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	<title>Inpe Archives - FatoRR Notícias</title>
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	<title>Inpe Archives - FatoRR Notícias</title>
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		<title>Roraima registra 602 focos e lidera ranking de queimadas no Brasil em março, segundo Inpe</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Apr 2026 16:53:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Com 602 focos de incêndio registrados em março, Roraima concentrou mais de um terço de todas as queimadas do Brasil no período, de acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Bahia e Mato Grosso aparecem na sequência, com 15% e 8% dos casos, respectivamente. O avanço das queimadas já vinha sendo observado [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Com 602 focos de incêndio registrados em março, Roraima concentrou mais de um terço de todas as queimadas do Brasil no período, de acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Bahia e Mato Grosso aparecem na sequência, com 15% e 8% dos casos, respectivamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O avanço das queimadas já vinha sendo observado nos meses anteriores. Em janeiro, foram 219 focos no estado. Em fevereiro, o número saltou para 493, superando a média de 423 para o período, com aumento de 15,5%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O período mais crítico neste ano começou entre o fim de fevereiro e meados de março, quando os incêndios avançaram em direção ao lavrado. Também atingiram áreas de floresta em zonas urbanas e rurais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a intensificação das queimadas, o governo estadual suspendeu o calendário de queimadas controladas em áreas rurais e passou a prever multa para quem iniciar fogo sem autorização da Fundação Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Femarh).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar de Roraima (CBMRR), Anderson Carvalho de Matos, o ciclo 2025/2026 já contabiliza &#8220;1.600 focos concentrados especialmente nos municípios de Caracaraí e Rorainópolis, ao sul, e Normandia, ao norte&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com ele, os &#8220;incêndios são de origem humana, criminosa e acidental&#8221;. Nas áreas urbanas, especialmente em Boa Vista, o fogo é utilizado para &#8220;limpar terrenos baldios de ocupação de terras devolutas&#8221;. Já no meio rural, &#8220;servem para preparar o terreno para a plantação&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O comandante destaca que o período seco, entre outubro e março, está mais quente e seco neste ano. &#8220;Isso cria o cenário ideal para as queimadas: temperaturas elevadas e desidratação da vegetação&#8221;, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde novembro de 2025, o estado executa a Operação Sem Fogo, com participação do Corpo de Bombeiros, brigadistas e integrantes da Operação Guardiões/Protetores dos Biomas do governo federal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Anderson Carvalho de Matos, foram realizadas inicialmente 6.000 atividades preventivas em 13 dos 15 municípios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Com o avanço das queimadas, focamos no combate aos incêndios criminosos, inclusive dando voz de prisão aos autores. São 350 bombeiros e 148 brigadistas atuando no combate aos incêndios&#8221;, cita.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre o fim de março e o início de abril, pancadas de chuva foram registradas no estado. Segundo o meteorologista Ramon Alves, da Femarh, &#8220;o inverno [amazônico, marcado por chuvas] começa neste início de abril, como previsto, o que deve reduzir os focos de incêndio&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os efeitos das queimadas são sentidos diretamente pela população. Em Boa Vista, a autônoma Suerlene de Abreu Fuhrmann, 58, relatou o avanço das chamas próximo à sua residência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Este fogo está duas casas depois da sua.&#8221; No local estavam ela e a neta de dois anos. &#8220;Dava a impressão de que as casas iam ser incendiadas. As crianças gritavam, as pessoas gritavam, todo mundo com medo&#8221;, lembra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Casos semelhantes ocorrem em diferentes pontos do estado. Um militar que atuava no combate relatou que práticas como a queima de lixo ainda contribuem para os incêndios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O pesquisador Haron Xaud, da Embrapa e da Universidade Federal Rural de Roraima (UFRR), afirma que nas florestas ainda não há queimadas extensas de longa duração, mas nas áreas de savana e lavrado a situação é mais grave. &#8220;A cidade [Boa Vista] foi cercada de fogo, são muitos focos mesmo&#8221;, diz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo ele, o fogo provoca alta mortalidade de animais e empobrece o solo, reduzindo sua capacidade produtiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A fumaça também