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	<title>facções Archives - FatoRR Notícias</title>
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	<title>facções Archives - FatoRR Notícias</title>
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		<title>Mulher é presa suspeita de atuar como falsa advogada para facções em presídio de Boa Vista</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 31 Dec 2025 12:00:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Uma mulher de 46 anos foi presa em flagrante dentro da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (PAMC), em Boa Vista, suspeita de se passar por advogada para facilitar a comunicação entre presos e organizações criminosas. A ação ocorreu na segunda-feira (29) e envolveu a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), a Secretaria de Justiça [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Uma mulher de 46 anos foi presa em flagrante dentro da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (PAMC), em Boa Vista, suspeita de se passar por advogada para facilitar a comunicação entre presos e organizações criminosas. A ação ocorreu na segunda-feira (29) e envolveu a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), a Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejuc), a Assessoria Especial de Inteligência (AEI) e a Polícia Penal de Roraima (PPRR).</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a Polícia Civil, a investigada utilizava documentos falsificados para acessar o sistema prisional e atender diretamente lideranças de facções criminosas. As credenciais apresentadas eram adulteradas e vinculadas à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). As informações foram divulgadas nesta terça-feira (30).</p>



<p class="wp-block-paragraph">As investigações revelaram que a mulher marcava atendimentos em nome de advogados regularmente inscritos, mas comparecia sozinha às unidades prisionais. Os encontros tinham como foco exclusivo líderes de duas organizações criminosas, uma nacional e outra transnacional, com a finalidade de viabilizar a comunicação clandestina com o meio externo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a prisão, os agentes apreenderam bilhetes manuscritos com mensagens entre integrantes de facções criminosas, alguns escondidos nas roupas íntimas da investigada. Também foram recolhidos documentos, aparelhos eletrônicos, medicamentos de uso controlado e R$ 1.450.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mulher foi apresentada na Draco, onde foi autuada em flagrante pelo delegado Wesley Costa de Oliveira. Um representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Roraima acompanhou a ação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a investigação, a inscrição de estagiária da suspeita estava cancelada desde 8 de abril de 2024, e a carteira apresentada possuía adulterações consideradas grosseiras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após audiência de custódia realizada nesta terça-feira, a prisão foi convertida em preventiva. O caso segue sob investigação.</p>
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		<title>Policiais cumprem mandados em investigação de homicídio ligado à disputa entre facções em Boa Vista</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/policiais-cumprem-mandados-em-investigacao-de-homicidio-ligado-a-disputa-entre-faccoes-em-boa-vista/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Nov 2025 22:15:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Polícia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Delegacia Geral de Homicídios (DGH) deflagrou nesta sexta-feira (14) a Operação Nêmesis, destinada a cumprir nove mandados judiciais referentes ao homicídio de Ruan Dayllon Gomes Oliveira, de 18 anos. O crime ocorreu na madrugada de 9 de setembro no bairro Dr. Ailton Rocha, zona oeste de Boa Vista. As ordens foram autorizadas pela 1ª [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A Delegacia Geral de Homicídios (DGH) deflagrou nesta sexta-feira (14) a <a href="https://fatorrnoticias.com.br/policia/quatro-suspeitos-de-se-passarem-por-policiais-sao-presos-em-operacao-da-policia-civil-em-boa-vista/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Operação Nêmesis</strong></a>, destinada a cumprir nove mandados judiciais referentes ao <a href="https://fatorrnoticias.com.br/policia/suspeito-de-ordenar-homicidio-e-preso-em-operacao-da-policia-civil-em-boa-vista/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>homicídio de Ruan Dayllon Gomes Oliveira</strong></a>, de 18 anos. O crime ocorreu na madrugada de 9 de setembro no bairro Dr. Ailton Rocha, zona oeste de Boa Vista. As ordens foram autorizadas pela 1ª Vara do Tribunal do Júri após parecer do MPRR.