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	<title>dsei Archives - FatoRR Notícias</title>
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	<title>dsei Archives - FatoRR Notícias</title>
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	<item>
		<title>SUS inicia tratamento inédito contra malária em crianças Yanomami com novo medicamento</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/sus-inicia-tratamento-inedito-contra-malaria-em-criancas-yanomami-com-novo-medicamento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Mar 2026 17:09:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Sistema Único de Saúde (SUS) passou a oferecer um tratamento inédito contra a malária. O Ministério da Saúde iniciou a distribuição da tafenoquina na formulação pediátrica de 50 mg, indicada para crianças com peso entre 10 kg e 35 kg. Com a medida, o Brasil se torna o primeiro país a disponibilizar o medicamento [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O Sistema Único de Saúde (SUS) passou a oferecer um tratamento inédito contra a malária. O Ministério da Saúde iniciou a distribuição da tafenoquina na formulação pediátrica de 50 mg, indicada para crianças com peso entre 10 kg e 35 kg.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a medida, o Brasil se torna o primeiro país a disponibilizar o medicamento nessa apresentação para o público infantil. Crianças concentram cerca de 50% dos casos de malária registrados no país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A entrega do medicamento começou nesta semana e ocorre de forma gradual, priorizando áreas da Região Amazônica com maior incidência da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Inicialmente, serão distribuídos 126.120 comprimidos da tafenoquina pediátrica, com investimento de R$ 970 mil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Parte desses medicamentos será destinada aos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dsei) Yanomami, Alto Rio Negro, Rio Tapajós, Manaus, Vale do Javari e Médio Rio Solimões e Afluentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses territórios concentram cerca de metade dos casos de malária entre crianças e adolescentes de até 15 anos. O primeiro território contemplado será o Dsei Yanomami, que receberá 14.550 comprimidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O secretário de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Weibe Tapeba, destacou que a adoção do medicamento reforça as estratégias de enfrentamento da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Esse é mais um exemplo da potência do SUS ao incorporar um medicamento com eficácia comprovada, com o objetivo de reduzir ainda mais os casos de malária no Brasil”, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Mariângela Batista Galvão Simão, ressaltou que ampliar o acesso ao tratamento pode reduzir significativamente a transmissão da doença nas comunidades.</p>
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		<item>
		<title>Atendimentos da Justiça Itinerante chegam a comunidades do município de Uiramutã</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/atendimentos-da-justica-itinerante-chegam-a-comunidades-do-municipio-de-uiramuta/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Oct 2025 12:46:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[DIREITOS HUMANOS]]></category>
		<category><![CDATA[RORAIMA]]></category>
		<category><![CDATA[1º Ofício de Pacaraima]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Desta segunda (20) a sexta-feira (24), o município de Uiramutã, no norte de Roraima, será palco da Justiça Itinerante promovida pelo Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR). A iniciativa levará gratuitamente serviços para a população local. Nos dois primeiros dias, os atendimentos acontecem na Comunidade Flexal. A partir do dia 22 até o dia 24, [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Desta segunda (20) a sexta-feira (24), o município de Uiramutã, no norte de Roraima, será palco da Justiça Itinerante promovida pelo Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR). A iniciativa levará gratuitamente serviços para a população local.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos dois primeiros dias, os atendimentos acontecem na Comunidade Flexal. A partir do dia 22 até o dia 24, eles passam a ser oferecidos na sede municipal. Entre os serviços disponíveis estão reconhecimento de paternidade e maternidade, registro de casamento, divórcio consensual, emissão de documentos (RG e CPF), vacinação e acompanhamento jurídico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A operação é realizada em parceria com órgãos como a Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (CEVID/TJRR), a Ouvidoria‑Geral de Justiça, o Ministério Público (MPRR), a Defensoria Pública (DPE-RR), a Funai, Receita Federal, INSS, o 1º Ofício de Pacaraima, o Instituto de Identificação Odílio Cruz (IIOC), o Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Leste e a Polícia Militar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse tipo de ação é fundamental em Roraima, onde comunidades estão distantes de centros urbanos.</p>
