8221;. &#8220;É uma distorção”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações do UOL</em></strong></p>
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