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	<title>desnutrição Archives - FatoRR Notícias</title>
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	<lastBuildDate>Fri, 14 Aug 2026 15:33:28 +0000</lastBuildDate>
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	<title>desnutrição Archives - FatoRR Notícias</title>
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		<title>Indígenas: Roraima aparece entre os estados com mais assassinatos, suicídios e óbitos infantis em 2025</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Aug 2026 15:33:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[DIREITOS HUMANOS]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Roraima aparece entre os estados brasileiros com os maiores números de assassinatos, suicídios e mortes de crianças indígenas em 2025, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (13) pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi). O estado registrou 82 assassinatos de indígenas, o maior número entre as unidades da federação. Também foram contabilizados 37 suicídios e 158 mortes de [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Roraima aparece entre os estados brasileiros com os maiores números de assassinatos, suicídios e mortes de crianças indígenas em 2025, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (13) pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estado registrou 82 assassinatos de indígenas, o maior número entre as unidades da federação. Também foram contabilizados 37 suicídios e 158 mortes de bebês e crianças indígenas de até 4 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados fazem parte do Relatório Violência contra os Povos Indígenas no Brasil e foram obtidos a partir do Sistema de Informação sobre Mortalidade, de secretarias estaduais de Saúde e da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No país, o número de indígenas assassinados chegou a 258 em 2025, acima dos 211 casos registrados em 2024. O Amazonas teve 47 mortes e Mato Grosso do Sul, 37.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na avaliação do Cimi, os dados refletem um contexto de violência relacionado a conflitos territoriais, invasões de terras e vulnerabilidade das comunidades indígenas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório também registra 215 suicídios de indígenas no país em 2025, contra 208 no ano anterior. O Amazonas liderou o indicador, com 77 casos, seguido por Mato Grosso do Sul, com 42, e Roraima, com 37.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os suicídios permaneceram concentrados entre os mais jovens. Indígenas de 20 a 29 anos representam 41% dos casos, enquanto aqueles de até 19 anos correspondem a 34%.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mortes na infância</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Roraima também aparece em segundo lugar no número de mortes de crianças indígenas de até 4 anos. Foram 158 óbitos registrados no estado, atrás apenas do Amazonas, que contabilizou 306.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em todo o Brasil, o levantamento identificou 1.024 mortes de bebês e crianças indígenas nessa faixa etária, contra 922 em 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais da metade dos óbitos, 586 casos, equivalentes a 57%, decorreu de causas consideradas evitáveis pelo relatório. Entre elas estão gripe e pneumonia, com 104 mortes; doenças infecciosas intestinais, com 85; e desnutrição, com 32.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O documento ainda registra 121 ocorrências relacionadas à desassistência na saúde, 111 na educação e 58 de forma geral. Também foram contabilizadas 62 mortes por falta de atendimento em saúde e 14 casos envolvendo álcool e outras drogas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Cimi aponta que a falta de infraestrutura, profissionais, medicamentos, água potável e saneamento contribui para agravar as condições de saúde de comunidades indígenas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Violência territorial</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A publicação contabilizou 1.276 casos de violência contra o patrimônio indígena em 2025. A maior parte, 897 ocorrências, está relacionada à omissão ou demora na regularização das terras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outros 169 casos envolveram conflitos por direitos territoriais e 210 foram relacionados a invasões, exploração ilegal de recursos naturais e outros danos ao patrimônio indígena.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o levantamento, existem 1.443 terras e reivindicações territoriais indígenas no Brasil. Dessas, 897 ainda dependem de alguma providência administrativa para regularização e 582 não tiveram nenhuma medida para iniciar o processo de demarcação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório também registra medidas adotadas pelo poder público em 2025, como a publicação de nove relatórios de identificação e delimitação, dez portarias declaratórias, sete homologações e cinco registros de terras como patrimônio da União.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações da Agência Brasil</em></strong></p>