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		<item>
		<title>Inspeção do MPF revela vulnerabilidade de famílias Yanomami com crianças em acampamentos urbanos</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/inspecao-do-mpf-revela-vulnerabilidade-de-familias-yanomami-com-criancas-em-acampamentos-urbanos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Oct 2025 21:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[DIREITOS HUMANOS]]></category>
		<category><![CDATA[RORAIMA]]></category>
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		<category><![CDATA[Boa Vista. 7º Ofício da Procuradoria da República]]></category>
		<category><![CDATA[Defesa dos Direitos Indígenas e das Minorias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Ministério Público Federal (MPF) vistoriou esta semana acampamentos de indígenas Yanomami em Boa Vista, onde identificou aproximadamente 40 pessoas em situação de risco, incluindo crianças, adolescentes e gestantes. A ação foi organizada pelo 7º Ofício da Procuradoria da República em Roraima, que cuida dos direitos indígenas, e pela Força-Tarefa da Fundação Nacional dos Povos [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O Ministério Público Federal (MPF) vistoriou esta semana acampamentos de indígenas Yanomami em Boa Vista, onde identificou aproximadamente 40 pessoas em situação de risco, incluindo crianças, adolescentes e gestantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ação foi organizada pelo 7º Ofício da Procuradoria da República em Roraima, que cuida dos direitos indígenas, e pela Força-Tarefa da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). A vistoria está associada à discussão sobre os fluxos pendulares — deslocamentos regulares de indígenas de Xexena e Ajarani, no sul do Estado, até a capital.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas inspeções, foram encontrados grupos divididos em dois acampamentos improvisados em vias públicas, sem estrutura mínima: não havia abastecimento de água potável, sanitários adequados, rede de esgoto ou abrigo protegido. O local fica próximo a estradas movimentadas, o que expõe as crianças a riscos graves.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Registros feitos no local indicam que algumas crianças foram já institucionalizadas por ordem judicial em situações anteriores, uma evidência de que o problema não é novo. Segundo o MPF, isso demonstra a dimensão repetitiva das vulnerabilidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Funai ofereceu transporte de retorno às famílias para suas terras, mas elas optaram por permanecer na cidade. A Secretaria de Estado do Trabalho e Bem-Estar Social (Setrabes) fez intervenções emergenciais de serviços de alimentação aos acampados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o MPF, esses deslocamentos ocorrem por necessidade de acesso a serviços de saúde, instituições financeiras ou outros recursos urbanos. Contudo, não existe política pública estruturada para acolher os indígenas durante esses deslocamentos ou prover suporte urbano digno.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como resultado da vistoria, o MPF requisitou ao Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Yanomami a adoção de medidas voltadas à situação constatada. Também exigiu que a Funai apresente um plano de ação para os fluxos pendulares. O órgão acompanha a atuação do Sistema de Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente (SGDCA) de Roraima e exige monitoramento contínuo dos casos de risco infantil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O MPF já atua há mais de dez anos na proteção dos povos Yanomami e Ye’kwana. Em 2019, moveu ação civil pública que resultou em uma Base de Proteção Etnoambiental e um posto de saúde na região de Xexena. Parte dos pedidos jurídicos ainda aguarda julgamentos referentes à participação estadual e municipal na assistência urbana aos indígenas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre 2021 e 2023, o MPF coordenou o Grupo de Trabalho Fluxos Pendulares Yawari, mas ele foi desativado antes da implementação das medidas propostas. Desde 2023, o cenário mudou, com intensificação de ações federais na Terra Indígena Yanomami e decretos de emergência em saúde pública. Em 2024, a Funai se comprometeu a reativar o grupo e apresentar plano de ação para acolhimento urbano, apoio nos deslocamentos e atenção continuada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi ainda desenvolvido o Protocolo de Atendimento de Crianças, Adolescentes e Jovens dos Povos Yanomami e Ye’kwana, produzido pela Universidade de Brasília (UnB), pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC). Participaram organizações de Roraima e Amazonas. O documento estabelece fluxos técnicos para atendimento culturalmente adequado, mas aguarda validação pelas comunidades indígenas para implementação local.