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	<title>Imazon Archives - FatoRR Notícias</title>
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		<title>Roraima concentra 37% da destruição da Amazônia em fevereiro e lidera ranking seguido de Mato Grosso e Pará</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Mar 2025 20:05:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dados Imazon apontam que o desmatamento na Amazônia, em fevereiro deste ano, cresceu, atingindo 119 quilômetros quadrados (km²), uma alta de 2% quando comparado com o mesmo intervalo do ano passado. Os estados mais afetados em fevereiro de 2025 foram Roraima (37%), Mato Grosso (34%) e Pará (11%), que, juntos, concentraram 82% de toda a [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Dados Imazon apontam que o desmatamento na Amazônia, em fevereiro deste ano, cresceu, atingindo 119 quilômetros quadrados (km²), uma alta de 2% quando comparado com o mesmo intervalo do ano passado. Os estados mais afetados em fevereiro de 2025 foram Roraima (37%), Mato Grosso (34%) e Pará (11%), que, juntos, concentraram 82% de toda a destruição detectada na Amazônia Legal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Trata-se da quinta maior área devastada da série histórica para o mês, representando uma perda florestal que equivale a 425 campos de futebol por dia.&nbsp; Cinco dos dez municípios que mais desmataram estão localizados em Mato Grosso, quatro em Roraima e um no Amazonas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Algumas dessas cidades já vêm aparecendo no ranking daquelas com devastação intensa&nbsp;desde janeiro. É o caso de Amajari e Caracaraí em Roraima, e Aripuanã, Juína e Nova Maringá, no Mato Groso, que acumularam 36 km² de áreas desmatadas no período. Os municípios de Rorainópolis e Cantá também aparecem na lista dos que mais desmatam.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“É necessário que os governos e órgãos locais se atentem a esses números para focar em procedimentos que visem combater essa prática, por meio de fiscalizações mais frequentes e da devida penalização dos criminosos ambientais”, destaca a pesquisadora do Imazon Larissa Amorim.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tendência de aumento</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No acumulado do calendário do desmatamento, que vai de agosto de 2024 a julho de 2025, o total até fevereiro apontou um aumento da derrubada de 17% em comparação ao mesmo intervalo do ciclo anterior, alcançando 2.129 km², o que representa uma perda superior ao território da cidade de São Paulo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados são do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Imazon e mostram que o atual calendário do desflorestamento se iniciou com uma tendência de aumento, a qual segue até o mês de fevereiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse cenário reforça a necessidade de intensificar as medidas de monitoramento e controle para conter o avanço do desmatamento antes da chegada dos meses secos, quando historicamente os índices desse problema ambiental aumentam significativamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Não seria bom para o Brasil, em um ano tão decisivo como o da COP 30, fechar este calendário com números em alta. O governo e órgãos de fiscalização precisam agir agora para reverter essa tendência e mostrar ao mundo um compromisso real com a preservação da Amazônia”, observa Carlos Souza Jr., coordenador do Programa de Monitoramento da Amazônia do Imazon.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Degradação é a maior na série histórica</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Além do desmatamento, o bioma registrou crescimento na degradação florestal. Ocasionada pelas queimadas e extração madeireira, a prática afetou 33.807 km² quando se observa o calendário do desmatamento. O número é quase equivalente ao território de Porto Velho, maior capital brasileira, e seis vezes superior que no período anterior, quando a atividade impactou 5.805 km² de vegetação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já em fevereiro, a degradação impactou 211 km² na Amazônia, uma alta de aproximadamente 15 vezes em relação ao mesmo intervalo de 2024. O dado é o maior registrado para o mês na série histórica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os estados, Pará e Maranhão foram os que se destacaram, respondendo por 89% do impacto para o mês, com 75% ocorrendo no Pará e 14% no Maranhão. Os municípios mais afetados também estão neles. Sete são paraenses, enquanto outros dois ficam no Maranhão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, cinco das oito unidades de conservação (UCs) que mais sofreram degradação estão localizadas no Pará, somando quase 32 km² degradados. Dessas UCs, duas já estavam entre as mais afetadas em janeiro de 2025. São elas: a Floresta Estadual (FES) do Paru e a Área de Proteção Ambiental (APA) do Tapajós.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É no estado que estão ainda as duas terras indígenas (TIs) onde foi detectada a atividade no mês, evidenciando a crescente pressão sobre os territórios dos povos originários. As TIs Anambé (7 km²) e Alto Rio Guamá (5 km²) concentraram uma devastação equivalente a 42 campos de futebol por dia de vegetação.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“É preocupante ver que esses números continuam presentes nas unidades de conservação e terras indígenas, já que elas deveriam estar devidamente protegidas por serem lugares estratégicos de conservação da biodiversidade e da sobrevivência e exercício da cultura originária. Por isso, é essencial que os órgãos de comando e controle reforcem a defesa delas e garantam uma maior proteção às populações locais”, alerta Manoela Athaide, pesquisadora do Imazon.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações do Imazon</em></strong></p>
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