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	<title>edmundo gonzález urrutia Archives - FatoRR Notícias</title>
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	<title>edmundo gonzález urrutia Archives - FatoRR Notícias</title>
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		<title>Resultados da oposição ‘batem estatisticamente’ na Venezuela; do governo, não</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Aug 2024 11:30:00 +0000</pubDate>
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<p class="wp-block-paragraph">Uma análise feita por vários especialistas, a pedido da&nbsp;CNN, dos resultados oferecidos tanto pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) como pela oposição liderada por María Corina Machado das eleições presidenciais no país, conclui que os números que dão o presidente Nicolás Maduro como vencedor “são uma improbabilidade estatística”, enquanto os dados publicados num portal web pelos representantes do candidato Edmundo González se encaixam “matematicamente e estatisticamente”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há dez dias, a Venezuela está em suspense após os&nbsp;resultados anunciados pelo CNE, organização controlada pelo chavismo, que governa há 25 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda não há uma definição concreta da veracidade dos resultados: tanto a oposição como o partido no poder reivindicam vitória.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quão verificáveis ​​são os dados apresentados por cada uma das partes? Embora as autoridades eleitorais e judiciais tenham anunciado a vitória de Nicolás Maduro, não mostraram os resultados detalhados por centro e por assembleias de voto para apoiá-la.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, a&nbsp;oposição publicou num site a contagem&nbsp;de 83,50% dos registos de escrutínio, resultado que também foi verificado por organizações civis e meios de comunicação independentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Os números do partido no poder</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://seligaroraima.com.br/mundo/maduro-vence-eleicao-na-venezuela-diz-conselho-oposicao-contesta-e-aponta-fraude-grosseira/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Nove minutos após o início da segunda-feira, 29 de julho, o presidente do CNE, Elvis Amoroso, proclamou Nicolás Maduro vencedor da disputa</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo dados da entidade, com 80% das atas contadas, o presidente havia obtido 51,20%, ou seja, exatos 5.150.092 votos. Nesse mesmo primeiro boletim, o CNE deu o segundo lugar a Edmundo González com 44,2%, exatamente 4.445.978 votos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, o órgão eleitoral assegurou que a soma dos votos dos restantes candidatos da oposição representou “462.704 dos votos, o equivalente a 4,06%”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Paralelamente, Amoroso informou que iria pedir ao Ministério Público que investigasse um alegado ataque ao sistema de transmissão de dados, que, segundo o procurador-geral,&nbsp;Tarek William Saab, denunciado na segunda-feira, partiu de servidores localizados na Macedónia do Norte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na terça-feira, 30 de julho, o governo do país balcânico negou ter recebido um pedido das autoridades venezuelanas para investigar o caso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Há aproximadamente uma probabilidade em cem milhões de que este padrão específico ocorra por acaso”, disse Andrew Gelman, professor de Estatística e Ciência Política na Universidade de Columbia, numa publicação que analisa os números recolhidos do primeiro relatório do CNE.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Gelman realizou uma simulação matemática com um modelo de probabilidade e concluiu: “Um milhão de simulações e nem uma vez essa coisa de arredondamento funciona”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na sexta-feira, 2 de agosto, o órgão eleitoral&nbsp;publicou um segundo boletim&nbsp;que afirmava que, após processar 96,87% dos registros, Maduro obteve 51,95% dos votos enquanto González Urrutia alcançou 43,18%. Também não divulgaram os dados que sustentam esse boletim.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Os dados publicados pelo CNE não são auditáveis ​​porque são dados gerais sobre participação e candidatos, mas não os dados desagregados ou a base de dados para entender como foi feito o cálculo”, disse Eugenio Martínez, diretor do portal Votoscopio, à&nbsp;CNN.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, “o primeiro boletim é arredondado à primeira casa decimal, o que é aritmeticamente impossível que isso aconteça”, notou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">João Magdaleno destacou que desde que o segundo boletim anunciou um total de 12.335.884 votos válidos, “se segue que no primeiro boletim restavam mais de 2.300.000 votos por contar”. Isto, segundo Magdaleno, confirma “a inconsistência central do primeiro boletim”: não se poderia falar de uma tendência irreversível.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Martínez, “há muitas irregularidades no comportamento do CNE”. Por um lado, “não foram realizadas duas das auditorias essenciais após a eleição que devem ser feitas para validar os resultados e que estão no calendário de organização eleitoral”, disse.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Martínez explicou que se trata da auditoria de telecomunicações, que deveria ter sido feita na segunda-feira após as eleições, que serve “para verificar se o resultado transmitido pelas máquinas corresponde ao resultado que o CNE recebeu na sala de totalização”</p>



