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	<title>CV Archives - FatoRR Notícias</title>
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	<title>CV Archives - FatoRR Notícias</title>
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		<title>Tren de Aragua domina bairros de Boa Vista e intensifica disputa pelo tráfico em Roraima</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Dec 2025 16:49:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O grupo criminoso venezuelano Tren de Aragua tem se consolidado como uma das principais facções de Roraima, espalhando violência em Boa Vista por meio de homicídios, torturas, esquartejamentos e controle de pontos de venda de drogas. O estado, com 15 municípios, tem 13 deles dominados por facções criminosas, incluindo o Primeiro Comando da Capital (PCC) [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O grupo criminoso venezuelano Tren de Aragua tem se consolidado como uma das principais facções de Roraima, espalhando violência em Boa Vista por meio de homicídios, torturas, esquartejamentos e controle de pontos de venda de drogas. O estado, com 15 municípios, tem 13 deles dominados por facções criminosas, incluindo o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a 4ª edição do estudo <em>Cartografias da Violência na Amazônia</em>, realizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) em parceria com os institutos Clima e Sociedade, Itausa, Mãe Crioula e Laboratório Interpretativo Laiv, os municípios com presença de facções são: Alto Alegre, Amajari, Bonfim, Cantá, Caracaraí, Caroebe, Iracema, Mucajaí, Normandia, Pacaraima, Rorainópolis, Uiramutã e Boa Vista. São Luiz e São João da Baliza não registram atuação confirmada de grupos criminosos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Relatórios da Polícia Civil de Roraima indicam que o Tren de Aragua disputa o tráfico de drogas com grupos brasileiros e venezuelanos, gerando aumento nos homicídios e tentativas de assassinato. Entre 1º de janeiro e 10 de outubro deste ano, o estado registrou 39 homicídios, sendo 21 venezuelanos e 18 brasileiros. No mesmo período, ocorreram 66 tentativas de homicídio, com 34 alvos brasileiros e 32 venezuelanos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O grupo controla o tráfico nos bairros Tancredo Neves, Buritis, Caimbé, Liberdade e Asa Branca, além de atuar nos acampamentos da Operação Acolhida próximos à rodoviária de Boa Vista. Em novembro, um líder da facção foi preso em Manaus durante a terceira fase da Operação Afluência, que investiga assassinatos ligados à disputa por pontos de drogas na zona oeste da capital. Seis pessoas foram presas e drogas e armas apreendidas; outros suspeitos seguem procurados, todos venezuelanos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O crescimento do grupo acompanha o fluxo migratório venezuelano, impulsionado pela crise humanitária na Venezuela. Entre 2015 e 2019, foram registrados 178 mil pedidos de refúgio ou residência temporária. Roraima teve, em 2022, o maior crescimento populacional do país, com 637 mil habitantes, embora seja o menos populoso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dados oficiais mostram que os homicídios aumentaram de 90 em 2020 para 127 em 2021, quando a facção passou a dominar pontos de venda de cocaína em Boa Vista. Entre março e agosto de 2021, 12 assassinatos foram atribuídos ao Tren de Aragua, quatro deles com vítimas esquartejadas. Em janeiro deste ano, a polícia localizou um cemitério clandestino com nove corpos, incluindo ossadas, cadáveres em decomposição, um homem esquartejado e duas mulheres enterradas abraçadas, na zona oeste da capital.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar do avanço do Tren de Aragua, o PCC continua como hegemonia em Roraima, atuando nos 13 municípios com presença de facções, sendo exclusivo em cinco deles. O Comando Vermelho atua em oito municípios, dominando Amajari, Cantá, Caroebe, Normandia e Uiramutã. Grupos venezuelanos têm múltiplos indícios de atuação, mas ainda com evidências limitadas de estrutura formal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo do FBSP destaca que o Tren de Aragua funciona como braço do “Sistema”, rede transnacional que articula grupos venezuelanos envolvidos em tráfico de drogas, armas, combustível e ouro da Venezuela, com atuação também na Guiana. Municípios como Uiramutã e Pacaraima são estratégicos para logística do crime e transporte de insumos e produtos ilícitos entre Brasil, Venezuela e Guiana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Tren de Aragua ganhou projeção internacional durante o segundo mandato de Donald Trump, quando embarcações com drogas venezuelanas passaram a ser alvo do governo americano. Seu líder, Héctor Rustherford Guerrero Flores, “Niño Guerrero”, foi condenado a 17 anos de prisão na Venezuela, mas segue foragido. O grupo surgiu em 2005 e hoje está presente em Colômbia, Bolívia, Equador, Peru, Estados Unidos e Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações da Gazeta do Povo</em></strong></p>
