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	<title>IPCA Archives - FatoRR Notícias</title>
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	<description>Portal de notícias Roraimense</description>
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	<title>IPCA Archives - FatoRR Notícias</title>
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		<title>Servidores de Roraima devem ter reajuste de 16% após paralisação, anuncia governo</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/servidores-de-roraima-devem-ter-reajuste-de-16-apos-paralisacao-anuncia-governo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Apr 2026 18:10:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[RORAIMA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na noite desta segunda-feira (31), o governo de Roraima apresentou proposta de recomposição salarial de 16% para os servidores estaduais, depois de um dia de paralisação e reunião com parlamentares na Assembleia Legislativa (ALERR). A recomposição será aplicada inicialmente em 6,5% ainda neste mês. O restante do índice será pago em parcelas anuais de cerca [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Na noite desta segunda-feira (31), o governo de Roraima apresentou proposta de recomposição salarial de 16% para os servidores estaduais, depois de um dia de paralisação e <a href="https://fatorrnoticias.com.br/politica/paralisacao-de-servidores-por-reajuste-motiva-reuniao-entre-alerr-e-sindicatos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>reunião com parlamentares na Assembleia Legislativa </strong></a>(ALERR).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A recomposição será aplicada inicialmente em 6,5% ainda neste mês. O restante do índice será pago em parcelas anuais de cerca de 2,38%, a partir de 2027, acrescidas da reposição pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Participaram do encontro o governador Edilson Damião (União), lideranças sindicais de 17 categorias estaduais, representantes das secretarias da Fazenda (Sefaz), Planejamento e Orçamento (Seplan) e Gestão Estratégica e Administração (Segad), além dos deputados estaduais Soldado Sampaio (Republicanos), Rarison Barbosa (PL), Cláudio Cirurgião (União) e Lucas Souza (PL).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O modelo acordado prevê que a medida será formalizada por iniciativa da ALERR e vinculada à Lei Orçamentária Anual (LOA), o que garante segurança jurídica e previsibilidade na execução dos reajustes futuros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em caso de aumento da arrecadação estadual, os percentuais podem ser ampliados ou antecipados, permitindo que o índice total seja atingido em prazo menor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o governo, a proposta busca conciliar a recomposição salarial demandada pelos servidores com a necessidade de manter o equilíbrio fiscal e a sustentabilidade das contas públicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A paralisação dos servidores estaduais sinalizou a urgência da recomposição, e o governo ressaltou que o diálogo com parlamentares e sindicatos foi determinante para a construção de um modelo escalonado, transparente e seguro juridicamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O escalonamento prevê ajustes anuais que respeitam a capacidade financeira do estado, evitando impacto imediato nas finanças, ao mesmo tempo em que garante reposição integral em prazo definido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A proposta, ao ser formalizada pela ALERR e vinculada à LOA, busca prevenir questionamentos jurídicos e garantir que a implementação do reajuste seja clara e organizada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo autoridades estaduais, o modelo adotado mantém a sustentabilidade fiscal, ao mesmo tempo em que cumpre a promessa de atender aos servidores e equilibrar as contas públicas.</p>
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		<item>
		<title>Mais de 93% dos aposentados que aderiram ao acordo do INSS em Roraima já foram ressarcidos</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/mais-de-93-dos-aposentados-que-aderiram-ao-acordo-do-inss-em-roraima-ja-foram-ressarcidos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Sep 2025 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[RORAIMA]]></category>
		<category><![CDATA[aposentados]]></category>
		<category><![CDATA[Central 135]]></category>
		<category><![CDATA[cobranças indevidas]]></category>
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		<category><![CDATA[pensionistas]]></category>
		<category><![CDATA[ressarcimento]]></category>
