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	<title>Edmundo González Archives - FatoRR Notícias</title>
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	<title>Edmundo González Archives - FatoRR Notícias</title>
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		<title>Maduro assume terceiro mandato e promete reforma da Constituição</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jan 2025 15:55:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em meio às pressões externas e internas, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, assume, nesta sexta-feira (10), seu terceiro mandato à frente do Palácio de Miraflores, em Caracas, onde promete ficar até, pelo menos, 10 de janeiro de 2031. A posse ocorre em meio à condenação das potências ocidentais, como União Europeia, Estados Unidos e [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Em meio às pressões externas e internas, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, assume, nesta sexta-feira (10), seu terceiro mandato à frente do Palácio de Miraflores, em Caracas, onde promete ficar até, pelo menos, 10 de janeiro de 2031.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A posse ocorre em meio à condenação das potências ocidentais, como União Europeia, Estados Unidos e Canadá, e diversos governos regionais, como Argentina e Chile, que acusam o governo de fraudar as <a href="https://fatorrnoticias.com.br/mundo/maduro-vence-eleicao-na-venezuela-diz-conselho-oposicao-contesta-e-aponta-fraude-grosseira/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>eleições presidenciais de 28 de julho de 2024</strong></a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo governos mais próximos de Caracas, como Colômbia e Brasil, criticam que a eleição passada não foi transparente porque não foram divulgados todos os dados eleitorais. Ainda assim, devem enviar representante diplomáticos à posse. O governo mexicano informou que não se envolve com questões internas do país sul-americano e enviará um representante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o governo venezuelano, cerca de dois mil convidados internacionais, entre representantes de governos, movimentos sociais e culturais, devem participar da posse de Maduro, marcada para as 13h desta sexta-feira, no horário de Brasília.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na quinta-feira (9), manifestações opositoras foram registradas em várias cidades do país, incluindo Caracas, com a presença da principal liderança de oposição, a ex-deputada Maria Corina Machado, pedindo que Edmundo González assuma no lugar de Maduro.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A notícia, depois desmentida, da prisão de Maria Corina Machado após os atos, serviu para dar ainda mais dramaticidade ao momento político venezuelano. &nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O candidato adversário Edmundo González, que alega ter vencido as últimas eleições, comemorou os protestos de ontem em uma rede social: “hoje, mais uma vez, o povo venezuelano sairá às ruas para exigir respeito à vontade expressa nas eleições de 28 de julho. Unidos, alcançaremos a Venezuela livre e pacífica que merecemos. Não estamos sozinhos!”&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um ato pró-governo também foi registrado em Caracas. Nesta sexta, a expectativa é de que as forças chavistas acompanhem a posse de Maduro em diversas cidades do país para reforçar o apoio à chamada Revolução Bolivariana, processo político iniciado em 1999, com o primeiro governo de Hugo Chávez.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Reforma</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Como primeira medida do novo mandato, o presidente Nicolás Maduro deve editar decreto para criar uma comissão com o objetivo de elaborar uma reforma constitucional para, em suas palavras, consolidar “a soberania popular” com a construção de um novo modelo de Estado, então chamado de “Estado comunal”, projeto inicialmente idealizado pelo ex-presidente Hugo Chávez. &nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O objetivo da reforma constitucional é definir com claridade o modelo de desenvolvimento venezuelano para os próximos 30 anos, e democratizar até o infinito a vida política e social da Venezuela. Transformar esse estado em verdadeiramente democrático de e para o povo, que consiga a harmonia e a unificação da Venezuela em torno de um projeto comum, de consenso”, explicou Maduro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A reforma deve ser debatida na Assembleia Nacional do país, de maioria chavista, com um referendo popular convocado para confirmar as mudanças até o fim do ano, segundo previsão de Maduro. Além do referendo previsto, a Venezuela terá eleições regionais, para estados e municípios, e para a Assembleia Nacional em 2025, mas a data exata ainda não foi divulgada.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Oposição</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Exilado na&nbsp;Espanha desde setembro de 2024, Edmundo González iniciou, na semana passada, um giro por países para reunir apoio internacional contra a posse de Maduro, tendo sido recebido pelos presidentes da Argentina, Uruguai, Estados Unidos, Panamá e República Dominicana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos Estados Unidos, o opositor&nbsp;pediu que militares impeçam&nbsp;a posse de Maduro. Em contrapartida, o governo Maduro promete prender Edmundo por tentativa de golpe de Estado caso regresse ao país, chegando a&nbsp;oferecer US$ 100 mil&nbsp;por informações que levem a sua captura. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, informou que cerca de 150 mercenários de 25 nacionalidades foram presos na Venezuela acusados de tentarem desestabilizar politicamente o país para impedir a posse de Maduro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dias antes da posse, foi preso o ex-candidato à presidência do país Enrique Márquez, do partido Centrados, acusado de tentativa de golpe de Estado. De acordo com o governo, Márquez estaria articulando a posse paralela de Edmundo González à presidência do país a partir de alguma embaixada venezuelana no exterior.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em nota divulgada nesta quinta-feira, a Frente Democrática Popular, coalizão que apoia o então candidato presidencial Enrique Márques, negou as acusações do governo contra o opositor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Denunciamos energicamente a campanha de difamação empreendida pelo ministro do Interior e Justiça, Diosdado Cabello, que tem como objetivo criminalizar nossos companheiros”, informou a organização.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações da Agência Brasil</em></strong></p>
