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	<title>maria corina machado Archives - FatoRR Notícias</title>
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	<title>maria corina machado Archives - FatoRR Notícias</title>
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		<title>Maduro assume terceiro mandato e promete reforma da Constituição</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jan 2025 15:55:38 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Edmundo González]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em meio às pressões externas e internas, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, assume, nesta sexta-feira (10), seu terceiro mandato à frente do Palácio de Miraflores, em Caracas, onde promete ficar até, pelo menos, 10 de janeiro de 2031. A posse ocorre em meio à condenação das potências ocidentais, como União Europeia, Estados Unidos e [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Em meio às pressões externas e internas, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, assume, nesta sexta-feira (10), seu terceiro mandato à frente do Palácio de Miraflores, em Caracas, onde promete ficar até, pelo menos, 10 de janeiro de 2031.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A posse ocorre em meio à condenação das potências ocidentais, como União Europeia, Estados Unidos e Canadá, e diversos governos regionais, como Argentina e Chile, que acusam o governo de fraudar as <a href="https://fatorrnoticias.com.br/mundo/maduro-vence-eleicao-na-venezuela-diz-conselho-oposicao-contesta-e-aponta-fraude-grosseira/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>eleições presidenciais de 28 de julho de 2024</strong></a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo governos mais próximos de Caracas, como Colômbia e Brasil, criticam que a eleição passada não foi transparente porque não foram divulgados todos os dados eleitorais. Ainda assim, devem enviar representante diplomáticos à posse. O governo mexicano informou que não se envolve com questões internas do país sul-americano e enviará um representante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o governo venezuelano, cerca de dois mil convidados internacionais, entre representantes de governos, movimentos sociais e culturais, devem participar da posse de Maduro, marcada para as 13h desta sexta-feira, no horário de Brasília.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na quinta-feira (9), manifestações opositoras foram registradas em várias cidades do país, incluindo Caracas, com a presença da principal liderança de oposição, a ex-deputada Maria Corina Machado, pedindo que Edmundo González assuma no lugar de Maduro.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A notícia, depois desmentida, da prisão de Maria Corina Machado após os atos, serviu para dar ainda mais dramaticidade ao momento político venezuelano. &nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O candidato adversário Edmundo González, que alega ter vencido as últimas eleições, comemorou os protestos de ontem em uma rede social: “hoje, mais uma vez, o povo venezuelano sairá às ruas para exigir respeito à vontade expressa nas eleições de 28 de julho. Unidos, alcançaremos a Venezuela livre e pacífica que merecemos. Não estamos sozinhos!”&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um ato pró-governo também foi registrado em Caracas. Nesta sexta, a expectativa é de que as forças chavistas acompanhem a posse de Maduro em diversas cidades do país para reforçar o apoio à chamada Revolução Bolivariana, processo político iniciado em 1999, com o primeiro governo de Hugo Chávez.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Reforma</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Como primeira medida do novo mandato, o presidente Nicolás Maduro deve editar decreto para criar uma comissão com o objetivo de elaborar uma reforma constitucional para, em suas palavras, consolidar “a soberania popular” com a construção de um novo modelo de Estado, então chamado de “Estado comunal”, projeto inicialmente idealizado pelo ex-presidente Hugo Chávez. &nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O objetivo da reforma constitucional é definir com claridade o modelo de desenvolvimento venezuelano para os próximos 30 anos, e democratizar até o infinito a vida política e social da Venezuela. Transformar esse estado em verdadeiramente democrático de e para o povo, que consiga a harmonia e a unificação da Venezuela em torno de um projeto comum, de consenso”, explicou Maduro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A reforma deve ser debatida na Assembleia Nacional do país, de maioria chavista, com um referendo popular convocado para confirmar as mudanças até o fim do ano, segundo previsão de Maduro. Além do referendo previsto, a Venezuela terá eleições regionais, para estados e municípios, e para a Assembleia Nacional em 2025, mas a data exata ainda não foi divulgada.