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		<title>Subcomissão aprova nova diligência para investigar denúncias de falta de alimentos em comunidades indígenas</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/subcomissao-aprova-nova-diligencia-para-investigar-denuncias-de-falta-de-alimentos-em-comunidades-indigenas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2026 15:56:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[RORAIMA]]></category>
		<category><![CDATA[desnutrição]]></category>
		<category><![CDATA[indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[roraima]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
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		<category><![CDATA[yanomami]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Subcomissão Permanente dos Povos Indígenas Yanomami aprovou o envio de uma comitiva parlamentar a Roraima para apurar relatos de desabastecimento de alimentos e desnutrição em comunidades indígenas. O requerimento foi apresentado pela senadora Roberta Acioly (Republicanos-RR) e prevê diligências em áreas isoladas ocupadas pelos povos Yanomami e Sanumá. A data da visita ainda será [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A Subcomissão Permanente dos Povos Indígenas Yanomami aprovou o envio de uma comitiva parlamentar a Roraima para apurar <a href="https://fatorrnoticias.com.br/yanomami-em-roraima-ainda-enfrentam-dificuldades-em-saude-e-seguranca-aponta-relatorio/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>relatos de desabastecimento de alimentos e desnutrição em comunidades indígenas</strong></a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O requerimento foi apresentado pela senadora Roberta Acioly (Republicanos-RR) e prevê diligências em áreas isoladas ocupadas pelos povos Yanomami e Sanumá. A data da visita ainda será definida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a senadora, moradores das comunidades informaram que o encerramento de programas emergenciais do governo federal suspendeu o envio de mantimentos, afetando principalmente crianças e idosos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Não existe direito humano mais básico do que o direito à alimentação. Se há relatos de que comunidades podem estar novamente enfrentando insegurança alimentar, o Senado Federal tem o dever de verificar essa situação com urgência, responsabilidade e transparência. Este requerimento não antecipa conclusões, apenas permite que possamos conhecer a realidade in loco e exercer o nosso papel institucional com responsabilidade&#8221;, declarou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a diligência, os parlamentares também vistoriarão instalações de saúde, ouvirão lideranças locais e produzirão um relatório técnico para embasar futuras medidas legislativas e orçamentárias.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações da Rádio Senado</em></strong></p>
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		<title>Unicef aponta desnutrição grave entre crianças Yanomami e cobra reforço na assistência de saúde</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/unicef-aponta-desnutricao-grave-entre-criancas-yanomami-e-cobra-reforco-na-assistencia-de-saude/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Oct 2025 13:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[DIREITOS HUMANOS]]></category>
		<category><![CDATA[RORAIMA]]></category>
		<category><![CDATA[desnutrição]]></category>
		<category><![CDATA[Hutukara Associação Yanomami]]></category>
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		<category><![CDATA[unicef]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mais da metade das crianças Yanomami monitoradas pelos serviços públicos em 2022 apresentava sinais de desnutrição. Entre as 4.245 crianças acompanhadas pelo serviço de Vigilância Alimentar e Nutricional, 2.402 estavam com peso abaixo do ideal. Os dados constam no relatório divulgado pelo Unicef em parceria com a Hutukara Associação Yanomami, que aponta a desnutrição como [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Mais da metade das crianças Yanomami monitoradas pelos serviços públicos em 2022 apresentava sinais de desnutrição. Entre as 4.245 crianças acompanhadas pelo serviço de Vigilância Alimentar e Nutricional, 2.402 estavam com peso abaixo do ideal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados constam no relatório divulgado pelo Unicef em parceria com a Hutukara Associação Yanomami, que aponta a desnutrição como um dos principais fatores de mortalidade infantil nas comunidades indígenas de Roraima.