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		<title>ONU denuncia &#8216;detenções arbitrárias&#8217; e &#8216;clima de medo&#8217; na Venezuela após eleição; organizações apontam mais de 20 mortos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Aug 2024 12:35:00 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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<p class="wp-block-paragraph">O elevado número de “detenções arbitrárias” e o “uso desproporcional” da força alimentam o “clima de medo” na&nbsp;Venezuela&nbsp;desde as eleições presidenciais de 28 de julho, afirmou o Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos nesta terça-feira (13). Em comunicado, o austríaco Volker Türk disse ser especialmente preocupante a quantidade de pessoas presas, “acusadas de incitação ao ódio&nbsp;ou sob legislação antiterrorismo”. Ao todo, a&nbsp;ONU&nbsp;estima que mais de 2,4 mil venezuelanos foram detidos após o pleito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O direito penal nunca deve ser utilizado para limitar indevidamente os direitos à liberdade de expressão, reunião pacífica e de associação”, escreveu Türk. A nota foi publicada um dia depois do procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, anunciar que pelo menos&nbsp;25 pessoas morreram&nbsp;e 192 ficaram feridas nos protestos registrados após o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) venezuelano anunciar a reeleição do presidente&nbsp;Nicolás Maduro. O número é semelhante ao divulgado até então por organizações de direitos humanos, que relataram 24 mortos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O alerta do comissário também ocorre um dia após o procurador-geral do Tribunal Penal Internacional (TPI), Karim Khan, dizer que seu gabinete&nbsp;recebeu “vários relatos de casos de violência”&nbsp;nas manifestações da oposição. Em nota, Khan indicou que acompanha “ativamente” os acontecimentos no país. Somado a isso, ainda nesta segunda-feira (12), Maduro exigiu que os poderes do Estado agissem com “punho de ferro” depois dos protestos que eclodiram no país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Exijo que todos os poderes do Estado atuem com maior celeridade, maior eficiência e mão de ferro contra o crime, contra a violência, contra os crimes de ódio, mão de ferro e justiça severa, firme, fazer cumprir os princípios constitucionais — disse Maduro durante uma reunião com autoridades. “Onde estão os autores intelectuais dessa violência? Onde estão os financiadores dessa violência? Onde estão os que a planejaram?”</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>‘Fraude’</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Maduro foi proclamado pela autoridade eleitoral presidente reeleito para um terceiro mandato de seis anos com 52% dos votos, frente a 43% do opositor&nbsp;Edmundo González Urrutia, representante da líder opositora&nbsp;María Corina Machado, que denuncia fraude. Horas após o primeiro boletim, manifestações estouraram em&nbsp;Caracas&nbsp;e outras cidades do país, inclusive em bairros pobres e historicamente chavistas. Segundo Maduro, mais de duas mil pessoas foram presas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após o CNE declarar a reeleição de Maduro, o Centro Carter, um dos poucos observadores internacionais do processo eleitoral na Venezuela, afirmou que a eleição presidencial no país não atendeu aos padrões de imparcialidade democrata. Enquanto os órgãos oficiais se recusam a divulgar as atas das mesas de votação, a oposição alega ter comprovantes de que González Urrutia derrotou Maduro por ampla margem (67% contra 30%). A partir da análise do material, o Centro Carter também declarou que as atas eleitorais coletadas pela oposição são “consistentes”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O chavismo está impregnado no Estado venezuelano de tal forma que está presente nas instituições que deveriam ser independentes”, disse Ian Batista, analista eleitoral na missão de observação do Centro Carter. “Não há instituições que poderiam balancear os poderes. A Constituição prega algum nível de independência, mas como o chavismo está impregnado em todos os lugares, eles controlam todos os altos cargos”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>‘Desaparecimentos forçados’</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No comunicado desta terça-feira, Türk reforçou que “todas as mortes que ocorreram no contexto dos protestos devem ser investigadas” – e que os envolvidos devem ser “responsabilizados e punidos”. Já sobre os detidos, a maior parte dos casos documentados pelo Alto Comissariado indicam que eles não foram autorizados a nomear um advogado de sua escolha ou ter contato com suas famílias. A nota do comissário reforça que “alguns desses casos” constituíram “desaparecimentos forçados”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os detidos estão líderes, simpatizantes de partidos políticos, jornalistas e defensores dos direitos humanos, considerados ou percebidos como opositores pelas autoridades. Muitas das detenções, segundo relatório da Missão Internacional Independente do Conselho de Direitos Humanos da ONU, ocorreram depois da participação em protestos ou da expressão de suas opiniões nas redes sociais. O documento destaca a suposta detenção de mais de cem crianças e adolescentes, acusados dos mesmos crimes que os adultos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Türk pediu a libertação imediata de todos aqueles que foram detidos arbitrariamente e garantias de julgamentos justos para todos. Ele afirmou que “o uso desproporcional da força por