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Oposição</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Exilado na&nbsp;Espanha desde setembro de 2024, Edmundo González iniciou, na semana passada, um giro por países para reunir apoio internacional contra a posse de Maduro, tendo sido recebido pelos presidentes da Argentina, Uruguai, Estados Unidos, Panamá e República Dominicana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos Estados Unidos, o opositor&nbsp;pediu que militares impeçam&nbsp;a posse de Maduro. Em contrapartida, o governo Maduro promete prender Edmundo por tentativa de golpe de Estado caso regresse ao país, chegando a&nbsp;oferecer US$ 100 mil&nbsp;por informações que levem a sua captura. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, informou que cerca de 150 mercenários de 25 nacionalidades foram presos na Venezuela acusados de tentarem desestabilizar politicamente o país para impedir a posse de Maduro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dias antes da posse, foi preso o ex-candidato à presidência do país Enrique Márquez, do partido Centrados, acusado de tentativa de golpe de Estado. De acordo com o governo, Márquez estaria articulando a posse paralela de Edmundo González à presidência do país a partir de alguma embaixada venezuelana no exterior.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em nota divulgada nesta quinta-feira, a Frente Democrática Popular, coalizão que apoia o então candidato presidencial Enrique Márques, negou as acusações do governo contra o opositor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Denunciamos energicamente a campanha de difamação empreendida pelo ministro do Interior e Justiça, Diosdado Cabello, que tem como objetivo criminalizar nossos companheiros”, informou a organização.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações da Agência Brasil</em></strong></p>
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		<title>Maduro vence eleição na Venezuela, diz conselho; oposição contesta e aponta fraude &#8216;grosseira&#8217;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jul 2024 11:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[CNE]]></category>
		<category><![CDATA[Edmundo González]]></category>
		<category><![CDATA[eleições presidenciais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela anunciou na madrugada desta segunda-feira (29) que Nicolás Maduro venceu as eleições presidenciais do domingo (28), mas os resultados foram contestados pela oposição, que disse ter havido fraude &#8220;grosseira&#8221; para modificar os números. Segundo o presidente do CNE, Elvis Amoroso, Maduro obteve 51,2% dos votos, contra 44,2% do [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela anunciou na madrugada desta segunda-feira (29) que Nicolás Maduro venceu as eleições presidenciais do domingo (28), mas os resultados foram contestados pela oposição, que disse ter havido fraude &#8220;grosseira&#8221; para modificar os números.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o presidente do CNE, Elvis Amoroso, Maduro obteve 51,2% dos votos, contra 44,2% do opositor Edmundo González, com 80% das urnas apuradas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O anúncio aconteceu pouco depois da meia-noite em Caracas (1h em Brasília). Amoroso, um aliado de Maduro, disse que a tendência da apuração era &#8220;contundente e irreversível&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O presidente do CNE também disse que o país investigará &#8220;ataques terroristas&#8221; ao sistema eleitoral aos quais atribuiu o atraso na divulgação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas horas de espera, o país mergulhou em tensão, com a oposição denunciando supostas irregularidades no processo e declarando ter vencido o pleito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Momentos depois do anúncio, a principal líder da oposição, María Corina Machado, inabilitada para exercer cargos públicos e apoiadora de González, contestou o resultado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Ganhamos em todos os estados do país e sabemos o que aconteceu hoje. Nós temos cem por cento das atas que o CNE transmitiu, e toda essa informação aponta que Edmundo obteve 70% dos votos&#8221;, disse Machado a jornalistas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela acrescentou avaliar que as supostas modificações feitas nos resultados haviam sido &#8220;grosseiras&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O embate prenuncia mais tensão nas próximas horas e dias na Venezuela, sob acompanhamento dos países vizinhos e dos EUA.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O secretário de Estado americano, Antony Blinken, afirmou que seu país tem &#8220;sérias preocupações&#8221; sobre o resultado anunciado. &#8220;A comunidade internacional está observando isso de perto e responderá de acordo&#8221;, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O presidente chileno, Gabriel Boric, questionou abertamente os resultados e disse que o Chile só reconhecerá números &#8220;verificáveis&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já Brasil, Colômbia e México &#8211; todos de governos à esquerda, como o de Boric &#8211; ainda não haviam se pronunciado até a publicação desta reportagem (leia mais abaixo).