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Estado de Roraima deve garantir intérpretes e alimentação específica a indígenas no HGR, decide Justiça</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/estado-de-roraima-deve-garantir-interpretes-e-alimentacao-especifica-a-indigenas-no-hgr-decide-justica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Oct 2025 22:07:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[JUSTIÇA]]></category>
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		<category><![CDATA[2ª Vara Federal Cível]]></category>
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		<category><![CDATA[Justiça Federal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Estado terá que adotar uma série de medidas para garantir atendimento adequado a indígenas no Hospital Geral de Roraima (HGR). A decisão é da Justiça Federal e atende a pedido do Ministério Público Federal (MPF), que moveu uma ação após constatar falhas no atendimento a pacientes dos Distritos Sanitários Especiais (Dseis) Yanomami e Leste. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O Estado terá que adotar uma série de medidas para garantir atendimento adequado a indígenas no Hospital Geral de Roraima (HGR). A decisão é da Justiça Federal e atende a pedido do Ministério Público Federal (MPF), que moveu uma ação após constatar falhas no atendimento a pacientes dos Distritos Sanitários Especiais (Dseis) Yanomami e Leste.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as determinações estão a contratação de intérpretes nas línguas indígenas mais utilizadas, o fornecimento de alimentação compatível com os hábitos das etnias e a criação de protocolos clínicos específicos. O prazo para cumprimento das medidas é de 90 dias, sob pena de multa diária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A investigação do MPF começou em 2019 e revelou que o HGR não conta com tradutores fixos, além de não oferecer cardápios adaptados ou ambientes adequados para acolhimento de indígenas. Relatórios mostram ainda deficiências na coordenação indígena do hospital e casos de desrespeito cultural por parte das equipes de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante o processo, o Estado firmou acordo para melhorar a estrutura, mas, após inspeção realizada em 2023, o MPF concluiu que os compromissos não foram cumpridos. Por isso, pediu à Justiça a retomada do caso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de ter aderido ao programa federal IAEPI desde 2018, o Estado falhou na aplicação dos recursos. A sentença estabelece que o governo estadual deverá prestar contas sobre a execução dos repasses recebidos em 2022 e 2023.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Com investimento de R$ 29 milhões, governo federal inaugura primeiro centro de saúde indígena na Terra Yanomami</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/com-investimento-de-r-29-milhoes-governo-federal-inaugura-primeiro-centro-de-saude-indigena-na-terra-yanomami/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Sep 2025 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[RORAIMA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O governo federal deu início aos atendimentos no primeiro Centro de Referência em Saúde Indígena (CRSI) do Brasil, localizado no território Yanomami, em Roraima. A unidade foi visitada no sábado (6) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e simboliza um novo patamar de infraestrutura e atenção à saúde indígena no país. A construção do centro [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O governo federal deu início aos atendimentos no primeiro Centro de Referência em Saúde Indígena (CRSI) do Brasil, localizado no território Yanomami, em Roraima. A unidade foi visitada no sábado (6) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e simboliza um novo patamar de infraestrutura e atenção à saúde indígena no país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A construção do centro envolveu investimento total de R$ 29 milhões, sendo R$ 15 milhões voltados à edificação, equipamentos e insumos, e R$ 14 milhões direcionados à contratação e manutenção de 164 profissionais. A equipe inclui médicos, dentistas, enfermeiros, técnicos, agentes