agentes da lei”, bem como “os ataques a manifestantes por parte de pessoas armadas que apoiam o governo, alguns dos quais resultaram em mortes, não devem ser repetidos”. Ao comentar os relatos de violência contra funcionários e de vandalismo contra edifícios públicos, o comissário declarou que “a violência nunca é a resposta”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O austríaco também expressou preocupação com a possível adoção de um projeto de lei sobre a vigilância e financiamento de ONGs, bem como um projeto de lei “contra o fascismo, o neofascismo e expressões semelhantes”. Ele exortou as autoridades a “não adotarem estas ou outras leis que prejudiquem o espaço cívico e democrático do país, no interesse da coesão social e do futuro” da nação venezuelana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar da pressão internacional, a administração de Maduro continua classificando as manifestações da oposição como atos de terrorismo. Nesta segunda, Saab afirmou que o país tem vivido “uma escalada golpista” sem precedentes – e chegou a traçar um paralelo com a guerra na Ucrânia, em que “tudo é financiado pelos Estados Unidos”. O procurador declarou que “querem implementar um chamado para derrubar um governo legitimamente eleito” e que as&nbsp;mortes registradas pelo país&nbsp;são resultados “trágicos” disso.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações de O Globo e AFP</em></strong></p>
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		<title>Líder opositora diz que Maduro terá salvo-conduto para deixar Venezuela em transição de poder</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/lider-opositora-diz-que-maduro-tera-salvo-conduto-para-deixar-venezuela-em-transicao-de-poder/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Aug 2024 18:38:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>“Garantias, salvo-condutos e incentivos&#8221;. Esta é a oferta que a líder opositora&#160;María Corina Machado&#160;coloca sobre a mesa para o ditador&#160;Nicolás Maduro&#160;em uma &#8220;transição negociada&#8221; do poder na&#160;Venezuela, em meio à sua denúncia de fraude nas eleições. Evitando expor-se publicamente, após dizer que teme por sua vida, María Corina respondeu por mensagens de voz a um [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">“Garantias, salvo-condutos e incentivos&#8221;. Esta é a oferta que a líder opositora&nbsp;María Corina Machado&nbsp;coloca sobre a mesa para o ditador&nbsp;Nicolás Maduro&nbsp;em uma &#8220;transição negociada&#8221; do poder na&nbsp;Venezuela, em meio à sua denúncia de fraude nas eleições.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Evitando expor-se publicamente, após dizer que teme por sua vida, María Corina respondeu por mensagens de voz a um questionário enviado pela AFP por meio de sua equipe.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A líder opositora fala de uma &#8220;negociação para a transição democrática&#8221;, que &#8220;inclui garantias, salvo-condutos e incentivos para as partes envolvidas, neste caso o regime que foi derrotado naquela eleição presidencial&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Estamos determinados a avançar em uma negociação&#8221;, diz a dirigente. &#8220;Será um processo de transição complexo, delicado, no qual vamos unir toda a nação&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://fatorrnoticias.com.br/mundo/maduro-vence-eleicao-na-venezuela-diz-conselho-oposicao-contesta-e-aponta-fraude-grosseira/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">O Conselho Nacional Eleitoral (CNE), aparelhado pelo regime, proclamou Maduro vencedor com 52% dos votos na madrugada de 29 de julho</a>, mas até hoje não publicou os dados detalhados das atas eleitorais, sob o argumento de que seu sistema foi hackeado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A oposição assegura que seu candidato,&nbsp;Edmundo González, venceu a eleição com 67% dos votos e apresenta como prova um site com cópias de mais de 80% das atas escaneadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O chavismo desconsidera e diz que se trata de material forjado, mas <a href="https://fatorrnoticias.com.br/mundo/resultados-da-oposicao-batem-estatisticamente-na-venezuela-do-governo-nao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">diversas organizações independentes reconhecem a autenticidade </a>dos papéis em poder da oposição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesta quinta (8), o Carter Center, o maior e um dos únicos observadores independentes da eleição venezuelana, disse que os dados são consistentes e declarou&nbsp;que&nbsp;González venceu de maneira clara e &#8220;por uma margem intransponível&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Maduro pediu à Suprema Corte que &#8220;certifique as eleições&#8221;, um processo que a oposição e acadêmicos consideram inadequado e inconstitucional, uma vez que a atribuição caberia ao Poder Eleitoral, independente dos demais e ao qual responde o CNE.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Todos os venezuelanos e o mundo sabem que Edmundo González venceu de forma avassaladora e que Maduro pretende impor a maior fraude da história deste país. Mas ele não vai conseguir&#8221;, diz María Corina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela assumiu a liderança da oposição em outubro passado, quando venceu com folga as primárias para enfrentar Maduro. Mas uma inabilitação política por parte do regime a impediu de participar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">González, um diplomata de 74 anos desconhecido até então, foi inscrito de última hora no lugar dela. &#8220;Somos uma equipe, um bloco indissolúvel&#8221;, diz ela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O candidato opositor está há mais de uma semana sem aparecer em público, mas não disse se está na clandestinidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Ele está trabalhando muito duro todos os minutos do dia para obter mais apoios e avançar nos processos dentro e fora do país necessários para fazer valer sua eleição como presidente&#8221;, afirma María Corina.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações da Folha de S. Paulo</em></strong></p>
