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	<title>Brasil Saudável Archives - FatoRR Notícias</title>
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	<title>Brasil Saudável Archives - FatoRR Notícias</title>
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		<title>Roraima apresenta segunda maior incidência de casos de tuberculose do Brasil</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/roraima-apresenta-segunda-maior-incidencia-de-casos-de-tuberculose-do-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Mar 2025 10:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[RORAIMA]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil Saudável]]></category>
		<category><![CDATA[ministério da saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A tuberculose matou mais de 5,9 mil pessoas em 2023 no Brasil e mais de 84 mil novos casos da doença foram diagnosticados naquele ano, segundo o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde.&#160;O estado onde há maior incidência da doença é o Amazonas, seguido por Roraima e Rio de Janeiro. No estado amazônico, até setembro [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A tuberculose matou mais de 5,9 mil pessoas em 2023 no Brasil e mais de 84 mil novos casos da doença foram diagnosticados naquele ano, segundo o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde.&nbsp;O estado onde há maior incidência da doença é o Amazonas, seguido por Roraima e Rio de Janeiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No estado amazônico, até setembro de 2024, eram 86,3 casos por 100 mil habitantes. Já Roraima registrou 78,9 e Rio de Janeiro, 73,7 casos por 100 mil habitantes.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A tuberculose é uma doença infectocontagiosa que afeta principalmente os pulmões, transmitida pelas vias aéreas, sobretudo quando uma pessoa doente tosse, espirra ou fala, cujo principal sintoma é a tosse persistente, que costuma durar mais de três semanas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O dia 24 de março é dedicado a aumentar a conscientização contra esta que é uma das doenças infecciosas que mais matam no mundo. Segundo a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), todos os dias mais de quatro mil pessoas morrem em todo o planeta&nbsp;em decorrência da tuberculose.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Draurio Barreira, Diretor do Departamento de HIV/AIDS, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde, vivemos outro momento da doença, em que não se fala mais em controle e, sim, em eliminação. O desafio faz parte do programa Brasil Saudável, que além da tuberculose, visa eliminar outras 11 doenças e 5 infecções.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Condições que favorecem à tuberculose</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Casas onde moram muitas pessoas, com condições de saneamento e higiene precárias, pouca circulação de ar. Todos esses são determinantes sociais que perpetuam a existência da tuberculose no país, como explica a coordenadora-geral de Vigilância da Tuberculose, Micoses Endêmicas e Micobactérias não Tuberculosas do Ministério&nbsp;da Saúde, Fernanda Dockhorn.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A tuberculose está ligada muito às condições de vida da população. Então, as populações que vivem em uma situação de empobrecimento, em ambientes aglomerados, onde o ar não circula tão bem, estão mais sujeitas ao adoecimento. Além disso, as pessoas em situação de vulnerabilidade social, muitas vezes, vivenciam mais dificuldades de acesso a serviços e têm diagnóstico tardio.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fome, desnutrição, baixa qualidade dos alimentos também são fatores que contribuem para que a doença se manifeste após a infecção.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tratamento e enfrentamento</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje, a prevenção contra a doença recebe atenção especial, com aumento de 30% no tratamento preventivo. O destaque desse tratamento é o esquema encurtado 3HP — um combo de medicamentos associados que reduz o risco de desenvolvimento de tuberculose ativa nas pessoas que tiveram contato com o bacilo e ajuda a interromper a cadeia de transmissão da doença. Essa nova maneira de proteger contra a tuberculose já atingiu 72% dos tratamentos, segundo o Ministério da Saúde.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O tratamento convencional da tuberculose é feito com uso de antibióticos orais, em casa, durante seis meses, e exige que o paciente vá até uma unidade de saúde mensalmente para acompanhar a evolução do tratamento. A porta de entrada para ter acesso aos cuidados ocorre pela atenção primária à saúde e todos os medicamentos são fornecidos gratuitamente pelo SUS.