afeta a saúde da população. A servidora Amanda Souza, 36, relata que &#8220;parecia que o fogo estava no quintal. Depois descobri que era duas ruas depois&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O pequeno Estevão, de 1 ano, ficou internado por oito dias no Hospital da Criança Santo Antônio. A mãe, Angela Silva Pinheiro, 27, afirmou: &#8220;minha casa ficou totalmente cinza. Era como se a gente estivesse dentro da fumaça&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A médica Mayara Floss, da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC), explica que o principal risco está no material particulado fino (PM2,5). &#8220;Elas conseguem entrar na corrente sanguínea e causar diversos problemas de saúde&#8221;, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações da Folha de S. Paulo</em></strong></p>
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		<title>Roraima tem queda de 37% no desmatamento, aponta Inpe</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/roraima-tem-queda-de-37-no-desmatamento-aponta-inpe/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Oct 2025 15:54:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O desmatamento em Roraima caiu 37% entre agosto de 2024 e julho de 2025, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A redução acompanha a tendência observada em toda a Amazônia Legal, que registrou queda de 11,08% no período. De acordo com o levantamento do Projeto de Monitoramento do [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O desmatamento em Roraima caiu 37% entre agosto de 2024 e julho de 2025, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A redução acompanha a tendência observada em toda a Amazônia Legal, que registrou queda de 11,08% no período.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o levantamento do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), foram desmatados 5.796 km² na região amazônica, o terceiro menor índice desde o início da série histórica, em 1988. Essa é também a terceira redução consecutiva da taxa anual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os estados da Amazônia Legal, o Tocantins registrou a maior queda proporcional, de 62%, seguido por Amapá (42%), Roraima (37%), Rondônia (33%) e Acre (27%). Já os maiores responsáveis pelo desmatamento foram Pará, Mato Grosso e Amazonas, que responderam juntos por cerca de 80% da área devastada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O coordenador do Programa BiomasBR do Inpe, Cláudio Almeida, alertou para o aumento das áreas degradadas por incêndios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Apesar da queda no desmatamento, há crescimento da degradação provocada por queimadas de grandes proporções”, afirmou.</p>
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		<title>Brigadas federais devem ser contratadas para reforçar prevenção e combate a incêndios florestais em Roraima</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/brigadas-federais-devem-ser-contratadas-para-reforcar-prevencao-e-combate-a-incendios-florestais-em-roraima/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 10 May 2025 19:21:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Brigadas federais devem ser contratadas para reforçar as ações de prevenção e combate a incêndios florestais em Roraima e outros 16 estados. A portaria do Ibama autorizando a contratação foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (9). A medida prevê a formação de brigadas temporárias compostas por brigadistas, chefes de brigada e de [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Brigadas federais devem ser contratadas para reforçar as ações de prevenção e combate a incêndios florestais em Roraima e outros 16 estados. A portaria do Ibama autorizando a contratação foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (9).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A medida prevê a formação de brigadas temporárias compostas por brigadistas, chefes de brigada e de esquadrão, que vão atuar em diversas regiões do país. Em 2024, Roraima liderou o ranking nacional de focos de calor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Está prevista ainda a contratação de agentes federais de informação, brigadistas de queima prescrita, chefes de esquadrão, supervisores de prevenção, monitoramento, logística, operações e tiro quente, bem como supervisores estaduais de brigadas. Todos vão apoiar as coordenações estaduais do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os municípios roraimenses assistidos pelo Prevfogo são Amajari, Boa Vista, Bonfim, Cantá, Caracaraí, Mucajaí, Normandia, Pacaraima e Uiramutã.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rondônia, São Paulo e Tocantins são as demais unidades da federação contempladas pela portaria.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>El Niño e seca prolongada</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Roraima registrou no ano passado o maior número de focos de incêndio já contabilizado no Estado: 5.358, superando o recorde anterior de 4.784, registrado em 2019. Isso representou 40% de todos os focos de calor do país, impulsionado principalmente pelos efeitos do fenômeno El Niño e por um período prolongado de seca.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações de gov.br e ac24horas</em></strong></p>