<p class="wp-block-paragraph">O diretor do portal Votoscopio esclareceu que a auditoria de verificação fase 2, que teve de ser feita em 2 de agosto, consiste em “retirar uma amostra aleatória de 1% das máquinas para verificar se o hardware e software auditados antes da eleição permanecem intactos” e “para verificar que o resultado impresso no boletim de voto coincida com os recibos de votação e que ambos coincidam com os resultados divulgados tabela a tabela pela CNE.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">David Arroyo Fernández, professor universitário, economista licenciado e estatístico do Colégio de Economistas de Madrid, chegou à mesma conclusão quando consultado pela&nbsp;CNN.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois de uma análise matemática, Arroyo disse: “Uma probabilidade tão baixa – de que os números tivessem uma única casa decimal – ‘aconselha’ assumir parcialidade ou viés nos resultados.”</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Os números apresentados pela oposição</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na sexta-feira, 2 de agosto, a oposição divulgou uma base de dados que vem atualizando.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na quarta-feira, 7 de agosto, quando este artigo foi escrito, ele continha 83,50% das atas (25.073) de um total de 30.026 mesas. Segundo estes dados,&nbsp;Edmundo González&nbsp;teria vencido as eleições com 7.303.480 votos (67%), enquanto Maduro teria ficado em segundo lugar com 3.316.142 votos (30%) e os demais candidatos obtiveram apenas 267.640 votos (2%).</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Se a base de dados for baixada, pode-se fazer uma análise de como chegam ao anúncio da votação global que fazem e é por isso que os dados da oposição são verificáveis ​​e os dados do CNE, não”, assegurou Martínez.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aliás, no referido site é possível fazer download da base de dados, que contém os dados desagregados da votação com links que direcionam para imagens das atas digitalizadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O professor David Arroyo Fernández, do Colégio de Economistas de Madrid, fez um estudo estatístico dos dados publicados pela oposição e conclui que “é muito improvável” que tivessem tido tempo suficiente “para terem criado uma distribuição de votos com essas características em apenas alguns dias” se não fossem os dados reais, então “matematicamente e estatisticamente os dados [da oposição] somam-se em termos de números e da precisão mostrada”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">John Madgaleno salienta que “a oposição apresentou informação mais detalhada e verificável sobre o resultado das eleições presidenciais do que o órgão encarregado de administrar o evento eleitoral”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na segunda-feira, 5 de agosto, o&nbsp;Ministério Público da Venezuela abriu uma investigação criminal&nbsp;contra González Urrutia e a líder da oposição María Corina Machado pela “suposta prática dos crimes de usurpação de funções, divulgação de informações falsas para causar ansiedade, instigação à desobediência das leis, instigação à insurreição, associação criminosa e conspiração”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A organização argumentou que a acusação está ligada ao apelo que os líderes da oposição fizeram numa declaração aos militares e à polícia para se posicionarem “ao lado do povo”. Mas também sustentou que “anunciam falsamente um vencedor das eleições presidenciais diferente daquele proclamado pelo Conselho Nacional Eleitoral”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como a oposição obteve as atas?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Milhares de voluntários participaram do processo eleitoral em 28 de julho. A instrução, que a própria Machado reiterou naquele domingo após o encerramento das urnas, era que permanecessem nos centros de votação até obterem cópia impressa da ata.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foram então transferidos para um local seguro, acompanhados por membros do partido da oposição que procuraram garantir a segurança das testemunhas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que acontece com a porcentagem de minutos que a oposição não conseguiu aceder? Eles poderiam reverter o resultado? Mesmo que 100% dos votos contidos na ata faltante fossem favoráveis ​​a Maduro, a contagem, segundo os dados publicados pela oposição, continuaria a dar o vencedor a González.