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	<title>E’ñepá Archives - FatoRR Notícias</title>
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	<title>E’ñepá Archives - FatoRR Notícias</title>
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	<item>
		<title>Justiça mantém multa de R$ 30 mil contra Funai por descumprimento de plano para indígenas Warao e E’ñepá</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Mar 2026 09:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[JUSTIÇA]]></category>
		<category><![CDATA[RORAIMA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A manutenção de uma multa mensal de R$ 30 mil contra a União e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) foi confirmada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), em decisão unânime relacionada à assistência a indígenas venezuelanos em Roraima. A medida foi tomada após novo pedido do Ministério Público Federal (MPF). O [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A manutenção de uma multa mensal de R$ 30 mil contra a União e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) foi confirmada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), em decisão unânime relacionada à assistência a indígenas venezuelanos em Roraima. A medida foi tomada após novo pedido do Ministério Público Federal (MPF).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O processo trata do descumprimento de um plano de ação voltado aos povos Warao e E’ñepá, que vivem no estado em decorrência da migração venezuelana. O acórdão rejeitou recurso da Funai e manteve as determinações judiciais já estabelecidas em decisões anteriores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A obrigação de elaborar e executar o plano foi fixada inicialmente em sentença publicada em 2021, no âmbito de ação ajuizada pelo MPF. A decisão determinou que União e Funai adotassem medidas concretas para garantir assistência adequada às comunidades indígenas migrantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2022, diante da ausência de cumprimento, a Justiça estabeleceu multa mensal de R$ 30 mil para cada um dos órgãos federais. A penalidade foi mantida no ano seguinte, em 2023, após a rejeição de recursos apresentados pelas instituições.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a nova decisão do TRF1, reforça-se o entendimento de que as medidas devem ser implementadas de forma imediata, sem novos adiamentos. O tribunal considerou que a persistência da omissão compromete a proteção das comunidades afetadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o MPF, a omissão do poder público ocorre desde o início da tramitação do processo e permanece mesmo com o agravamento da crise migratória em Roraima. O órgão aponta que a Funai demorou a assumir a gestão da política indigenista para povos não nacionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa mudança de posicionamento ocorreu apenas em 2018, quando a fundação reconheceu a obrigação de prestar assistência a indígenas em território brasileiro, independentemente de serem nacionais ou estrangeiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Dignidade violada</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O MPF argumenta que a conduta dos órgãos federais viola a dignidade da pessoa humana e desrespeita decisões judiciais. Também sustenta que a alegação de insuficiência orçamentária não pode justificar a ausência de medidas voltadas a grupos em situação de vulnerabilidade extrema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O órgão solicitou a execução imediata das multas referentes ao período entre outubro de 2022 e março de 2023. Para o MPF, a continuidade da inércia estatal representa desrespeito à autoridade do Poder Judiciário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No parecer, o Ministério Público destaca que não há impedimento para exigir o cumprimento de obrigações de fazer por parte da Fazenda Pública. A restrição, segundo o órgão, se aplica apenas a obrigações de pagamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O documento também aponta que a União dispõe de orçamento específico para a Operação Acolhida, podendo destinar recursos e pessoal para executar o plano indigenista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O MPF chama atenção ainda para consequências práticas do descumprimento, como tentativas de remoção de comunidades entre abrigos sem consulta prévia, livre e informada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Se o plano estivesse sendo cumprido, certamente a Funai estaria exercendo função de protagonismo nas mencionadas tratativas, contribuindo para a efetivação de um diálogo permanente e eficaz entre os indígenas venezuelanos e as autoridades brasileiras”, afirma o MPF.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O plano de ação foi elaborado pela Funai em 2018 e prevê cinco eixos de atuação, incluindo diálogo intercultural e planejamento educacional específico. Apesar da previsão de conclusão até o fim do segundo semestre daquele ano, ele não foi implementado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Naquele período, cerca de 1,1 mil indígenas das etnias Warao e E’ñepá estavam abrigados em Roraima, segundo levantamento da Fraternidade Internacional, principalmente em Boa Vista e Pacaraima. Para o MPF, a multa busca garantir atendimento contínuo e qualificado às comunidades.</p>
