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	<title>Ministério da Pesca e Aquicultura Archives - FatoRR Notícias</title>
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	<title>Ministério da Pesca e Aquicultura Archives - FatoRR Notícias</title>
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		<title>Governo federal suspende licenças de pescadores em Roraima; medida atinge sete cidades</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/governo-federal-suspende-licencas-de-pescadores-em-roraima-medida-atinge-sete-cidades/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Oct 2025 21:00:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) suspendeu 131.695 licenças de pescadores profissionais em todo o país, incluindo 21 registros em Roraima, conforme publicado na Portaria nº 548/2025, divulgada nesta quarta-feira (1º). As licenças suspensas no Estado estão distribuídas entre os municípios de Alto Alegre, Boa Vista, Caracaraí, Caroebe, Iracema, Rorainópolis e São Luiz. A [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) suspendeu 131.695 licenças de pescadores profissionais em todo o país, incluindo 21 registros em Roraima, conforme publicado na Portaria nº 548/2025, divulgada nesta quarta-feira (1º).</p>



<p class="wp-block-paragraph">As licenças suspensas no Estado estão distribuídas entre os municípios de Alto Alegre, Boa Vista, Caracaraí, Caroebe, Iracema, Rorainópolis e São Luiz. A decisão passa a valer a partir de segunda-feira (6), e os afetados terão 30 dias corridos para apresentar recurso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A medida segue os critérios da Portaria nº 127/2023, que busca combater irregularidades no Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP). O ministério atua desde o ano passado em conjunto com a Polícia Federal para coibir fraudes nos sistemas de cadastro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A secretária nacional de Registro e Monitoramento da Pesca, Carolina Dória, explicou que o objetivo é garantir que o RGP represente apenas os profissionais de fato.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Trabalhamos para proteger os verdadeiros pescadores das fraudes e golpes que afetam a política pública pesqueira”, disse.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o MPA, em 2025 já foram canceladas mais de 300 mil licenças por ausência de recadastramento e extintos 7,9 mil em razão da morte dos titulares.</p>
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		<title>Brasil só tem dados sobre condições de metade do estoque pesqueiro e não há informes das espécies de interesse econômico</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/brasil-so-tem-dados-sobre-condicoes-de-metade-do-estoque-pesqueiro-e-nao-ha-informes-das-especies-de-interesse-economico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 Aug 2024 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BRASIL]]></category>
		<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[estoque pesqueiro]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério da Agricultura]]></category>
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		<category><![CDATA[ministério do meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Oceana]]></category>
		<category><![CDATA[Relatório Auditoria da Pesca]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Brasil desconhece a real situação de 48% das espécies de peixes alvo da pesca comercial nacional. A conclusão consta do 4º Relatório Auditoria da Pesca, elaborado por técnicos e colaboradores da organização não governamental (ONG) Oceana, a partir de informações setoriais relativas a 2023. Divulgado na semana passada, o documento aponta que &#8211; até 2023 [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O Brasil desconhece a real situação de 48% das espécies de peixes alvo da pesca comercial nacional. A conclusão consta do <a href="https://brasil.oceana.org/relatorios/auditoria-da-pesca-brasil-2023/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">4º Relatório Auditoria da Pesca</a>, elaborado por técnicos e colaboradores da organização não governamental (ONG) Oceana, a partir de informações setoriais relativas a 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Divulgado na semana passada, o documento aponta que &#8211; até 2023 &#8211; o país dispunha de informações necessárias para dimensionar o tamanho do estoque de apenas 52% das 135 espécies de interesse econômico analisadas durante a elaboração do relatório, incluindo informações relativas à mortalidade por pesca e biomassa.