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Marina Lacalle, professora do mestrado em Relações Internacionais da Escola de Governo da Universidade Austral, expressou-se nesse sentido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Tendo em conta que as eleições presidenciais na Venezuela são resolvidas por maioria relativa, é muito difícil reverter uma tendência de quase 70% dos votos”, disse à&nbsp;CNN.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Por outro lado, seria necessário ver em que áreas geográficas [e com que características sociodemográficas] são os minutos que precisam ser tornados visíveis e contados. Como se pode verificar pelos dados fornecidos pelas atas publicadas, Maduro obteve mais votos nos setores mais vulneráveis ​​em termos socioeconómicos, como aconteceu em eleições passadas”, acrescentou a especialista.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que vai acontecer agora?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Supremo Tribunal de Justiça, órgão que responde ao partido no poder, deu ao CNE três dias para apresentar a ata.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O prazo foi cumprido na segunda-feira (5) e, segundo o órgão judicial, o CNE entregou o que foi solicitado&nbsp;e iniciou-se um&nbsp;processo de perícia&nbsp;que inclui convocatórias para os dez candidatos presidenciais, incluindo Maduro e González.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na quarta-feira (7),&nbsp;González anunciou&nbsp;em suas redes que não compareceria à Sala Eleitoral porque estaria “em situação de absoluta indefesa”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações da CNN</em></strong></p>
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		<title>Governo dos EUA reconhece vitória de Edmundo González na eleição da Venezuela</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/governo-dos-eua-reconhece-vitoria-de-edmundo-gonzalez-na-eleicao-da-venezuela/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Aug 2024 09:30:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony&#160;Blinken, disse nesta quinta-feira (1º) que&#160;Edmundo González&#160;obteve o maior número de votos na eleição presidencial de domingo (28) na Venezuela. “Dadas as evidências esmagadoras, está claro para os Estados Unidos e, mais importante, para o povo venezuelano, que Edmundo González Urrutia obteve o maior número de votos nas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony&nbsp;Blinken, disse nesta quinta-feira (1º) que&nbsp;Edmundo González&nbsp;obteve o maior número de votos na eleição presidencial de domingo (28) na Venezuela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Dadas as evidências esmagadoras, está claro para os Estados Unidos e, mais importante, para o povo venezuelano, que Edmundo González Urrutia obteve o maior número de votos nas eleições presidenciais de 28 de julho na Venezuela.”, disse&nbsp;Blinken em um documento do Departamento de Estado dos EUA.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A autoridade americana ainda declarou apoio à transição democrática entre os governos na Venezuela, dizendo que os Estados Unidos estão “prontos a considerar formas de reforçá-lo em conjunto com os nossos parceiros internacionais”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele acrescentou: “Parabenizamos Edmundo González Urrutia pelo sucesso de sua campanha. Agora é a hora de as partes venezuelanas iniciarem discussões sobre uma transição respeitosa e pacífica, de acordo com a lei eleitoral venezuelana e os desejos do povo venezuelano”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Apoiamos plenamente o processo de restabelecimento das normas democráticas na Venezuela e estamos prontos a considerar formas de reforçá-lo em conjunto com os nossos parceiros internacionais”, escreveu&nbsp;Blinken.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CNE proclama Nicolás Maduro presidente</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://fatorrnoticias.com.br/mundo/maduro-vence-eleicao-na-venezuela-diz-conselho-oposicao-contesta-e-aponta-fraude-grosseira/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela proclamou Nicolás Maduro presidente da Venezuela para um novo mandato na segunda-feira (29)</a>, um dia após as eleições presidenciais no país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O resultado do CNE indica que Maduro venceu com 51,2% dos votos contra 44,2% de Edmundo González.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Oposição denuncia fraude</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O grupo de oposição que se uniu contra a candidatura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro,&nbsp;disse que houve fraude no pleito&nbsp;em que ele foi reeleito para um terceiro mandato.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo os opositores, Edmundo González venceu com cerca de 70% dos votos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações da CNN e Reuters</em></strong></p>
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		<title>Venezuela: pelo menos sete pessoas morrem em protestos contra reeleição de Maduro, afirma jornal espanhol</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/venezuela-pelo-menos-sete-pessoas-morrem-em-protestos-contra-reeleicao-de-nicolas-maduro-afirma-jornal-espanhol/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jul 2024 14:39:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Conselho Nacional Eleitoral]]></category>