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		<title>Roraima vai na contramão dos demais estados da Amazônia Legal e registra aumento de 53,5% no desmatamento em um ano</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/roraima-vai-na-contramao-dos-demais-estados-da-amazonia-legal-e-registra-aumento-de-535-no-desmatamento-em-um-ano/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Nov 2024 13:16:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O desmatamento na Amazônia Legal, de agosto de 2023 a julho de 2024, alcançou 6.288 quilômetros quadrados (km²), valor que representa uma redução de 30,6% em&#160;relação ao ano anterior (2022/2023), informou o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), nesta quarta-feira (6). Roraima foi o único estado da região a registrar aumento ao longo do período [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O desmatamento na Amazônia Legal, de agosto de 2023 a julho de 2024, alcançou 6.288 quilômetros quadrados (km²), valor que representa uma redução de 30,6% em&nbsp;relação ao ano anterior (2022/2023), informou o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), nesta quarta-feira (6). Roraima foi o único estado da região a registrar aumento ao longo do período analisado: 53,5%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados são do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), sistema mantido pelo Inpe que faz uma apuração anual da supressão florestal nos nove estados que compõem a Amazônia Legal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o resultado, o desmatamento foi o menor valor percentual em 15 anos, segundo o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). Em termos de área desmatada, o valor medido agora na Amazônia é o menor desde 2015 (6.207 Km²).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O monitoramento do Prodes é feito no intervalo de agosto de um ano até julho do ano seguinte, entre as estações mais secas da floresta, e é considerado resultado mais confiável pelos cientistas, em que a detecção&nbsp;por satélite alcança precisão de dez metros sobre corte raso e desmatamento por degradação progressiva, como incêndios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Conseguimos resultados importantes no ano passado e este ano, novamente, um resultado altamente significativo&#8221;, avaliou a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, em anúncio dos resultados à imprensa, no Palácio do Planalto. Ela destacou, por exemplo, que no acumulado dos últimos dois anos, a redução do desmatamento na Amazônia foi de 45%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Uma contribuição para nós mesmos e ao mundo, no contexto em que o problema da mudança do clima é uma realidade avassaladora&#8221;, lembrou a ministra, ao citar eventos climáticos extemos, como geadas na África, enchentes na Espanha e ondas de calor em outros países da Europa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Emissão de dióxido</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação aos estados, a melhor taxa de redução foi medida em Rondônia, com queda de 62,5% do desmatamento, seguido pelo Mato Grosso (-45,1%), informou o Inpe. Pará (-28,4%) e Amazonas (-29%) também tiveram quedas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os 70 municípios mais prioritários para o combate ao desmatamento na Amazônia, 78% deles tiveram redução na supressão de floresta, segundo o MMA. Outros 23% tiveram aumento na derrubada florestal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A redução do desmatamento na Amazônia possibilitou, segundo o governo federal, que um volume de 359 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO<sub>2</sub>), gás que mais contribui para o aquecimento global, deixasse de ser emitido na atmosfera.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A queda no desmatamento foi comemorada por organizações da sociedade civil, mas a cobrança é por melhorar ainda mais esses resultados.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Uma queda significativa no desmatamento da Amazônia pelo terceiro ano consecutivo é sem dúvida uma boa notícia, porém não é suficiente diante do tamanho dos desafios climáticos e de preservação da biodiversidade que enfrentamos. Não podemos esquecer que 2024 foi um ano de diversas tragédias climáticas no Brasil. E se quisermos evitar os piores cenários de eventos extremos no país, como o que aconteceu no Rio Grande do Sul e as queimadas no Pantanal, precisamos garantir que a queda no desmatamento seja mantida e acelerada nos próximos anos&#8221;, ponderou Mariana Napolitano, diretora de estratégia do WWF-Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Cerrado</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Já no Cerrado, a taxa oficial