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	<title>Feminicídio Zero Archives - FatoRR Notícias</title>
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	<title>Feminicídio Zero Archives - FatoRR Notícias</title>
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		<title>Ministério das Mulheres faz pacto com times de futebol por feminicídio zero</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Aug 2024 11:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BRASIL]]></category>
		<category><![CDATA[DIREITOS HUMANOS]]></category>
		<category><![CDATA[Agosto Lilás]]></category>
		<category><![CDATA[Feminicídio Zero]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Diversos setores do país aderiram à mobilização nacional permanente pelo Feminicídio Zero, lançada pelo Ministério das Mulheres, em Brasília. O feminicídio é o assassinato de mulheres em situação de violência doméstica ou de violência extrema por ódio ao gênero feminino.&#160; Ao&#160;aderirem à articulação nacional, os parceiros da ação se comprometem a atuar para erradicar o&#160;feminicídio, [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Diversos setores do país aderiram à mobilização nacional permanente pelo Feminicídio Zero, lançada pelo Ministério das Mulheres, em Brasília. O feminicídio é o assassinato de mulheres em situação de violência doméstica ou de violência extrema por ódio ao gênero feminino.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao&nbsp;aderirem à articulação nacional, os parceiros da ação se comprometem a atuar para erradicar o&nbsp;feminicídio, por meio da prevenção e do enfrentamento de todas as formas de violência com base em gênero contra as mulheres em sua diversidade, de acordo com suas possibilidades de recursos, estrutura e público-alvo. Entre as ações, estão as integradas no ambiente de trabalho&nbsp;e campanhas de conscientização contínua voltada aos homens.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, frisou que toda a sociedade deve se envolver na mobilização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Se o vizinho chamar a polícia quando ouvir uma agressão, se o amigo não naturalizar comportamentos agressivos, se a mãe e as amigas buscarem ajuda e oferecerem apoio à mulher em situação de violência, o feminicídio, que é o mais intenso grau de violência contra a mulher, pode ser evitado”, reforçou.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Futebol x violência</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as entidades que firmaram parceria com a pasta, estão os clubes de futebol Flamengo, Corinthians, Vasco, Botafogo e Bahia. A ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, explicou&nbsp;a necessidade de firmar este compromisso com os grandes times brasileiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com uma <a href="https://forumseguranca.org.br/wp-content/uploads/2022/07/futebol-violencia-mulher.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">pesquisa feita&nbsp;em 2022</a> pelo Fórum de Segurança Pública em parceria com o Instituto Avon, em dia de jogos de futebol no país, a lesão corporal dolosa contra mulheres é 23,7% maior do que em dias em que não há partidas. E quando o jogo do time ocorre na própria cidade-sede, o aumento de casos de lesão corporal estimado é de 25,9%.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Considero o futebol um ambiente extremamente importante para dialogarmos, especialmente com os homens que devem ser nossos aliados nessa causa. Sem eles, não conseguiremos vencer índices tão negativos”,&nbsp;apontou a ministra.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Poder público</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante o evento, órgãos do Poder Executivo federal também assinaram a carta-compromisso pelo feminicídio zero do Ministério das Mulheres, como os ministérios da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, dos Povos Indígenas e&nbsp;da Cultura e da Igualdade Racial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ministra&nbsp;Esther Dweck, da Gestão e Inovação, enfatizou a importância do apoio da sociedade no combate ao feminicídio. “O governo pode tentar fazer de tudo, mas mudanças não serão possíveis se isso não for uma conscientização da sociedade, pois é um problema social grave no Brasil. É impossível aceitar os altos índices de feminicídio no país”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A secretária executiva do Ministério da Igualdade Racial, Roberta Eugênio, destacou que a maior incidência de feminicídios em 2023 foi contra mulheres negras (63,6%).</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Que a mobilização não seja uma palavra vazia e conte, de forma profunda, com os esforços de todos os atores. Transformar uma sociedade ainda profundamente misógina para mobilizar um compromisso para o feminicídio zero, não é uma luta das mulheres, mas de toda a sociedade, que nós compreendemos o quão profundas estão as raízes dessa violência.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ministra da Cultura, Margareth Menezes, diz acreditar que as campanhas funcionam para mobilizar a sociedade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Estamos precisando combater [o feminicídio] no Brasil com essa mobilização nacional, mostrando a verdadeira força do povo brasileiro.&nbsp;Como mulher negra, sei o significado dessas aderências e da urgência de encampar essa mensagem para todo o Brasil.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, reforçou que a violência contra a mulher não deve ser encarada como cultural.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Muitos ainda defendem que faz parte da cultura matar, violentar e estuprar as mulheres. As estruturas legais ainda não estão preparadas para receber as denúncias, para escutar essas mulheres.” &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela explicou, também, que há 274 línguas indígenas faladas no Brasil e que as mulheres indígenas que denunciam as violências sofridas não são compreendidas. Por isso, a ministra exigiu providências do Estado brasileiro para atender os indígenas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Também faz parte de toda esta mobilização que o Estado brasileiro compreenda e garanta o acesso a todas as mulheres indígenas para que possam, de fato, falar, porque elas têm que ser compreendidas.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A senadora Leila Barros (PDT-DF) pediu um minuto de silêncio pela 12ª vítima de feminicídio no Distrito Federal, somente neste ano. Na terça-feira (20), Juliana Barboza morreu no dia de aniversário de 34 anos dela, após ser atropelada três vezes pelo carro conduzido pelo ex-namorado. A mãe da vítima e a filha dela, de cinco anos, também foram atropeladas e seguem hospitalizadas. A ministra Cida também se solidarizou aos familiares e amigos de Juliana e de todas as mulheres que sofrem violência, neste momento, no país.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Agosto Lilás</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A&nbsp;articulação nacional é uma das estratégias do chamado&nbsp;Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização sobre o fim da violência contra a mulher e o <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2024-08/protecao-integral-mulheres-ainda-enfrenta-desafios" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aniversário da Lei Maria da Penha</a>, sancionada há 18 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 7 de agosto, data de aniversário da legislação criada para coibir atos de violência doméstica contra a mulher e para punir agressores, o Ministério das Mulheres lançou, em parceria com a Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República, a campanha&nbsp;<a href="https://www.youtube.com/watch?v=ea7PQefzNz8&amp;t=18s" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Feminicídio Zero</a> &#8211; Nenhuma violência contra a mulher deve ser tolerada.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Violência em números</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2023, 1.467 mulheres foram mortas apenas por serem mulheres – 90% dos crimes foram cometidos por homens. Os dados são da 18ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgada em julho. A cada seis horas, uma mulher é vítima de feminicídio, 63% delas negras. Outros dados indicam que três em cada dez brasileiras já foram vítimas de violência doméstica. A cada seis minutos uma menina ou mulher sofre violência sexual; e, a cada 24 horas, 113 casos de importunação sexual são denunciados no país.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações da Agência Brasil</em></strong></p>
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