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	<title>MapBiomas Archives - FatoRR Notícias</title>
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	<title>MapBiomas Archives - FatoRR Notícias</title>
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		<title>Roraima enfrenta o maior aquecimento do país e expõe alerta climático na Amazônia, revela estudo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Nov 2025 13:39:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Roraima lidera o aumento da temperatura média no Brasil, conforme estudo da rede MapBiomas, que indica que o estado foi o mais afetado pelo aquecimento da Amazônia em 2024, com 2,0 °C acima da média. A temperatura regional chegou a 1,5 °C acima da média histórica, atingindo o limite máximo previsto pelo Acordo de Paris. [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Roraima lidera o aumento da temperatura média no Brasil, conforme estudo da rede MapBiomas, que indica que o estado foi o mais afetado pelo aquecimento da Amazônia em 2024, com 2,0 °C acima da média. A temperatura regional chegou a 1,5 °C acima da média histórica, atingindo o limite máximo previsto pelo Acordo de Paris.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o levantamento, o Brasil registrou sua maior anomalia térmica desde 1985, com 1,2 °C acima da média.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O desmatamento muda a dinâmica entre calor e vapor d’água, intensificando o aquecimento”, explicou Tasso Azevedo, coordenador-geral do MapBiomas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa mostra que a Amazônia perdeu 52 milhões de hectares de vegetação nativa em quase quatro décadas, o que contribui para o agravamento da crise climática. Em todo o país, o ritmo de aquecimento foi de 0,29 °C por década, mas na Amazônia e no Cerrado esse número é mais alto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Roraima, que já vem enfrentando secas prolongadas e queimadas recorrentes, é considerado um dos estados mais vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas. O estudo alerta que a combinação entre desmatamento e aumento das temperaturas pode comprometer a estabilidade ambiental e os modos de vida locais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório foi divulgado às vésperas da reunião de líderes mundiais em Belém (PA), que antecedeu a COP30, iniciada nesta segunda-feira (10).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações da CNN Portugal</em></strong></p>
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		<title>Desmatamento histórico: Brasil perdeu 13% de vegetação natural em 40 anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Aug 2025 11:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entre 1985 e 2024, o Brasil perdeu 111,7 milhões de hectares de áreas naturais, o que representa 13% de seu território. A informação é do estudo do MapBiomas, divulgado nesta quarta-feira (13), que apresenta a 10ª edição da Coleção de Mapas Anuais de Uso e Cobertura da Terra. O relatório aponta que a maior parte [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Entre 1985 e 2024, o Brasil perdeu 111,7 milhões de hectares de áreas naturais, o que representa 13% de seu território. A informação é do estudo do MapBiomas, divulgado nesta quarta-feira (13), que apresenta a 10ª edição da Coleção de Mapas Anuais de Uso e Cobertura da Terra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório aponta que a maior parte da vegetação suprimida foi substituída por pastagens (62,7 milhões de hectares) e lavouras agrícolas (44 milhões). O pesquisador Tasso Azevedo, coordenador do MapBiomas, destaca que 60% da ocupação já havia ocorrido antes do período estudado, mas os 40% restantes ocorreram nos últimos 40 anos — o equivalente a uma Bolívia em território.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As formações florestais foram as mais impactadas, com perda de 62,8 milhões de hectares. As áreas úmidas, como mangues e florestas alagáveis, também sofreram redução de 22%. A média anual de perda de vegetação foi de 2,9 milhões de hectares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os biomas, a Amazônia teve a maior redução em área absoluta (52,1 milhões de hectares), seguida pelo Cerrado (40,5 mi), Caatinga (9,2 mi), Mata Atlântica (4,4 mi), Pampa (3,8 mi — 30% de seu território) e Pantanal (1,7 mi).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na década de 1995 a 2004, o avanço foi mais agressivo, com a transformação de 44,8 milhões de hectares, incluindo 35,6 milhões para agricultura. Foi também nessa época que se consolidou o &#8220;Arco do Desmatamento&#8221; na Amazônia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A década seguinte, entre 2005 e 2014, teve o menor índice de perda, com 17,6 milhões de hectares suprimidos, a maior parte de florestas. Já nos últimos dez anos, o ritmo de desmatamento voltou a subir, com crescimento da mineração e surgimento da região Amacro (Amazonas, Acre e Rondônia) como nova fronteira agrícola e de degradação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O levantamento atual ainda incluiu uma nova classe de uso do solo: as usinas fotovoltaicas, que se expandiram a partir de 2015 e hoje se concentram principalmente na Caatinga (62% da área).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações da Agência Brasil</em></strong></p>