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		<title>Autoridade eleitoral da Venezuela entrega atas presidenciais ao Tribunal da República</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/autoridade-eleitoral-da-venezuela-entrega-atas-presidenciais-ao-tribunal-da-republica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Aug 2024 12:50:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela entregou, nesta segunda-feira (5), as atas das eleições presidenciais ao Tribunal da República, que é a Corte Suprema do país. As informações são da agência internacional de notícias AFP. O objetivo é comprovar se Nicolás Maduro foi o vencedor das eleições, após o resultado ser contestado pelo candidato [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela entregou, nesta segunda-feira (5), as atas das eleições presidenciais ao Tribunal da República, que é a Corte Suprema do país. As informações são da agência internacional de notícias AFP. O objetivo é comprovar se Nicolás Maduro foi o vencedor das eleições, após o resultado ser contestado pelo candidato da oposição, Edmundo González Urrutia, que se autodeclarou vencedor nas urnas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Elvis Amoroso, chefe do CNE, declarou que tudo solicitado foi entregue ao máximo Tribunal da República, durante audiência no Tribunal Supremo de Justiça (TSJ). Tanto o CNE quanto o TSJ são acusados pela oposição de servir ao chavismo no poder, e interferir pela permanência de Maduro no poder.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://fatorrnoticias.com.br/mundo/maduro-vence-eleicao-na-venezuela-diz-conselho-oposicao-contesta-e-aponta-fraude-grosseira/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">O presidente foi eleito com cerca de 51% dos votos, segundo o CNE.</a> O resultado foi alvo de protesto da oposição, que também denunciou irregularidades na contagem de votos, e disse que o candidato Edmundo González Urrutia havia sido eleito presidente da Venezuela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A suspeita de irregularidades causou uma onda de violência no país. Na internet, vídeos circularam mostrando críticos de Maduro em confronto com a Guarda Nacional Bolivariana, e paramilitares pró-Maduro. Estátuas que homenageiam o chavismo foram derrubadas. O regime completa 25 anos no poder do país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Tribunal Supremo de Justiça pediu as atas da eleição na sexta-feira (2). <a href="https://fatorrnoticias.com.br/mundo/cerca-de-21-milhoes-de-venezuelanos-devem-ir-as-urnas-eleger-presidente/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">A votação aconteceu em 28 de julho</a>, reelegendo Nicolás Maduro, em meio a denúncias de fraude. O pedido de investigação foi uma resposta a um recurso apresentado pelo presidente para que o tribunal “certifique” os resultados. A oposição considera que essa não é a competência do órgão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em meio ao impasse, o diplomata Edmundo González Urrutia, principal candidato opositor a Nicolás Maduro, se autoproclamou o novo presidente da Venezuela e pediu ajuda militar nesta segunda-feira. Uma carta aberta foi publicada nas redes sociais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Vencemos esta eleição sem qualquer discussão&#8221;, disse Urrutia. &#8220;Foi uma avalanche eleitoral, cheia de energia e com uma organização cidadã admirável, pacífica e democrática, com resultados irreversíveis. Agora, cabe a todos respeitar a voz do povo, a proclamação de Edmundo González Urrutia eleito presidente da República&#8221;, completa o texto. O anúncio, porém, é simbólico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Urrutia também pediu apoio aos militares em sua mensagem direcionada aos venezuelanos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Apelamos à consciência dos militares e da polícia para ficarem ao lado do povo e suas próprias famílias. Com esta violação massiva dos direitos humanos, o alto comando alinha-se com Maduro e seus vis interesses. Enquanto vocês são representados por aquelas pessoas que votaram, por seus colegas das Forças Armadas Nacionais, aos seus familiares e amigos, cuja vontade foi expressa em 28 de julho.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mundo cobra por transparência</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://fatorrnoticias.com.br/mundo/governo-dos-eua-reconhece-vitoria-de-edmundo-gonzalez-na-eleicao-da-venezuela/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Os Estados Unidos reconheceram a vitória de Urrutia na última semana</a>. Segundo o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, a oposição obteve o maior número de votos na eleição presidencial na Venezuela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Dada a evidência esmagadora, é claro para os Estados Unidos e, mais importante, para o povo venezuelano, que Edmundo González Urrutia recebeu a maioria dos votos na eleição presidencial de 28 de julho na Venezuela.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Brasil pediu que as atas eleitorais fossem divulgadas. Na quinta-feira (1º), o assessor para Assuntos Internacionais do Palácio do Planalto, Celso Amorim, disse que o Brasil está decepcionado com a demora e ainda que acredita que o Centro Carter, organização sem fins lucrativos que acompanha eleições ao redor do mundo, &#8220;não é manipulado&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Amorim disse também que o contexto venezuelano agrava a situação. &#8220;Em qualquer país, o ônus da prova está em quem acusa. Mas, no caso da Venezuela, o ônus da prova está em quem é acusado, em quem é objeto de suspeição. Em função de tudo o que já aconteceu, de todo o quadro político, há uma expectativa de que a Venezuela e o governo venezuelano possam provar a votação que ele alega ter tido.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações do Portal Terra</em></strong></p>