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O presidente Nicolás Maduro, de 61 anos, que dirige o país desde 2013, comemorou a vitória que lhe dará um terceiro mandato a partir de janeiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Temos de respeitar o árbitro e que ninguém pretenda manchar essa jornada bonita&#8221;, disse o mandatário venezuelano.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>&#8216;Vigília&#8217; nos centros eleitorais</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde o encerramento das urnas &#8211; às 18h de Caracas (19h em Brasília) -, os dois principais nomes da oposição intensificaram os pedidos para que seus eleitores continuassem em &#8220;vigília&#8221; nos centros eleitorais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">María Corina Machado, que liderou a campanha transferindo seu apoio a González, um ex-diplomata de 74 anos, pediu que os oposicionistas atuando como fiscais exigissem atas de resultados nos centros de votação, citando que esse era um direito previsto em lei.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Esses são minutos cruciais, horas decisivas&#8221;, disse Machado. &#8220;Precisamos que todos os venezuelanos permaneçam nos centros de votação acompanhando os observadores.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os apelos foram seguidos de denúncias de opositores sobre supostas irregularidades em centros de votação. Pouco antes do anúncio oficial, González disse no Twitter ter ganhado a disputa.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="768" height="432" src="https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/07/Edmundo-Gonzalez-Foto-Getty-Iamages-BBC-News-Brasil.jpg" alt="" class="wp-image-4659" srcset="https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/07/Edmundo-Gonzalez-Foto-Getty-Iamages-BBC-News-Brasil.jpg 768w, https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/07/Edmundo-Gonzalez-Foto-Getty-Iamages-BBC-News-Brasil-300x169.jpg 300w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-element-caption">Edmundo González é o opositor de Maduro na eleição – Foto: Getty Image/BBC News Brasil</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">Desde 2013, a oposição não aparecia com tamanha possibilidade de derrotar o governo, segundo os analistas, apesar das denúncias de que o processo eleitoral não teve condições justas de competição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da própria inabilitação de Machado, houve dificuldades para que os milhões de venezuelanos que estão no exterior por causa da longa crise econômica e política do país pudessem votar.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Reação e papel do Brasil, Colômbia e dos EUA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O processo eleitoral foi seguido de perto pelos países vizinhos e pelos EUA, mas teve uma reduzida participação de observadores internacionais, depois que o governo Maduro, que controla o CNE, retirou o convite para que uma missão da União Europeia acompanhasse o pleito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Logo após o anúncio dos resultados, o presidente chileno Gabriel Boric disse que o Chile só reconhecerá números &#8220;verificáveis&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O regime de Maduro deve entender que os resultados que publica são difíceis de acreditar&#8221;, afirmou no X, antigo Twitter, enquanto aliados de Maduro como os governos da Bolívia e de Honduras felicitavam o presidente venezuelano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os presidentes de Brasil e Colômbia, países apontados por analistas como potenciais mediadores na situação venezuelana, permaneciam em silêncio sobre os resultados até a publicação deste texto. O México também não havia se manifestado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para acompanhar a disputa, o governo brasileiro enviou a Caracas Celso Amorim, ex-chanceler e influente assessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para temas internacionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na noite de domingo, Amorim divulgou nota celebrando que &#8220;a jornada tenha transcorrido com tranquilidade, sem incidentes de monta&#8221;, com &#8220;participação expressiva do eleitorado&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Estou em contato com diferentes forças políticas e analistas eleitorais, além de membros da equipe de observadores do Centro Carter e do Painel de Especialistas da ONU. O presidente Lula vem sendo informado ao longo do dia. Vamos aguardar os resultados e esperamos que sejam respeitados por todos os candidatos&#8221;, disse o ex-chanceler.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A declaração reforçou a mensagem de Brasília nos últimos dias de que o resultado, seja qual fosse, deveria ser respeitado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na última semana, Lula, um aliado do chavismo, marcou uma inusual distância do presidente venezuelano ao criticar a declaração de Maduro de que uma vitória da oposição levaria a &#8220;um banho de sangue&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto isso, o libertário argentino Javier Milei, de aberta oposição a Maduro, se manifestou no X.