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		<title>Garimpo supera área de mineração industrial entre 2019 e 2022, aponta estudo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Mar 2025 21:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BRASIL]]></category>
		<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O&#160;garimpo avançou&#160;mais do que a mineração industrial entre 2019 e 2022 no Brasil. A conclusão é de um estudo publicado por pesquisadores brasileiros na revista Nature. Mais de 91% da atividade garimpeira do país está concentrada na Amazônia. Segundo o mapeamento desenvolvido pelos pesquisadores, nas regiões com cinco anos ou menos de atividade, 62% das [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O&nbsp;garimpo avançou&nbsp;mais do que a mineração industrial entre 2019 e 2022 no Brasil. A conclusão é de um estudo publicado por pesquisadores brasileiros na revista Nature. Mais de 91% da atividade garimpeira do país está concentrada na Amazônia. Segundo o mapeamento desenvolvido pelos pesquisadores, nas regiões com cinco anos ou menos de atividade, 62% das áreas estão dentro de&nbsp;terras indígenas. Pela legislação brasileira, elas deveriam ser protegidas desse tipo de intervenção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje, os povos Kayapó e Munduruku, no Pará, e Yanomami, em Roraima, são&nbsp;os que mais sofrem em decorrência do garimpo ilegal.&nbsp;Os territórios deles concentram 90% da mineração dentro de terras indígenas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo de quatro anos, os pesquisadores traçaram um panorama da atividade baseada na&nbsp;extração de minerais no país, analisando imagens de satélite disponibilizadas gratuitamente pela Nasa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os pesquisadores observaram que a área de&nbsp;garimpo&nbsp;aumentou 12 vezes, enquanto a mineração industrial cresceu cinco vezes no período de 2019 a 2022. Pelo menos 77% dos locais de garimpagem em 2022 mostraram sinais explícitos de ilegalidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para se ter uma dimensão do&nbsp;crescimento exponencial do garimpo no país, em 1985 a mineração industrial ocupava cerca de 360 km², enquanto o garimpo cobria 218 km². Em 2022, a atividade industrial alcançou uma área de 1.779 km², enquanto o garimpo atingiu 2.627 km².</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2022, considerando a área minerada por garimpo, 77% (cerca de 2.022 quilômetros quadrados) apresentavam sinais explícitos de ilegalidade e 15% ocorreram em áreas restritas, ou seja, terras indígenas (TIs), Unidades de Conservação de Proteção Integral (UCPIs), Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) e Reservas Extrativistas (RESEXs).</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Luiz Ferreira Neto, coautor da publicação, estudos prévios já indicavam que a&nbsp;atividade garimpeira&nbsp;ilegal vinha historicamente ultrapassando a mineração industrial, principalmente na&nbsp;Amazônia. Mas não havia até então um mapeamento que demonstrasse esse avanço.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Foi importante ver essa dinâmica representada nos textos e poder confirmar com os mapas&#8221;, diz.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Povos indígenas</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O geógrafo Arlesson Souza, que também foi um dos responsáveis pelo estudo publicado na Nature, afirma que os povos indígenas sofrem uma pressão dupla.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De um lado, ficam expostos a doenças, com a contaminação dos rios por mercúrio e outras ações que alteram o modo de vida das comunidades tradicionais e sua relação com o&nbsp;meio ambiente. Por outro, têm de conviver com uma rede de atividades ilegais que passa a adentrar a Amazônia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Do ponto de vista do espaço, o garimpo está atrelado a um emaranhado de problemas, como prostituição, trabalho similar à escravidão e o avanço das facções criminosas. A situação é preocupante por todos esses processos, com impactos sociais e ligados à natureza&#8221;, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Formas da ilegalidade</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para mapear o avanço do garimpo no Brasil, os pesquisadores utilizaram a plataforma Google Earth Engine e coleções de imagens do Landsat, um programa de satélites de observação da Terra gerido pela Nasa, em parceria com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além do processamento e filtragem das imagens, também houve o cruzamento do material com bases de dados brasileiras sobre a permissão de lavras garimpeiras, terras indígenas e unidades de conservação. Isso contribuiu para que a pesquisa identificasse áreas de atividade ilegal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os pesquisadores detectaram algumas semelhanças entre os espaços de mineração fora da lei. Entre elas, estão a&nbsp;destruição de calhas de rios, erosão na borda dos cursos d&#8217;água e a existência de &#8220;piscinas&#8221; para a separação dos minérios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em contrapartida, no ambiente industrial o que se viu foi uma atividade que considera a preocupação com o entorno, apesar do&nbsp;impacto no meio ambiente.