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		<category><![CDATA[Observatório Venezuelano de Conflitos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pelo menos sete pessoas morreram durante os protestos iniciados nesta segunda-feira (29) na Venezuela contra a reeleição do presidente Nicolás Maduro, de acordo com o jornal espanhol El Mundo, citando fontes independentes. Manifestantes derrubaram estátuas do antigo líder Hugo Chávez, enquanto a representante da oposição no país garantiu ter provas de que os resultados eleitorais foram fraudulentos [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Pelo menos sete pessoas morreram durante os protestos iniciados nesta segunda-feira (29) na Venezuela contra a <a href="https://fatorrnoticias.com.br/mundo/maduro-vence-eleicao-na-venezuela-diz-conselho-oposicao-contesta-e-aponta-fraude-grosseira/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">reeleição do presidente Nicolás Maduro</a>, de acordo com o jornal espanhol El Mundo, citando fontes independentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Manifestantes derrubaram estátuas do antigo líder Hugo Chávez, enquanto a representante da oposição no país garantiu ter provas de que os resultados eleitorais foram fraudulentos e que o verdadeiro vencedor é Edmundo González Urrutia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Múltiplas fontes confirmam dezenas de detidos. O grupo de ativistas pelos Direitos Humanos Foro Penal, especializado em prisioneiros políticos, afirma que pelo menos 46 pessoas foram detidas em manifestações por todo o país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As forças de segurança têm lançado gás lacrimogêneo e balas de borracha para dispersar as multidões em protesto. “Liberdade” e “este governo vai cair” são algumas das frases repetidas pelos manifestantes. Protestos foram registrados ainda em áreas pobres de Caracas que até agora apoiavam o governo socialista de Maduro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Estamos cansados desse governo, queremos uma mudança. Queremos ser livres na Venezuela. Queremos que nossas famílias voltem para cá”, disse um manifestante mascarado, referindo-se ao êxodo de cerca de um terço dos venezuelanos nos últimos anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Observatório Venezuelano de Conflitos disse ter registro de 187 protestos em 20 estados até às 18h de segunda-feira. “Foram reportados vários atos de repressão e violência por coletivos paramilitares e forças de segurança”, declarou a entidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Oposição</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As manifestações se espalharam depois de, na noite de segunda-feira, o presidente ter participado de uma reunião na qual o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) proclamou sua reeleição para um terceiro mandato de seis anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já a líder da oposição&nbsp;venezuelana, María Corina Machado, disse que Edmundo González tem 73,2% dos votos da eleição de domingo, o que lhe permite provar os resultados eleitorais que, segundo ela, lhe dão a vitória.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações do InfoMoney e agências internacionais</em></strong></p>
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		<title>Cerca de 21 milhões de venezuelanos devem ir às urnas eleger presidente</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/cerca-de-21-milhoes-de-venezuelanos-devem-ir-as-urnas-eleger-presidente/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Jul 2024 13:10:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[bloqueio financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[edmundo gonzález urrutia]]></category>
		<category><![CDATA[eleições presidenciais]]></category>
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		<category><![CDATA[venezuela]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Cerca de 21 milhões de venezuelanos vão hoje (28) às urnas eleger o próximo presidente, que vai governar o país sul-americano entre 2025 e 2031. Nicolás Maduro, no poder desde 2013, enfrenta nas urnas nove concorrentes.&#160; Esta é a primeira eleição, desde 2015, em que toda a oposição aceitou participar do pleito. Desde 2017, os [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Cerca de 21 milhões de venezuelanos vão hoje (28) às urnas eleger o próximo presidente, que vai governar o país sul-americano entre 2025 e 2031. Nicolás Maduro, no poder desde 2013, enfrenta nas urnas nove concorrentes.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta é a primeira eleição, desde 2015, em que toda a oposição aceitou participar do pleito. Desde 2017, os principais partidos de oposição vinham boicotando as eleições nacionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As pesquisas eleitorais da Venezuela&nbsp;divergem sobre o resultado&nbsp;do pleito presidencial. Enquanto algumas enquetes dão a vitória com ampla margem ao principal candidato da oposição, Edmundo González Urrutia, outros levantamentos apontam para uma vitória do atual presidente, também com uma margem confortável.