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		<title>&#8216;Não tem nada de grave, nada de anormal… cada um constrói seu processo democrático’, diz Lula sobre eleição contestada na Venezuela</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/nao-tem-nada-de-grave-nada-de-anormal-cada-um-constroi-seu-processo-democratico-diz-lula-sobre-eleicao-contestada-na-venezuela/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 31 Jul 2024 13:00:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[Celso Amorim]]></category>
		<category><![CDATA[CNE]]></category>
		<category><![CDATA[Edmundo González]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>
		<category><![CDATA[G7]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O presidente&#160;Luiz Inácio Lula da Silva (PT)&#160;disse nesta terça-feira (30) não ver &#8220;nada de anormal&#8221; em relação à contestada reeleição de Nicolás Maduro na Venezuela. Em entrevista a um canal afiliado à TV Globo, Lula descreveu a situação como &#8220;um processo&#8221; em curso. Mencionando uma nota publicada pelo seu partido na segunda (29), disse que [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O presidente&nbsp;Luiz Inácio Lula da Silva (PT)&nbsp;disse nesta terça-feira (30) não ver &#8220;nada de anormal&#8221; em relação à contestada reeleição de Nicolás Maduro na Venezuela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em entrevista a um canal afiliado à TV Globo, Lula descreveu a situação como &#8220;um processo&#8221; em curso. Mencionando uma nota publicada pelo seu partido na segunda (29), disse que o que estava ocorrendo era um conflito entre o tribunal eleitoral venezuelano e a oposição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Vejo a imprensa brasileira tratando como se fosse a Terceira Guerra Mundial. Não tem nada de anormal. Teve uma eleição, teve uma pessoa que disse que teve 51%, teve uma pessoa que disse que teve 40 e pouco. Um concorda, o outro não&#8221;, afirmou, acrescentando que quem deveria arbitrar a decisão é a Justiça.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O governo brasileiro já tinha se pronunciado sobre o resultado das eleições na Venezuela, alvo de questionamentos de líderes regionais. Por meio de nota, ele havia pedido a divulgação das atas eleitorais e se absteve de parabenizar Maduro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta foi, porém, a primeira declaração de Lula sobre o tema. A entrevista, concedida à TV Centro América, de Mato Grosso, foi gravada fora da agenda oficial, e trechos dela foram divulgados pelo canal GloboNews à tarde. A transcrição integral do comentário foi divulgada pela Secom à noite.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lula afirmou que Celso Amorim, assessor especial para assuntos internacionais que acompanhou o pleito em Caracas, conversou com Maduro e o candidato da oposição, Edmundo González. Segundo o petista, Amorim relatou que o ditador apresentaria a ata. &#8220;Só não disse quando, mas disse que vai apresentar&#8221;, disse o presidente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lula ainda minimizou as contestações ao resultado feitas pela oposição e referendadas por outros países. Ele comparou o caso com a contestação que Aécio Neves fez às eleições de 2014 após ser derrotado. Na época, o seu partido, o PSDB, pediu uma auditoria dos votos ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Ao analisá-los, porém, não encontrou nenhum indício de irregularidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Sempre que tem um resultado apertado, as pessoas têm dúvidas. Aqui no Brasil você viu o que aconteceu. Mesmo quando Aécio perdeu para Dilma, que entrou com recurso para anular a eleição&#8221;, disse Lula.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda na entrevista, o presidente disse que, se a vitória de Maduro for confirmada pelas atas de votação, tanto o seu governo quanto o de outros países seriam obrigados a reconhecer o resultado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele acrescentou que Brasil, Colômbia e Chile negociam a formulação de uma declaração conjunta. As chancelarias dos três países comandados por líderes de esquerda pediram a divulgação de dados individualizados. Até a noite desta terça, o documento conjunto não tinha sido publicado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O presidente Maduro sabe perfeitamente bem que, quanto mais transparência houver, mais chance ele terá de ter tranquilidade para governar a Venezuela&#8221;, prosseguiu o petista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Eu, enquanto cidadão do planeta Terra, cidadão brasileiro, presidente, acho que é preciso acabar com a ingerência externa nos outros países&#8221;, completou. &#8220;A Venezuela tem direito de construir o seu modelo de crescimento e de desenvolvimento sem que haja um bloqueio. Cada um constrói o seu processo democrático, cada um tem o seu processo eleitoral.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também nesta terça, Lula participou de uma ligação telefônica com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, para discutir a situação em Caracas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a Casa Branca, durante a conversa, os líderes se comprometeram a permanecer em coordenação em relação à Venezuela e concordaram com a necessidade de divulgação completa, imediata, transparente e detalhada dos dados da votação por seção eleitoral pelas autoridades venezuelanas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também &#8220;compartilharam suas perspectivas de que o resultado da eleição venezuelana representa um momento crítico para a democracia no hemisfério&#8221;, disse Washington, acrescentando que Biden agradeceu a liderança de Lula.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais cedo, o Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca havia divulgado uma nota reforçando a exigência da divulgação de &#8220;resultados eleitorais completos, transparentes e detalhados, incluindo por estação de votação&#8221; pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Isso é especialmente crítico, dado que há sinais claros de que os resultados eleitorais anunciados pelo Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela não refletem a vontade do povo venezuelano, conforme foi expressa nas urnas em 28 de julho. Também estamos revisando outros dados eleitorais compartilhados por organizações da sociedade civil e os relatórios de observadores eleitorais internacionais&#8221;, completou a porta-voz Adrienne Watson.