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A situação é agravada pela presença do garimpo ilegal, que impacta diretamente a produção de alimentos, dificulta a caça, destrói roças e contamina recursos naturais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Onde tem garimpo, tem malária, e quem está doente não consegue caçar ou plantar. Isso leva à fome”, explica a antropóloga Ana Maria Machado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A malária, sozinha, matou 47 crianças Yanomami entre 2019 e 2022. O número de casos em menores de cinco anos nesse período ultrapassou os 21 mil. Além disso, 187 crianças morreram de doenças respiratórias, muitas delas preveníveis com vacinação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A cobertura vacinal entre os Yanomami caiu de 82% em 2018 para apenas 53% em 2022, devido à desmobilização das equipes de saúde durante o período de maior avanço do garimpo ilegal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório reforça que, apesar de ações emergenciais adotadas desde 2023, como a reabertura de unidades de saúde e o aumento de profissionais no território, os desafios ainda são grandes e exigem resposta coordenada e contínua.</p>
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		<item>
		<title>Ministério da Saúde aponta redução de 21% no número de mortes no território Yanomami em 2024</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/ministerio-da-saude-aponta-reducao-de-21-no-numero-de-mortes-no-territorio-yanomami-em-2024/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 May 2025 22:04:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BRASIL]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O número de mortes na população Yanomami teve uma redução de 21% entre 2023 e 2024, segundo dados do Ministério da Saúde divulgados nesta segunda-feira (5).&#160;Em 2023, foram 428 mortes e, no ano passado, o número passou para 337.&#160; As mortes por infecções respiratórias agudas caíram 47%; por malária, 42%; e por desnutrição, 20%.&#160; Segundo [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O número de mortes na população Yanomami teve uma redução de 21% entre 2023 e 2024, segundo dados do Ministério da Saúde divulgados nesta segunda-feira (5).&nbsp;Em 2023, foram 428 mortes e, no ano passado, o número passou para 337.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As mortes por infecções respiratórias agudas caíram 47%; por malária, 42%; e por desnutrição, 20%.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o Informe 7 do Centro de Operações de Emergências (COE), os óbitos evitáveis passaram de 179 em 2023 para 132 em 2024, representando uma redução de 26%. Já os não evitáveis diminuíram de 249 para 205, correspondendo a uma queda de 17,7%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o ministério, os números são resultado da maior presença de profissionais de saúde e do investimento em infraestrutura e qualificação do atendimento pelo governo federal.&nbsp;O número de profissionais atuando na região passou de 690 no início de 2023 para 1.781, um aumento de 158%.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A ação conjunta de todo o governo federal garantiu o combate necessário e permitiu que os profissionais de saúde pudessem entrar em aldeias e cuidar da população. Mais que dobrou o número de profissionais de saúde dentro do território”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Vacinação</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Também foi registrado um aumento de 65% de doses aplicadas com as vacinas de rotina&nbsp;recomendadas durante a&nbsp;Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional Yanomami. Foram aplicadas 53.477 doses em 2024 contra 32.352 em 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Desnutrição&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A desnutrição grave, caracterizada por muito baixo peso para idade, de crianças menores de cinco anos, reduziu de 24,2% em 2023 para 19,2% em 2024.&nbsp;Segundo o Ministério da Saúde, o número de crianças com baixo peso aumentou ligeiramente, o que indica melhora no estado nutricional dessa população com aumento do percentual de crianças com peso adequado e redução de crianças com muito baixo peso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, 50% das crianças Yanomami estão no peso ideal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A recuperação nutricional em crianças é um processo mais lento e complexo, principalmente nos casos mais graves, podendo levar anos até a normalização e o fortalecimento do sistema imunológico”, avalia o secretário de Saúde Indígena, Weibe Tapeba.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Segurança&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde o início da emergência no território Yanomami, o Ministério da Saúde reabriu sete polos-base que haviam sido fechados por falta de garantia de segurança às equipes de saúde devido à presença do garimpo.&nbsp;Até abril de 2024, todas as unidades foram reabertas, permitindo o acesso à saúde de 5.224 indígenas nos polos-base de Kayanaú, Homoxi, Hakoma, Ajaraní, Haxiú, Xitei e Palimiú.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações da Agência Brasil</em></strong></p>