		<category><![CDATA[stf]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dos 5.293 aposentados e pensionistas de Roraima que aderiram ao acordo de ressarcimento do INSS, 4.941 já receberam os valores de volta com correção. Os pagamentos somam mais de R$ 4,32 milhões no estado, segundo dados atualizados até terça-feira (23). O acordo foi homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e permite a devolução de descontos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Dos 5.293 aposentados e pensionistas de Roraima que aderiram ao acordo de ressarcimento do INSS, 4.941 já receberam os valores de volta com correção. Os pagamentos somam mais de R$ 4,32 milhões no estado, segundo dados atualizados até terça-feira (23).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O acordo foi homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e permite a devolução de descontos não autorizados feitos entre março de 2020 e março de 2025. Os valores são corrigidos pela inflação e pagos em até três dias úteis após a adesão.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quem pode aderir</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Beneficiários com descontos indevidos entre março de 2020 e março de 2025</li>



<li>Quem contestou descontos e não teve resposta em até 15 dias úteis</li>



<li>Quem tem ação judicial, desde que ainda não tenha recebido os valores (neste caso, é necessário desistir da ação)</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como aderir</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A adesão pode ser feita pelo aplicativo Meu INSS ou presencialmente nas agências dos Correios. Não é possível fazer o procedimento pela Central 135. O processo é gratuito e não requer envio de documentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Passo a passo no aplicativo Meu INSS</strong></p>



<ol start="1" class="wp-block-list">
<li>Acesse com CPF e senha</li>



<li>Vá em “Consultar Pedidos” e clique em “Cumprir Exigência”</li>



<li>Role até o último comentário, leia e selecione “Sim” em “Aceito receber”</li>



<li>Clique em “Enviar”</li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Golpes e fraudes</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O INSS reforça que não envia links por mensagens e não solicita informações pessoais fora dos canais oficiais. Toda a comunicação deve ser feita pelo aplicativo Meu INSS, site gov.br/inss, Central 135 ou presencialmente.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Roraima deve registrar R$ 16,8 milhões em vendas no Dia dos Pais</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/roraima-deve-registrar-r-168-milhoes-em-vendas-no-dia-dos-pais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Aug 2025 21:19:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[RORAIMA]]></category>
		<category><![CDATA[CNC]]></category>
		<category><![CDATA[comércio]]></category>
		<category><![CDATA[cosméticos]]></category>
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		<category><![CDATA[Fecomércio/RR]]></category>
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		<category><![CDATA[vestuário]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Dia dos Pais de 2025 promete ser o mais movimentado para o comércio roraimense em 20 anos. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), com dados da Fecomércio/RR, estima que o varejo estadual movimente cerca de R$ 16,8 milhões durante o período. Se confirmada, a marca será a maior desde [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O Dia dos Pais de 2025 promete ser o mais movimentado para o comércio roraimense em 20 anos. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), com dados da Fecomércio/RR, estima que o varejo estadual movimente cerca de R$ 16,8 milhões durante o período. Se confirmada, a marca será a maior desde 2005.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://fatorrnoticias.com.br/roraima/volume-de-vendas-para-dia-dos-pais-em-roraima-deve-movimentar-r-163-milhoes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>O crescimento projetado é de 2,5% em relação ao ano passado</strong></a>, impulsionado pela recuperação da economia local, especialmente do mercado de trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O cenário de aumento na confiança empresarial tem ajudado no planejamento das ações comerciais para datas comemorativas como esta”, afirmou o presidente da Fecomércio/RR, Ademir dos Santos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O setor de vestuário lidera a intenção de compra, com previsão de R$ 6,9 milhões em vendas. Perfumes e cosméticos aparecem em segundo lugar (20,1%), seguidos por utilidades domésticas (16,1%).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, a inflação também afeta os preços da data. A cesta de produtos típicos do Dia dos Pais deve subir 5,8%, superando o IPCA acumulado de 5%. Produtos como alimentação fora de casa, livros e perfumes devem encarecer mais, enquanto televisores, bebidas alcoólicas e celulares devem ficar mais baratos.</p>
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		<item>