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com testemunha, Ruan foi abordado por um homem que solicitou a ele uma bebida “corote”. O jovem respondeu que não tinha, mas poderia comprar, momento em que o suspeito sacou uma arma e efetuou cinco tiros, atingindo-o na cabeça e fugindo em seguida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As investigações apontam que o homicídio tem relação com o tráfico de drogas e com a disputa territorial entre facções que atuam nos bairros Nova Cidade e Pérola (Dr. Airton Rocha). O delegado João Evangelista destacou que “a rivalidade foi intensificada pelo avanço das facções sobre áreas de comercialização de entorpecentes”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ação é integrada com o Departamento de Inteligência (Deint) da Sesp e contou com o apoio dos delegados Luís Fernando Zucchi Lebe, Carlos Henrique e Jean Daniel, do Núcleo de Investigação de Pessoas Desaparecidas (NIPD).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No total, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão, sendo cinco em Boa Vista e dois em Mucajaí. As equipes continuam em campo para finalizar as diligências.</p>
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		<title>Roraima é recordista em desaparecidos no Brasil; Estado é tomado por facção venezuelana, apontam investigações</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/roraima-e-recordista-em-desaparecidos-no-brasil-estado-e-tomado-por-faccao-venezuelana/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Feb 2025 18:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GERAL]]></category>
		<category><![CDATA[RORAIMA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O vídeo repassado a policiais pelo WhatsApp era tão desconcertante que Carlos Henrique Cornivell não conseguiu assistir à cena toda. Nele, o venezuelano Angel Cornivell, de 26 anos, seu irmão desaparecido, é executado a tiros em um cativeiro em Boa Vista, capital de Roraima. Semanas antes da chegada do vídeo, Carlos havia procurado a Polícia [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O vídeo repassado a policiais pelo WhatsApp era tão desconcertante que Carlos Henrique Cornivell não conseguiu assistir à cena toda. Nele, o venezuelano Angel Cornivell, de 26 anos, seu irmão desaparecido, é executado a tiros em um cativeiro em Boa Vista, capital de Roraima.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Semanas antes da chegada do vídeo, Carlos havia procurado a Polícia Civil para informar que suspeitava que seu irmão estaria morto e teria sido enterrado em um provável cemitério clandestino à margem de um igarapé, no bairro Pricumã, zona oeste da cidade. Uma equipe com bombeiros, policiais militares e civis chegou a realizar buscas com a ajuda de cães farejadores no local em abril do ano passado, mas não encontrou o corpo do rapaz, que segue desaparecido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2023, o Brasil registrou 80.317 casos de desaparecimentos, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública em levantamento mais recente. Roraima lidera a lista dos estados onde mais se some no país, com uma taxa de 81,4 desaparecimentos por cem mil habitantes. Fronteira com Venezuela e Guiana, a região sofre forte influência do garimpo ilegal, passa por uma crise humanitária de imigração e foi <a href="https://fatorrnoticias.com.br/geral/faccao-venezuelana-aliada-ao-pcc-recruta-brasileiros-para-trafico-prostituicao-e-garimpo-ilegal/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>tomada por uma facção criminosa venezuelana, a Tren de Aragua</strong></a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de Roraima (MPRR), a Tren de Aragua nasceu no presídio de Tocorón, na Venezuela, e se consolidou de dentro para fora da prisão. Hoje é uma organização transnacional, com presença também nos Estados Unidos, Chile, Equador, Colômbia, Peru e Bolívia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A facção venezuelana foi a única da América Latina a ser classificada como “organização terrorista estrangeira” em um decreto assinado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, logo após a sua posse, em 20 de janeiro. O governo americano ofereceu até US$ 5 milhões pela prisão de seus líderes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o MP de Roraima, a facção Tren de Aragua se uniu à paulista Primeiro Comando da Capital (PCC) para expandir e dominar rotas de tráfico de drogas e armas no país. E, mais recentemente, firmou alianças com a fluminense Comando Vermelho visando à exploração do garimpo ilegal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda conforme o MPRR, o sistema carcerário do Estado já tem 418 presos venezuelanos, ou quase 10% da população prisional de 4.460 internos. Seus crimes de maior incidência são contra o patrimônio (furtos, roubos e latrocínios), tráfico de drogas e homicídios. A facção é notória pela crueldade empregada, como o esquartejamento de opositores, método usado como “assinatura” de seus crimes e para impor terror.