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Na área industrial, existe controle de encostas. Se houve desmatamento, tem reposição de vegetação&#8221;, destaca Neto.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mais fiscalização e mobilização social</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Neto, esse salto do garimpo é um indicador de que a&nbsp;fiscalização da atividade mineradora&nbsp;precisa melhorar no país. &#8220;Vemos que a mineração industrial é muito mais estável no processo de crescimento, muito provavelmente por obedecer às normas. O garimpo está muitas vezes em áreas de difícil acesso, até para a fiscalização&#8221;, explica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Souza, por sua vez, afirma que a atuação de agentes políticos favoráveis à mineração em terras indígenas também é um fator a ser considerado na avaliação desse cenário e das providências para revertê-lo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;É preciso uma maior movimentação da sociedade para discutir essa realidade. Precisamos repensar a região da Amazônia não só como fornecedora de matéria-prima, mas também oferecer melhores condições para a população que vive ali&#8221;, defende.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os pesquisadores pretendem lançar ainda em 2025 uma iniciativa de monitoramento diário do garimpo no Brasil. O projeto deve utilizar a metodologia desenvolvida no estudo publicado na Nature e ter entre os parceiros a organização MapBiomas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Nem todo garimpo é ilegal</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a legislação brasileira, para fazer a garimpagem, é preciso ter uma permissão para lavra garimpeira (PLG), documento concedido pela Agência Nacional de Mineração (ANM).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Procurada, a agência afirmou que uma série de resoluções têm sido produzidas pelo órgão para orientar a mineração no país, bem como conduzir a atividade para o cumprimento das boas práticas legais, ambientais e sociais. Há também o trabalho para aprimorar sistemas de alerta e denúncia no combate à ilegalidade, seja com a lavra não autorizada (ilegal) ou a possiblidade de lavagem de dinheiro ou o &#8220;esquentamento&#8221; do ouro.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Esforços do governo contra garimpo ilegal</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em junho de 2024, no Dia do Meio Ambiente, a&nbsp;ministra Marina Silva, do Meio Ambiente e Mudança do Clima, destacou os esforços do governo no combate ao garimpo ilegal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com os dados apresentados pela ministra, as áreas abertas para mineração na Terra Indígena Yanomami caíram 77% em relação a 2022, e, no país, a redução foi de 32% no mesmo período.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações da Folha de S. Paulo</em></strong></p>
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		<title>O que explica a explosão de incêndios na Amazônia</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/o-que-explica-a-explosao-de-incendios-na-amazonia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Oct 2024 15:49:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BRASIL]]></category>
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		<category><![CDATA[Cemaden]]></category>
		<category><![CDATA[Floresta Amazônica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os incêndios pelo Brasil devastaram 223 mil km² de janeiro a setembro deste ano – uma área equivalente a quase 2,5 vezes o tamanho de Portugal. A Amazônia foi o bioma mais atingido, contabilizando mais da metade, 51%, da área queimada até agora em 2024. &#8220;É assustador. É um dado muito impactante comparando com os outros anos e o [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://fatorrnoticias.com.br/brasil/comparavel-ao-tamanho-de-roraima-area-queimada-no-brasil-em-9-meses-e-150-maior-do-que-em-2023/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Os incêndios pelo Brasil devastaram 223 mil km² de janeiro a setembro deste an</strong></a><a href="https://seligaroraima.com.br/meio-ambiente/comparavel-ao-tamanho-de-roraima-area-queimada-no-brasil-de-janeiro-a-setembro-e-150-maior-do-que-em-2023/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>o</strong></a> – uma área equivalente a quase 2,5 vezes o tamanho de Portugal. A Amazônia foi o bioma mais atingido, contabilizando mais da metade, 51%, da área queimada até agora em 