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		<item>
		<title>Terra Yanomami: alta de malária após dois anos de governo Lula expõe novo gargalo</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/terra-yanomami-alta-de-malaria-apos-dois-anos-de-governo-lula-expoe-novo-gargalo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Mar 2025 18:42:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BRASIL]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Apib]]></category>
		<category><![CDATA[desnutrição]]></category>
		<category><![CDATA[garimpo ilegal]]></category>
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		<category><![CDATA[terra yanomami]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Apesar da redução de mortes na Terra Yanomami, a malária e a desnutrição estão longe de ser extintas, e os casos de infecção respiratória aguda tiveram alta, mesmo após dois anos de operação do governo Lula (PT) contra o garimpo ilegal. A situação aponta para um novo gargalo nas ações de proteção aos povos da região. Mesmo sem a presença maciça de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://fatorrnoticias.com.br/brasil/mortes-de-indigenas-por-malaria-caem-mas-tem-pior-ano-sob-lula/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Apesar da redução de mortes na Terra Yanomami</strong></a>, a malária e a desnutrição estão longe de ser extintas, e os casos de infecção respiratória aguda tiveram alta, mesmo após dois anos de operação do governo Lula (PT) contra o garimpo ilegal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A situação aponta para um novo gargalo nas ações de proteção aos povos da região. Mesmo sem a presença maciça de garimpeiros como anteriormente, as doenças seguem presentes entre os habitantes, o que exige que as ações de&nbsp;saúde&nbsp;se adaptem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Procurado, o Ministério da Saúde afirmou que o aumento no atendimento e na testagem também eleva o número de casos, e destacou a redução de mortes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A precarização dos serviços e sistemas de saúde indígena até 2022 resultou em uma situação de emergência sanitária por desassistência no território indígena Yanomami&#8221;, diz o ministério.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A atual crise dos Yanomami tem origem na&nbsp;explosão do garimpo ilegal na região, impulsionado durante o governo&nbsp;Jair Bolsonaro&nbsp;(PL). A gestão passada desativou postos de atendimento e&nbsp;deixou a região em situação precária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em janeiro de 2023, o governo Lula iniciou uma operação contra o garimpo ilegal e para recuperação do quadro sanitário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O restabelecimento da assistência ao território a partir de 2023 permitiu suprir lacunas assistenciais, ampliar as ações de prevenção e controle de doenças e obter dados mais fidedignos sobre a situação de saúde local&#8221;, completa o ministério.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ação, logo no início do governo, reproduziu o tom da campanha eleitoral, quando Lula usou a pauta socioambiental como forma de tentar se diferenciar de Bolsonaro. Desde que o petista foi eleito, porém,&nbsp;o movimento indígena empilhou críticas&nbsp;à gestão petista e a operação no território Yanomami&nbsp;sofreu com uma série de obstáculos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Diminuição de casos x aumento de testes</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o governo, entre 2023 e 2024, os casos de morte por malária diminuíram 35% e o número de testes aumentou 73%, considerando o período entre janeiro e setembro, já que a pasta não disponibiliza dados mais atuais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O número de casos de malária cresceu de cerca de 14 mil para 18 mil, mais que a metade dos 32 mil indígenas que vivem na localidade (casos de reinfecção são comuns).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O governo afirma que o número de profissionais atuando no território subiu 155% e o atendimento foi ampliado em 268%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, os registros de infecção respiratória aguda explodiram, subindo 272% —de 3.133 no primeiro semestre de 2023 para 11.484 no mesmo intervalo do ano seguinte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O déficit nutricional entre menores de cinco anos ficou estável, enquanto as mortes por desnutrição caíram 68%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados divulgados pelo governo não cobrem todo o ano de 2024, e a falta de transparência nas informações de saúde é&nbsp;outro dos problemas da operação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://fatorrnoticias.com.br/geral/stf-da-prazo-de-dez-dias-para-governo-lula-explicar-aumento-de-casos-de-malaria-na-terra-yanomami/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>O panorama sanitário preocupante motivou um pedido