indígenas e trabalhadores de logística e saneamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A última construção aqui foi em 1992. Estamos trazendo a saúde do polo Surucucu para o século XXI. É uma mudança estrutural que garante dignidade ao atendimento dos povos indígenas”, disse Padilha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A iniciativa é fruto de um acordo de cooperação técnica entre o Ministério da Saúde, a Central Única das Favelas (Cufa) e a organização Target Ruediger Nehberg Brasil, com apoio de diversos órgãos, incluindo o Exército, a Conab e os ministérios da Defesa e de Minas e Energia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O CRSI Xapori Yanomami atenderá cerca de 10 mil indígenas de 60 comunidades, oferecendo suporte de emergência, atendimento ambulatorial e internações de curta permanência. O centro reduz a necessidade de remoções para centros urbanos e se adapta ao perfil epidemiológico e cultural da população.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A estrutura tem 1.300 m² de área construída, com três blocos funcionais: alojamento (387 m²), área de atendimento (801 m²) e refeitório (122 m²). Há capacidade para acolher até 120 pacientes e acompanhantes, com suporte nutricional e serviços hospitalares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O centro está equipado com raio-X, ultrassom, doppler fetal, eletrocardiograma, exames laboratoriais, pré-natal, diagnóstico precoce de câncer do colo do útero, testes rápidos para malária, salas de estabilização com oxigenoterapia, refrigeração de vacinas e medicamentos, e sistemas sustentáveis de energia e água.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Weibe Tapeba, secretário de Saúde Indígena, destacou que a unidade elevará a resolutividade dos atendimentos no território.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Agora, exames e diagnósticos serão feitos localmente, sem depender da remoção para Boa Vista, o que representa um grande avanço em termos logísticos e de resposta clínica”, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo dados do Ministério da Saúde, houve redução de 33% na mortalidade geral no território entre o primeiro semestre de 2023 e o mesmo período de 2025. As mortes por doenças respiratórias caíram 45%, por malária 65% e por desnutrição, 74%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde o início da atual gestão, o número de profissionais no Dsei Yanomami saltou de 690 (em 2022) para 1.855 (em 2025). Mais de 154 mil atendimentos foram realizados somente neste ano. A cobertura nutricional de crianças menores de cinco anos atingiu quase 80%, com aumento no número de crianças com peso adequado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, todos os 37 polos de saúde do Dsei estão em funcionamento. Desde a declaração de Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN), o governo investiu cerca de R$ 256 milhões na infraestrutura e serviços de saúde no território Yanomami.</p>
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		<item>
		<title>MPF e DenaSUS articulam fiscalização conjunta para garantir uso correto de recursos da saúde em Roraima</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/mpf-e-denasus-articulam-fiscalizacao-conjunta-para-garantir-uso-correto-de-recursos-da-saude-em-roraima/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 31 Aug 2025 14:00:00 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[RORAIMA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Ministério Público Federal (MPF) e o Departamento Nacional de Auditoria do SUS (DenaSUS) realizaram uma reunião estratégica na semana passada, em Boa Vista, para discutir ações de cooperação voltadas ao acompanhamento da aplicação de recursos federais no sistema de saúde de Roraima, com foco especial na saúde indígena. A articulação entre os órgãos visa [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O Ministério Público Federal (MPF) e o Departamento Nacional de Auditoria do SUS (DenaSUS) realizaram uma reunião estratégica na semana passada, em Boa Vista, para discutir ações de cooperação voltadas ao acompanhamento da aplicação de recursos federais no sistema de saúde de Roraima, com foco especial na saúde indígena.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A articulação entre os órgãos visa prevenir desvios, desperdícios e ineficiências na gestão de verbas públicas, especialmente nos serviços de responsabilidade direta da União, como os oferecidos pelos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dseis) e Casas de Saúde Indígena (Casais).