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;É assustador. É um dado muito impactante comparando com os outros anos e o quanto de Floresta Amazônica foi queimada nesses meses&#8221;, comenta Ane Alencar, diretora de Ciência do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na Amazônia, em setembro, foram queimados no bioma mais de 56 mil km². Ao todo, no ano, já foram 113 mil km². No mês passado, foram devastados 30 mil km² dos 47 mil km² queimados este ano somente na floresta nativa – o que corresponde a cerca de 20% de toda a área destruída pelo fogo no país em 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alencar é uma das cientistas que analisa os dados coletados pelo Monitor do Fogo, do Mapbiomas. O levantamento mais recente, divulgado na sexta-feira (11), mostra que mais da metade da área queimada no Brasil (56%) fica em três estados: Mato Grosso, Pará e Tocantins.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise mostra que, na Amazônia, a situação foi mais crítica de janeiro a setembro em&nbsp;terras indígenas, grandes propriedades e florestas públicas não destinadas. O fogo nesta época não começa de forma espontânea, mas é iniciado por ação humana em mais de 90% dos casos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Nas grandes fazendas, quando a queima começa, há grande dificuldade para controlar o fogo&#8221;, comenta Alencar.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O papel do clima</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A&nbsp;extrema escassez de água&nbsp;e o calor intenso ao longo de todo o ano têm um papel-chave neste cenário, afirmam todas as fontes ouvidas pela reportagem. Segundo especialistas em clima, a&nbsp;seca&nbsp;já teria começado na primavera do ano passado, e a estação chuvosa, no início de 2024, chegou tarde e fraca.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;É um ano muito atípico. 2023 foi o mais quente da história e 2024 deve superá-lo. Esse calor e o déficit hídrico são fatores determinantes para aumentar o risco de incêndio&#8221;, diz José Marengo, coordenador-geral de Pesquisa e Desenvolvimento do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2023, dez ondas de calor foram registradas no Brasil, sete delas chegaram depois de agosto. Até setembro de 2024, o país já enfrentou oito eventos do tipo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O preocupante é que ainda teremos dois meses bastante quentes pela frente&#8221;, alerta Marengo.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="613" src="https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Fumaca-de-incendios-cobriu-Manaus-em-agosto-Foto-Bruno-Kelly-Reuters-1024x613.jpg" alt="" class="wp-image-6599" srcset="https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Fumaca-de-incendios-cobriu-Manaus-em-agosto-Foto-Bruno-Kelly-Reuters-1024x613.jpg 1024w, https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Fumaca-de-incendios-cobriu-Manaus-em-agosto-Foto-Bruno-Kelly-Reuters-300x179.jpg 300w, https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Fumaca-de-incendios-cobriu-Manaus-em-agosto-Foto-Bruno-Kelly-Reuters-768x459.jpg 768w, https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Fumaca-de-incendios-cobriu-Manaus-em-agosto-Foto-Bruno-Kelly-Reuters.jpg 1170w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Fumaça de incêndios cobriu Manaus em agosto &#8211; Foto: Bruno Kelly/Reuters</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">Em alguns pontos do Brasil, não há sinal de chuva há mais de um ano. As cidades de Barcelos e Santa Isabel do Rio Negro, no Amazonas, vivem 16 meses de seca, aponta o índice acompanhado pelo Cemaden. Isso diminuiu a umidade do solo, prolonga a estiagem porque plantas, lagos e rios transpiram menos – o que reduz a formação de nuvens de chuva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;As condições climáticas certamente têm um peso grande. Numa situação como essa, qualquer ‘foguinho&#8217; vira um grande incêndio. As chamas escapam e queimam grandes áreas&#8221;, comenta Alencar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Bombeiros e brigadistas costumam se referir ao fenômeno &#8220;30, 30, 30&#8221; para calcular o risco de incêndio. O primeiro deles diz respeito à temperatura: quando ela atinge ou ultrapassa os 30°C, o ar fica mais seco e facilita a propagação do fogo. O outro é a marca em percentagem da umidade relativa do ar que, quando é menor que 30%, a vegetação fica mais inflamável. O terceiro tem a ver com a velocidade do vento, um &#8220;propagador&#8221; de chamas quando chega a 30 km/h.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A ligação com o desmatamento</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Pesquisadores buscam também entender o que mais pode explicar a existência de tantos focos de calor mesmo com o desmatamento na Amazônia em queda. Historicamente, o fogo é usado para limpar a área depois que as árvores são cortadas principalmente de forma criminosa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Se a gente não tivesse reduzido o desmatamento na Amazônia nesses dois anos, eu diria que hoje estaríamos numa situação absolutamente catastrófica. Teríamos muitos incêndios que realmente já teriam totalmente perdido o controle e queimado 100% de área de floresta&#8221;, argumenta André Lima, secretário de Controle dos Desmatamentos e Ordenamento Ambiental e Territorial do Ministério do Meio Ambiente (MMA).