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Falando sob condição de anonimato nesta segunda, membros do governo americano disseram que a divulgação completa das atas é algo muito simples de ser feito e que a resistência do governo venezuelano de atender a esse pedido torna problemática a capacidade de a comunidade internacional avaliar o pleito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo eles, as informações obtidas pelo governo americano até agora indicam um resultado discrepante do anunciado pelo governo Maduro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O país afirma estar usando métodos diplomáticos e se coordenando com aliados regionais, inclusive o Brasil, para garantir que o resultado das urnas na Venezuela seja respeitado. O próximo passo, diante do atual impasse, é discutir a situação em espaços internacionais como a OEA (Organização dos Estados Americanos) e o G7, disseram os oficiais americanos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar da preocupação em torno da situação na Venezuela, o governo dos EUA tem sido cauteloso com a possibilidade de novas sanções ao país. Por ora, não está sob consideração a revogação de licenças às sanções dadas a petrolíferas como a Chevron para operarem no país sul-americano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Washington não descarta aplicar novas sanções, mas enfatiza que isso está sendo continuamente avaliado à luz dos interesses de política externa americanos mais amplos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;É revelador que Maduro esteja rompendo relações diplomáticas com países latino-americanos que, assim como os EUA, simplesmente pediram transparência. Acho que demonstra a intolerância do regime à dissidência e a falta de compromisso com os princípios democráticos básicos que outros governos regionais não estão apenas compartilhando, mas defendendo&#8221;, afirmou nesta terça (30) o porta-voz adjunto do Departamento de Estado, Vedant Patel.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na madrugada de segunda, o CNE afirmou que, com 80% das urnas apuradas, Maduro teria obtido 51,2% votos, enquanto González teria apoio de 44,2% —diferença que tornaria a vitória do líder irreversível, segundo o regime.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações da Folha de S. Paulo</em></strong></p>
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		<title>Em meio à pressão por posicionamento, Itamaraty saúda eleição ‘pacífica’ na Venezuela, mas diz aguardar envio de dados</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jul 2024 14:40:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Ministério das Relações Exteriores afirmou nesta segunda-feira (29) que “saúda o caráter pacífico da jornada eleitoral de ontem na Venezuela e acompanha com atenção o processo de apuração”. Na nota, o Itamaraty ainda “reafirma o princípio fundamental da soberania popular, a ser observado por meio da verificação imparcial dos resultados”. E finaliza afirmando que [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O Ministério das Relações Exteriores afirmou nesta segunda-feira (29) que “saúda o caráter pacífico da jornada eleitoral de ontem na Venezuela e acompanha com atenção o processo de apuração”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na nota, o Itamaraty ainda “reafirma o princípio fundamental da soberania popular, a ser observado por meio da verificação imparcial dos resultados”. E finaliza afirmando que aguarda “a publicação pelo Conselho Nacional Eleitoral de dados desagregados por mesa de votação, passo indispensável para a transparência, credibilidade e legitimidade do resultado do pleito”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O governo publicou a nota em meio à pressão internacional e interna da oposição venezuelana por um posicionamento brasileiro em relação ao anúncio do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), que declarou Nicolás Maduro vencedor da eleição presidencial na madrugada desta segunda-feira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já o assessor especial da Presidência da República, Celso Amorim, afirmou que “o governo brasileiro continua acompanhando o desenrolar dos acontecimentos para poder chegar a uma avaliação baseada em fatos”. E, num comunicado divulgado à imprensa, disse que não vai “endossar nenhuma narrativa de que houve fraude. É uma situação complexa e nós queremos apoiar a normalização do processo político venezuelano”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Órgão eleitoral declara vitória de Maduro</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No início da madrugada desta segunda-feira, o CNE&nbsp;afirmou que Maduro teve apoio de 51,2% dos eleitores que compareceram às urnas — foram 5.150.092 votos. O principal opositor na disputa, Edmundo González, teve 44,2% — 4.445.978 votos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o resultado, Maduro será reconduzido para um novo mandato de seis anos — de janeiro de 2025 a janeiro de 2031.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A oposição não reconheceu o resultado e afirmou que o candidato Edmundo González foi o real vencedor do pleito. O grupo, liderado por María Corina Machado, ainda afirmou que não teve acesso amplo às atas das urnas de votação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações da CNN</em></strong></p>
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		<title>Maduro vence eleição na Venezuela, diz conselho; oposição contesta e aponta fraude &#8216;grosseira&#8217;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jul 2024 11:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[CNE]]></category>