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O procurador-chefe do MPF em Roraima, Miguel de Almeida Lima, afirmou que o trabalho conjunto é essencial para o bom funcionamento das políticas públicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Essa parceria é fundamental para que possamos otimizar o combate à corrupção e garantir mais eficiência na aplicação dos recursos da saúde, que são vitais para a população de Roraima”, disse.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da saúde indígena, foi abordado o monitoramento do programa Farmácia Popular. Com expansão do orçamento nos últimos anos, o programa passou a ser considerado uma área prioritária para fiscalização conjunta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O procurador da República Alisson Marugal destacou que o objetivo é garantir que os serviços de saúde prestados diretamente pela União sejam efetivos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Temos uma pauta comum, e a ideia é desenvolver trabalhos integrados de auditoria para reduzir desperdícios e garantir a efetividade do atendimento”, reforçou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo os participantes, a reunião também serviu para estreitar o relacionamento institucional e abrir caminho para medidas práticas, como auditorias, recomendações e outras ações que reforcem o controle sobre o uso de recursos públicos no SUS em Roraima.</p>
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		<title>Yanomami cobram descentralização e denunciam falhas na saúde indígena em carta ao governo</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/yanomami-cobram-descentralizacao-e-denunciam-falhas-na-saude-indigena-em-carta-ao-governo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Aug 2025 15:42:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Sete associações Yanomami e Ye’kwana assinaram uma carta enviada ao governo federal criticando a condução da política de saúde indígena na Terra Yanomami. O documento aponta omissões do Ministério da Saúde, especialmente da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), e defende o retorno do modelo descentralizado, baseado na atuação da Saúde Urihi. As lideranças denunciam que [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Sete associações Yanomami e Ye’kwana assinaram uma carta enviada ao governo federal criticando a condução da política de saúde indígena na Terra Yanomami. O documento aponta omissões do Ministério da Saúde, especialmente da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), e defende o retorno do modelo descentralizado, baseado na atuação da Saúde Urihi.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As lideranças denunciam que a gestão do Dsei-YY está sendo enfraquecida por interferências externas, como a definição centralizada de contratações pela AgSUS em Brasília, sem autonomia local. Também destacam a falta de dados sobre avaliações de desempenho, atrasos na entrega de centros de saúde e a não implementação do Manual da Fiocruz para populações contaminadas por mercúrio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos principais pontos da denúncia é o monopólio da Voare Táxi Aéreo, que opera os voos de transporte de insumos e remoções médicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A empresa é de propriedade da deputada federal Helena da Asatur (MDB-RR) e de seu marido, Renildo Evangelista Lima, <a href="https://fatorrnoticias.com.br/policia/investigacao-sobre-compra-de-votos-leva-pf-a-deflagrar-operacao-contra-presidente-da-cbf-e-deputada/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>ambos alvos da operação Caixa Preta da Polícia Federal, que investiga crimes eleitorais em Roraima</strong></a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo as lideranças, a Voare aplica multas por atraso em pagamentos e <a href="https://fatorrnoticias.com.br/policia/marido-de-deputada-preso-com-r-500-mil-fez-contrato-de-r-221milhoes-com-ministerio-da-saude/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>lucrou R$ 96 milhões em contratos sem licitação</strong></a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Ministério da Saúde respondeu que as ações seguem orientações do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Ministério Público do Trabalho (MPT), com participação de representantes indígenas no processo de definição dos critérios de contratação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações do Metrópoles</em></strong></p>