		<title>Acordo entre ALE-RR e Caer deve reajustar tarifa de água em 4,83% com base no IPCA</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/acordo-entre-ale-rr-e-caer-deve-reajustar-tarifa-de-agua-em-483-com-base-no-ipca/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Feb 2025 21:26:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[RORAIMA]]></category>
		<category><![CDATA[ALE-RR]]></category>
		<category><![CDATA[Caer]]></category>
		<category><![CDATA[IPCA]]></category>
		<category><![CDATA[PDL nº 02/25]]></category>
		<category><![CDATA[reajuste]]></category>
		<category><![CDATA[tarifa de água]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Companhia de Águas e Esgotos de Roraima (Caer) assinou um acordo, na manhã desta terça-feira (18), na Assembleia Legislativa (ALE-RR), se comprometendo a reajustar a tarifa de água com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que corresponde a 4,83%. A ALE-RR e a empresa chegaram a um consenso após o [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A Companhia de Águas e Esgotos de Roraima (Caer) assinou um acordo, na manhã desta terça-feira (18), na Assembleia Legislativa (ALE-RR), se comprometendo a reajustar a tarifa de água com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que corresponde a 4,83%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ALE-RR e a empresa chegaram a um consenso após o <a href="https://sapl.al.rr.leg.br/media/sapl/public/materialegislativa/2025/17327/projeto_de_decreto_legislativo_n_002-25_dep._renato_silva.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Projeto de Decreto Legislativo nº 02/25</strong></a> (PDL) impedir o aumento de 8,26% anteriormente proposto pela Caer e, em seguida, a Justiça ter derrubado o decreto. Com isso, foi necessário trabalhar em uma solução que não prejudicasse a população e a companhia, que apresentou estudo de equilíbrio financeiro apontando necessidade de reajuste em 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O acordo foi assinado na sala de reuniões do Plenário Deputada Noêmia Amazonas Bastos pelo presidente da ALE-RR, Soldado Sampaio (Republicanos); pelo deputado Renato Silva, autor do PDL; e o presidente da Caer, James Serrador.</p>



<p class="wp-block-paragraph">James frisou que é necessário entrar em concordância com a Assembleia Legislativa, que é o Poder que representa o povo. Com isso, a Caer reavaliou o acordo e reduziu o percentual em conformidade com o IPCA.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Essa tarifa vai começar a valer a partir de março, na conta que vencerá em abril. Portanto, agora, em fevereiro, ainda é a mantida em 2024. Após a assinatura desse acordo com o Legislativo estadual, nós teremos alguns trâmites com a aprovação dos 4,83% pelo nosso Conselho de Administração e Sistema Comercial, e só a partir daí começará a incidir esse novo percentual”, adicionou o presidente da Caer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sampaio acrescentou a importância de decidir por um valor que não prejudique a população e, também, a Caer, que é uma empresa de economia mista e, por isso, precisa arrecadar para manter o sistema de água e esgotos no Estado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Chegamos ao entendimento e, de fato, a Caer está disposta a corrigir a taxa apenas baseada no IPCA, que mede o índice de inflação do ano e faz a correção do salário mínimo, então não poderíamos aprovar um valor excedente que causaria prejuízo ao roraimense”, disse.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O deputado Renato Silva pontuou que o diálogo com a Caer foi positivo e que a iniciativa em apresentar o PDL é reflexo da comunicação aberta com a população, que sempre apresenta as principais necessidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Conseguimos entrar em um consenso e reduzir esse aumento da tarifa de água para 2025. Foi importante nos reunirmos para debater respeitosamente, sempre pensando no bem da população e na condição financeira do povo roraimense, que agora terá uma conta de água mais justa”, concluiu.</p>
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		<title>Inflação de janeiro perde força e fica em 0,16%, a menor para o mês desde 1994</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/inflacao-de-janeiro-perde-forca-e-fica-em-016-a-menor-para-o-mes-desde-1994/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Feb 2025 13:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BRASIL]]></category>
		<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[energia elétrica]]></category>
		<category><![CDATA[ibge]]></category>
		<category><![CDATA[inflação]]></category>
		<category><![CDATA[IPCA]]></category>
