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	<title>cartório Archives - FatoRR Notícias</title>
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		<title>Mais da metade das crianças de Amajari e Alto Alegre não tem registro de nascimento em cartório, segundo IBGE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Aug 2024 20:00:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[DIREITOS HUMANOS]]></category>
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<p class="wp-block-paragraph">Dois municípios de&nbsp;Roraima&nbsp;tiveram em 2022 os menores percentuais no Brasil de crianças de até cinco anos com registro de nascimento em cartório. São os casos de Alto Alegre (a 84 km de&nbsp;Boa Vista) e Amajari (a 155 km da capital), apontam novos dados do&nbsp;Censo Demográfico&nbsp;divulgados nesta quinta-feira (8) pelo&nbsp;IBGE&nbsp;(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em Alto Alegre, somente 37,7% das crianças de até cinco anos tinham o registro de nascimento em cartório em 2022, o equivalente a 1.370 de um total de 3.638 na mesma faixa etária. Em Amajari, a proporção foi de 48,1% —1.184 de um total de 2.461. São os únicos municípios do Brasil com proporções inferiores a 50%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outros três municípios de Roraima figuram entre os dez do país com menores percentuais de crianças com registro de nascimento em cartório, mas acima de 50%: Iracema (72,5%), Uiramutã (77,5%) e Pacaraima (83,5%)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além do mesmo Estado, outra característica de Alto Alegre e Amajari é a grande&nbsp;presença de indígenas. Em torno de 75% das crianças de até cinco anos pertenciam a esse grupo em Alto Alegre e Amajari, conforme as declarações de cor ou raça no Censo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A população indígena&nbsp;está mais concentrada na Região Norte&nbsp;e tem menor percentual de registro civil de nascimentos. A proporção mais baixa, de acordo com o IBGE, pode estar relacionada com mais dificuldades logísticas de acesso a cartórios e questões culturais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesta quinta, o instituto informou que o registro civil de nascimentos alcançava 87,5% das crianças de até cinco anos de cor ou raça indígena no país em 2022. Considerando a população total da mesma faixa etária, o percentual foi de 99,3%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dos dez municípios com as menores proporções de registros de nascimentos em cartório no Brasil, oito estão na Região Norte, segundo o Censo. A cidade amazonense de Barcelos teve o terceiro menor indicador do país entre as crianças de até cinco anos (62,5%).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Terra Indígena&nbsp;Yanomami, por exemplo, fica entre os estados de Roraima e Amazonas, na abrangência de municípios como Alto Alegre, Amajari e Barcelos, segundo&nbsp;relatório publicado no ano passado&nbsp;pelo governo federal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">José Eduardo Trindade, analista da divulgação do IBGE, afirmou que locais com grande presença de indígenas precisam de uma &#8220;atenção maior&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;É uma região que tem de ser trabalhada com muito respeito, com muito carinho, por todos: como chegar, abordar e fazer o registro de nascimento em cartório&#8221;, declarou. O IBGE prometeu apresentar mais detalhes do Censo sobre os indígenas em divulgação prevista para setembro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O registro civil, diz o instituto, é um pré-requisito para a emissão de outros documentos da criança. Também é importante para garantir o acesso a serviços sociais básicos, em áreas como&nbsp;saúde&nbsp;e&nbsp;educação, segundo o IBGE.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, o número de municípios que alcançaram 100% das crianças de até cinco anos com registro de nascimento em cartório aumentou de 624 em 2010 (11,2% do total) para 1.098 em 2022 (19,7% do total).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No caso dos indígenas, o IBGE também levantou dados sobre o Rani (Registro Administrativo de Nascimento Indígena). O documento é um registro administrativo da Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas) legalmente válido para a posterior emissão do registro civil em cartórios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2022, 5,7% das pessoas de cor ou raça indígena tinham o Rani, conforme o Censo. O cadastro serve como base de informações para o mapeamento estatístico dos indígenas, mas não substitui o registro em cartório, apontou o IBGE.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações da Folha de S. Paulo</em></strong></p>
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