da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) no Supremo Tribunal Federal (STF)</strong> </a>para que o governo Lula explique a situação e volte a produzir informes detalhados e periódicos da operação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo escreve o coordenador jurídico da entidade, Mauricio Terena, o quadro aponta para a &#8220;manutenção da emergência sanitária&#8221; e &#8220;a dificuldade da atual gestão em conseguir superar esses gargalos&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mudança de foco</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo três agentes em campo na Terra Yanomami com os quais a reportagem&nbsp;conversou sob reserva, o aumento no número de infecções —apesar da queda de mortes— ilustra um novo obstáculo: frear a circulação da malária, vírus que entrou no território indígena levado pelo homem branco.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela se espalha por mosquitos, que picam um indivíduo infectado e transmitem a doença para um próximo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se os garimpeiros foram os vetores iniciais do vírus, os agentes explicam que agora os próprios indígenas passam a infecção entre si.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, um dos especialistas diz que a atuação precisa mudar do combate para o controle: além de evitar casos graves da doença, é necessário impedir também os leves, para acabar com a circulação dentro das comunidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os agentes explicam que esse processo deve demorar de seis meses a um ano, dados os desafios logísticos e falhas na proteção do território.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A fronteira com a Venezuela, por exemplo, perpassa toda a região norte da terra indígena e é uma área em que o garimpo ainda sobrevive e na qual&nbsp;os militares são ineficazes para evitar invasores, o que também dificulta o controle da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a explosão do garimpo na região, a infestação de mosquitos chegou a tal patamar, relatam esses agentes, que se formaram enormes poços de procriação do inseto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, por mais que os invasores não estejam mais lá (estima-se que 90% já foram embora), o mosquito segue circulando e entra em contato com as comunidades que vivem ao redor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, os povos do território Yanomami têm certa mobilidade. Em alguns casos, acabam se movimentando para áreas de mais difícil acesso das equipes de saúde, ou para mais perto de criadouros de mosquitos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outros grupos costumam sair de onde estão apenas em circunstâncias como a morte de uma liderança importante e não se mudam de local mesmo com a aldeia tomada pela infecção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A Sesai [Secretaria de Saúde Indígena] relatou, nesse contexto, dificuldades técnicas para controlar a doença e falta de profissionais qualificados, o que exigiu capacitações e contratações de supervisores de campo&#8221;, diz a Apib em sua ação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações da Folha de S. Paulo</em></strong></p>
<p>The post <a href="https://fatorrnoticias.com.br/terra-yanomami-alta-de-malaria-apos-dois-anos-de-governo-lula-expoe-novo-gargalo/">Terra Yanomami: alta de malária após dois anos de governo Lula expõe novo gargalo</a> appeared first on <a href="https://fatorrnoticias.com.br">FatoRR Notícias</a>.</p>
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		<title>Mortes de indígenas Yanomami têm queda de 33% no primeiro trimestre na comparação com 2023, segundo Ministério da Saúde</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/mortes-de-indigenas-yanomami-tem-queda-de-33-no-primeiro-trimestre-na-comparacao-com-2023-segundo-ministerio-da-saude/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Aug 2024 14:40:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Ministério da Saúde registrou uma queda de 33% no registro de óbitos de indígenas Yanomami no primeiro trimestre de 2024 em comparação ao mesmo período do ano passado. Dados obtidos com exclusividade pelo Globo apontam que houve queda no número de mortes causadas por desnutrição (-71%), infecções respiratórias agudas (-59%) e malária (-50%). Apesar [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O Ministério da Saúde registrou uma queda de 33% no registro de óbitos de indígenas Yanomami no primeiro trimestre de 2024 em comparação ao mesmo período do ano passado. Dados obtidos com exclusividade pelo Globo apontam que houve queda no número de mortes causadas por desnutrição (-71%), infecções respiratórias agudas (-59%) e malária (-50%). Apesar das melhoras, o número de óbitos segue elevado. Ao todo, foram 74 mortes identificadas pelo governo federal neste ano contra 111 em 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde o ano passado, o Ministério da Saúde trabalha para uniformizar a metodologia de contagem