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Bloqueio</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Venezuela enfrenta um bloqueio financeiro e comercial pelo menos desde 2017, quando potências como Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e União Europeia passaram a não reconhecer a legitimidade do governo Maduro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O país vizinho também passou por grave crise econômica no período, com hiperinflação e perda de cerca de 75% do PIB (Produto Interno Bruto, soma de todos os bens e serviços produzidos no país), o que resultou na migração de mais de 7 milhões de pessoas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde meados de 2021, o país vem&nbsp;mostrando alguma recuperação econômica. A hiperinflação foi controlada, e a economia voltou a crescer em 2022 e 2023, porém, os salários continuam baixos e os serviços públicos deteriorados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde 2022, o embargo econômico vem sendo parcialmente flexibilizado e um acordo entre oposição e governo foi firmado para as eleições deste ano. Porém, denúncias de prisões de opositores nos últimos dias e recusas a assinar acordo para respeitar o resultado eleitoral por alguns candidatos da oposição, entre eles, o favorito Edmundo González, jogam dúvidas sobre o dia após a votação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Domingo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais cedo, o presidente Nicolás Maduro votou em Caracas, capital venezuelana. &#8220;Reconheço o árbitro eleitoral. E tudo o que o árbitro eleitoral disser, será reconhecido. Não apenas reconhecido, mas defendido&#8221;, afirmou aos jornalistas antes de deixar local de votação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações da Agência Brasil</em></strong></p>
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		<title>Às vésperas da eleição, Venezuela fecha fronteiras terrestres, aéreas e marítimas</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/as-vesperas-da-eleicao-venezuela-fecha-fronteiras-terrestres-aereas-e-maritimas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 27 Jul 2024 00:29:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ex-presidentes latino-americanos foram&#160;impedidos de viajar para&#160;Caracas&#160;nesta sexta-feira (26) por&#160;autoridades venezuelanas. Os ex-mandatários são críticos da gestão de Nicolás Maduro e pretendiam observar as eleições presidenciais de domingo no país.&#160; O fechamento das fronteiras aéreas, terrestres e marítimas foi determinado na semana passado em decreto presidencial. Conforme a decisão, o bloqueio vale para pessoas e veículos [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Ex-presidentes latino-americanos foram&nbsp;impedidos de viajar para&nbsp;Caracas&nbsp;nesta sexta-feira (26) por&nbsp;autoridades venezuelanas. Os ex-mandatários são críticos da gestão de Nicolás Maduro e pretendiam observar as eleições presidenciais de domingo no país.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O fechamento das fronteiras aéreas, terrestres e marítimas foi determinado na semana passado em decreto presidencial. Conforme a decisão, o bloqueio vale para pessoas e veículos a partir da meia-noite desta sexta até as 8h de segunda (29).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A denúncia foi feita pelo governo panamenho. O voo CM 222, da companhia aérea panamenha Copa Airlines, transportava&nbsp;quatro ex-presidentes&nbsp;para a Venezuela:&nbsp;Miguel Ángel Rodríguez (Costa Rica), Jorge Quiroga (Bolívia), Vicente Fox (México) e Mireya Moscoso (Panamá).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, a aeronave não conseguiu decolar do aeroporto de Tocumen &#8220;por causa do&nbsp;bloqueio do espaço aéreo venezuelano&#8221;, afirmou o presidente panamenho, José Raúl Mulino, em sua conta na rede social X.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Inicialmente, os ex-mandatários se recusaram a&nbsp;desembarcar do avião, mas depois decidiram sair e&nbsp;se dirigir ao palácio presidencial do Panamá, onde concederam uma coletiva de imprensa. O voo só partiu depois que os ex-presidentes saíram da aeronave.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Queríamos estar com vocês (&#8230;). Dói em nossa alma, queremos uma Venezuela livre (&#8230;). Vão votar e cuidem do voto para que não o roubem&#8221;, disse Moscoso na aeronave, entre aplausos de vários passageiros venezuelanos, segundo vídeos que circulam na rede social X.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os ex-presidentes latino-americanos haviam se reunido no Panamá para viajar juntos à Venezuela. A situação causou o&nbsp;atraso&nbsp;de outros voos que tinham a Venezuela como destino e também saíam de lá, segundo as autoridades panamenhas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O chanceler panamenho, Javier Martínez-Acha, repudiou, na coletiva de imprensa ao lado dos ex-presidentes, o bloqueio do voo e disse ter convocado a representante da missão diplomática da Venezuela no Panamá para pedir uma explicação sobre o incidente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Vice-presidente do PSUV ameaçou líderes</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na quarta-feira (24), Diosdado Cabello, vice-presidente do Partido Socialista de Venezuela (PSUV), havia advertido que, se os líderes viajassem, seriam&nbsp;expulsos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Não estão convidados, são &#8216;showseros&#8217; (&#8230;). Se aparecerem no aeroporto, meu Deus! O que vai acontecer?