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		<title>Em 6 anos, número de venezuelanos presos em Roraima passa de 77 para mais de 400</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Dec 2024 15:10:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>As consequências do fluxo em massa de venezuelanos na fronteira do Brasil,&#160;em Roraima, são perceptíveis de várias formas na estrutura do poder público, inclusive no&#160;sistema prisional. A quantidade de pessoas da Venezuela presas nas penitenciárias do Estado, por crimes diversos, quintuplicou em um período de seis anos. Dados repassados à reportagem&#160;pelo Grupo de Atuação Especial [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">As consequências do fluxo em massa de venezuelanos na fronteira do Brasil,&nbsp;em Roraima, são perceptíveis de várias formas na estrutura do poder público, inclusive no&nbsp;sistema prisional. A quantidade de pessoas da Venezuela presas nas penitenciárias do Estado, por crimes diversos, quintuplicou em um período de seis anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dados repassados à reportagem&nbsp;pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do&nbsp;Ministério Público de Roraima (MPRR), mostram que, no primeiro semestre de 2018, havia 77 presos venezuelanos no Estado. No mesmo período de 2024, o número chegou a 389 e hoje já está em 414.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa quantidade se aproxima dos 9% em relação ao total da&nbsp;população carcerária&nbsp;de Roraima, que totaliza cerca de 4.460 detentos. A maior parte dos presos venezuelanos está na ala 5 da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (Pamc), na zona rural de&nbsp;Boa Vista. A administração do local optou por colocá-los juntos, na tentativa de evitar possíveis disputas internas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O cuidado se faz necessário, pois já foram identificados, entre os presos, integrantes de <a href="https://fatorrnoticias.com.br/roraima/faccao-venezuelana-cruza-fronteira-e-domina-bairros-de-boa-vista/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>facções criminosas do país vizinho</strong></a>. Até o momento, segundo o MPRR, não houve registro de disputas pelo domínio de unidades prisionais contra grupos brasileiros, como Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV), mas o contexto requer atenção e monitoramento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Presença venezuelana em Roraima</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O aumento da presença de venezuelanos nos presídios de Roraima reflete a complexidade da situação vivenciada pelo Estado. O fluxo migratório provocado pela crise política e econômica no país de&nbsp;Nicolás Maduro, com aumento da fome e criminalidade nos últimos anos, impactou diretamente a demanda por serviços públicos no lado brasileiro, assim como os indicadores sociais e de segurança pública.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O governo de Roraima calcula que há cerca de 180 mil imigrantes e refugiados em território roraimense. Se confirmada, essa estimativa representaria 25% da população total, conforme os dados do&nbsp;Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ou seja, de cada quatro pessoas que vivem em Roraima hoje, uma é da Venezuela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em determinadas áreas de Boa Vista, a presença de venezuelanos já é majoritária. Nas escolas do bairro 13 de Setembro, zona sul da capital, por exemplo, a administração local avalia que 80% das crianças e dos adolescentes são venezuelanos. E, embora esse quadro já pareça estabelecido, a tensão permanece na região, com registros de embates, crimes e preconceitos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Reportagem do&nbsp;Metrópoles&nbsp;de dezembro do ano passado mostrou que,&nbsp;de cada três vítimas de assassinato em Roraima, uma era venezuelana. Além disso, o Estado já registrou graves situações de xenofobia contra imigrantes daquele país. Do outro lado, criminosos da nação vizinha aproveitaram o fluxo migratório para cruzar a fronteira e entrar no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Crimes violentos&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os presos venezuelanos nas penitenciárias e nos presídios do Estado, 34% foram detidos por crimes contra o patrimônio (furtos, roubos e latrocínios), 24% por tráfico de drogas e 12% por homicídios, conforme dados informados pelo MPRR. Entre os casos de assassinatos, estão alguns crimes brutais cometidos por integrantes de facções da Venezuela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Sobre os crimes violentos, é importante destacar que a atuação das facções venezuelanas nesse tipo de delito chama a atenção pela crueldade utilizada, porque são comuns os casos com o esquartejamento das vítimas, método usado como forma de ‘assinatura’ de seus crimes e imposição de medo”, menciona o Gaeco do MPRR.