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Fora, ditador Maduro&#8221;, escreveu Milei em maiúsculas. &#8220;Os dados anunciam uma vitória acachapante&#8221;, seguiu, quando ainda não existiam resultados oficiais divulgados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, havia afirmado no início da noite que a &#8220;vontade do povo venezuelano deve ser respeitada&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda antes do resultado, Kamala, que será possivelmente a rival de Trump nas eleições deste ano, defendeu um &#8220;futuro mais democrático&#8221;, sem mencionar nomes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O papel que terá os EUA é um aspecto aguardado, já que Washington mantém sanções à indústria petrolífera venezuelana para punir o governo Maduro.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-full"><img decoding="async" width="768" height="431" src="https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/07/Maria-Corina-Foto-Getty-Iamages-BBC-News-Brasil.jpg" alt="" class="wp-image-4660" srcset="https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/07/Maria-Corina-Foto-Getty-Iamages-BBC-News-Brasil.jpg 768w, https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/07/Maria-Corina-Foto-Getty-Iamages-BBC-News-Brasil-300x168.jpg 300w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-element-caption">Maria Corina Machado é vista como líder da oposição apesar de não ter conseguido disputar diretamente com Maduro &#8211; Foto: Getty Images/BBC News Brasil</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">Sob pressão da guerra da Ucrânia e para incentivar o processo eleitoral da Venezuela, a Casa Branca afrouxou as sanções por alguns meses em 2023, após um acordo que prometia a participação da oposição nas eleições.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como o CNE impediu María Corina Machado de concorrer, a redução das sanções foi revertida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Logo após o anúncio dos resultados feito pelo CNE, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, afirmou que seu país tem &#8220;sérias preocupações&#8221; sobre o resultado anunciado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Blinken disse também que os EUA estavam preocupados com o fato de o resultado não refletir nem a vontade nem os votos dos venezuelanos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;É fundamental que todos os votos sejam contados de forma justa e transparente, que as autoridades eleitorais partilhem imediatamente informações com a oposição e observadores independentes e sem demora e que as autoridades eleitorais publiquem a apuração dos votos. A comunidade internacional está observando isso de perto e responderá de acordo&#8221;, disse.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como funciona o sistema eleitoral venezuelano?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos grandes temas a partir de agora será uma possível auditoria dos resultados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na Venezuela, o sistema de votação é eletrônico, mas há diferenças em relação ao brasileiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao chegar ao local de votação, o eleitor apresenta o documento, que é registrado no sistema. Depois, por meio da biometria, é feita a autenticação e a urna eletrônica é liberada para que ele vote.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As fotos dos candidatos aparecem na tela. No entanto, o sistema indica os candidatos apoiados por cada partido. Quanto mais apoios tiver, mais fotos aparecerão. Assim, Maduro apareceu 13 vezes. González, 3.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois de votar, o sistema imprime o voto e o eleitor o coloca em uma urna. Após a votação, os fiscais comparam os resultados das urnas eletrônicas com os do papel. Cada urna também imprime uma ata, cópia dos dados a serem enviados ao CNE. Pouco depois do anúncio feito pelo CNE, o chanceler venezuelano, Yvan Gil, divulgou uma nota dizendo que seu país estava denunciando e alertando ao mundo sobre &#8220;uma operação de intervenção contra o processo eleitoral.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações do Portal Terra e BBC News</em></strong></p>
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		<title>Inteligência da PF monitora fronteira do Brasil com Venezuela às vésperas de eleição</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/inteligencia-da-pf-monitora-fronteira-do-brasil-com-venezuela-as-vesperas-de-eleicao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jul 2024 17:54:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Setor de Inteligência da Polícia Federal (PF) monitora nos dias que antecedem a eleição venezuelana a situação em Pacaraima, no Norte de Roraima, fronteira do Brasil com a Venezuela. Os venezuelanos vão às urnas no domingo (28). O pleito é considerado um dos mais importantes do país desde que Nicolás Maduro chegou ao poder, há mais [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O Setor de Inteligência da Polícia Federal (PF) monitora nos dias que antecedem a eleição venezuelana a situação em Pacaraima, no Norte de Roraima, fronteira do Brasil com a Venezuela.