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A expansão da facção em Roraima coincide com o aumento do fluxo de imigrantes na fronteira. Na última década, mais de 568 mil venezuelanos entraram no Brasil como refugiados. O Estado viveu também uma escalada no número de assassinatos. André Pereira, promotor de Justiça e coordenador do Grupo de Atuação Especial de Vítimas, Minorias e Direitos Humanos, do MPRR, afirma que o alto fluxo migratório justifica parte dos desaparecimentos, porque, em parte, muitos dos que chegam vão embora sem avisar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A outra é explicada pela criminalidade. Nesse fluxo, eventualmente pode ter gente fugindo de facções que acaba sendo morta aqui. Por fim, existe o garimpo ilegal. São pessoas que vão para regiões de selva, especialmente dentro de áreas indígenas, e desaparecem lá. Seja porque foram mortas, seja porque sofreram algum tipo de acidente. A família não fica sabendo e as mortes entram no cômputo de pessoas desaparecidas”, diz Pereira.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Cemitério clandestino</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Recentemente, a notícia de um cemitério clandestino na divisa dos bairros Pricumã e Cinturão Verde, na zona oeste de Boa Vista, veio à tona. É o mesmo local em que Angel Conivell estaria enterrado, como havia dito seu irmão. <a href="https://fatorrnoticias.com.br/policia/identificada-terceira-vitima-enterrada-em-cemiterio-clandestino-em-boa-vista/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Dos nove corpos localizados, três já foram identificados e têm nacionalidade venezuelana</strong>.</a> A principal suspeita da polícia é de que as vítimas tenham sido julgadas em tribunais do crime e mortas por integrantes da facção Tren de Aragua. Os corpos foram enterrados e cobertos com cal para amenizar o cheiro, dificultar a identificação e acelerar a decomposição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A polícia judiciária ainda não chegou a uma conclusão sobre quem são as pessoas já identificadas e as razões do desaparecimento e morte”, explica Pereira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O governo de Roraima sabe da existência do local desde, pelo menos, abril do ano passado. O relatório policial das buscas de Angel já apontava que, naquele mesmo local, “foram encontrados restos mortais de outros crimes, fato que levou estes investigadores a diligenciarem nas buscas das pessoas desaparecidas”, diz o documento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dados do Núcleo de Investigação de Pessoas Desaparecidas do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) de Roraima, obtidos pela reportagem, revelam que muitos dos boletins de ocorrência de desaparecidos nem sequer são lidos pelos delegados — caso do de Angel, que está sem despacho — quando os agentes investigaram por conta própria, sem ordem dos superiores. Atualmente, o núcleo tem 259 registros com despachos cumpridos, 1.439 com pendentes e outros 345 documentos sem nenhum despacho. Uma delegada de alta patente resumiu a situação no Estado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Os policiais querem trabalhar, muitas vezes vão até sem ordem de missão, mas existe esse descaso por parte da chefia. Até pelo fato de a maior parte das vítimas ser imigrante, existe esse preconceito. Estão deixando as organizações criminosas tomarem conta do Estado. Sem a atuação da Segurança Pública, as organizações criminosas preenchem essa lacuna”, disse.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Recém-moradora de um abrigo em Boa Vista, a venezuelana Marling Orence de Navarro, de 45 anos, reclama do desamparo das autoridades. Ela deixou emprego, família e a terra natal para tentar encontrar a mais velha de seus quatro filhos, Heidymar Carolina Orence.