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O grupo de promotores aponta que esses grupos já se infiltraram nos bairros de maioria venezuelana em Boa Vista, onde subjugam a população local e impõem a própria lei em determinadas áreas. A principal facção é a chamada El Tren de Aragua, que surgiu dentro do presídio de Tocorón, na Venezuela, e hoje se espalha por países da América do Sul e dos&nbsp;Estados Unidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o MPRR, Roraima também registra a presença de outros dois grupos venezuelanos: Tren de Guayana e Sindicato de Las Claritas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Governador cobrou ajuda do Planalto</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://fatorrnoticias.com.br/roraima/governador-de-roraima-faz-cobranca-milionaria-a-lula-por-crise-com-venezuelanos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>O governador de Roraima, Antônio Denarium (PP), cobrou do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em novembro deste ano, o pagamento de R$ 306 milhões</strong> </a>para compensar os gastos do Estado com a imigração de venezuelanos. A ajuda foi determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) há quatro anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Corte estipulou, à época, que metade dos gastos com prestação de serviços públicos aos imigrantes da Venezuela fosse custeado pelo governo federal. O valor, no entanto, foi questionado pelo Planalto e o caso segue sem solução.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O governo de Roraima alega que, do total da dívida, 55,18% são de gastos com saúde, 36,23% com educação e os demais com segurança pública e prisional. Denarium visitou Lula durante o Fórum dos Governadores, que ocorreu em Brasília, na última semana de novembro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Solicitei celeridade na restituição das despesas com venezuelanos, que geram um impacto financeiro muito grande para o Estado”, escreveu ele nas redes sociais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações do Metrópoles</em></strong></p>
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		<title>Facção venezuelana cruza fronteira e domina bairros de Boa Vista</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/faccao-venezuelana-cruza-fronteira-e-domina-bairros-de-boa-vista/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Dec 2024 21:00:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A facção criminosa venezuelana El Tren de Aragua cruzou a fronteira do Brasil e já se faz presente&#160;em Roraima, com domínio confirmado em determinados bairros da capital,&#160;Boa Vista. Os faccionados aproveitaram a intensificação do fluxo migratório, nos últimos anos, para expandir a presença na região e articular parcerias com facções brasileiras. De acordo com o [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A facção criminosa venezuelana El Tren de Aragua cruzou a fronteira do Brasil e já se faz presente&nbsp;em Roraima, com domínio confirmado em determinados bairros da capital,&nbsp;Boa Vista. Os faccionados aproveitaram a intensificação do fluxo migratório, nos últimos anos, para expandir a presença na região e articular parcerias com facções brasileiras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do&nbsp;Ministério Público de Roraima (MPRR), a facção já possui integrantes presos no sistema prisional do Estado e lideranças estabelecidas à frente de bairros, como o 13 de Setembro e o São Vicente, ambos na zona sulda cidade. Os planos de expansão almejam, ainda, conquistar outras áreas da cidade, como o bairro Calungá, na mesma área.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Tren de Aragua é considerada a maior facção criminosa da&nbsp;Venezuela. De alta periculosidade, o grupo surgiu dentro do presídio de Tocorón, no país de Nicolás Maduro, e se expandiu com foco no tráfico de drogas, contrabando e tráfico de pessoas. Hoje, a organização tem perfil transnacional. Além do Brasil, há registros da presença dela na Colômbia, Chile, Bolívia, Equador e até nos Estados Unidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O acirramento da crise econômica e política na Venezuela favoreceu as intenções da facção, que se aproveitou da vulnerabilidade de milhões de venezuelanos, em fuga e em busca de asilo em outros países, para lucrar com a prática de extorsão, exploração sexual e, ao mesmo tempo, se infiltrar para ampliar os territórios de domínio e atuação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Acordos com PCC e CV</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em Roraima, apesar dos registros de homicídios com a “assinatura” da Tren de Aragua – esquartejamento –, ainda não houve embates diretos entre a facção venezuelana e os grupos brasileiros também presentes na região, como o&nbsp;Comando Vermelho (CV)&nbsp;e o&nbsp;Primeiro Comando da Capital (PCC). Pelo contrário, o que se vê, segundo o MPRR, são tratativas e acordos entre eles.