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) indicam que, de janeiro a setembro, houve redução de 24% de derrubada da Amazônia em relação ao mesmo período anterior. Ainda assim, a área de florestas atingidas pelo fogo cresceu de uma média de 10% para 35% do total, admite Lima.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando olha para os gráficos, Ane Alencar vê semelhanças entre 2024 e 2010, que registrou queimadas em nível semelhante ao atual. Naquele ano, o Brasil tinha quase o mesmo nível de desmatamento de agora e uma situação climática grave. Com o El Niño instalado e o aquecimento das águas do Atlântico Norte, a Bacia Amazônica sofreu com a pior seca registrada até então.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Isso indica que ter reduzido o desmatamento teve uma contribuição importante, caso contrário poderia haver muito mais fogo na paisagem&#8221;, avalia Alencar.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Uma nova categoria de crime</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A desconfiança é de que a facilidade para incendiar uma floresta mais seca tenha tornado o fogo uma arma. Beto Mesquita, engenheiro florestal e membro da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, vê a possiblidade de as chamas serem usadas intencionalmente em maior proporção para eliminar mata nativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Se a pessoa desmata, ela corre o risco de ser pega pela fiscalização e pelo satélite. Então ela pula esta etapa e já taca fogo poque a floresta está seca. Em condições normais, a Floresta Amazônica não pegaria fogo tão facilmente&#8221;, diz Mesquita.</p>


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<figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="1024" height="613" src="https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Amazonia-enfrenta-uma-grande-seca-neste-ano-Foto-Bruno-Kelly-Reuters-1024x613.jpg" alt="" class="wp-image-6600" srcset="https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Amazonia-enfrenta-uma-grande-seca-neste-ano-Foto-Bruno-Kelly-Reuters-1024x613.jpg 1024w, https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Amazonia-enfrenta-uma-grande-seca-neste-ano-Foto-Bruno-Kelly-Reuters-300x179.jpg 300w, https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Amazonia-enfrenta-uma-grande-seca-neste-ano-Foto-Bruno-Kelly-Reuters-768x459.jpg 768w, https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Amazonia-enfrenta-uma-grande-seca-neste-ano-Foto-Bruno-Kelly-Reuters.jpg 1170w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Amazônia enfrenta uma grande seca neste ano &#8211; Foto: Bruno Kelly/Reuters</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">André Lima, do MMA, também enxerga a mesma possiblidade. Ele diz que é muito difícil alguém ser pego em flagrante provocando um incêndio, principalmente na Amazônia, e isso encoraja grupos criminosos que invadem terras públicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;É mais difícil ser punido por este crime, é difícil multar uma pessoa por este ato porque é necessário comprovar que ela ateou fogo&#8221;, afirma Lima.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De toda a área queimada de floresta, não se sabe exatamente o quanto dos incêndios começaram dentro da mata, ou chegaram até a vegetação nativa vindos de outra parte. Mas o aumento significativo desse tipo de ocorrência reforça a hipótese de ação criminosa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;É um indício muito forte de que realmente foi colocado fogo na floresta, vamos dizer assim, é uma nova estratégia de quem está ocupando áreas ilegalmente na Amazônia&#8221;, diz Lima.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Saídas para a crise</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para José Marengo, está cada vez mais evidente o efeito catastrófico das&nbsp;mudanças climáticas&nbsp;no país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Elas estão afetando a intensidade dos eventos extremos e isso está gerando um clima bastante diferente&#8221;, diz o pesquisador do Cemaden.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante da indicação de que o quadro irá se repetir nos próximos anos, com estiagens severas e prolongadas, o caminho é prevenir, treinar pessoal e afinar a coordenação das ações em todos os níveis de governos, opina Mesquita.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Nós não temos só floresta tropical. Nós temos savana tropical, o Cerrado, que é muito mais vulnerável. Nós temos áreas de campos, nós temos o Pantanal, Caatinga, temos outras áreas que antes não queimavam tanto e que hoje estão queimando muito mais. Então temos muito trabalho pela frente&#8221;, pontua Mesquita.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O uso do fogo, mesmo que autorizado, talvez tenha que ser revisto, sugere.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O fogo ainda é um elemento de uso para limpeza de pastagens, e a maior parte da pastagem brasileira é extensiva, ela não é manejada de maneira tecnificada. E sob as condições climáticas que estamos vivendo, isso não será mais possível&#8221;, conclui.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações da DW</em></strong></p>