de desmatamento, medida pelo Sistema Prodes, do Inpe, foi de 8.174 km², entre agosto do ano passado e julho deste ano. Assim, houve queda de 25,7% em relação ao período de agosto de 2023 a julho de 2024, a primeira redução do desmatamento em quatro anos no bioma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cerca de 76% desse desmatamento segue concentrado em quatro estados: Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, estados que formam o acrônimo Matopiba, principal fronteira agropecuária do Cerrado na atualidade. Nesses estados, no entanto, o Prodes registrou uma queda significativa de desmatamento, na comparação 2023/2024 com o período imediatamente anterior. Na Bahia, por exemplo, a redução foi de 63,3%, seguida por 15,1% no Maranhão, 10,1% no Piauí e 9,6% no Tocantins.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações da Agência Brasil</em></strong></p>
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		<title>O que explica a explosão de incêndios na Amazônia</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/o-que-explica-a-explosao-de-incendios-na-amazonia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Oct 2024 15:49:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BRASIL]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os incêndios pelo Brasil devastaram 223 mil km² de janeiro a setembro deste ano – uma área equivalente a quase 2,5 vezes o tamanho de Portugal. A Amazônia foi o bioma mais atingido, contabilizando mais da metade, 51%, da área queimada até agora em 2024. &#8220;É assustador. É um dado muito impactante comparando com os outros anos e o [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://fatorrnoticias.com.br/brasil/comparavel-ao-tamanho-de-roraima-area-queimada-no-brasil-em-9-meses-e-150-maior-do-que-em-2023/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Os incêndios pelo Brasil devastaram 223 mil km² de janeiro a setembro deste an</strong></a><a href="https://seligaroraima.com.br/meio-ambiente/comparavel-ao-tamanho-de-roraima-area-queimada-no-brasil-de-janeiro-a-setembro-e-150-maior-do-que-em-2023/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>o</strong></a> – uma área equivalente a quase 2,5 vezes o tamanho de Portugal. A Amazônia foi o bioma mais atingido, contabilizando mais da metade, 51%, da área queimada até agora em 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;É assustador. É um dado muito impactante comparando com os outros anos e o quanto de Floresta Amazônica foi queimada nesses meses&#8221;, comenta Ane Alencar, diretora de Ciência do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na Amazônia, em setembro, foram queimados no bioma mais de 56 mil km². Ao todo, no ano, já foram 113 mil km². No mês passado, foram devastados 30 mil km² dos 47 mil km² queimados este ano somente na floresta nativa – o que corresponde a cerca de 20% de toda a área destruída pelo fogo no país em 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alencar é uma das cientistas que analisa os dados coletados pelo Monitor do Fogo, do Mapbiomas. O levantamento mais recente, divulgado na sexta-feira (11), mostra que mais da metade da área queimada no Brasil (56%) fica em três estados: Mato Grosso, Pará e Tocantins.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise mostra que, na Amazônia, a situação foi mais crítica de janeiro a setembro em&nbsp;terras indígenas, grandes propriedades e florestas públicas não destinadas. O fogo nesta época não começa de forma espontânea, mas é iniciado por ação humana em mais de 90% dos casos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Nas grandes fazendas, quando a queima começa, há grande dificuldade para controlar o fogo&#8221;, comenta Alencar.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O papel do clima</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A&nbsp;extrema escassez de água&nbsp;e o calor intenso ao longo de todo o ano têm um papel-chave neste cenário, afirmam todas as fontes ouvidas pela reportagem. Segundo especialistas em clima, a&nbsp;seca&nbsp;já teria começado na primavera do ano passado, e a estação chuvosa, no início de 2024, chegou tarde e fraca.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;É um ano muito atípico. 2023 foi o mais quente da história e 2024 deve superá-lo. Esse calor e o déficit hídrico são fatores determinantes para aumentar o risco de incêndio&#8221;, diz José Marengo, coordenador-geral de Pesquisa e Desenvolvimento do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2023, dez ondas de calor foram registradas no Brasil, sete delas chegaram depois de agosto. Até setembro de 2024, o país já enfrentou oito eventos do tipo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O preocupante é que ainda teremos dois meses bastante quentes pela frente&#8221;, alerta Marengo.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="613" src="https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Fumaca-de-incendios-cobriu-Manaus-em-agosto-Foto-Bruno-Kelly-Reuters-1024x613.jpg" alt="" class="wp-image-6599" srcset="https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Fumaca-de-incendios-cobriu-Manaus-em-agosto-Foto-Bruno-Kelly-Reuters-1024x613.jpg 1024w, https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Fumaca-de-incendios-cobriu-Manaus-em-agosto-Foto-Bruno-Kelly-Reuters-300x179.jpg 300w, https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Fumaca-de-incendios-cobriu-Manaus-em-agosto-Foto-Bruno-Kelly-Reuters-768x459.jpg 768w, https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Fumaca-de-incendios-cobriu-Manaus-em-agosto-Foto-Bruno-Kelly-Reuters.jpg 1170w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Fumaça de incêndios cobriu Manaus em agosto &#8211; Foto: Bruno Kelly/Reuters</figcaption></figure>