&nbsp;Expulsamos, expulsamos, não tem problema&nbsp;porque são inimigos deste país, são fascistas (&#8230;). Aqui não vão vir para perturbar&#8221;, afirmou na televisão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também na quarta-feira, o ex-presidente argentino Alberto Fernández afirmou que o governo da Venezuela lhe&nbsp;pediu para não viajar&nbsp;para atuar como observador das eleições de domingo, alegando &#8220;dúvidas sobre [sua] imparcialidade&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Maduro busca um&nbsp;terceiro mandato consecutivo&nbsp;e enfrenta Edmundo González Urrutia, representante da líder da oposição, María Corina Machado, impedida pela justiça de exercer cargos públicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações da AFP</em></strong></p>
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		<title>Eleição na Venezuela altera equilíbrio geopolítico global; sociólogo aponta ‘efeito simbólico’ em caso de vitória da oposição</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/eleicao-na-venezuela-altera-equilibrio-geopolitico-global-sociologo-aponta-efeito-simbolico-em-caso-de-vitoria-da-oposicao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jul 2024 17:59:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[edmundo gonzález urrutia]]></category>
		<category><![CDATA[eleições presidenciais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O fato de a Venezuela ser um país petroleiro – dona das maiores reservas comprovadas do mundo – e de o atual governo manter relações tensas com potências ocidentais e ter proximidade com China, Rússia e Irã, faz com que a eleição no país caribenho, no domingo (28), tenha amplas implicações geopolíticas, segundo avaliação de [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O fato de a Venezuela ser um país petroleiro – dona das maiores reservas comprovadas do mundo – e de o atual governo manter relações tensas com potências ocidentais e ter proximidade com China, Rússia e Irã, faz com que a eleição no país caribenho, no domingo (28), tenha amplas implicações geopolíticas, segundo avaliação de especialistas consultados pela&nbsp;reportagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O professor de relações internacionais do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec) Alexandre Pires ressaltou que, se Nicolás Maduro permanecer no poder, o bloco de países formado por China, Rússia e Irã vai continuar com um importante parceiro no continente sul-americano. Por outro lado, se vence a oposição, a tendência é de o país retomar um alinhamento político com os Estados Unidos. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“É claro que o contato e as parcerias provavelmente seriam mantidos, especialmente no nível econômico, mas a Venezuela entraria em uma situação de maior normalidade, talvez conseguindo restabelecer laços com os Estados Unidos, país do qual inevitavelmente eles são muito dependentes, especialmente para tentar escoar o petróleo, e, também, com a Espanha e com a Europa Ocidental”, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pires lembrou ainda que a vitória da oposição poderia elevar os investimentos no setor petroleiro, ajudando a recuperar a principal indústria do país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A Venezuela conseguiria também colocar mais petróleo no mercado. Obviamente, isso influenciaria o preço da mercadoria. Ou seja, colocaria o país em rota de colisão com os parceiros da Opep. Não saberíamos o quanto ela manteria essa relação com a Opep ou se inclinaria a receber mais investimentos para tentar aumentar sua capacidade produtiva”, completou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A crise econômica e o bloqueio petroleiro dos últimos anos deterioraram a infraestrutura da indústria petroleira venezuelana. De uma produção média de 2,3 milhões de barris por dia (bpd) em 2015, o país produziu em junho de 2024 apenas 851 mil bpd, segundo dados da Opep. Ou seja, a produção é hoje 35% do que era em 2015.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) é um cartel formado por países como Arábia Saudita, Irã, Iraque e Kuwait, entre outros, e que costuma combinar cotas de produção para influenciar os preços internacionais do produto.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Instabilidade</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O professor de relações internacionais da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Nildo Ouriques diz que todo acontecimento na América Latina tem imensas implicações, mas ressalta que o caso venezuelano talvez seja mais importante pela questão do petróleo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Se não tivesse petróleo na Venezuela, os Estados Unidos estariam igualmente preocupados, mas não colocariam como uma prioridade da sua política externa. Então, o petróleo é fundamental”, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Nildo, não há possibilidade de estabilidade política na Venezuela, ganhe quem ganhar. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A América Latina não pode trabalhar com o conceito de estabilidade política porque nós estamos submetidos à pressão imperialista. Nenhum país submetido à pressão imperialista pode falar em estabilidade política”, destacou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O professor, que também lidera o Instituto de Estudos Latino-Americanos da UFSC, acrescentou que os chavistas (partidários das ideias, programas e estilo de governo associados ao ex-presidente venezuelano Hugo Chávez, que governou o país entre 1999 e 2013) têm capacidade de mobilização e poderão colocar pressão, caso a oposição vença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A Venezuela não terá nenhuma estabilidade, nem os regimes que são totalmente apoiados pelos Estados Unidos têm estabilidade, vide o caso do Haiti. Se ganhar a oposição, os bolivarianos [militantes chavistas] têm capacidade de mobilização e de esquentar a chapa contra o governo. E, se ganhar Maduro novamente, a luta contra ele, apoiada pela embaixada [dos EUA], com apoio dos meios de comunicação, vai continuar”, completou.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Efeito simbólico</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O sociólogo, economista político e analista venezuelano Luis Salas ressaltou que a vitória da oposição teria, para além das implicações geopolíticas, um importante efeito simbólico devido a todo o processo político iniciado em 1999, com a chegada de Hugo Chávez ao poder.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Do ponto de vista geopolítico, a vitória da oposição teria muitas implicações. Um eventual governo de Edmundo González e María Corina Machado significaria um alinhamento com [Javier] Milei na Argentina e com governos tremendamente reacionários, como o do Equador e o do Peru. Isso significaria para a região uma mudança geopolítica importante, além de simbólica, tratando-se de Venezuela”, destacou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há menos de uma semana das eleições, as <a href="https://fatorrnoticias.com.br/mundo/venezuela-a-sete-dias-da-eleicao-pesquisas-divergem-sobre-resultado/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">pesquisas eleitorais na Venezuela divergem sobre o resultado </a>do pleito presidencial marcado para domingo. Enquanto algumas enquetes dão a vitória, com ampla margem, ao principal candidato da oposição, Edmundo González Urrutia, outros levantamentos apontam para a reeleição do presidente Nicolás Maduro, também com confortável vantagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Oposição participa</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Cerca de 21 milhões de venezuelanos deverão eleger o próximo presidente, que vai governar o país sul-americano entre 2025 e 2031. Nicolás Maduro, no poder desde 2013, enfrenta nas urnas nove concorrentes.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta é a primeira eleição, desde 2015, em que toda a oposição aceitou participar do pleito. Desde 2017, os principais partidos de oposição vinham boicotando as eleições nacionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Venezuela enfrenta um bloqueio financeiro e comercial pelo menos desde 2017, quando potências como Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e União Europeia passaram a não reconhecer a legitimidade do governo Maduro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O país vizinho também passou por grave crise econômica no período, com hiperinflação e perda de cerca de 75% do PIB (Produto Interno Bruto, soma de todos os bens e serviços produzidos no país), o que resultou na migração de mais de sete milhões de pessoas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde meados de 2021, o país vem mostrando alguma recuperação econômica. A hiperinflação foi controlada, e a economia voltou a crescer em 2022 e 2023, porém, os salários continuam baixos e os serviços públicos deteriorados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde 2022, o embargo econômico vem sendo parcialmente flexibilizado e um acordo entre oposição e governo foi firmado para as eleições deste ano. Porém, denúncias de prisões de opositores nos últimos dias e recusas a assinar acordo para respeitar o resultado eleitoral por alguns candidatos da oposição, entre eles, o favorito Edmundo González, jogam dúvidas sobre o dia após a votação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações da Agência Brasil</em></strong></p>
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		<title>Venezuela: a sete dias da eleição, pesquisas divergem sobre resultado</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/venezuela-a-sete-dias-da-eleicao-pesquisas-divergem-sobre-resultado/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Jul 2024 12:50:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[edmundo gonzález urrutia]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>
		<category><![CDATA[nicolás maduro]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisas]]></category>