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		<title>Comparável ao tamanho de Roraima, área queimada no Brasil em 9 meses é 150% maior do que em 2023</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Oct 2024 13:33:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BRASIL]]></category>
		<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[amazônia]]></category>
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<p class="wp-block-paragraph">Uma área comparável ao Estado de Roraima foi queimada no Brasil nos nove primeiros meses deste ano, segundo dados do Monitor do Fogo do MapBiomas divulgados nesta sexta-feira (11). Ao todo, 22,38 milhões de hectares foram consumidos pelas chamas, um salto de 150% em comparação com o mesmo período de 2023 (13,4 milhões de hectares a mais que no ano passado).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais da metade (51%) da área queimada no período fica na Amazônia. O levantamento também aponta que aproximadamente três em cada quatro hectares queimados no país eram de vegetação nativa, principalmente formações florestais, que ocupavam 21% da área consumida pelo fogo. Entre as áreas de uso agropecuário, as pastagens plantadas tiveram proeminência, com 4,6 milhões de hectares queimados entre janeiro e setembro.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Predomínio na Amazônia</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Amazônia apresentou um salto de 196% nas áreas queimadas em setembro, em comparação com o mesmo mês do ano passado. Foram 5,5 milhões de hectares queimados, o equivalente a mais da metade (52%) do total queimado no período em todo o país. Metade desse território era de formações florestais (2,8 milhões de hectares). Outros 3% (1,8 milhão de hectares) eram de pastagens.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Cerrado foi o segundo bioma mais afetado pelo fogo no mês passado. Foram 4,3 milhões de hectares queimados, o que corresponde a quase metade dos 8,4 milhões de hectares consumidos pelas chamas entre janeiro e setembro deste ano e um aumento de 117% em relação ao mesmo período de 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É a maior área queimada no Cerrado em um mês de setembro nos últimos cinco anos. O valor é 64% superior que a média histórica para o período. A maior parte das áreas queimadas (88,3%) no mês passado foi em vegetação nativa. Foram 3,8 milhões de hectares, com destaque para formações savânicas (2,2 milhões de hectares) e campos alagados (1,1 milhões de hectares).</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O mês de setembro marca o pico da seca no Cerrado e isso torna o impacto do fogo ainda mais severo. Com a vegetação extremamente seca e vulnerável, o fogo se espalha rapidamente”, aponta Vera Arruda, coordenadora técnica do Monitor do Fogo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Pantanal, a área queimada nos nove primeiros meses do ano aumentou 2.306% em comparação à média dos cinco anos anteriores. Foram queimados 1,5 milhão de hectares entre janeiro e setembro, sendo um quinto deste total ocorrido no mês passado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na Mata Atlântica, foram queimados 898 mil hectares entre janeiro e setembro deste ano, sendo um quarto desse total no mês passado. O levantamento aponta também que 71% do território afetado no bioma estava em áreas agrícolas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No caminho inverso, o Pampa teve a menor área queimada dos últimos três anos para o período de janeiro a setembro devido à maior umidade e ocorrência de chuvas acima da média. Também foi observada redução na Caatinga, onde 151 mil hectares foram queimados no período, uma queda de 18% em relação ao mesmo período de 2023. Os pesquisadores destacam, entretanto, que o mês mais afetado por queimadas no bioma é outubro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Para combater o aumento do fogo, é essencial fortalecer a prevenção com programas de conscientização para proprietários rurais e comunidades, além de aplicar a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo. É fundamental intensificar a fiscalização contra o desmatamento, aumentar as penalidades para o uso ilegal do fogo e melhorar as operações de combate aos incêndios, coordenando de forma eficaz as esferas estaduais, municipais e federais para garantir uma resposta integrada e eficiente”, explica Vera.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações de O Globo</em></strong></p>
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