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	<title>Meta Archives - FatoRR Notícias</title>
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		<title>‘Influencers do garimpo’ reúnem milhares de seguidores e se gabam de exploração ilegal</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/influencers-do-garimpo-reunem-milhares-de-seguidores-e-se-gabam-de-exploracao-ilegal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Feb 2025 20:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BRASIL]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;Já dizia meu vovô, acessório é ouro, carro é Toyota e investimento é&#160;garimpo&#160;ilegal&#8221;, diz a postagem de um dos perfis de redes sociais que incentivam a exploração ilegal do ouro na&#160;Amazônia, dão dicas de como fugir da fiscalização do governo e até ensinam a produzir azougue (mercúrio líquido). Páginas pessoais e grupos utilizados por esses [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Já dizia meu vovô, acessório é ouro, carro é Toyota e investimento é&nbsp;garimpo&nbsp;ilegal&#8221;, diz a postagem de um dos perfis de redes sociais que incentivam a exploração ilegal do ouro na&nbsp;Amazônia, dão dicas de como fugir da fiscalização do governo e até ensinam a produzir azougue (mercúrio líquido).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Páginas pessoais e grupos utilizados por esses usuários se tornaram alvo de uma investigação do&nbsp;Ministério Público&nbsp;Federal (MPF) no Amazonas que questiona por que a&nbsp;Meta&nbsp;—dona do&nbsp;Facebook&nbsp;e do Instagram— permite que as contas permaneçam ativas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O inquérito é desdobramento de outra investigação, já existente, da&nbsp;Polícia Federal&nbsp;em Roraima, que apurava suspeitas de crimes contra a ordem econômica por usuários das redes sociais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Procurada pela&nbsp;reportagem&nbsp;por meio da assessoria, a plataforma não se manifestou. Uma das citadas nas investigações, Gabrielly da Silva Rodrigues também foi procurada, mas não se manifestou. Os outros mencionados nas apurações não foram localizados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No processo, a procuradoria também pede explicações à Meta. Ao órgão, a companhia apresenta seus mecanismos de controle e diz ter desativado uma série de perfis apontados pelas autoridades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar das explicações, os documentos mostram que existiam contas que seguiam no ar, a despeito do alegado pela empresa, ainda em janeiro deste ano. Outras já não estão mais acessíveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;[Foi identificada] a permanência de diversas publicações relacionadas à apologia e à incitação da garimpagem ilegal na Amazônia. Além disso, certificou-se que permanecem ativas duas publicações que constavam no relatório anteriormente encaminhado pelo MPF ao Facebook&#8221;, diz o relatório do Ministério Público.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>‘Fórmulas de sucesso’</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O inquérito civil mostra a atuação de dezenas de perfis ou grupos, que reúnem milhares de seguidores no Instagram e no Facebook e incentivam a prática ilegal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um vídeo publicado no grupo &#8220;Garimpos da Amazônia&#8221; por um usuário que diz ensinar &#8220;fórmulas de sucesso&#8221;, ensina a &#8220;produzir e fabricar o seu próprio azougue para a extração de metais preciosos&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O uso indiscriminado de mercúrio, que é expressamente regulamentado pela Convenção de Minamata, contribui para a contaminação de rios e solos, causando danos irreparáveis ao meio ambiente e colocando em risco a saúde de comunidades&nbsp;indígenas&nbsp;e ribeirinhas&#8221;, diz um dos documentos do inquérito, assinado pelo procurador da República André Luiz Porreca Ferreira Cunha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Numa das contas investigadas pela PF, a usuária Gabrielly da Silva Rodrigues tem como destaque uma série de posts que ela reuniu sob a legenda de &#8220;garimpinho&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela aparece em áreas de garimpo com anéis de ouro e em selfies para mostrar as roupas que usa no garimpo ou a pele queimada após um dia de sol —possivelmente, diz a PF, enquanto trabalhava minerando.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Não era pq eu tava no mato que eu tinha que andar desarrumada (sic)&#8221;, diz, em uma dessas fotos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a PF, ela é casada com Gilvan Menezes, que também é investigado por suspeita de praticar garimpo ilegal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No seu perfil, ele compartilhou o vídeo de um avião pousando no que a PF diz ser a pista de pouso de Homoxi —um dos maiores pontos de extração da Terra Indígena&nbsp;Yanomami, que chegou a ter 16 km de extensão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Eita tempos bons só lembranças foi gratificante trabalhar nesse lugar abençoado (sic)&#8221;, diz a legenda da publicação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No geral, as postagens expõem o dia a dia dos garimpeiros, que atuam sem equipamentos de proteção, e usando escavadeiras, dragas e aviões, inclusive à noite.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Críticas ao governo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os usuários se gabam mostrando pepitas, potes de ouro e joias, pistas de pouso clandestino e grandes crateras de mineração.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma usuária aproveita o grupo &#8220;garimpeiros do rio Madeira&#8221; para anunciar a venda de uma balsa usada para transportar o maquinário. Ela diz só aceitar pagamento em dinheiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dhiego Gomes tinha, à época dos acessos pelos investigadores, 55,6 mil seguidores no Instagram e fazia vídeos de humor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;2024 o bonde vai ficar rico caso contrário vai dormir todo mundo na cadeia (sic)&#8221;, diz em um. &#8220;Dinheiro e [revólver calibre] 38 a gente só mostra se for usar (sic)&#8221;, escreve em outro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também há críticas ao&nbsp;governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT)&nbsp;e aos &#8220;zumbis&#8221;, como são chamados os agentes das operações de fiscalização e repressão do garimpo ilegal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A página Itaituba Véia —referência à cidade paraense que é um dos maiores polos de garimpo do Brasil—, com 121 mil inscritos, publica vídeos com piadas e inclusive oferece parcerias para divulgação de outras páginas e posts patrocinados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Procurada, Gabrielly da Silva Rodrigues não se manifestou. A reportagem não conseguiu localizar Gilvan e os outros mencionados nas investigações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A intenção do Ministério Público Federal com o inquérito é que, apesar das mudanças recentes de políticas do Facebook, a rede social aprimore mecanismos para conter conteúdo ilegal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse e uma série de outros inquéritos civis relacionados a plataformas de vendas de produtos e de redes sociais ficaram sob a responsabilidade do 2º Ofício da Amazônia Ocidental do MPF.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das possibilidades é que a plataforma impeça essas pessoas de utilizarem os serviços.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No limite, a procuradoria pode pleitear uma indenização para o Fundo de Defesa dos Direitos Difusos, vinculado ao Ministério da Justiça.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações da Folha de S. Paulo</em></strong></p>
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