		<category><![CDATA[Edmundo González]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela anunciou na madrugada desta segunda-feira (29) que Nicolás Maduro venceu as eleições presidenciais do domingo (28), mas os resultados foram contestados pela oposição, que disse ter havido fraude &#8220;grosseira&#8221; para modificar os números. Segundo o presidente do CNE, Elvis Amoroso, Maduro obteve 51,2% dos votos, contra 44,2% do [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela anunciou na madrugada desta segunda-feira (29) que Nicolás Maduro venceu as eleições presidenciais do domingo (28), mas os resultados foram contestados pela oposição, que disse ter havido fraude &#8220;grosseira&#8221; para modificar os números.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o presidente do CNE, Elvis Amoroso, Maduro obteve 51,2% dos votos, contra 44,2% do opositor Edmundo González, com 80% das urnas apuradas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O anúncio aconteceu pouco depois da meia-noite em Caracas (1h em Brasília). Amoroso, um aliado de Maduro, disse que a tendência da apuração era &#8220;contundente e irreversível&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O presidente do CNE também disse que o país investigará &#8220;ataques terroristas&#8221; ao sistema eleitoral aos quais atribuiu o atraso na divulgação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas horas de espera, o país mergulhou em tensão, com a oposição denunciando supostas irregularidades no processo e declarando ter vencido o pleito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Momentos depois do anúncio, a principal líder da oposição, María Corina Machado, inabilitada para exercer cargos públicos e apoiadora de González, contestou o resultado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Ganhamos em todos os estados do país e sabemos o que aconteceu hoje. Nós temos cem por cento das atas que o CNE transmitiu, e toda essa informação aponta que Edmundo obteve 70% dos votos&#8221;, disse Machado a jornalistas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela acrescentou avaliar que as supostas modificações feitas nos resultados haviam sido &#8220;grosseiras&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O embate prenuncia mais tensão nas próximas horas e dias na Venezuela, sob acompanhamento dos países vizinhos e dos EUA.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O secretário de Estado americano, Antony Blinken, afirmou que seu país tem &#8220;sérias preocupações&#8221; sobre o resultado anunciado. &#8220;A comunidade internacional está observando isso de perto e responderá de acordo&#8221;, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O presidente chileno, Gabriel Boric, questionou abertamente os resultados e disse que o Chile só reconhecerá números &#8220;verificáveis&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já Brasil, Colômbia e México &#8211; todos de governos à esquerda, como o de Boric &#8211; ainda não haviam se pronunciado até a publicação desta reportagem (leia mais abaixo).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O presidente Nicolás Maduro, de 61 anos, que dirige o país desde 2013, comemorou a vitória que lhe dará um terceiro mandato a partir de janeiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Temos de respeitar o árbitro e que ninguém pretenda manchar essa jornada bonita&#8221;, disse o mandatário venezuelano.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>&#8216;Vigília&#8217; nos centros eleitorais</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde o encerramento das urnas &#8211; às 18h de Caracas (19h em Brasília) -, os dois principais nomes da oposição intensificaram os pedidos para que seus eleitores continuassem em &#8220;vigília&#8221; nos centros eleitorais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">María Corina Machado, que liderou a campanha transferindo seu apoio a González, um ex-diplomata de 74 anos, pediu que os oposicionistas atuando como fiscais exigissem atas de resultados nos centros de votação, citando que esse era um direito previsto em lei.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Esses são minutos cruciais, horas decisivas&#8221;, disse Machado. &#8220;Precisamos que todos os venezuelanos permaneçam nos centros de votação acompanhando os observadores.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os apelos foram seguidos de denúncias de opositores sobre supostas irregularidades em centros de votação. Pouco antes do anúncio oficial, González disse no Twitter ter ganhado a disputa.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="768" height="432" src="https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/07/Edmundo-Gonzalez-Foto-Getty-Iamages-BBC-News-Brasil.jpg" alt="" class="wp-image-4659" srcset="https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/07/Edmundo-Gonzalez-Foto-Getty-Iamages-BBC-News-Brasil.jpg 768w, https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/07/Edmundo-Gonzalez-Foto-Getty-Iamages-BBC-News-Brasil-300x169.jpg 300w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-element-caption">Edmundo González é o opositor de Maduro na eleição – Foto: Getty Image/BBC News Brasil</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">Desde 2013, a oposição não aparecia com tamanha possibilidade de derrotar o governo, segundo os analistas, apesar das denúncias de que o processo eleitoral não teve condições justas de competição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da própria inabilitação de Machado, houve dificuldades para que os milhões de venezuelanos que estão no exterior por causa da longa crise econômica e política do país pudessem votar.