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Brasil Saudável&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://fatorrnoticias.com.br/roraima/infeccoes-e-doencas-ligadas-a-fatores-sociais-sao-debatidas-em-roraima-com-integrantes-de-14-ministerios/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Para combater a tuberculose e outras dez doenças e cinco infecções consideradas problemas de saúde pública, o governo federal criou, em fevereiro de 2024, o programa Brasil Saudável</strong></a>. Com a tuberculose, a meta é eliminar a doença como problema de saúde pública, reduzir a incidência para menos de 10 casos por 100 mil habitantes e fazer cair o número de mortes para menos de 230 por ano, até 2030.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para isso, o Ministério da Saúde, ao lado de outros 12 ministérios, trabalha no enfrentamento da fome e pobreza, na promoção da proteção social e dos direitos humanos, no fortalecimento da capacitação de agentes sociais, no estímulo à ciência, tecnologia e inovação e na expansão de iniciativas em infraestrutura, saneamento e meio ambiente.</p>
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		<title>Roraima recebe R$ 1,3 milhão do Ministério da Saúde para combate a doenças transmissíveis</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/roraima-recebe-r-13-milhao-do-ministerio-da-saude-para-combate-a-doencas-transmissiveis/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Aug 2024 10:44:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[RORAIMA]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil Saudável]]></category>
		<category><![CDATA[hepatites virais]]></category>
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		<category><![CDATA[ministério da saúde]]></category>
		<category><![CDATA[tuberculose]]></category>
		<category><![CDATA[Vigilância em Saúde e Ambiente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Roraima vai receber R$ 1,3 milhão para o combate de doenças transmissíveis, dos quais R$ 532,5 mil serão usados exclusivamente para a vigilância da tuberculose. De acordo com o Ministério da Saúde, a transferência de recursos faz parte do programa&#160;Brasil Saudável, para eliminação e controle de doenças socialmente determinadas. O ministério aumentou o investimento em [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Roraima vai receber R$ 1,3 milhão para o combate de doenças transmissíveis, dos quais R$ 532,5 mil serão usados exclusivamente para a vigilância da tuberculose. De acordo com o Ministério da Saúde, a transferência de recursos faz parte do programa&nbsp;Brasil Saudável, para eliminação e controle de doenças socialmente determinadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ministério aumentou o investimento em saúde pública, destinando R$ 300 milhões para o combate ao HIV/aids, tuberculose, hepatites virais e infecções sexualmente transmissíveis (IST) em estados e municípios. A medida visa expandir a testagem, intensificar a busca ativa de diagnósticos e aumentar o tratamento preventivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso foi possível porque a tuberculose foi incluída na Política de Incentivo às Ações de Vigilância, Prevenção e Controle de HIV/aids, Hepatites Virais e IST. Com o adicional de R$ 100 milhões, a política passa a enviar R$ 300 milhões a estados e municípios. “Além disso, vamos promover todo o apoio necessário para as que as ações de vigilância sejam mais efetivas e possamos fazer frente às infecções e doenças que acometem a saúde da nossa população”, declara Ethel Maciel, secretária de&nbsp;Vigilância em Saúde e Ambiente.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2023, o Brasil foi o primeiro país do mundo a lançar uma política governamental para eliminar ou reduzir, como problemas de saúde pública, 14 doenças e infecções que acometem, de forma mais intensa, as populações em situação de maior vulnerabilidade social.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o diretor do&nbsp;Departamento de HIV/aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis&nbsp;do Ministério da Saúde, Draurio Barreira, os recursos vão possibilitar avanços significativos para a eliminação dessas infecções e doenças como problemas de saúde pública. “Com a inclusão inédita da tuberculose no incentivo, poderemos expandir o nosso leque de ações”, explica.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os gestores locais deverão encaminhar, no prazo de 60 dias, os valores a serem repassados ao estado e seus municípios. A definição de recursos foi proposta de acordo com a proporção de casos novos de tuberculose de cada unidade federada em relação ao total notificado no país.&nbsp;</p>
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		<title>Ministério da Saúde vai realizar testagem inédita da hepatite D na Região Norte</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/ministerio-da-saude-vai-realizar-testagem-inedita-da-hepatite-d-na-regiao-norte/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jul 2024 09:15:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BRASIL]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil Saudável]]></category>
		<category><![CDATA[Fiocruz]]></category>
		<category><![CDATA[hepatite]]></category>
