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	<title>Empresa de Pesquisa Energética Archives - FatoRR Notícias</title>
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	<description>Portal de notícias Roraimense</description>
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	<title>Empresa de Pesquisa Energética Archives - FatoRR Notícias</title>
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		<title>Governo Lula avança com hidrelétrica que impacta povo Yanomami e não apresenta estudo sobre indígenas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Nov 2024 16:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[RORAIMA]]></category>
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		<category><![CDATA[Usina Hidrelétrica Bem-Querer]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia, avançou na execução do&#160;projeto de uma usina hidrelétrica&#160;que impacta a&#160;Terra Indígena Yanomami, em&#160;Roraima. A empresa pública concluiu o estudo e o relatório de impacto ambiental, conhecidos pela sigla EIA/Rima, da Usina Hidrelétrica Bem Querer e os protocolou no último dia 25 no Instituto [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia, avançou na execução do&nbsp;projeto de uma usina hidrelétrica&nbsp;que impacta a&nbsp;Terra Indígena Yanomami, em&nbsp;Roraima.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A empresa pública concluiu o estudo e o relatório de impacto ambiental, conhecidos pela sigla EIA/Rima, da Usina Hidrelétrica Bem Querer e os protocolou no último dia 25 no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), para obtenção da licença prévia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O avanço do governo&nbsp;Lula&nbsp;(PT) em relação ao projeto de geração de&nbsp;energia hidrelétrica, porém, não foi acompanhado dos estudos necessários sobre os impactos previstos para terras&nbsp;indígenas&nbsp;na região.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse tipo de análise é obrigatório em caso de grandes empreendimentos como uma usina hidrelétrica, e é chamado de estudo de componente indígena (ECI).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O EIA/Rima foi protocolado no Ibama sem o ECI, embora o próprio estudo de impacto ambiental aponte influência da hidrelétrica na Terra&nbsp;Yanomami&nbsp;e em outros&nbsp;territórios tradicionais em Roraima.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A&nbsp;Funai&nbsp;[Fundação Nacional dos Povos Indígenas] já indicou que falta a inclusão do ECI, documento que será solicitado pelo Ibama para o aceite do estudo ambiental&#8221;, afirmou o Ibama à&nbsp;reportagem. &#8220;A publicação do edital de aceitação do EIA dependerá da finalização da fase de análise, na qual serão avaliadas todas as exigências legais previstas para essa etapa.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A EPE não respondeu aos questionamentos da reportagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Terras indígenas e assentamentos rurais</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em fevereiro de 2023, poucos dias após a&nbsp;declaração de emergência em saúde pública&nbsp;na Terra Yanomami, em razão da crise humanitária vivenciada pelos indígenas, a Funai enviou ofício ao MME em que disse não ser possível a realização de reuniões sobre a elaboração do ECI junto às &#8220;comunidades indígenas potencialmente afetadas no território Yanomami&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A Funai não recomenda que os estudos sejam realizados apenas com subsídios em dados secundários&#8221;, cita o ofício, enviado também ao Ibama.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Hidrelétrica Bem Querer deve operar no Rio Branco, a partir da formação de um reservatório de 640 km<sup>2</sup>, em áreas referentes a seis municípios de Roraima.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O aproveitamento hidrelétrico do Rio Branco, em especial do trecho das corredeiras do Bem Querer, é de grande importância para o Estado de Roraima e para o Brasil, frente a crescente demanda de energia elétrica do mercado e a integração do estado ao SIN [Sistema Interligado Nacional]&#8221;, afirma o estudo apresentado pela EPE. A capacidade de produção é de 650 megawatts.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O reservatório ficaria a 24 quilômetros da Terra Yanomami, segundo o EIA apresentado ao Ibama. O traçado de uma eventual linha de transmissão fica a 20 km do território, sendo o mais próximo do traçado, conforme o documento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na região dos municípios que compõem a chamada área de influência indireta, estão 10 terras indígenas e 38 assentamentos rurais, segundo o estudo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Para as terras indígenas, independentemente da situação das etnias, atribuiu-se à proximidade com o reservatório o maior grau de sensibilidade, em razão da pressão sobre essas terras decorrentes do empreendimento e da chegada de migrantes para as obras&#8221;, diz o EIA.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Todas as lideranças indígenas entrevistadas foram contrárias à construção da usina hidrelétrica e pontuaram várias críticas a esse projeto&#8221;, cita o estudo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Garimpo ilegal e conflitos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O aumento da população nas cidades próximas a canteiros de obras é um efeito esperado, o que pode favorecer a&nbsp;degradação&nbsp;no entorno das terras indígenas, conforme o EIA, assim como o incremento de caça, pesca e extração de madeira ilegais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra pressão prevista é o aumento de empresas de mineração e madeira na região, a partir de uma energia mais barata com o funcionamento da Hidrelétrica Bem Querer. Isso levaria a um &#8220;incremento do assédio às florestas e jazidas localizadas nas terras indígenas situadas na área de influência indireta, bem como o aumento da poluição dos igarapés que servem às aldeias&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também haverá influência na pesca praticada pelas comunidades tradicionais, conforme o diagnóstico feito para a obtenção da licença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Alguns povos indígenas já estão ou estiveram sob pressão do&nbsp;garimpo ilegal. A ida de indígenas aos municípios pode também os expor a potenciais aumentos de ocorrências epidemiológicas ou agravos de saúde.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A &#8220;animação econômica&#8221; em razão das obras da hidrelétrica pode potencializar o garimpo ilegal na Terra Yanomami e os conflitos entre indígenas e garimpeiros, afirma o estudo de impacto ambiental.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A&nbsp;invasão de cerca de 20 mil garimpeiros&nbsp;à Terra Yanomami, para exploração ilegal de ouro, levou a uma crise de saúde entre os indígenas, com&nbsp;explosão de casos de malária&nbsp;e elevado número de&nbsp;mortes por desnutrição grave&nbsp;e outras doenças associadas à fome, como diarreia e pneumonia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ações de emergência em saúde pública estão em curso desde janeiro de 2023. Em fevereiro do mesmo ano, o governo Lula deu início a uma operação de&nbsp;desintrusão, de expulsão dos invasores do território.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o governo, houve uma redução da área explorada pelo garimpo ilegal, de 4.570 hectares para 1.465 hectares. Não houve abertura de novas áreas em setembro e outubro, afirma o governo federal.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações da Folha de S. Paulo</em></strong></p>
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