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://fatorrnoticias.com.br/politica/eleicao-na-venezuela-altera-equilibrio-geopolitico-global-sociologo-aponta-efeito-simbolico-em-caso-de-vitoria-da-oposicao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Os venezuelanos vão às urnas no domingo (28)</a>. O pleito é considerado um dos mais importantes do país desde que Nicolás Maduro chegou ao poder, há mais de uma década.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Inteligência da PF vem monitorando ao longo dos últimos dias as movimentações na fronteira. O trabalho também é realizado in loco pela Superintendência Regional da PF em Roraima.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O efetivo de agentes da PF que atuam na Operação Acolhida está em alerta para um eventual aumento do fluxo de venezuelanos para o Brasil, a depender do resultado das eleições no domingo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, todos os dias, de 350 a 600 venezuelanos acessam o Brasil pela fronteira — a maioria em situação de vulnerabilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na base, os cidadãos são cadastrados, recebem documentação e são encaminhados a abrigos ou ao encontro de familiares que já estejam vivendo no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A atenção das autoridades brasileiras está voltada para o país diante da tensão que permeia o processo eleitoral venezuelano e das incertezas com relação ao desfecho do pleito.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://fatorrnoticias.com.br/mundo/nicolas-maduro-alerta-para-banho-de-sangue-e-guerra-civil-caso-nao-venca-eleicao-na-venezuela/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Maduro afirmou na última semana, durante comício na capital, Caracas, que o país cairá num “banho de sangue fratricida” caso seu partido não vença a eleição</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O destino da Venezuela no século 21 depende da nossa vitória no dia 28 de julho. Se não querem que a Venezuela caia em um banho de sangue, em uma guerra civil fratricida, produto dos fascistas, garantamos o maior êxito, a maior vitória da história eleitoral do nosso povo”, afirmou Nicolás Maduro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No início da semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse ter ficado&nbsp;“assustado” com as declarações de Maduro. No dia seguinte, o venezuelano respondeu às críticas: “quem se assustou, que tome um chá de camomila”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://fatorrnoticias.com.br/mundo/apos-fala-de-maduro-sobre-urnas-brasileiras-tse-cancela-envio-de-servidores-para-acompanhar-eleicao-na-venezuela/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desistiu de enviar observadores para acompanhar as eleições da Venezuela</a>. A decisão foi tomada como resposta às acusações do presidente Nicolas Maduro, que colocou em dúvida o sistema eleitoral brasileiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ex-presidente da Argentina Alberto Fernández confirmou nesta semana o cancelamento de sua viagem à Venezuela para servir como observador na eleição presidencial do país. A mudança nos planos do político peronista partiu de um pedido do governo venezuelano após&nbsp;Fernández afirmar que Maduro deveria deixar o poder caso perdesse o pleito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) afirmou que as&nbsp;falas de Maduro geram dúvidas&nbsp;sobre se haverá transmissão de poder caso a oposição vença as eleições.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O chefe de segurança da líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, foi&nbsp;preso na última semana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Machado foi&nbsp;impedida pelo Supremo Tribunal de Justiça&nbsp;de concorrer na eleição presidencial por supostas violações, o que ela nega, forçando sua coalizão a apoiar o ex-diplomata Edmundo González.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações da CNN</em></strong></p>
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		<title>Maduro diz, sem provas, que eleições no Brasil não são auditadas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jul 2024 15:11:51 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>
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		<category><![CDATA[Organização para os Estados Americanos]]></category>
		<category><![CDATA[sistema eleitoral]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, afirmou em um comício, sem mostrar provas, que as eleições no Brasil não são auditadas. Na realidade, o sistema eleitoral brasileiro é auditável em todas as suas etapas. O presidente da Venezuela também questionou os sistemas eleitorais dos Estados Unidos e da Colômbia. Maduro disse que a Venezuela “tem o [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, afirmou em um comício, sem mostrar provas, que as eleições no Brasil não são auditadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na realidade, o sistema eleitoral brasileiro é auditável em todas as suas etapas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O presidente da Venezuela também questionou os sistemas eleitorais dos Estados Unidos e da Colômbia. Maduro disse que a Venezuela “tem o melhor sistema eleitoral do mundo”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Temos 16 auditorias. Em que outra parte do mundo fazem isso? Nos Estados Unidos, é inauditável o sistema eleitoral. No Brasil, não auditam um registro. Na Colômbia, não auditam nenhum registro”, afirmou Maduro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Maduro está há 11 anos no poder e quer ganhar mais 6.