em relação à saúde Yanomami. A pasta ficou no centro de críticas após dados oficiais mostrarem que 363 indígenas da etnia morreram em 2023, superando a marca registrada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, que deu início à emergência de saúde. A pasta afirma desde então que houve inconformidades nos registros e subnotificação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">À reportagem, a ministra da Saúde, Nísia Trindade, afirmou que diversas unidades de saúde indígena não estavam funcionando durante o governo anterior, o que fez com que muitas mortes não fossem devidamente registradas, gerando uma demanda represada para a atual gestão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Antes, várias unidades de saúde não estavam funcionando, então muitas mortes não foram registradas. Por isso, falamos com muita propriedade de uma subnotificação, são números não confiáveis, não é informação. Muitas vezes, os indígenas morrem em processos de cremação e você não tem nenhum registro”, afirmou Nísia, completando: “Nós nunca fizemos subnotificação, pelo contrário. Nós não teremos subnotificação, teremos um cuidado extremo com dados e estamos com um grupo de trabalho no ministério e para acompanhar isso de forma muito técnica e precisa”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em agosto, o Ministério da Saúde começará uma parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para padronizar o levantamento e conferência de dados sobre saúde Yanomami. Em paralelo, a pasta divulgará a cada seis meses o boletim do Centro de Operações de Emergência, com número de tratamentos, causas de mortalidades entre outros aspectos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O povo Yanomami tem a maior terra indígena do Brasil, com 10 milhões de hectares, mais de 380 comunidades e 30 mil indígenas. Desde o ano passado, com a determinação pelo governo federal da Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional Yanomami (ESPIN-Yanomami), o ministério reforçou as ações voltadas para a saúde indígena com, por exemplo, o aumento no número de profissionais da saúde atuando na região (+ 116%, com 1.497 profissionais) e a reabertura de sete polos-base de saúde, atendendo 5,2 mil indígenas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também foi necessário tornar as ações de combate ao garimpo permanentes no território, através da Casa de Governo, após o fracasso na retirada dos invasores nas operações de 2023. De acordo com Nísia, os polos de saúde não conseguiram funcionar plenamente no ano passado por estarem localizados em áreas de violência. Apesar dos esforços do governo, a ministra segue sem garantir a inexistência do garimpo ilegal na região e afirma que a área precisa ser “monitorada o tempo todo”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Em 2023, os polos não estavam funcionando plenamente porque ainda eram áreas de muita violência, muitas vezes o profissional de saúde chegava e tinha que fechar o polo porque estava tendo conflito e os garimpeiros não permitiam o acesso. Esse cenário com os garimpeiros está muito controlado hoje, a gente teve um avanço muito importante na desintrusão. Não vou dizer que não tem nenhum garimpeiro ilegal, porque ali é uma realidade que precisa ser monitorada o tempo todo”, salientou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No começo do ano, após a divulgação do número de mortes registradas em 2023, o governo federal também anunciou a construção do primeiro hospital indígena em Boa Vista, Roraima. À época, o secretário de Saúde Indígena, Ricardo Weibe Tapeba, destacou que o hospital indígena teria um atendimento pensado para a população, com redários e intérpretes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ministra da Saúde disse que o hospital, na verdade, será uma área especializada em saúde indígena dentro da Universidade Federal de Roraima (UFRR), e que deve ser anunciado ainda neste ano. Com a Casa Civil, o Ministério da Saúde tem trabalhado para estreitar relações com as associações indígenas para a retomada do movo de vida tradicional como passo fundamental da recuperação da saúde Yanomami.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Na verdade, é uma área de saúde indígena no hospital da Universidade Federal de Roraima, um ambiente que vai permitir também desafogar a Casai e ter leitos de atendimento para procedimentos como exigem uma CTI. Deve ser feita ainda neste ano, já está em processo de reforma. Na última reunião com a Casa Civil, nós falamos sobre melhorar a relação com as associações indígenas. Isso tem sido feito, mas nós sabemos que nessa fase agora deve ser intensificado para que se pensem as melhores formas de como voltar ao modo de vida tradicional, de que maneira voltar à pesca, à agricultura.