		<category><![CDATA[Julho Amarelo]]></category>
		<category><![CDATA[ministério da saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A hepatite D&#160;pode causar uma das formas mais graves de hepatites virais. Mais de 72% dos casos no Brasil estão concentrados na Região Norte, de acordo com o novo boletim epidemiológico do Ministério da Saúde. Esse vírus depende da presença da infecção pelo vírus da hepatite B para contaminar uma pessoa. Em uma ação inédita, [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A hepatite D&nbsp;pode causar uma das formas mais graves de hepatites virais. Mais de 72% dos casos no Brasil estão concentrados na Região Norte, de acordo com o novo boletim epidemiológico do Ministério da Saúde. Esse vírus depende da presença da infecção pelo vírus da hepatite B para contaminar uma pessoa. Em uma ação inédita, a pasta anuncia o início de um projeto piloto para disponibilizar testes de diagnóstico e monitoramento para essa infecção no país, preenchendo uma lacuna histórica no acesso ao diagnóstico, acompanhamento e tratamento. A expectativa é alcançar a totalidade das pessoas infectadas. No mês de luta contra as&nbsp;hepatites virais&nbsp;– Julho Amarelo – o governo federal também lançou nova campanha digital de conscientização sobre a doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a infecção crônica do vírus B, que é responsável por 47% dos óbitos relacionados às hepatites virais, atingiu cerca de 296 milhões de pessoas em 2022 em todo o mundo. Somente no Brasil, segundo o boletim epidemiológico, foram 10.952 casos de hepatite B e 128 de hepatite D no mesmo ano. Em 2023, com a retomada das ações de prevenção, uma redução dos casos já foi registrada: 10.092 casos de&nbsp;hepatite B&nbsp;e 109 de hepatite D.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Da mesma forma que as outras hepatites, a do tipo D pode não apresentar sinais ou sintomas. É nesse ponto de gravidade que a pasta está investindo de forma inédita. O novo modelo de testagem vai facilitar, agilizar e aumentar a capacidade diagnóstica no país. Com o avançar do projeto, que acontece por meio de uma parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Rondônia, a ideia é expandir para as demais regiões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda em parceria com a Fiocruz, o Ministério da Saúde garantiu importante medida de acesso a medicamentos para tratamento da&nbsp;hepatite C, com a primeira aquisição e distribuição de sofosbuvir e daclatasvir para estados e municípios. Foram 800 mil unidades farmacêuticas entregues. Com essa nova opção terapêutica de tratamento, além de possibilitar um alto percentual de cura, foi possível proporcionar uma economia em torno de R$ 43 milhões para o Sistema Único de Saúde (SUS), aproximadamente 33% mais barato quando comparado com o esquema anteriormente disponível.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Ministério da Saúde atua, ainda, em ações de prevenção, principalmente com a vacinação contra&nbsp;hepatite A&nbsp;e B, e na expansão do acesso a diagnóstico e tratamento contra hepatite B e C. Com isso, a pasta espera que a eliminação dessas doenças como problema de saúde pública ocorra até 2030. Nesse sentido, o Brasil foi o primeiro país do mundo a lançar uma política governamental para eliminar ou reduzir, como problemas de saúde pública, 14 doenças e infecções que acometem, de forma mais intensa, as populações em situação de maior vulnerabilidade social. As hepatites virais estão inclusas na ação, conhecida como&nbsp;Brasil Saudável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para acelerar essa resposta de eliminação das infecções, o Ministério da Saúde criou uma coordenação-geral específica de hepatites virais, dentro da&nbsp;Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. O fortalecimento da estrutura da pasta permite a continuidade do diálogo com a sociedade civil, estados e municípios. Exemplo disso é a construção do Plano para a Eliminação das Hepatites Virais no Brasil, que será colocado em consulta pública em agosto deste ano, com o objetivo de criar uma linha de cuidado de acordo com as realidades locais. O documento foi construído de forma articulada com gestores estaduais e municipais, sociedades civil e científica, bem como com instituições nacionais e internacionais parceiras.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Redução na detecção de casos e nas mortes</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados do Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais 2024 apontam que, de 2000 a 2023, foram notificados mais de 785 mil casos no Brasil, sendo 40,6% do tipo C, 36,8% do tipo B, 21,8% do tipo A e 0,6 de hepatite D. Somente em 2023, foram mais de 28 mil novos casos, sendo 7,3% de hepatite A, 35,4% de hepatite B e 56,7% de hepatite C. Do total de casos de hepatite D, ao longo da série histórica, observou-se que 62,8% estavam entre pessoas autodeclaradas pretas ou pardas, seguidos de 17,3% de brancas, 6,6% de indígenas e 1,3% de amarelas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As taxas de detecção de hepatites B e C apresentaram redução de 7,9% e 8,7%, respectivamente, quando comparadas a 2022. Em relação aos óbitos – com base na série histórica de 2012 a 2022 com dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) – é possível observar redução nas mortes relacionadas às hepatites A (36,8%), B (22,6%) e C (54,9%). A redução das mortes pode ser observada como um resultado de diversas ações, tais como introdução dos antivirais de ação direta a partir de 2015 e a introdução da vacina de hepatite A para crianças em 2014. Contudo, em 2022, a hepatite C foi a principal causa de óbitos entre as hepatites virais com 69,9%, seguida pela hepatite B com 26,1% do total.