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há alguns anos, a Venezuela realiza eleições sob desconfiança da comunidade internacional. Em 2018, a Organização para os Estados Americanos, União Europeia, EUA e Austrália não reconheceram os resultados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste ano, Maria Corina Machado, principal nome da oposição a Maduro, foi impedida de concorrer pelo Supremo Tribunal de Justiça, alinhado ao presidente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>‘Chá de camomila’</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Maduro também respondeu aos comentários criticando sua declaração na última semana, quando disse que a Venezuela poderá enfrentar um&nbsp;“banho de sangue”&nbsp;e uma “guerra civil” caso ele não seja eleito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Quem se assustou que tome um chá de camomila”, disse o presidente venezuelano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi um dos que&nbsp;criticou a declaração&nbsp;de Maduro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Fiquei assustado com a declaração do Maduro dizendo que, se ele perder as eleições, vai ter um banho de sangue. Quem perde as eleições, toma um banho de voto, não de sangue”, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações do InfoMoney</em></strong></p>
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		<title>Eleição na Venezuela altera equilíbrio geopolítico global; sociólogo aponta ‘efeito simbólico’ em caso de vitória da oposição</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jul 2024 17:59:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[edmundo gonzález urrutia]]></category>
		<category><![CDATA[eleições presidenciais]]></category>
		<category><![CDATA[ibmec]]></category>
		<category><![CDATA[maria corina machado]]></category>
		<category><![CDATA[nicolás maduro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O fato de a Venezuela ser um país petroleiro – dona das maiores reservas comprovadas do mundo – e de o atual governo manter relações tensas com potências ocidentais e ter proximidade com China, Rússia e Irã, faz com que a eleição no país caribenho, no domingo (28), tenha amplas implicações geopolíticas, segundo avaliação de [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O fato de a Venezuela ser um país petroleiro – dona das maiores reservas comprovadas do mundo – e de o atual governo manter relações tensas com potências ocidentais e ter proximidade com China, Rússia e Irã, faz com que a eleição no país caribenho, no domingo (28), tenha amplas implicações geopolíticas, segundo avaliação de especialistas consultados pela&nbsp;reportagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O professor de relações internacionais do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec) Alexandre Pires ressaltou que, se Nicolás Maduro permanecer no poder, o bloco de países formado por China, Rússia e Irã vai continuar com um importante parceiro no continente sul-americano. Por outro lado, se vence a oposição, a tendência é de o país retomar um alinhamento político com os Estados Unidos. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“É claro que o contato e as parcerias provavelmente seriam mantidos, especialmente no nível econômico, mas a Venezuela entraria em uma situação de maior normalidade, talvez conseguindo restabelecer laços com os Estados Unidos, país do qual inevitavelmente eles são muito dependentes, especialmente para tentar escoar o petróleo, e, também, com a Espanha e com a Europa Ocidental”, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pires lembrou ainda que a vitória da oposição poderia elevar os investimentos no setor petroleiro, ajudando a recuperar a principal indústria do país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A Venezuela conseguiria também colocar mais petróleo no mercado. Obviamente, isso influenciaria o preço da mercadoria. Ou seja, colocaria o país em rota de colisão com os parceiros da Opep. Não saberíamos o quanto ela manteria essa relação com a Opep ou se inclinaria a receber mais investimentos para tentar aumentar sua capacidade produtiva”, completou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A crise econômica e o bloqueio petroleiro dos últimos anos deterioraram a infraestrutura da indústria petroleira venezuelana. De uma produção média de 2,3 milhões de barris por dia (bpd) em 2015, o país produziu em junho de 2024 apenas 851 mil bpd, segundo dados da Opep. Ou seja, a produção é hoje 35% do que era em 2015.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) é um cartel formado por países como Arábia Saudita, Irã, Iraque e Kuwait, entre outros, e que costuma combinar cotas de produção para influenciar os preços internacionais do produto.