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		<title>Projeto leva suporte remoto a médicos que atendem grávidas de alto risco em Roraima</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/projeto-leva-suporte-remoto-a-medicos-que-atendem-gravidas-de-alto-risco-em-roraima/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Jul 2025 14:11:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Com a proposta de reduzir desigualdades regionais na assistência materna, o Ministério da Saúde e a Secretaria de Saúde de Roraima (Sesau) iniciaram a implantação do TelePNAR — projeto de monitoramento remoto de pré-natal de alto risco. A ação é voltada a municípios com pouca estrutura médica e a territórios indígenas, que enfrentam desafios logísticos [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Com a proposta de reduzir desigualdades regionais na assistência materna, o Ministério da Saúde e a Secretaria de Saúde de Roraima (Sesau) iniciaram a implantação do TelePNAR — projeto de monitoramento remoto de pré-natal de alto risco.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ação é voltada a municípios com pouca estrutura médica e a territórios indígenas, que enfrentam desafios logísticos para o acompanhamento contínuo de gestantes com complicações. Utilizando uma plataforma digital desenvolvida pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM), o projeto conecta equipes da atenção básica com especialistas da rede estadual, promovendo uma segunda opinião médica em tempo real.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Essa é uma medicina de apoio. O médico do interior poderá contar com o especialista da capital para conduzir o caso até onde for possível, sem precisar encaminhar a paciente em situações que podem ser acompanhadas localmente”, explicou Tainah Almeida, diretora do Centro de Referência em Saúde da Mulher.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foram capacitados profissionais de cinco municípios e dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dseis) Yanomami e Leste. O foco inicial é fortalecer a triagem e o acompanhamento das gestantes antes que a situação evolua para emergências.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a consultora técnica do Ministério da Saúde, Daniele Aguiar, o projeto contribui para enfrentar desigualdades étnicas, geográficas e raciais no acesso à saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Cada território tem suas particularidades, e a estratégia visa respeitar essas diferenças com ações específicas e integradas”, afirmou.</p>
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		<title>Roraima recebe 13 novos profissionais do Mais Médicos para reforçar atendimento indígena</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/roraima-recebe-13-novos-profissionais-do-mais-medicos-para-reforcar-atendimento-indigena/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Apr 2025 16:46:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Roraima&#160;vai receber 13 novos profissionais por meio do programa&#160;Mais Médicos. Destes, três irão para o&#160;Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Leste&#160;Roraima&#160;e dez, para o Dsei Yanomami, reforçando o atendimento em áreas indígenas e de difícil acesso. Esses médicos fazem parte do grupo de 407 profissionais formados no exterior que concluíram o Módulo de Acolhimento e Avaliação [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Roraima&nbsp;vai receber 13 novos profissionais por meio do programa&nbsp;Mais Médicos. Destes, três irão para o&nbsp;Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Leste&nbsp;Roraima&nbsp;e dez, para o Dsei Yanomami, reforçando o atendimento em áreas indígenas e de difícil acesso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses médicos fazem parte do grupo de 407 profissionais formados no exterior que concluíram o Módulo de Acolhimento e Avaliação (MAAv) do programa e que passarão a atuar em 180 municípios e 15 Dseis, distribuídos por 22 estados do país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a chegada desses médicos, o Ministério da Saúde espera impactos positivos nas comunidades atendidas, como a ampliação do acesso aos serviços de saúde na&nbsp;atenção primária, a redução do tempo de espera por atendimento com a utilização do&nbsp;prontuário eletrônico do SUS (e-SUS APS), além de avanços significativos na saúde indígena. Um exemplo concreto é a diminuição das remoções de pacientes no território Yanomami.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de iniciarem suas atividades, os médicos passaram por um treinamento específico para atuar em situações de urgência, emergência e no enfrentamento de doenças prevalentes nas regiões de atuação, a exemplo da&nbsp;malária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), Felipe Proenço, destaca a importância do programa Mais Médicos para o&nbsp;Sistema Único de Saúde (SUS)&nbsp;e para a população brasileira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Hoje, 12 anos após a criação do programa, é possível ver como ele contribuiu para a redução da mortalidade infantil e para a melhoria do acesso à saúde, que é justamente o papel da atenção primária: atender pessoas com problemas de saúde que poderiam se agravar e demandar hospitalização. O Mais Médicos evita essas hospitalizações e cuida das pessoas perto de suas famílias, junto de suas comunidades”, pontua.