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		<title>DPU e MPF acionam Justiça contra governo de Roraima e prefeitura de Pacaraima por desativação de abrigo para migrantes indígenas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jan 2025 17:25:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[DIREITOS HUMANOS]]></category>
		<category><![CDATA[RORAIMA]]></category>
		<category><![CDATA[Abrigo Janokoida]]></category>
		<category><![CDATA[DPU]]></category>
		<category><![CDATA[E’ñepá]]></category>
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		<category><![CDATA[imigração]]></category>
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		<category><![CDATA[venezuela]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Defensoria Pública da União (DPU) e o Ministério Público Federal (MPF) ingressaram, na quarta-feira (15), com uma ação civil pública conjunta na Justiça Federal de Roraima contra a União, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), o Estado e o município de Pacaraima por desativação repentina do abrigo Janokoida, promovida pela Operação Acolhida, em [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A Defensoria Pública da União (DPU) e o Ministério Público Federal (MPF) ingressaram, na quarta-feira (15), com uma ação civil pública conjunta na Justiça Federal de Roraima contra a União, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), o Estado e o município de Pacaraima por desativação repentina do abrigo Janokoida, promovida pela Operação Acolhida, em novembro de 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo da ação é obter reparação pelos danos causados e exigir que os antigos abrigados recebam assistência e permaneçam com dignidade na região. Os órgãos também pedem que seja criado um protocolo para remoção de pessoas nessas condições.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O abrigo Janokoida foi criado em 2017 em resposta ao agravamento da crise econômica e social na Venezuela, que intensificou o fluxo migratório para o Brasil, e atendia migrantes indígenas, especialmente das etnias Warao e E’ñepá. Com apoio da Operação Acolhida, o espaço oferecia estrutura básica, como redários, banheiros e áreas de convivência.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Risco de deslizamentos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Relatórios técnicos já indicavam, desde 2022, riscos geológicos na área onde o abrigo estava instalado. Segundo as defesas civis municipal e estadual, as instalações do abrigo, localizadas ao lado da encosta de um morro, estavam em área sujeita a deslizamento de grande impacto. A ação demonstra que, mesmo com os pareceres, nenhuma medida preventiva foi tomada pelas autoridades responsáveis ao longo dos últimos anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na ação, as instituições argumentam que a remoção foi feita de forma abrupta, sem qualquer comunicação prévia com os abrigados ou com órgãos de controle e atendimento, como DPU e MPF, ferindo os direitos fundamentais das pessoas vulneráveis. Além disso, questiona-se a razão pela qual as famílias não foram levadas a outro abrigo que existe na cidade de Pacaraima como forma de amenizar o impacto na rotina dessas pessoas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Acolhimento</strong>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o fechamento imediato,&nbsp;310 pessoas, incluindo crianças matriculadas na rede escolar local, não tiveram tempo para&nbsp;se reorganizar.&nbsp;Como resultado, muitas famílias acabaram em situação de rua e enfrentaram insegurança alimentar e desestruturação familiar. A DPU e o MPF pedem que os governos federal, estadual e municipal tomem providências para garantir assistência digna aos migrantes, com foco na segurança e no respeito aos direitos humanos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ação propõe ainda o pagamento de reparação pelos danos morais coletivos e que seja criado um protocolo intercultural para remoções em abrigos humanitários, para evitar novos casos como esse. DPU e MPF argumentam que as ações devem respeitar o direito à informação, ao planejamento e à organização das famílias afetadas, levando em consideração suas especificidades culturais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ação também requer que a União, o Estado de Roraima e o município de Pacaraima promovam a&nbsp;readequação do imóvel onde funcionava o abrigo, caso estudos técnicos demonstrem sua viabilidade.&nbsp;</p>
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