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	<title>mineração Archives - FatoRR Notícias</title>
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	<title>mineração Archives - FatoRR Notícias</title>
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		<title>Garimpo supera área de mineração industrial entre 2019 e 2022, aponta estudo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Mar 2025 21:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BRASIL]]></category>
		<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O&#160;garimpo avançou&#160;mais do que a mineração industrial entre 2019 e 2022 no Brasil. A conclusão é de um estudo publicado por pesquisadores brasileiros na revista Nature. Mais de 91% da atividade garimpeira do país está concentrada na Amazônia. Segundo o mapeamento desenvolvido pelos pesquisadores, nas regiões com cinco anos ou menos de atividade, 62% das [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O&nbsp;garimpo avançou&nbsp;mais do que a mineração industrial entre 2019 e 2022 no Brasil. A conclusão é de um estudo publicado por pesquisadores brasileiros na revista Nature. Mais de 91% da atividade garimpeira do país está concentrada na Amazônia. Segundo o mapeamento desenvolvido pelos pesquisadores, nas regiões com cinco anos ou menos de atividade, 62% das áreas estão dentro de&nbsp;terras indígenas. Pela legislação brasileira, elas deveriam ser protegidas desse tipo de intervenção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje, os povos Kayapó e Munduruku, no Pará, e Yanomami, em Roraima, são&nbsp;os que mais sofrem em decorrência do garimpo ilegal.&nbsp;Os territórios deles concentram 90% da mineração dentro de terras indígenas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo de quatro anos, os pesquisadores traçaram um panorama da atividade baseada na&nbsp;extração de minerais no país, analisando imagens de satélite disponibilizadas gratuitamente pela Nasa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os pesquisadores observaram que a área de&nbsp;garimpo&nbsp;aumentou 12 vezes, enquanto a mineração industrial cresceu cinco vezes no período de 2019 a 2022. Pelo menos 77% dos locais de garimpagem em 2022 mostraram sinais explícitos de ilegalidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para se ter uma dimensão do&nbsp;crescimento exponencial do garimpo no país, em 1985 a mineração industrial ocupava cerca de 360 km², enquanto o garimpo cobria 218 km². Em 2022, a atividade industrial alcançou uma área de 1.779 km², enquanto o garimpo atingiu 2.627 km².</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2022, considerando a área minerada por garimpo, 77% (cerca de 2.022 quilômetros quadrados) apresentavam sinais explícitos de ilegalidade e 15% ocorreram em áreas restritas, ou seja, terras indígenas (TIs), Unidades de Conservação de Proteção Integral (UCPIs), Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) e Reservas Extrativistas (RESEXs).</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Luiz Ferreira Neto, coautor da publicação, estudos prévios já indicavam que a&nbsp;atividade garimpeira&nbsp;ilegal vinha historicamente ultrapassando a mineração industrial, principalmente na&nbsp;Amazônia. Mas não havia até então um mapeamento que demonstrasse esse avanço.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Foi importante ver essa dinâmica representada nos textos e poder confirmar com os mapas&#8221;, diz.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Povos indígenas</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O geógrafo Arlesson Souza, que também foi um dos responsáveis pelo estudo publicado na Nature, afirma que os povos indígenas sofrem uma pressão dupla.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De um lado, ficam expostos a doenças, com a contaminação dos rios por mercúrio e outras ações que alteram o modo de vida das comunidades tradicionais e sua relação com o&nbsp;meio ambiente. Por outro, têm de conviver com uma rede de atividades ilegais que passa a adentrar a Amazônia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Do ponto de vista do espaço, o garimpo está atrelado a um emaranhado de problemas, como prostituição, trabalho similar à escravidão e o avanço das facções criminosas. A situação é preocupante por todos esses processos, com impactos sociais e ligados à natureza&#8221;, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Formas da ilegalidade</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para mapear o avanço do garimpo no Brasil, os pesquisadores utilizaram a plataforma Google Earth Engine e coleções de imagens do Landsat, um programa de satélites de observação da Terra gerido pela Nasa, em parceria com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além do processamento e filtragem das imagens, também houve o cruzamento do material com bases de dados brasileiras sobre a permissão de lavras garimpeiras, terras indígenas e unidades de conservação. Isso contribuiu para que a pesquisa identificasse áreas de atividade ilegal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os pesquisadores detectaram algumas semelhanças entre os espaços de mineração fora da lei. Entre elas, estão a&nbsp;destruição de calhas de rios, erosão na borda dos cursos d&#8217;água e a existência de &#8220;piscinas&#8221; para a separação dos minérios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em contrapartida, no ambiente industrial o que se viu foi uma atividade que considera a preocupação com o entorno, apesar do&nbsp;impacto no meio ambiente.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Na área industrial, existe controle de encostas. Se houve desmatamento, tem reposição de vegetação&#8221;, destaca Neto.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mais fiscalização e mobilização social</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Neto, esse salto do garimpo é um indicador de que a&nbsp;fiscalização da atividade mineradora&nbsp;precisa melhorar no país. &#8220;Vemos que a mineração industrial é muito mais estável no processo de crescimento, muito provavelmente por obedecer às normas. O garimpo está muitas vezes em áreas de difícil acesso, até para a fiscalização&#8221;, explica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Souza, por sua vez, afirma que a atuação de agentes políticos favoráveis à mineração em terras indígenas também é um fator a ser considerado na avaliação desse cenário e das providências para revertê-lo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;É preciso uma maior movimentação da sociedade para discutir essa realidade. Precisamos repensar a região da Amazônia não só como fornecedora de matéria-prima, mas também oferecer melhores condições para a população que vive ali&#8221;, defende.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os pesquisadores pretendem lançar ainda em 2025 uma iniciativa de monitoramento diário do garimpo no Brasil. O projeto deve utilizar a metodologia desenvolvida no estudo publicado na Nature e ter entre os parceiros a organização MapBiomas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Nem todo garimpo é ilegal</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a legislação brasileira, para fazer a garimpagem, é preciso ter uma permissão para lavra garimpeira (PLG), documento concedido pela Agência Nacional de Mineração (ANM).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Procurada, a agência afirmou que uma série de resoluções têm sido produzidas pelo órgão para orientar a mineração no país, bem como conduzir a atividade para o cumprimento das boas práticas legais, ambientais e sociais. Há também o trabalho para aprimorar sistemas de alerta e denúncia no combate à ilegalidade, seja com a lavra não autorizada (ilegal) ou a possiblidade de lavagem de dinheiro ou o &#8220;esquentamento&#8221; do ouro.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Esforços do governo contra garimpo ilegal</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em junho de 2024, no Dia do Meio Ambiente, a&nbsp;ministra Marina Silva, do Meio Ambiente e Mudança do Clima, destacou os esforços do governo no combate ao garimpo ilegal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com os dados apresentados pela ministra, as áreas abertas para mineração na Terra Indígena Yanomami caíram 77% em relação a 2022, e, no país, a redução foi de 32% no mesmo período.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações da Folha de S. Paulo</em></strong></p>
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