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Instabilidade</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O professor de relações internacionais da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Nildo Ouriques diz que todo acontecimento na América Latina tem imensas implicações, mas ressalta que o caso venezuelano talvez seja mais importante pela questão do petróleo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Se não tivesse petróleo na Venezuela, os Estados Unidos estariam igualmente preocupados, mas não colocariam como uma prioridade da sua política externa. Então, o petróleo é fundamental”, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Nildo, não há possibilidade de estabilidade política na Venezuela, ganhe quem ganhar. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A América Latina não pode trabalhar com o conceito de estabilidade política porque nós estamos submetidos à pressão imperialista. Nenhum país submetido à pressão imperialista pode falar em estabilidade política”, destacou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O professor, que também lidera o Instituto de Estudos Latino-Americanos da UFSC, acrescentou que os chavistas (partidários das ideias, programas e estilo de governo associados ao ex-presidente venezuelano Hugo Chávez, que governou o país entre 1999 e 2013) têm capacidade de mobilização e poderão colocar pressão, caso a oposição vença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A Venezuela não terá nenhuma estabilidade, nem os regimes que são totalmente apoiados pelos Estados Unidos têm estabilidade, vide o caso do Haiti. Se ganhar a oposição, os bolivarianos [militantes chavistas] têm capacidade de mobilização e de esquentar a chapa contra o governo. E, se ganhar Maduro novamente, a luta contra ele, apoiada pela embaixada [dos EUA], com apoio dos meios de comunicação, vai continuar”, completou.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Efeito simbólico</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O sociólogo, economista político e analista venezuelano Luis Salas ressaltou que a vitória da oposição teria, para além das implicações geopolíticas, um importante efeito simbólico devido a todo o processo político iniciado em 1999, com a chegada de Hugo Chávez ao poder.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Do ponto de vista geopolítico, a vitória da oposição teria muitas implicações. Um eventual governo de Edmundo González e María Corina Machado significaria um alinhamento com [Javier] Milei na Argentina e com governos tremendamente reacionários, como o do Equador e o do Peru. Isso significaria para a região uma mudança geopolítica importante, além de simbólica, tratando-se de Venezuela”, destacou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há menos de uma semana das eleições, as <a href="https://fatorrnoticias.com.br/mundo/venezuela-a-sete-dias-da-eleicao-pesquisas-divergem-sobre-resultado/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">pesquisas eleitorais na Venezuela divergem sobre o resultado </a>do pleito presidencial marcado para domingo. Enquanto algumas enquetes dão a vitória, com ampla margem, ao principal candidato da oposição, Edmundo González Urrutia, outros levantamentos apontam para a reeleição do presidente Nicolás Maduro, também com confortável vantagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Oposição participa</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Cerca de 21 milhões de venezuelanos deverão eleger o próximo presidente, que vai governar o país sul-americano entre 2025 e 2031. Nicolás Maduro, no poder desde 2013, enfrenta nas urnas nove concorrentes.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta é a primeira eleição, desde 2015, em que toda a oposição aceitou participar do pleito. Desde 2017, os principais partidos de oposição vinham boicotando as eleições nacionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Venezuela enfrenta um bloqueio financeiro e comercial pelo menos desde 2017, quando potências como Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e União Europeia passaram a não reconhecer a legitimidade do governo Maduro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O país vizinho também passou por grave crise econômica no período, com hiperinflação e perda de cerca de 75% do PIB (Produto Interno Bruto, soma de todos os bens e serviços produzidos no país), o que resultou na migração de mais de sete milhões de pessoas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde meados de 2021, o país vem mostrando alguma recuperação econômica. A hiperinflação foi controlada, e a economia voltou a crescer em 2022 e 2023, porém, os salários continuam baixos e os serviços públicos deteriorados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde 2022, o embargo econômico vem sendo parcialmente flexibilizado e um acordo entre oposição e governo foi firmado para as eleições deste ano. Porém, denúncias de prisões de opositores nos últimos dias e recusas a assinar acordo para respeitar o resultado eleitoral por alguns candidatos da oposição, entre eles, o favorito Edmundo González, jogam dúvidas sobre o dia após a votação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações da Agência Brasil</em></strong></p>
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