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2023, cerca de 7 mil pessoas iniciaram e mais de 40 mil estavam em tratamento para hepatite B. Quanto à hepatite C, cerca de 17 mil pessoas realizaram tratamento. Assim como para a hepatite B, a maioria (86%) realizou acompanhamento médico no serviço público de saúde e 98% trataram a hepatite C pela primeira vez.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Saúde investe mais de R$ 382 milhões em testes e medicamentos para hepatites virais</p>



<p class="wp-block-paragraph">As hepatites virais atingem o fígado, causando alterações leves, moderadas ou graves. Na maioria das vezes são infecções silenciosas, ou seja, não apresentam sintomas. Entretanto, quando presentes, elas podem se manifestar com cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. O&nbsp;SUS&nbsp;disponibiliza testes rápidos e de confirmação para as hepatites B e C, bem como os respectivos tratamentos. De janeiro de 2023 a junho deste ano, o Ministério da Saúde investiu cerca de R$ 382 milhões em testes rápidos e medicamentos para hepatites virais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de ainda não existir medicamento capaz de conferir a cura para a infecção pelo vírus da hepatite B, os disponíveis atualmente colaboram para o controle da carga viral e da evolução da doença, bem como para a manutenção da qualidade de vida. Quanto à hepatite C, os medicamentos disponibilizados no SUS conferem a cura em mais de 95% dos casos, com tratamentos que estão disponíveis para qualquer pessoa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As vacinas contra hepatite A e B fazem parte do calendário nacional. A vacina da hepatite A tem esquema de uma dose aplicada aos 15 meses de vida e também está disponível nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE) com duas doses para pessoas acima de 1 ano de idade com determinadas condições de saúde. Já a vacina da hepatite B, a recomendação é que se façam quatro doses da vacina, sendo: uma ao nascer (vacina Hepatite B), e aos 2, 4 e 6 meses de idade (vacina Pentavalente). Para a população adulta, o esquema completo se dá com o registro de três doses.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para quem tem mais de 20 anos e não sabe se tomou as três doses de hepatite B, é preciso procurar um posto de saúde para fazer o teste de hepatites. O Ministério da Saúde recomenda que todas as pessoas com mais de 40 anos façam o teste.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Incentivo à testagem</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2023, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou a lei que institui o Julho Amarelo no país, mês destinado à luta contra as hepatites virais. De acordo com o documento, também assinado pela ministra da Saúde, Nísia Trindade, a ação tem foco na conscientização sobre os riscos da doença, nas formas de prevenção, assistência, proteção e promoção dos direitos humanos. O projeto originário da lei é de autoria do atual ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Alexandre Padilha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2024, com o slogan “4 passos para eliminar a hepatite – conhecer, prevenir, testar e tratar”, a campanha será realizada nas redes sociais digitais, reforçando a importância da ampla testagem, pois, com exceção da hepatite B, as hepatites virais têm cura e o tratamento é oferecido gratuitamente pelo SUS.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Informações para tomada de decisão</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir de agora, o Ministério da Saúde também vai disponibilizar dois painéis de informação para acompanhamento dos dados da doença: o&nbsp;Painel de Indicadores e Dados Básicos das Hepatites nos Municípios Brasileiros&nbsp;e o&nbsp;Painel de Monitoramento das Hepatites B e C.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados disponibilizados foram retirados do Sistema de Controle Logístico de Medicamentos de Hepatites a partir de janeiro de 2023. Os indicadores descritos consideram as pessoas que receberam dispensação de medicamentos para o tratamento das hepatites B ou C e foram estratificados segundo região geográfica, sexo, raça-cor-etnia, escolaridade, situação de privação de liberdade ou situação de rua.</p>
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