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Reação e papel do Brasil, Colômbia e dos EUA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O processo eleitoral foi seguido de perto pelos países vizinhos e pelos EUA, mas teve uma reduzida participação de observadores internacionais, depois que o governo Maduro, que controla o CNE, retirou o convite para que uma missão da União Europeia acompanhasse o pleito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Logo após o anúncio dos resultados, o presidente chileno Gabriel Boric disse que o Chile só reconhecerá números &#8220;verificáveis&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O regime de Maduro deve entender que os resultados que publica são difíceis de acreditar&#8221;, afirmou no X, antigo Twitter, enquanto aliados de Maduro como os governos da Bolívia e de Honduras felicitavam o presidente venezuelano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os presidentes de Brasil e Colômbia, países apontados por analistas como potenciais mediadores na situação venezuelana, permaneciam em silêncio sobre os resultados até a publicação deste texto. O México também não havia se manifestado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para acompanhar a disputa, o governo brasileiro enviou a Caracas Celso Amorim, ex-chanceler e influente assessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para temas internacionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na noite de domingo, Amorim divulgou nota celebrando que &#8220;a jornada tenha transcorrido com tranquilidade, sem incidentes de monta&#8221;, com &#8220;participação expressiva do eleitorado&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Estou em contato com diferentes forças políticas e analistas eleitorais, além de membros da equipe de observadores do Centro Carter e do Painel de Especialistas da ONU. O presidente Lula vem sendo informado ao longo do dia. Vamos aguardar os resultados e esperamos que sejam respeitados por todos os candidatos&#8221;, disse o ex-chanceler.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A declaração reforçou a mensagem de Brasília nos últimos dias de que o resultado, seja qual fosse, deveria ser respeitado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na última semana, Lula, um aliado do chavismo, marcou uma inusual distância do presidente venezuelano ao criticar a declaração de Maduro de que uma vitória da oposição levaria a &#8220;um banho de sangue&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto isso, o libertário argentino Javier Milei, de aberta oposição a Maduro, se manifestou no X.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Fora, ditador Maduro&#8221;, escreveu Milei em maiúsculas. &#8220;Os dados anunciam uma vitória acachapante&#8221;, seguiu, quando ainda não existiam resultados oficiais divulgados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, havia afirmado no início da noite que a &#8220;vontade do povo venezuelano deve ser respeitada&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda antes do resultado, Kamala, que será possivelmente a rival de Trump nas eleições deste ano, defendeu um &#8220;futuro mais democrático&#8221;, sem mencionar nomes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O papel que terá os EUA é um aspecto aguardado, já que Washington mantém sanções à indústria petrolífera venezuelana para punir o governo Maduro.</p>


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<figure class="alignleft size-full"><img decoding="async" width="768" height="431" src="https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/07/Maria-Corina-Foto-Getty-Iamages-BBC-News-Brasil.jpg" alt="" class="wp-image-4660" srcset="https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/07/Maria-Corina-Foto-Getty-Iamages-BBC-News-Brasil.jpg 768w, https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/07/Maria-Corina-Foto-Getty-Iamages-BBC-News-Brasil-300x168.jpg 300w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-element-caption">Maria Corina Machado é vista como líder da oposição apesar de não ter conseguido disputar diretamente com Maduro &#8211; Foto: Getty Images/BBC News Brasil</figcaption></figure>
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<p class="wp-block-paragraph">Sob pressão da guerra da Ucrânia e para incentivar o processo eleitoral da Venezuela, a Casa Branca afrouxou as sanções por alguns meses em 2023, após um acordo que prometia a participação da oposição nas eleições.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como o CNE impediu María Corina Machado de concorrer, a redução das sanções foi revertida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Logo após o anúncio dos resultados feito pelo CNE, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, afirmou que seu país tem &#8220;sérias preocupações&#8221; sobre o resultado anunciado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Blinken disse também que os EUA estavam preocupados com o fato de o resultado não refletir nem a vontade nem os votos dos venezuelanos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;É fundamental que todos os votos sejam contados de forma justa e transparente, que as autoridades eleitorais partilhem imediatamente informações com a oposição e observadores independentes e sem demora e que as autoridades eleitorais publiquem a apuração dos votos. A comunidade internacional está observando isso de perto e responderá de acordo&#8221;, disse.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como funciona o sistema eleitoral venezuelano?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos grandes temas a partir de agora será uma possível auditoria dos resultados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na Venezuela, o sistema de votação é eletrônico, mas há diferenças em relação ao brasileiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao chegar ao local de votação, o eleitor apresenta o documento, que é registrado no sistema. Depois, por meio da biometria, é feita a autenticação e a urna eletrônica é liberada para que ele vote.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As fotos dos candidatos aparecem na tela. No entanto, o sistema indica os candidatos apoiados por cada partido. Quanto mais apoios tiver, mais fotos aparecerão. Assim, Maduro apareceu 13 vezes. González, 3.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois de votar, o sistema imprime o voto e o eleitor o coloca em uma urna. Após a votação, os fiscais comparam os resultados das urnas eletrônicas com os do papel. Cada urna também imprime uma ata, cópia dos dados a serem enviados ao CNE. Pouco depois do anúncio feito pelo CNE, o chanceler venezuelano, Yvan Gil, divulgou uma nota dizendo que seu país estava denunciando e alertando ao mundo sobre &#8220;uma operação de intervenção contra o processo eleitoral.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações do Portal Terra e BBC News</em></strong></p>
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