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	<title>El Tren de Aragua Archives - FatoRR Notícias</title>
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		<title>Em 6 anos, número de venezuelanos presos em Roraima passa de 77 para mais de 400</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Dec 2024 15:10:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>As consequências do fluxo em massa de venezuelanos na fronteira do Brasil,&#160;em Roraima, são perceptíveis de várias formas na estrutura do poder público, inclusive no&#160;sistema prisional. A quantidade de pessoas da Venezuela presas nas penitenciárias do Estado, por crimes diversos, quintuplicou em um período de seis anos. Dados repassados à reportagem&#160;pelo Grupo de Atuação Especial [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">As consequências do fluxo em massa de venezuelanos na fronteira do Brasil,&nbsp;em Roraima, são perceptíveis de várias formas na estrutura do poder público, inclusive no&nbsp;sistema prisional. A quantidade de pessoas da Venezuela presas nas penitenciárias do Estado, por crimes diversos, quintuplicou em um período de seis anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dados repassados à reportagem&nbsp;pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do&nbsp;Ministério Público de Roraima (MPRR), mostram que, no primeiro semestre de 2018, havia 77 presos venezuelanos no Estado. No mesmo período de 2024, o número chegou a 389 e hoje já está em 414.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa quantidade se aproxima dos 9% em relação ao total da&nbsp;população carcerária&nbsp;de Roraima, que totaliza cerca de 4.460 detentos. A maior parte dos presos venezuelanos está na ala 5 da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (Pamc), na zona rural de&nbsp;Boa Vista. A administração do local optou por colocá-los juntos, na tentativa de evitar possíveis disputas internas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O cuidado se faz necessário, pois já foram identificados, entre os presos, integrantes de <a href="https://fatorrnoticias.com.br/roraima/faccao-venezuelana-cruza-fronteira-e-domina-bairros-de-boa-vista/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>facções criminosas do país vizinho</strong></a>. Até o momento, segundo o MPRR, não houve registro de disputas pelo domínio de unidades prisionais contra grupos brasileiros, como Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV), mas o contexto requer atenção e monitoramento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Presença venezuelana em Roraima</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O aumento da presença de venezuelanos nos presídios de Roraima reflete a complexidade da situação vivenciada pelo Estado. O fluxo migratório provocado pela crise política e econômica no país de&nbsp;Nicolás Maduro, com aumento da fome e criminalidade nos últimos anos, impactou diretamente a demanda por serviços públicos no lado brasileiro, assim como os indicadores sociais e de segurança pública.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O governo de Roraima calcula que há cerca de 180 mil imigrantes e refugiados em território roraimense. Se confirmada, essa estimativa representaria 25% da população total, conforme os dados do&nbsp;Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ou seja, de cada quatro pessoas que vivem em Roraima hoje, uma é da Venezuela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em determinadas áreas de Boa Vista, a presença de venezuelanos já é majoritária. Nas escolas do bairro 13 de Setembro, zona sul da capital, por exemplo, a administração local avalia que 80% das crianças e dos adolescentes são venezuelanos. E, embora esse quadro já pareça estabelecido, a tensão permanece na região, com registros de embates, crimes e preconceitos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Reportagem do&nbsp;Metrópoles&nbsp;de dezembro do ano passado mostrou que,&nbsp;de cada três vítimas de assassinato em Roraima, uma era venezuelana. Além disso, o Estado já registrou graves situações de xenofobia contra imigrantes daquele país. Do outro lado, criminosos da nação vizinha aproveitaram o fluxo migratório para cruzar a fronteira e entrar no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Crimes violentos&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os presos venezuelanos nas penitenciárias e nos presídios do Estado, 34% foram detidos por crimes contra o patrimônio (furtos, roubos e latrocínios), 24% por tráfico de drogas e 12% por homicídios, conforme dados informados pelo MPRR. Entre os casos de assassinatos, estão alguns crimes brutais cometidos por integrantes de facções da Venezuela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Sobre os crimes violentos, é importante destacar que a atuação das facções venezuelanas nesse tipo de delito chama a atenção pela crueldade utilizada, porque são comuns os casos com o esquartejamento das vítimas, método usado como forma de ‘assinatura’ de seus crimes e imposição de medo”, menciona o Gaeco do MPRR.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O grupo de promotores aponta que esses grupos já se infiltraram nos bairros de maioria venezuelana em Boa Vista, onde subjugam a população local e impõem a própria lei em determinadas áreas. A principal facção é a chamada El Tren de Aragua, que surgiu dentro do presídio de Tocorón, na Venezuela, e hoje se espalha por países da América do Sul e dos&nbsp;Estados Unidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o MPRR, Roraima também registra a presença de outros dois grupos venezuelanos: Tren de Guayana e Sindicato de Las Claritas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Governador cobrou ajuda do Planalto</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://fatorrnoticias.com.br/roraima/governador-de-roraima-faz-cobranca-milionaria-a-lula-por-crise-com-venezuelanos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>O governador de Roraima, Antônio Denarium (PP), cobrou do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em novembro deste ano, o pagamento de R$ 306 milhões</strong> </a>para compensar os gastos do Estado com a imigração de venezuelanos. A ajuda foi determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) há quatro anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Corte estipulou, à época, que metade dos gastos com prestação de serviços públicos aos imigrantes da Venezuela fosse custeado pelo governo federal. O valor, no entanto, foi questionado pelo Planalto e o caso segue sem solução.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O governo de Roraima alega que, do total da dívida, 55,18% são de gastos com saúde, 36,23% com educação e os demais com segurança pública e prisional. Denarium visitou Lula durante o Fórum dos Governadores, que ocorreu em Brasília, na última semana de novembro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Solicitei celeridade na restituição das despesas com venezuelanos, que geram um impacto financeiro muito grande para o Estado”, escreveu ele nas redes sociais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações do Metrópoles</em></strong></p>
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