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 18 de junho de 2022, uma chamada telefônica em português revelou que Heidymar tinha sofrido um acidente em Boa Vista. Na época com 23 anos, a jovem tinha se mudado havia pouco para o Brasil para trabalhar como cozinheira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O acidente está registrado em um boletim de ocorrência, segundo o qual Heidymar atravessou uma via e foi atropelada por uma viatura da Polícia Penal. Com uma lesão na cabeça, foi encaminhada para o hospital e liberada na sequência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao seguir as pistas da filha quando chegou a Boa Vista, Marling descobriu que Heidymar foi vista pela última vez em uma pensão da capital. Dormiu ali e, na manhã seguinte, foi levada por uma desconhecida. Nunca mais voltou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Acho que minha filha estava já em perigo quando me ligaram para falar do acidente. Ao chegar aqui, soube que ela estava com um homem muito mais velho e duvido que estivesse por vontade própria. Acho que ela tentou fugir. Tanto que encontrei todas as coisas dela no maleiro: roupas, alguns documentos, os pertences pessoais”, disse Marling.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando soube da notícia do cemitério clandestino, ela ficou preocupada, mas diz que ainda mantém a esperança de encontrar a filha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Já vai fazer três anos que não sei dela, mas confio em Deus e acredito que ela está bem.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Polícia Civil nega que os boletins de ocorrência de desaparecimento nem sequer foram lidos e afirma que, independentemente de despacho formal inicial, as diligências para localizar pessoas desaparecidas são iniciadas imediatamente. Somente ao final dos trabalhos, com a localização ou não da pessoa, os despachos são formalizados. O órgão diz ainda que nenhum boletim é arquivado até que o destino da pessoa desaparecida seja esclarecido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sobre o cemitério clandestino, destaca que a recente localização de corpos indica que o local pode ter sido utilizado posteriormente à primeira investigação, de abril de 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações de Aline Ribeiro/O Globo</em></strong></p>
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		<title>Em 6 anos, número de venezuelanos presos em Roraima passa de 77 para mais de 400</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/em-6-anos-numero-de-venezuelanos-presos-em-roraima-passa-de-77-para-mais-de-400/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Dec 2024 15:10:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GERAL]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As consequências do fluxo em massa de venezuelanos na fronteira do Brasil,&#160;em Roraima, são perceptíveis de várias formas na estrutura do poder público, inclusive no&#160;sistema prisional. A quantidade de pessoas da Venezuela presas nas penitenciárias do Estado, por crimes diversos, quintuplicou em um período de seis anos. Dados repassados à reportagem&#160;pelo Grupo de Atuação Especial [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">As consequências do fluxo em massa de venezuelanos na fronteira do Brasil,&nbsp;em Roraima, são perceptíveis de várias formas na estrutura do poder público, inclusive no&nbsp;sistema prisional. A quantidade de pessoas da Venezuela presas nas penitenciárias do Estado, por crimes diversos, quintuplicou em um período de seis anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dados repassados à reportagem&nbsp;pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do&nbsp;Ministério Público de Roraima (MPRR), mostram que, no primeiro semestre de 2018, havia 77 presos venezuelanos no Estado. No mesmo período de 2024, o número chegou a 389 e hoje já está em 414.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa quantidade se aproxima dos 9% em relação ao total da&nbsp;população carcerária&nbsp;de Roraima, que totaliza cerca de 4.460 detentos. A maior parte dos presos venezuelanos está na ala 5 da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (Pamc), na zona rural de&nbsp;Boa Vista. A administração do local optou por colocá-los juntos, na tentativa de evitar possíveis disputas internas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O cuidado se faz necessário, pois já foram identificados, entre os presos, integrantes de <a href="https://fatorrnoticias.com.br/roraima/faccao-venezuelana-cruza-fronteira-e-domina-bairros-de-boa-vista/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>facções criminosas do país vizinho</strong></a>. Até o momento, segundo o MPRR, não houve registro de disputas pelo domínio de unidades prisionais contra grupos brasileiros, como Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV), mas o contexto requer atenção e monitoramento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Presença venezuelana em Roraima</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O aumento da presença de venezuelanos nos presídios de Roraima reflete a complexidade da situação vivenciada pelo Estado. O fluxo migratório provocado pela crise política e econômica no país de&nbsp;Nicolás Maduro, com aumento da fome e criminalidade nos últimos anos, impactou diretamente a demanda por serviços públicos no lado brasileiro, assim como os indicadores sociais e de segurança pública.