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com os dados do Ministério da Saúde, também houve uma melhora no quadro de desnutrição. Ao todo, 3,3 mil crianças foram acompanhadas nutricionalmente no primeiro trimestre deste ano, contra 2,7 mil no mesmo recorte do ano passado. Houve ainda a implementação de Centros de Reabilitação Nutricional (CRN) em Surucucu, Auaris e na Casa de Saúde Indígena (Casai) Yanomami, em Boa Vista, em abril de 2023 o que permitiu iniciar o uso de fórmulas terapêuticas para o tratamento de desnutrição grave já nas fases iniciais de reabilitação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já no caso da malária, um dos principais pontos de preocupação durante a emergência de saúde, o Ministério da Saúde ampliou a oferta de medicamentos para o tratamento da doença, além dos exames para o diagnóstico. Ao todo, 68,7 mil testes foram realizados no primeiro trimestre de 2024 contra 37,5 mil do mesmo período do ano anterior, o que representa um aumento de 83,1%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já as síndromes gripais, a pasta realizou 3,4 mil atendimentos de janeiro a março deste ano, um aumento de 136%. A vacinação, por sua vez, registrou um aumento na aplicação de doses de rotina — 47,5% — e nas doses de campanha — 105%.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações de O Globo</em></strong></p>
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		<title>Governo suspende boletins sobre saúde dos Yanomami em meio a aumento de casos de desnutrição e retorno de garimpeiros</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/governo-suspende-boletins-sobre-saude-dos-yanomami-em-meio-a-aumento-de-casos-de-desnutricao-e-retorno-de-garimpeiros/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Jul 2024 11:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BRASIL]]></category>
		<category><![CDATA[RORAIMA]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O&nbsp;Ministério da Saúde&nbsp;suspendeu a divulgação de boletins sobre a&nbsp;Terra Indígena Yanomami&nbsp;(TIY) neste ano, causando um apagão de&nbsp;dados de mortes e atendimentos médicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os informes deixaram de ser emitidos pelo governo federal no momento em que o povo Yanomami volta a sofrer com a&nbsp;o retorno de garimpeiros ilegais&nbsp;e o aumento dos casos de desnutrição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O último boletim sobre a&nbsp;saúde&nbsp;dos Yanomami foi divulgado em fevereiro e se referia aos dados consolidados de 2023. Não há informes atualizados desde então, como revelou o G1 e confirmou a&nbsp;Folha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pasta afirmou, em nota, que não deixou de atender a população indígena desde o início de 2023 e &#8220;tem implementado ações para aumentar a assistência em saúde&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O Ministério da Saúde divulgará em breve um balanço com dados atualizados sobre o povo Yanomami. Para garantir a precisão, os números passam por revisão das áreas técnicas das secretarias de Saúde Indígena [Sesai] e de Vigilância em Saúde e Ambiente [SVSA]&#8221;, diz a nota.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ministério não esclareceu quais as razões para a suspensão da divulgação dos informes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No início das ações do governo federal na TI Yanomami, em janeiro de 2023, o Ministério da Saúde divulgava informes diários sobre mortes e atendimentos médicos à população indígena.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em março do ano passado, os boletins deixaram de ser diários e passaram a ser semanais. Esse modelo de divulgação dos dados seguiu até agosto, quando a periodicidade se tornou mensal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o último boletim, 363&nbsp;indígenas&nbsp;morreram em seu território em 2023. O número representa aumento de 6% em comparação com o ano anterior.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foram notificados 29.900 casos de malária na Terra Indígena Yanomami e 7.104 de síndrome respiratória aguda grave. Havia, em dezembro de 2023, 78 crianças com menos de 5 anos em tratamento por desnutrição grave e outras 67 com desnutrição moderada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os problemas de saúde dos Yanomami são, em boa parte, causados pelos efeitos do&nbsp;garimpo ilegal&nbsp;na região demarcada. A mineração polui os rios, impede a pesca e aumenta casos de intoxicação. Em junho de 2023, os rios que cortam a região apresentaram&nbsp;mudança de coloração, deixando o tom marrom-barro predominante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O começo da ação intensiva do governo&nbsp;Lula&nbsp;(PT) na terra indígena afastou garimpeiros e aumentou a distribuição de alimentos e medicamentos para os Yanomami.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No início deste ano, porém, o&nbsp;cerco ao garimpo ilegal foi enfraquecido, e o movimento coincidiu com a retomada de força da exploração de ouro e cassiterita na região.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações da Folha de S. Paulo</em></strong></p>
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