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<p class="wp-block-paragraph">Em alguns pontos do Brasil, não há sinal de chuva há mais de um ano. As cidades de Barcelos e Santa Isabel do Rio Negro, no Amazonas, vivem 16 meses de seca, aponta o índice acompanhado pelo Cemaden. Isso diminuiu a umidade do solo, prolonga a estiagem porque plantas, lagos e rios transpiram menos – o que reduz a formação de nuvens de chuva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;As condições climáticas certamente têm um peso grande. Numa situação como essa, qualquer ‘foguinho&#8217; vira um grande incêndio. As chamas escapam e queimam grandes áreas&#8221;, comenta Alencar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Bombeiros e brigadistas costumam se referir ao fenômeno &#8220;30, 30, 30&#8221; para calcular o risco de incêndio. O primeiro deles diz respeito à temperatura: quando ela atinge ou ultrapassa os 30°C, o ar fica mais seco e facilita a propagação do fogo. O outro é a marca em percentagem da umidade relativa do ar que, quando é menor que 30%, a vegetação fica mais inflamável. O terceiro tem a ver com a velocidade do vento, um &#8220;propagador&#8221; de chamas quando chega a 30 km/h.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A ligação com o desmatamento</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Pesquisadores buscam também entender o que mais pode explicar a existência de tantos focos de calor mesmo com o desmatamento na Amazônia em queda. Historicamente, o fogo é usado para limpar a área depois que as árvores são cortadas principalmente de forma criminosa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Se a gente não tivesse reduzido o desmatamento na Amazônia nesses dois anos, eu diria que hoje estaríamos numa situação absolutamente catastrófica. Teríamos muitos incêndios que realmente já teriam totalmente perdido o controle e queimado 100% de área de floresta&#8221;, argumenta André Lima, secretário de Controle dos Desmatamentos e Ordenamento Ambiental e Territorial do Ministério do Meio Ambiente (MMA).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) indicam que, de janeiro a setembro, houve redução de 24% de derrubada da Amazônia em relação ao mesmo período anterior. Ainda assim, a área de florestas atingidas pelo fogo cresceu de uma média de 10% para 35% do total, admite Lima.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando olha para os gráficos, Ane Alencar vê semelhanças entre 2024 e 2010, que registrou queimadas em nível semelhante ao atual. Naquele ano, o Brasil tinha quase o mesmo nível de desmatamento de agora e uma situação climática grave. Com o El Niño instalado e o aquecimento das águas do Atlântico Norte, a Bacia Amazônica sofreu com a pior seca registrada até então.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Isso indica que ter reduzido o desmatamento teve uma contribuição importante, caso contrário poderia haver muito mais fogo na paisagem&#8221;, avalia Alencar.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Uma nova categoria de crime</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A desconfiança é de que a facilidade para incendiar uma floresta mais seca tenha tornado o fogo uma arma. Beto Mesquita, engenheiro florestal e membro da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, vê a possiblidade de as chamas serem usadas intencionalmente em maior proporção para eliminar mata nativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Se a pessoa desmata, ela corre o risco de ser pega pela fiscalização e pelo satélite. Então ela pula esta etapa e já taca fogo poque a floresta está seca. Em condições normais, a Floresta Amazônica não pegaria fogo tão facilmente&#8221;, diz Mesquita.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="1024" height="613" src="https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Amazonia-enfrenta-uma-grande-seca-neste-ano-Foto-Bruno-Kelly-Reuters-1024x613.jpg" alt="" class="wp-image-6600" srcset="https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Amazonia-enfrenta-uma-grande-seca-neste-ano-Foto-Bruno-Kelly-Reuters-1024x613.jpg 1024w, https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Amazonia-enfrenta-uma-grande-seca-neste-ano-Foto-Bruno-Kelly-Reuters-300x179.jpg 300w, https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Amazonia-enfrenta-uma-grande-seca-neste-ano-Foto-Bruno-Kelly-Reuters-768x459.jpg 768w, https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Amazonia-enfrenta-uma-grande-seca-neste-ano-Foto-Bruno-Kelly-Reuters.jpg 1170w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Amazônia enfrenta uma grande seca neste ano &#8211; Foto: Bruno Kelly/Reuters</figcaption></figure>