		<category><![CDATA[venezuela]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As pesquisas eleitorais da Venezuela divergem sobre o resultado do pleito presidencial marcado para domingo (28). Enquanto algumas enquetes dão a vitória com ampla margem ao principal candidato da oposição, Edmundo González Urrutia, outros levantamentos apontam para uma vitória do atual presidente Nicolás Maduro, também com uma margem confortável. Institutos de pesquisa como Datincorp, Delphos [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">As pesquisas eleitorais da Venezuela divergem sobre o resultado do pleito presidencial marcado para domingo (28). Enquanto algumas enquetes dão a vitória com ampla margem ao principal candidato da oposição, Edmundo González Urrutia, outros levantamentos apontam para uma vitória do atual presidente Nicolás Maduro, também com uma margem confortável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Institutos de pesquisa como Datincorp, Delphos e Meganálisis, entre outros, dão vitória ao opositor Edmundo, da Mesa da Unidade Democrática (MUD), apoiado pela política María Corina Machado. Ela era apontada como favorita da oposição ao vencer as primárias, mas&nbsp;teve a candidatura vetada por condenações judiciais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já pesquisas do Centro de Medição e Interpretação de Dados Estatísticos (Cmide), do Hinterlaces e do International Consulting Services (ICS), entre outros estudos, indicam que Nicolás Maduro deve se reeleger para um terceiro mandato, segundo informa a Telesur, veículo estatal do país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O sociólogo, economista político e analista venezuelano Luis Salas ressaltou à&nbsp;reportagem que as pesquisas eleitorais na Venezuela historicamente favorecem o voto opositor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Historicamente, desde que o chavismo chegou ao poder, as pesquisas sempre sobrevalorizaram o voto opositor. Desde que Chávez foi presidente, e depois Maduro, os principais institutos de pesquisa erram e favoreceram o voto da oposição”, afirmou o analista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A especialista Carmen Beatriz Fernández, diretora da DataStrategia, empresa que trabalha com medição de opinião pública para conduzir campanhas políticas, alertou para os problemas da medição de votos na Venezuela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Por que falham as pesquisas eleitorais? Basicamente por três razões: por causa da volatilidade do eleitorado; por falhas metodológicas e porque não são pesquisas, se não pseudopesquisas feitas para desinformar e serem usadas como propaganda”, destacou em uma rede social.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O venezuelano Francisco Rodriguez, professor da Universidade de Denver, nos Estados Unidos, reforçou a pouca confiança nas pesquisas do país. Segundo ele, desde 2017, sete institutos de pesquisas vêm sobrevalorizando o voto opositor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Esses mesmos inquéritos sobrevalorizaram o voto da oposição, em média, nos últimos 10 anos, em 27,8%. Se corrigirmos esse viés, teríamos um virtual empate técnico [entre Maduro e Edmundo González]”, afirmou, em uma rede social, o estudioso da realidade venezuelana.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Eleições na Venezuela</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Dona da maior reserva comprovada de petróleo do planeta, a Venezuela vai às urnas em 28 de julho, quando cerca de 21 milhões de pessoas devem eleger o próximo presidente, que vai governar o país sul-americano entre 2025 e 2031. Nicolás Maduro, no poder desde 2013, enfrenta nas urnas nove concorrentes. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta é a primeira eleição, desde 2015, em que toda a oposição topou participar do pleito. Desde 2017, os principais partidos de oposição vêm boicotando as eleições nacionais.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Venezuela enfrenta um bloqueio financeiro e comercial pelo menos desde 2017, quando potências como Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e União Europeia passaram a não reconhecer a legitimidade do governo Maduro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O país vizinho também passou por uma grave crise econômica&nbsp;no&nbsp;período, com hiperinflação e perda de cerca de 75% do PIB, o que resultou em uma&nbsp;migração de mais de 7 milhões&nbsp;de pessoas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde meados de 2021, o país vem mostrando alguma recuperação econômica. A hiperinflação foi derrotada e a economia voltou a crescer em 2022 e 2023, porém os salários continuam baixos e os serviços públicos deteriorados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde 2022, o embargo econômico vem sendo parcialmente flexibilizado e um acordo entre oposição e governo foi firmado para as eleições deste ano. Porém, denúncias de prisões de opositores nos últimos dias e recusas em assinar acordo para respeitar o resultado eleitoral por alguns candidatos da oposição, entre eles, o favorito Edmundo González, jogam dúvidas sobre o dia após a votação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações da Agência Brasil</em></strong></p>
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