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o objetivo de assegurar a eficácia do programa e a qualidade do atendimento prestado à população, o ministério acompanha de perto o desempenho dos profissionais. Um dos principais instrumentos de monitoramento é o e-SUS APS, que permite registrar e acompanhar o histórico dos pacientes, facilitando a integração entre a atenção primária e os demais níveis de cuidado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quase 25 mil médicos em atuação</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a meta de alcançar 28 mil profissionais até o fim do ano, o programa Mais Médicos já assegura assistência a mais de 64 milhões de pessoas em todo o Brasil. Atualmente, cerca de 24,9 mil médicos atuam em 4,2 mil municípios, o que corresponde a 77% do território nacional. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Dentre essas cidades, 1,7 mil apresentam altos níveis de vulnerabilidade social. Em dezembro de 2024, o programa registrou um marco ao atingir o maior número de médicos em atividade nos Dseis, com 601 profissionais atuando nessas regiões.</p>
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		<title>Roraima registra redução de 45,2% dos casos de malária no primeiro trimestre de 2025</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/roraima-registra-reducao-de-452-dos-casos-de-malaria-no-primeiro-trimestre-de-2025/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Apr 2025 16:08:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Roraima&#160;registrou uma redução de 45,2% nos casos de&#160;malária&#160;entre janeiro e março de 2025, (4.795 casos), em comparação com o mesmo período de 2024 (8.749). Em âmbito nacional, a incidência da doença diminuiu 26,8%, passando de 34.807 registros em 2024 para 25.473 em 2025.&#160; O número de óbitos também apresentou queda de 27% em 2024, com [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Roraima&nbsp;registrou uma redução de 45,2% nos casos de&nbsp;malária&nbsp;entre janeiro e março de 2025, (4.795 casos), em comparação com o mesmo período de 2024 (8.749). Em âmbito nacional, a incidência da doença diminuiu 26,8%, passando de 34.807 registros em 2024 para 25.473 em 2025.&nbsp; O número de óbitos também apresentou queda de 27% em 2024, com 43 mortes notificadas, frente às 63 registradas em 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de a malária ser uma realidade global, com 247 milhões de casos e mais de 619 mil mortes no mundo, o foco do combate à doença no Brasil está concentrado nos estados da Amazônia Legal, onde ocorrem 99% dos casos. Roraima está entre as três unidades da Federação com maior carga da doença, ao lado do Amazonas e Pará.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Nós temos esse desafio de eliminar a malária do&nbsp;Plasmodium falciparum&nbsp;até 2030 e do&nbsp;Plasmodium vivax, até 2035. E, para isso, nós temos trabalhado de maneira bem intensificada, no sentido de trabalhar de forma organizada para que consigamos atingir essas metas”, destacou o gerente do Núcleo de Controle da Malária da Coordenadoria-Geral de Vigilância em Saúde (CGVS), Gerson Castro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De janeiro a abril de 2025, o município de Uiramutã apresentou o maior aumento de casos, saltando de 15 registros em 2024 para 149 este ano. Já Mucajaí registrou o maior avanço no controle da doença, reduzindo de 409 para apenas 44 casos no mesmo período. A maior parte das notificações são concentradas em áreas indígenas, especialmente no território Yanomami, que responde por mais de 80% dos casos registrados no Estado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A redução de casos nessa região foi possível graças à desintrusão dos garimpeiros ilegais, o que permitiu maior acesso das equipes de saúde e atuação contínua das forças locais e federais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Com a desintrusão dos garimpeiros, que diminuiu mais de 90%, em 2022 foram 13 mil casos, hoje não chega nem a 100 na área Yanomami. E com a implantação da tafenoquina em maio, esperamos que diminua ainda mais os casos. Antes era um tratamento de sete dias e agora será em um dia, não haverá recaídas, que é a proposta do medicamento novo”, ressaltou Castro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Roraima também segue com capacitações técnicas contínuas, como oficinas de controle vetorial e treinamentos para uso de novos protocolos. A atuação do Estado envolve uma estrutura tripartite, com responsabilidades compartilhadas entre a Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), os municípios e os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) Yanomami e Leste.