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<p class="wp-block-paragraph">André Lima, do MMA, também enxerga a mesma possiblidade. Ele diz que é muito difícil alguém ser pego em flagrante provocando um incêndio, principalmente na Amazônia, e isso encoraja grupos criminosos que invadem terras públicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;É mais difícil ser punido por este crime, é difícil multar uma pessoa por este ato porque é necessário comprovar que ela ateou fogo&#8221;, afirma Lima.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De toda a área queimada de floresta, não se sabe exatamente o quanto dos incêndios começaram dentro da mata, ou chegaram até a vegetação nativa vindos de outra parte. Mas o aumento significativo desse tipo de ocorrência reforça a hipótese de ação criminosa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;É um indício muito forte de que realmente foi colocado fogo na floresta, vamos dizer assim, é uma nova estratégia de quem está ocupando áreas ilegalmente na Amazônia&#8221;, diz Lima.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Saídas para a crise</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para José Marengo, está cada vez mais evidente o efeito catastrófico das&nbsp;mudanças climáticas&nbsp;no país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Elas estão afetando a intensidade dos eventos extremos e isso está gerando um clima bastante diferente&#8221;, diz o pesquisador do Cemaden.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante da indicação de que o quadro irá se repetir nos próximos anos, com estiagens severas e prolongadas, o caminho é prevenir, treinar pessoal e afinar a coordenação das ações em todos os níveis de governos, opina Mesquita.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Nós não temos só floresta tropical. Nós temos savana tropical, o Cerrado, que é muito mais vulnerável. Nós temos áreas de campos, nós temos o Pantanal, Caatinga, temos outras áreas que antes não queimavam tanto e que hoje estão queimando muito mais. Então temos muito trabalho pela frente&#8221;, pontua Mesquita.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O uso do fogo, mesmo que autorizado, talvez tenha que ser revisto, sugere.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O fogo ainda é um elemento de uso para limpeza de pastagens, e a maior parte da pastagem brasileira é extensiva, ela não é manejada de maneira tecnificada. E sob as condições climáticas que estamos vivendo, isso não será mais possível&#8221;, conclui.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações da DW</em></strong></p>
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		<title>Em 2024, Roraima registra maior número de incêndios da série histórica do Inpe</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/em-2024-roraima-registra-maior-numero-de-incendios-da-serie-historica-do-inpe/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Oct 2024 16:01:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[RORAIMA]]></category>
		<category><![CDATA[incêndios]]></category>
		<category><![CDATA[Inpe]]></category>
		<category><![CDATA[Região Norte]]></category>
		<category><![CDATA[roraima]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Roraima atingiu um&#160;recorde histórico de focos de incêndio, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Até domingo (13), foram registrados 4.787 focos neste ano, superando o recorde anterior de 4.784, em 2019. Os maiores registros mensais ocorreram no início de 2024, quando apenas no mês de fevereiro foram contabilizados&#160;2.057 focos, quase metade do [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Roraima atingiu um&nbsp;recorde histórico de focos de incêndio, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Até domingo (13), foram registrados 4.787 focos neste ano, superando o recorde anterior de 4.784, em 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os maiores registros mensais ocorreram no início de 2024, quando apenas no mês de fevereiro foram contabilizados&nbsp;2.057 focos, quase metade do total anual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De maio até outubro, os incêndios diminuíram, somando 178 focos. Além de Roraima, estados como&nbsp;São Paulo&nbsp;e&nbsp;Amazonas&nbsp;também quebraram neste ano seus recordes de focos de incêndio em um ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No total, o&nbsp;Brasil já soma 439.031 focos de queimadas, um aumento de 78% em relação ao ano passado, com a Região Norte sendo a mais afetada.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações da CNN</em></strong></p>
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