		<category><![CDATA[Plano Real]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A inflação oficial de janeiro perdeu força e ficou em 0,16%. Este é o menor resultado para um mês de janeiro desde 1994, ou seja, desde antes do Plano Real, iniciado em julho daquele ano. A explicação para a desaceleração do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta terça-feira (11), no Rio [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A inflação oficial de janeiro perdeu força e ficou em 0,16%. Este é o menor resultado para um mês de janeiro desde 1994, ou seja, desde antes do Plano Real, iniciado em julho daquele ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A explicação para a desaceleração do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta terça-feira (11), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é o Bônus Itaipu, desconto que milhões de brasileiros tiveram na conta de luz do mês passado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em dezembro de 2024, o IPCA tinha ficado em 0,52%. A desaceleração não significa que os preços ficaram mais baixos, e sim que, na média, subiram em menor velocidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Considerando qualquer mês, o resultado de janeiro é o menor desde agosto de 2024, quando houve inflação negativa de 0,2%. Em janeiro do mesmo ano, o IPCA tinha marcado 0,42%. Agora, caiu para 0,16%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No acumulado de 12 meses, o IPCA soma 4,56%, acima da meta do governo. Em dezembro, o acumulado era de 4,83%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A meta de inflação estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, ou seja, um intervalo de 1,5% a 4,5%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir deste ano, a perseguição da meta se dá em relação aos 12 meses imediatamente passados e não apenas no resultado final de dezembro. A meta só será considerada descumprida se estourar o intervalo de tolerância por seis meses seguidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Causa e efeito</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O grande responsável pelo alívio da inflação veio do subitem energia elétrica residencial, que ficou 14,21% mais barata. Esse recuo representou impacto de 0,55 ponto percentual (p.p.) no resultado do mês. A redução é a menor desde fevereiro de 2013, quando tinha caído 15,17%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa grande queda de janeiro foi causada pelo Bônus Itaipu, desconto que 78 milhões de consumidores perceberam na conta de luz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a energia elétrica mais barata em janeiro, o grupo habitação recuou 3,08%, representando impacto de 0,46 p.p. no IPCA.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Transportes e alimentos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na outra ponta da inflação, estão os preços dos alimentos e dos transportes, que pressionaram o índice para cima. Os transportes subiram 1,3%, um impacto de 0,27 p.p. Os vilões foram os preços das passagens aéreas, que aumentaram 10,42% e ônibus urbano (3,84%). As tarifas de ônibus tiveram reajustes em 7 das 16 localidades pesquisadas pelo IBGE.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os alimentos e bebidas tiveram alta de 0,96%, a quinta seguida. Esse grupo contribuiu com 0,21 p.p. do IPCA de janeiro. As maiores pressões entre os subitens alimentícios vieram do café moído (8,56% e impacto de 0,04 p.p.), tomate (20,27% e 0,04 p.p.) e cenoura (36,14% e 0,02 p.p.).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O preço do café, subitem alimentício que mais pressionou para cima a inflação, deve manter o valor em alta, de acordo com produtores.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Difusão</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em janeiro, o índice de difusão ficou em 65%, o que significa que 65% dos 377 produtos e serviços pesquisados tiveram aumento de preços. Em dezembro de 2024, o índice tinha sido de 69%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O IPCA apura o custo de vida para famílias com rendimentos entre 1 e 40 salários mínimos. A coleta de preços é feita nas regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, além do Distrito Federal e de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de o IPCA ser calculado desde 1980, o IBGE considera que a série histórica atual foi iniciada em 1994, uma vez que, antes disso, a moeda era outra, o que atrapalharia comparações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Antes do Plano Real, havia outros planos econômicos, tinha hiperinflação, então a gente acaba colocando esse marco. O valor de janeiro é o menor da série histórica do índice&#8221;, explicou o gerente da pesquisa, Fernando Gonçalves.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações da Agência Brasil</em></strong></p>
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		<item>