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Medicamento inovador</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“Nosso compromisso é zerar os óbitos por malária e buscar a eliminação da doença. Estamos introduzindo cada vez mais tecnologias eficazes: o melhor tratamento disponível, o uso ampliado de testes rápidos e a adoção da tafenoquina — que já é uma realidade no Brasil. Treinamos quase três mil profissionais, tratamos mais de sete mil pessoas, e a meta é ampliar o acesso em todo o país até 2026”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O medicamento inovador de dose única é para a cura da malária por Plasmodium vivax, responsável por 80,3% dos casos em 2024. O tratamento reduz os casos graves e a mortalidade da doença. O medicamento já foi implementado em 49 municípios, de 6 estados – Amazonas,&nbsp;Roraima, Pará, Rondônia, Amapá e Acre &#8211; e 9 Distritos Sanitários Indígenas (Dsei). Em maio, ação será implantada na região extra-amazônica e, em junho, em duas áreas do Mato Grosso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A versão pediátrica da tafenoquina está em processo de incorporação, com parecer favorável na avaliação inicial da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec). A recomendação inicial vai à consulta pública nos próximos dias e retorna para a análise final da comissão.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Redução de casos em áreas especiais</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados do Ministério da Saúde ainda apontam redução no número de casos de três das cinco áreas especiais de vigilância em 2024, como 27,5% em área de garimpo e 11% em área de assentamento. A separação por áreas é uma estratégia de acompanhamento dos casos, uma vez que a malária é uma doença determinada socialmente, ou seja, que afeta mais pessoas em áreas de maior vulnerabilidade social &#8211; 99% estão concentrados na Região Amazônica, abrangendo os estados do Acre, Amazonas, Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia,&nbsp;Roraima&nbsp;e Tocantins.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação à vigilância epidemiológica, o ministro chamou atenção para a malária também fora da Amazônia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Embora o número de casos seja menor fora da região, a letalidade é mais alta. Por isso, vamos implementar um sistema de vigilância específico para os estados com registros fora da Amazônia. É preciso criar alertas e ações direcionadas para esses territórios.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">No total, em 2024, foram registrados 138.493 casos locais, número menor que 2023 (140.264). Além disso, o país reduziu a quantidade de municípios com transmissão ativa da doença, passando de 321 em 2016 para 211 em 2024. Os resultados são reflexo das ações contínuas e estratégicas do Ministério da Saúde para a eliminação da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Investimentos e ações estratégicas</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre 2024 e 2025, a pasta investiu R$ 9,9 milhões em insumos para controle vetorial, R$ 5,8 milhões em medicamentos e testes G6PD e R$ 1,7 milhão para testes de diagnóstico rápido (TDR) da malária. O uso de testes rápidos para a doença cresceu 90% em 2024, com aumento de 65% na aquisição de insumos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ministro Alexandre Padilha reforçou, ainda, o papel da Fiocruz na produção de medicamentos essenciais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Quero agradecer à Fiocruz pela decisão de produzir, junto ao Ministério da Saúde, a combinação de artesunato com mefloquina, que é um dos tratamentos para a malária grave. Com isso, garantimos o fornecimento contínuo e seguro de medicamentos de alta qualidade para todo o país”, explicou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A aquisição de mosquiteiro impregnado de longa duração (MILDS), que não era adquirido desde 2019, foi outra ação estratégica destacada pelo ministro. Foram distribuídas 300 mil redes e 100 mil camas, atendendo 100% dos estados da Amazônia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os profissionais de saúde das áreas de risco também passaram por cursos de capacitação e contam com o Projeto Apoiadores Municipais para prevenção, controle e eliminação de malária. Com 30 pessoas atuando diretamente nos municípios que concentram 80% da carga da doença, o projeto tem fortalecido a resposta local, apoiando gestões municipais em ações de vigilância, diagnóstico, tratamento e prevenção da malária.</p>
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