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De início, a facção tentou estabelecer uma aliança com o PCC, visando ao comércio de armas. Hoje, no entanto, a aproximação maior está com o Comando Vermelho, que se fortaleceu no Estado, nos últimos anos, com dominação de áreas consideradas estratégicas, como locais de exploração do garimpo ilegal, a vila de Nova Colina, em Rorainópolis, localizada no sul de Roraima, e alguns bairros de Boa Vista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A ausência de confronto ou oposição das facções nacionais ao El Tren de Aragua, em conjunto com a posição geográfica estratégica do Estado, favorece a expansão e o fortalecimento da facção estrangeira com relevante projeção internacional em território brasileiro e, com ela, o aumento das tensões de segurança na região”, aponta o Gaeco do MPRR.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O contexto facilitador exige monitoramento constante das forças de segurança e inteligência. As informações levantadas, até então, já apontam a presença em território roraimense não só da Tren de Aragua, mas também de outros dois grupos criminosos da Venezuela, como a Tren de Guayana e o Sindicato de Las Claritas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Presídio com boate, clube e zoológico</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A preocupação ficou ainda maior depois que o líder da facção Tren de Aragua, Héctor Rustherford Guerrero Flores, o Niño Guerrero, fugiu da prisão, no ano passado, após megaoperação policial que invadiu o presídio de Tocorón, na Venezuela, e retomou o local. O grupo havia feito da penitenciária uma minicidade, com direito a boate, clube aquático, bares, restaurantes e até um zoológico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos anos de liderança de Niño Guerrero, no local, a polícia não adentrava o presídio e o criminoso saía, viajava e retornava como bem entendia, apesar de estar cumprindo pena de 17 anos de prisão em regime fechado. Hoje, o líder da facção segue procurado pela polícia e está na&nbsp;lista da Interpol. Desde setembro do ano passado, as autoridades venezuelanas buscam informações sobre o paradeiro de Guerrero.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele é considerado o grande responsável pelo projeto de transnacionalização da Tren de Aragua. De dentro do presídio, que virou a base de operações da facção, Niño Guerrero colocou em prática o plano de recrutar detentos, adotou um modelo de arrecadação interna baseado, primeiro, em extorsões e ampliou os territórios de domínio, com tráfico de drogas e exploração sexual em diferentes regiões do país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos Estados Unidos, em meio aos relatos crescentes da presença de integrantes da facção, o&nbsp;governo Joe Biden&nbsp;definiu, em julho deste ano, a Tren de Aragua como uma “organização criminosa transnacional”. As investigações locais apuraram que os integrantes possuem marcas de identificação semelhantes: tatuagens com relógios, âncoras, coroas e até frases com a palavra “Guerrero”, em menção ao líder.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Presença maciça de venezuelanos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Todo esse projeto de expansão preocupa o lado brasileiro da fronteira. Roraima ainda tenta se reestruturar, após os efeitos gerados pelo fluxo migratório intenso dos últimos anos. O governo local estima que 180 mil venezuelanos vivem no território roraimense hoje – algo em torno de 25% de toda a população do Estado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos últimos seis anos, a quantidade de venezuelanos presos nas penitenciárias e presídios de Roraima aumentou cinco vezes. Passou de 77, no primeiro semestre de 2018, para 414 neste final de 2024. A maioria está na Ala 5 da Penitenciária Agrícola do Monte Cristo (PAMC), em Boa Vista. Entre eles, estão alguns faccionados da Tren de Aragua, envolvidos, principalmente, em assassinatos brutais na região.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações do Metrópoles</em></strong></p>
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