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	<title>febraban Archives - FatoRR Notícias</title>
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		<title>Golpe do Pix errado: entenda como funciona e saiba como não ser enganado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jul 2024 07:20:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BRASIL]]></category>
		<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>À medida que o Pix vai sendo cada vez mais utilizado para pagamento e transferência de dinheiro, aumentam também relatos de golpes que tentam dar prejuízo a clientes de bancos. Um deles, que viralizou recentemente nas redes sociais, é o golpe do Pix errado. A reportagem ajuda você a entender como funciona a artimanha dos [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">À medida que o Pix vai sendo cada vez mais utilizado para pagamento e transferência de dinheiro, aumentam também relatos de golpes que tentam dar prejuízo a clientes de bancos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um deles, que viralizou recentemente nas redes sociais, é o golpe do Pix errado. A reportagem ajuda você a entender como funciona a artimanha dos criminosos e a se proteger das tentativas de golpe.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O golpe</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Pix&nbsp;bateu recorde de transações&nbsp;em 5 de julho. Foram 224 milhões de transferências entre contas bancárias, segundo o Banco Central (BC). Com um número tão grande de transações, não é difícil crer que algumas tenham sido feitas realmente por engano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É justamente neste cenário que golpistas passam a praticar o golpe do Pix errado. O primeiro passo dado pelos fraudadores é fazer uma transferência para a conta da possível vítima. Como parte das chaves Pix é um número de telefone celular, não é difícil para o golpista conseguir um número telefônico e realizar um Pix.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Logo em seguida à transferência, o golpista entra em contato com a pessoa pelo número de telefone, seja ligação ou mensagem de WhatsApp, por exemplo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma vez feito contato, o criminoso tenta convencer a vítima de que fez a transferência por engano e usa técnicas de persuasão para que o suposto beneficiado devolva o dinheiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Estava precisando receber um dinheiro para pagar o aluguel, mas o rapaz mandou no número errado. Você pode transferir aqui para mim”, relata um usuário do X (antigo Twitter), cuja mãe teve R$ 600 depositados na conta bancária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na tentativa de convencimento, está uma das chaves para o golpe dar certo: a pessoa mal-intencionada pede a devolução em uma conta distinta da que fez a transferência inicial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É intuitivo pensar que a primeira forma de descobrir se o contato suspeito é um golpista é checar se o dinheiro realmente foi depositado na conta da vítima. Para isso, basta conferir o extrato bancário. O fator que leva a pessoa ao erro é que realmente o dinheiro está na conta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir do momento em que a vítima se convence e decide fazer um Pix para a conta indicada como forma de devolver o dinheiro, ela caiu no golpe.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Estorno&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O prejuízo acontece porque, em paralelo ao trabalho de convencer a vítima, o golpista se utiliza de um recurso criado justamente para coibir golpes, o Mecanismo Especial de Devolução (Med).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mecanismo exclusivo do Pix foi criado para facilitar as devoluções em caso de fraudes, aumentando as possibilidades de a vítima reaver os recursos. Os criminosos acionam o procedimento, alegando que foram enganados pela pessoa que, na verdade, é a vítima.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A transação alegada é analisada. No entanto, quando os bancos envolvidos nas transferências percebem que a vítima verdadeira recebeu o valor e logo em seguida transferiu para uma terceira conta, entendem essa triangulação como típica de um golpe.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Daí, ocorre&nbsp;a retirada forçada do dinheiro do saldo da pessoa enganada. Desta forma, o golpista, que já tinha recebido o dinheiro de volta, voluntariamente consegue mais uma devolução, em prejuízo da vítima.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma vez constatado que caiu no golpe, a pessoa pode também acionar o mecanismo de devolução. No entanto, a conta que recebeu o dinheiro transferido por “boa-fé” pode já estar zerada, sem saldo para restituir o prejuízo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Botão ‘devolver’</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao orientar o&nbsp;procedimento que deve ser seguido em caso de receber um Pix por engano, o Banco Central explica que “não há normas do BC ou do CMN [Conselho Monetário Nacional]&nbsp;sobre devoluções em caso de engano ou erro do pagador, mas o Código Penal, de 1940, trata sobre a apropriação indébita”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O órgão orienta que “basta acessar a transação que você quer devolver no aplicativo do seu banco e efetuar a devolução”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ferramenta Pix tem a opção “devolver”, ou seja, é diferente de fazer outra transferência. É um procedimento que, acionado pelo cliente do banco, estorna o valor recebido para a conta que realmente originou o Pix inicial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse procedimento desconfigura uma tentativa de fraude e não seria considerado irregular, caso o golpista acione o mecanismo de devolução.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Med 2.0</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em junho, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) anunciou que sugeriu ao BC uma melhoria no Mecanismo Especial de Devolução que, atualmente, consegue bloquear dinheiro fruto de fraude apenas na conta que recebeu o recurso, a chamada primeira camada, que pode simplesmente ser zerada pelos golpistas. Com o Med&nbsp;2.0, o rastreio e bloqueio passarão a mais camadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Já observamos que os criminosos espalham o dinheiro proveniente de golpes e crimes em várias contas de forma muito rápida e, por isso, é importante aprimorar o sistema para que ele atinja mais camadas”, afirmou à época o diretor-adjunto de Serviços da Febraban, Walter Faria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a federação, o desenvolvimento do MED 2.0 acontecerá no decorrer de 2024 e 2025 e a implantação será em 2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações da Agência Brasil</em></strong></p>
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