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O governo de Roraima calcula que há cerca de 180 mil imigrantes e refugiados em território roraimense. Se confirmada, essa estimativa representaria 25% da população total, conforme os dados do&nbsp;Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ou seja, de cada quatro pessoas que vivem em Roraima hoje, uma é da Venezuela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em determinadas áreas de Boa Vista, a presença de venezuelanos já é majoritária. Nas escolas do bairro 13 de Setembro, zona sul da capital, por exemplo, a administração local avalia que 80% das crianças e dos adolescentes são venezuelanos. E, embora esse quadro já pareça estabelecido, a tensão permanece na região, com registros de embates, crimes e preconceitos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Reportagem do&nbsp;Metrópoles&nbsp;de dezembro do ano passado mostrou que,&nbsp;de cada três vítimas de assassinato em Roraima, uma era venezuelana. Além disso, o Estado já registrou graves situações de xenofobia contra imigrantes daquele país. Do outro lado, criminosos da nação vizinha aproveitaram o fluxo migratório para cruzar a fronteira e entrar no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Crimes violentos&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os presos venezuelanos nas penitenciárias e nos presídios do Estado, 34% foram detidos por crimes contra o patrimônio (furtos, roubos e latrocínios), 24% por tráfico de drogas e 12% por homicídios, conforme dados informados pelo MPRR. Entre os casos de assassinatos, estão alguns crimes brutais cometidos por integrantes de facções da Venezuela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Sobre os crimes violentos, é importante destacar que a atuação das facções venezuelanas nesse tipo de delito chama a atenção pela crueldade utilizada, porque são comuns os casos com o esquartejamento das vítimas, método usado como forma de ‘assinatura’ de seus crimes e imposição de medo”, menciona o Gaeco do MPRR.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O grupo de promotores aponta que esses grupos já se infiltraram nos bairros de maioria venezuelana em Boa Vista, onde subjugam a população local e impõem a própria lei em determinadas áreas. A principal facção é a chamada El Tren de Aragua, que surgiu dentro do presídio de Tocorón, na Venezuela, e hoje se espalha por países da América do Sul e dos&nbsp;Estados Unidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o MPRR, Roraima também registra a presença de outros dois grupos venezuelanos: Tren de Guayana e Sindicato de Las Claritas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Governador cobrou ajuda do Planalto</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://fatorrnoticias.com.br/roraima/governador-de-roraima-faz-cobranca-milionaria-a-lula-por-crise-com-venezuelanos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>O governador de Roraima, Antônio Denarium (PP), cobrou do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em novembro deste ano, o pagamento de R$ 306 milhões</strong> </a>para compensar os gastos do Estado com a imigração de venezuelanos. A ajuda foi determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) há quatro anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Corte estipulou, à época, que metade dos gastos com prestação de serviços públicos aos imigrantes da Venezuela fosse custeado pelo governo federal. O valor, no entanto, foi questionado pelo Planalto e o caso segue sem solução.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O governo de Roraima alega que, do total da dívida, 55,18% são de gastos com saúde, 36,23% com educação e os demais com segurança pública e prisional. Denarium visitou Lula durante o Fórum dos Governadores, que ocorreu em Brasília, na última semana de novembro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Solicitei celeridade na restituição das despesas com venezuelanos, que geram um impacto financeiro muito grande para o Estado”, escreveu ele nas redes sociais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações do Metrópoles</em></strong></p>
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