		<title>Inflação sobe 0,56% em outubro e fura teto da meta em 12 meses, aponta IBGE</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/inflacao-sobe-056-em-outubro-e-fura-teto-da-meta-em-12-meses-aponta-ibge/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Nov 2024 12:10:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A inflação oficial de preços ganhou força e subiu 0,56% em outubro, ante alta de 0,44% em setembro, segundo dados apresentados nesta sexta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As projeções sinalizavam para alta de 0,53% do índice. Diante da aceleração, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumula alta de [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A inflação oficial de preços ganhou força e subiu 0,56% em outubro, ante alta de 0,44% em setembro, segundo dados apresentados nesta sexta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As projeções sinalizavam para alta de 0,53% do índice.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante da aceleração, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumula alta de 4,76% nos últimos 12 meses, desempenho acima do limite da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para este ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como foi o IPCA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A alta de 0,56% apurada pelo IBGE é a segunda maior deste ano, atrás apenas do avanço de 0,83% registrado em fevereiro. Na análise apenas dos meses de outubro, o resultado é o maior desde 2022 (0,59%). No ano passado, a alta foi de 0,24%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com as duas acelerações após a leve deflação de 0,02% registrada em agosto, a inflação oficial acumula alta de 4,76% entre novembro de 2023 e outubro de 2024. Somente neste ano, a variação dos preços alcança 3,88%</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com os resultados recentes, a inflação do Brasil aparece acima da margem de tolerância de 1,5 ponto percentual da alta de 3% idealizada pelo CMN para 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As últimas projeções apresentadas pelo Relatório Focus, do Banco Central (BC), estimam que o IPCA deve fechar 2024 em 4,59%. Conforme as expectativas, o resultado será motivado por altas de 0,2% do índice em novembro e de 0,55%, em dezembro.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Vilã e variações</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O preço das tarifas de energia elétrica residencial saltaram 4,74% no mês passado, com a adoção da bandeira vermelha patamar 2, que acrescenta R$ 7,87 a cada 100 kw/h consumidos. Em setembro, a cobrança adicional foi referente à bandeira vermelha patamar 1, com R$ 4,46 a cada 100 kw/h.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A maior variação, de 0,8%, foi apurada em Goiânia (GO), puxada pelas altas do tomate (26,88%) e da energia elétrica residencial (9,76%). Por outro lado, a menor variação, de 0,09%, foi observada em Aracaju (SE). Cidade com maior peso para o índice, São Paulo (SP) registrou alta de 0,67% dos preços.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Alimentos mais caros</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Grupo de alimentos e bebidas apresentou alta de 1,06% em outubro. A variação é a maior desde dezembro (1,11%) e foi motivada pela aceleração de preços dos produtos consumidos no domicílio, que passou de uma alta de 0,56% em setembro para 1,22%</p>



<p class="wp-block-paragraph">Inflação das carnes foi a maior desde novembro de 2020 (6,54%). O preço da proteína saltou 5,81%, com altas expressivas do acém (9,09%), da costela (7,4%), do contrafilé (6,07%) e alcatra (5,79%).</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O aumento de preço das carnes pode ser explicado por uma menor oferta desses produtos, por conta do clima seco e menos animais abatidos, e um elevado volume de exportações”, afirma André Almeira, gerente do IPCA.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alimentação fora de casa também pesou no bolso do consumidor. A alta de 0,65% também é superior à registrada em setembro (0,34%). A variação ocorreu com o aumento de 0,53% da refeição e de 0,88% do lanche.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Custo dos transportes recua</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Deflação de 0,38% do grupo foi puxada pelo preço das passagens aéreas. A queda de 11,5% no valor dos bilhetes respondeu por um impacto de 0,07 ponto perceptual no resultado do IPCA.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eleições deixam tarifas de transporte público mais baratas em outubro. Segundo os dados do IBGE, as gratuidades concedidas à população nos dias de votação determinaram no resultado negativo da inflação do trem (-4,8%), do metrô (-4,63%), do ônibus urbano (-3,51%) e da integração transporte público (-3,04%)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Preço dos combustíveis também aliviaram o bolso dos motoristas. No mês passado, a queda de 0,17% do subgrupo foi motivada pelo barateamento dos valores cobrados pelo etanol (-0,56%), óleo diesel (-0,2%) e gasolina (-0,13%). Por outro lado, o gás veicular registrou alta de 0,48% no mês.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Veja a variação de cada um dos grupos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Habitação: 1,49%</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alimentação e bebidas: 1,06%</p>



