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	<title>Mil Madeiras Archives - FatoRR Notícias</title>
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	<description>Portal de notícias Roraimense</description>
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		<title>Recomendação do MPF: possível interdição de áreas de exploração de gás pode afetar abastecimento de energia em Roraima</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Nov 2024 18:36:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[RORAIMA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Ministério Público Federal (MPF) recomendou à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) a interdição de áreas no Amazonas que abrigam empreendimentos de pelo menos R$ 6 bilhões de gás e petróleo, sob o pretexto da presença de grupos isolados. A interrupção afetaria Roraima, cuja matriz energética depende da usina térmica Jaguatirica II, abastecida pelo [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O Ministério Público Federal (MPF) recomendou à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) a interdição de áreas no Amazonas que abrigam empreendimentos de pelo menos R$ 6 bilhões de gás e petróleo, sob o pretexto da presença de grupos isolados. A interrupção afetaria Roraima, cuja matriz energética depende da usina térmica Jaguatirica II, abastecida pelo gás natural extraído no município amazonense de Silves, que compreende o igarapé Caribi.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a suspensão da exploração, 70% da energia elétrica do Estado, que não é interligado ao Sistema Nacional (SIN), ficariam comprometidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A recomendação foi assinada pelos procuradores Fernando Merloto Soave, Eduardo Jesus Sanches e Daniel Luís Dalberto e oficializada em 14 de novembro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A interdição interromperia a exploração de gás, madeira e outras atividades econômicas na região com reflexo à vida econômica dos municípios de Silves (12.404 habitantes) e Itapiranga (17.149 habitantes), este último também no Amazonas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra consequência seria a alteração da rotina das rodovias AM-330 e AM-363, que cortam essas localidades, comprometendo a logística regional e que, por extensão, afetaria Roraima, comprometendo o abastecimento da usina térmica Jaguatirica II, abastecida pelo gás natural extraído em Silves.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Versões</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o MPF, a medida é fundamentada nos princípios da prevenção e da precaução necessários para garantir a sobrevivência dos povos indígenas isolados, especialmente diante de sua vulnerabilidade epidemiológica e cultural.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Relatos de uma organização não governamental, assim como artefatos atribuídos a indígenas isolados, foram apresentados como provas de sua presença, ainda que a Funai, em uma expedição, não tenha constatado evidências definitivas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A recomendação também destaca que a Funai deve exercer seu poder de polícia para restringir o acesso de terceiros às áreas identificadas e adotar medidas administrativas para proteger os indígenas isolados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O pedido para que a Funai faça &#8220;imediata interdição&#8221; da área com possível presença de indígenas isolados —que não estão em contato com não indígenas ou com outros indígenas—, na região do igarapé Caribi e afluentes, cita potenciais riscos ao grupo avistado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O instrumento a ser usado, conforme o MPF, é a edição de uma portaria de restrição de uso. O tema já é tratado dentro da Funai. Os procedimentos ainda estão em curso e não há previsão de quando uma portaria do tipo seria editada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As portarias de restrição de uso servem para proteção dos indígenas e dos territórios até a demarcação. Assim, oficialmente, fica vedada a entrada ou circulação de pessoas que não sejam da Funai.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>‘Elemento frágil’</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O empreendimento de óleo e gás é o maior a cargo de uma empresa privada —a Eneva— em campos que não estão no mar, mas em terra. A&nbsp;Eneva faz avançar em ritmo acelerado a exploração de combustíveis fósseis na Amazônia brasileira, mais especificamente no leste do Amazonas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A área onde houve avistamento de indígenas isolados, conforme registros levados em conta pela Funai, é alvo de manejo de madeira, a cargo da empresa Mil Madeiras Preciosas, segundo a recomendação do MPF.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A exploração de poços de gás e óleo é feita em outras áreas que também atendem à exploração madeireira pela Mil Madeiras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Procurada pela reportagem, a Eneva afirma que a Procuradoria age para impedir o empreendimento baseada em &#8220;elemento frágil&#8221;. A Mil Madeiras, por sua vez, diz não acreditar na existência de indígenas isolados nas áreas onde a empresa atua há 30 anos. Também contatada desde a quinta-feira (21), a Funai não comentou até a publicação deste texto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em nota à&nbsp;reportagem, a Eneva afirma que o MPF move ações &#8220;para interromper as operações do empreendimento Azulão&#8221; desde 2021. No entanto, a empresa venceu na Justiça porque &#8220;cumpre e supera as normas legais aplicáveis&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a Eneva, &#8220;a suposta prerrogativa de presença de indígenas isolados nesta região, que é altamente antropizada, não tem lastro em nenhuma documentação oficial&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A empresa destaca que garante cerca de 70% do abastecimento de energia elétrica de Roraima, que não é integrado ao Sistema Interligado Nacional, e que &#8220;apenas suposto avistamento realizado recentemente por integrantes de organização não governamental é elemento frágil para justificar a interrupção de operações&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Eneva, companhia com faturamento bilionário e que tem BTG Pactual, Cambuhy, Dynamo, Atmos e Partners Alpha em sua estrutura societária, aluga terrenos de agricultores na região de Silves e Itapiranga para sua atividade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses agricultores dizem ter perdido sossego e espaço em troca de preços baixos do aluguel. A Eneva afirma pagar valores acima dos praticados no mercado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há também conflitos com indígenas muras na região do chamado campo Tambaqui. Quatro poços estão em território reivindicado por famílias muras para a demarcação da Terra Indígena Gavião Real.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Eneva afirma que não foram identificadas terras indígenas a menos de 25 quilômetros dos empreendimentos. &#8220;Foram consideradas todas as terras descritas nas bases de dados da Funai.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um representante da Eneva disse, em agosto de 2023, em reunião com o MPF, que &#8220;a Funai precisa dizer onde estão os indígenas&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações da Folha de S. Paulo/Fato Amazônico</em></strong></p>
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