<p class="wp-block-paragraph">Despesas pessoais: +0,7%</p>



<p class="wp-block-paragraph">Comunicação: +0,52%</p>



<p class="wp-block-paragraph">Artigos de residência: +0,43%</p>



<p class="wp-block-paragraph">Saúde e cuidados pessoais: +0,38%</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vestuário: +0,37%</p>



<p class="wp-block-paragraph">Educação: +0,04%</p>



<p class="wp-block-paragraph">Transportes: -0,38%…</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que é o IPCA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A inflação oficial é calculada a partir de 377 produtos e serviços. A escolha pelos itens tem como base o consumo das famílias com rendimentos de 1 a 40 salários mínimos. O cálculo final considera um peso específico para cada um dos itens analisados pelo indicador.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O IPCA considera a evolução dos preços em nove grandes grupos. As análises consideram as variações apresentadas por itens das áreas de alimentação e bebidas, artigos residenciais, comunicação, despesas pessoais, educação, habitação, saúde e cuidados pessoais, transportes e vestuário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise mensal é realizada nos grandes centros urbanos do Brasil. Para isso, o IBGE considera as regiões metropolitanas de Belém (PA), Fortaleza (CE), Recife (PE), Salvador (BA), Belo Horizonte (MG), Vitória (ES), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS), além do Distrito Federal. Há ainda pesquisadores nos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações do UOL</em></strong></p>
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		<title>Selic a 11,25%: Brasil cai para 3º maior juro real do mundo, mesmo após Copom elevar ritmo de alta</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/selic-a-1125-brasil-cai-para-3o-maior-juro-real-do-mundo-mesmo-apos-copom-elevar-ritmo-de-alta/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Nov 2024 12:15:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BRASIL]]></category>
		<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[banco central]]></category>
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		<category><![CDATA[inflação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O&#160;Brasil&#160;caiu para o terceiro lugar no ranking mundial de juros reais, mesmo após o Comitê de Política Monetária (Copom) elevar a&#160;Selic&#160;de 10,75% para 11,25% nesta quarta-feira (6) —&#160;alta de 0,50 ponto percentual&#160;(p.p.). O juro real é de 8,08% ao ano, mostra levantamento do&#160;Portal MoneYou. O país está abaixo apenas de Turquia (15,18%) e Rússia (12,19%). [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O&nbsp;Brasil&nbsp;caiu para o terceiro lugar no ranking mundial de juros reais, mesmo após o Comitê de Política Monetária (Copom) elevar a&nbsp;Selic&nbsp;de 10,75% para 11,25% nesta quarta-feira (6) —&nbsp;alta de 0,50 ponto percentual&nbsp;(p.p.). O juro real é de 8,08% ao ano, mostra levantamento do&nbsp;Portal MoneYou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O país está abaixo apenas de Turquia (15,18%) e Rússia (12,19%). Na sequência, aparecem México (6,50%), Indonésia (4,61%) e Colômbia (4,36%).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo projeções, o Brasil continuaria na terceira posição se o Copom tivesse optado por altas de 0,25 p.p. ou de 0,75 p.p. Nesses casos, no entanto, os juros reais do país seriam de 7,99% ou 8,29%, respectivamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A taxa real é uma combinação da&nbsp;inflação&nbsp;projetada para os próximos 12 meses, via coleta do relatório Focus do&nbsp;Banco Central&nbsp;(BC), de 4,30%, e da taxa de juros DI do próximo ano no vencimento mais líquido — novembro de 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em termos nominais, com a Selic a 11,25%, os juros brasileiros ocupam a quarta colocação. O país está abaixo de Turquia (50%), Argentina (35%) e Rússia (21%), e acima de México (10,50%), Colômbia (9,75%) e África do Sul (8%).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Por que o Copom elevou a Selic a 11,25%?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o Copom, “o cenário segue marcado por resiliência na atividade, pressões no mercado de trabalho, hiato do produto positivo, elevação das projeções de inflação e expectativas desancoradas, o que demanda uma política monetária mais contracionista”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os diretores reforçaram o impacto da&nbsp;política fiscal&nbsp;na trajetória da monetária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O comitê reafirma que uma política fiscal crível e comprometida com a sustentabilidade da dívida, com a apresentação e execução de medidas estruturais para o orçamento fiscal, contribuirá para a ancoragem das expectativas de inflação e redução dos prêmios de risco dos ativos financeiros, consequentemente impactando a política monetária.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, mudaram suas expectativas para a&nbsp;inflação. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo&nbsp;(IPCA) em 2024 passou de 4,3% para 4,6%, acima do teto da meta — de 4,5%.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações do InfoMoney</em></strong></p>
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		<title>Copom eleva juros básicos da economia para 10,75% ao ano; é o primeiro aumento desde agosto de 2020</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/copom-eleva-juros-basicos-da-economia-para-1075-ao-ano-e-o-primeiro-aumento-desde-agosto-de-2020/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Sep 2024 09:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BRASIL]]></category>
		<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[banco central]]></category>
		<category><![CDATA[conselho monetário nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Copom]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A alta recente do dólar e as incertezas em torno da inflação fizeram o Banco Central (BC) elevar os juros pela primeira vez em mais de dois anos. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou a taxa Selic, juros básicos da economia, em 0,25 ponto percentual, para 10,75% ao ano. A decisão&#160;era esperada [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A alta recente do dólar e as incertezas em torno da inflação fizeram o Banco Central (BC) elevar os juros pela primeira vez em mais de dois anos. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou a taxa Selic, juros básicos da economia, em 0,25 ponto percentual, para 10,75% ao ano. A decisão&nbsp;era esperada pelo mercado financeiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A última alta dos juros ocorreu em agosto de 2022, quando a taxa subiu de 13,25% para 13,75% ao ano. Após passar um ano nesse nível, a taxa teve seis cortes de 0,5 ponto e um corte de 0,25 ponto, entre agosto do ano passado e maio deste ano. Nas reuniões&nbsp;de junho e julho, o Copom decidiu manter a taxa em 10,5% ao ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em comunicado, o Copom justificou a alta dos juros baseada nos seguintes fatores: resiliência na atividade econômica, pressões no mercado de trabalho, hiato do produto positivo (economia caminhando para consumir mais que a capacidade de produção), alta das estimativas para a inflação e desancoragem das expectativas de inflação. Em relação ao futuro, o texto foi vago sobre a intensidade e a duração do ciclo de alta dos juros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O ritmo de ajustes futuros na taxa de juros e a magnitude total do ciclo ora iniciado serão ditados pelo firme compromisso de convergência da inflação à meta e dependerão da evolução da dinâmica da inflação, em especial dos componentes mais sensíveis à atividade econômica e à política monetária, das projeções de inflação, das expectativas de inflação, do hiato do produto e do balanço de riscos”, informou o Copom.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Inflação</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).&nbsp;Em agosto, o IPCA, considerado a inflação oficial, ficou negativo em 0,02%. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a queda no preço da energia puxou o índice para baixo, mas o alívio na inflação é temporário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As tarifas de luz subirão a partir de setembro por causa da&nbsp;bandeira tarifária vermelha. Além disso, a seca prolongada terá impacto no preço dos alimentos. Na semana passada, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad,&nbsp;defendeu que o choque de oferta de alimentos&nbsp;não seja resolvido por meio de juros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o resultado, o indicador acumula alta de 4,24% em 12 meses, próximo do teto da meta deste ano. Para 2024, o Conselho Monetário Nacional (CMN) fixou meta de inflação de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. O IPCA, portanto, não podia superar 4,5% nem ficar abaixo de 1,5% neste ano.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No último Relatório de Inflação, divulgado no fim de junho pelo Banco Central, a autoridade monetária&nbsp;manteve a previsão&nbsp;de que o IPCA termine 2024 em 4%, mas a estimativa pode mudar por causa da alta do dólar e do impacto da seca prolongada sobre os preços. O próximo relatório será divulgado no fim de setembro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As previsões do mercado estão mais pessimistas. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá&nbsp;fechar o ano&nbsp;em 4,35%, perto do teto da meta. Há um mês, as estimativas do mercado estavam em 4,22%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pela primeira vez, o comunicado do Copom trouxe as expectativas atualizadas do Banco Central sobre a inflação. A autoridade monetária prevê que o IPCA chegará a 4,3% em 2024, 3,7% em 2025 e 3,5% no acumulado em 12 meses no fim do primeiro trimestre em 2026. Isso porque o Banco Central trabalha com o que chama de “horizonte ampliado”, considerando o cenário para a inflação em até 18 meses.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Crédito mais caro</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O aumento da taxa Selic ajuda a conter a inflação. Isso porque juros mais altos encarecem o crédito e desestimulam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas maiores dificultam o crescimento econômico. No último Relatório de Inflação,&nbsp;o Banco Central aumentou&nbsp;para 2,3% a projeção de crescimento&nbsp;para a economia em 2024, mas o número deve ser revisado&nbsp;após o crescimento&nbsp;de 1,4%&nbsp;no Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mercado projeta crescimento bem melhor. Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos&nbsp;preveem expansão&nbsp;de 2,96% do PIB em 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.</p>
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		<title>Por unanimidade, Copom mantém juros básicos em 10,5% ao ano</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/por-unanimidade-copom-mantem-juros-basicos-em-105-ao-ano/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Aug 2024 10:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BRASIL]]></category>
		<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, por unanimidade, nesta quarta-feira (31) manter a taxa Selic, os juros básicos da economia, em 10,5% ao ano.&#160; Na reunião anterior, em junho, o Copom&#160;interrompeu o ciclo de cortes de juros&#160;iniciado há quase um ano. De agosto do ano passado até março deste ano, o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, por unanimidade, nesta quarta-feira (31) manter a taxa Selic, os juros básicos da economia, em 10,5% ao ano.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na reunião anterior, em junho, o Copom&nbsp;interrompeu o ciclo de cortes de juros&nbsp;iniciado há quase um ano. De agosto do ano passado até março deste ano, o comitê tinha reduzido os juros básicos em 0,5 ponto percentual a cada reunião. Em maio, a taxa tinha sido cortada em 0,25 ponto percentual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em nota, o Copom explicou que a decisão foi motivada pelo ambiente externo adverso e pelo conjunto dos indicadores de atividade econômica e do mercado de trabalho doméstico que seguem apresentando dinamismo maior do que o esperado.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O comitê, unanimemente, optou por manter a taxa de juros inalterada, destacando que o cenário global incerto e o cenário doméstico marcado por resiliência na atividade, elevação das projeções de inflação e expectativas desancoradas demandam acompanhamento diligente e ainda maior cautela”, diz a nota.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A decisão, de acordo com o comitê, teve como objetivo consolidar o processo de desinflação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A política monetária deve se manter contracionista por tempo suficiente em patamar que consolide não apenas o processo de desinflação como também a ancoragem das expectativas em torno da meta”, diz.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O comitê destaca que se manterá vigilante e relembra que eventuais ajustes futuros na taxa de juros serão ditados pelo firme compromisso de convergência da inflação à meta.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Inflação&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em junho, o IPCA teve alta de 0,21%, ficando abaixo da taxa registrada em maio (0,46%).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No ano, o IPCA&nbsp;acumula alta de 2,48%&nbsp;e no acumulado dos últimos 12 meses, a taxa é de 4,23%, acima dos 3,93% observados nos 12 meses anteriores.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para 2024, o Conselho Monetário Nacional (CMN)&nbsp;fixou meta de inflação em 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo relatório divulgado em junho pelo Banco Central, a inflação deve ficar em 4% em 2024. Já de acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 4,1%.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações da Agência Brasil</em></strong></p>
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