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Dos 135 estoques pesqueiros marinhos estudados, só 70 possuem avaliação quantitativa, fruto de projetos de pesquisa concluídos em 2022”, afirmam os responsáveis pelo documento, destacando que houve, em 2023, uma pequena melhora em comparação a 2022, quando foram constatados dados adequados sobre apenas 49% das espécies legalmente comercializadas no país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“De forma geral, dados estatísticos sobre a pesca seguem sem ser coletados, compilados e publicados pelo governo”, concluem os responsáveis pelo relatório, destacando que a falta de informações confiáveis prejudica a tomada de decisões que poderiam ajudar a otimizar a produção nacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os técnicos e colaboradores da Oceana reconhecem que, desde 2020, quando a organização passou a dedicar mais atenção ao tema para elaborar o 1º Relatório Auditoria da Pesca &#8211; divulgado em 2021 &#8211; houve uma gradativa melhora na administração das frotas e dos recursos pesqueiros, bem como maior transparência na divulgação dos dados existentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda assim, para eles, a gestão pesqueira “continua mal administrada, com regramentos defasados, uma desconectada visão de longo prazo” e, ao contrário da agropecuária brasileira, é “incapaz de demonstrar sua importância econômica por meio de dados concretos, como volumes de produção, receitas e empregos gerados”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Insustentável</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Das 70 espécies sobre as quais os responsáveis pelo relatório encontraram informações suficientes e adequadas, 46 (ou 66%) estão sobrepescadas, ou seja, duas a cada três destas espécies são capturadas em volumes superiores a suas respectivas capacidades naturais de reprodução, estando, portanto, em situação negativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O impacto negativo da atividade para a biodiversidade é potencializado pela chamada captura incidental (bycatch), ou seja, não intencional por afetar espécie sem valor comercial ou indivíduo que não corresponde às características desejadas. De 21.242 embarcações pesqueiras cujas inscrições foram analisadas, poucas adotam medidas capazes de reduzir o problema de forma significativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório também aponta que, das 135 espécies ou estoques pesqueiros cuja situação é mais bem conhecida, apenas 6 (ou 4% do total) possuíam, em 2023, limites de captura formalmente definidos e 11 (8%) estavam submetidas a planos de gestão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Isso significa que as pescarias e os estoques pesqueiros do país continuam, em sua grande maioria, extremamente mal administrados, com regramentos defasados e com uma gestão desconectada de visões de longo prazo”, apontam os responsáveis pela publicação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Política</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim como nas três edições anteriores, o Relatório Auditoria da Pesca aborda questões políticas e institucionais que dizem respeito à administração pesqueira, mas, pela primeira vez, a equipe responsável se propôs a analisar em detalhes o orçamento federal destinado ao segmento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;É sabido que, sem um mínimo de recursos ou estrutura, não há como fazer políticas públicas de qualidade. Desta forma, entender quanto e como os recursos públicos são alocados pode dar uma boa ideia da importância que diferentes governos atribuem à pesca em nosso país&#8221;, explica o diretor-geral da Oceana no Brasil, Ademilson Zamboni, no texto de apresentação do relatório.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2023, com o início da atual gestão federal e a recriação do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), a União previa destinar R$ 188,7 milhões em orçamento para promover ações de desenvolvimento da pesca e da aquicultura e para registro, monitoramento e pesquisa, incluindo subvenções econômicas ao setor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a Oceana, o total de recursos federais inicialmente alocados para o segmento em 2023 significou um aumento de mais de mil por cento nos R$ 15,3 milhões que estavam previstos no orçamento aprovado em 2022, ainda durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro.<br>&#8220;Mesmo com esse salto expressivo, o MPA segue sendo um dos menores ministérios em termos orçamentários, estando à frente somente do Ministério das Mulheres, da Secretaria Nacional de Microempresa e Empresa de Pequeno Porte e do Ministério da Igualdade Racial&#8221;, apontam os autores do relatório.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="684" src="https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Peixe-2-Foto-Fabio-Rodrigues-Pozzebom-Agencia-Brasil-1024x684.jpg" alt="" class="wp-image-5471" style="width:1015px;height:auto" srcset="https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Peixe-2-Foto-Fabio-Rodrigues-Pozzebom-Agencia-Brasil-1024x684.jpg 1024w, https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Peixe-2-Foto-Fabio-Rodrigues-Pozzebom-Agencia-Brasil-300x200.jpg 300w, https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Peixe-2-Foto-Fabio-Rodrigues-Pozzebom-Agencia-Brasil-768x513.jpg 768w, https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Peixe-2-Foto-Fabio-Rodrigues-Pozzebom-Agencia-Brasil.jpg 1170w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption"> <br>Dados de pesquisa podem aumentar produção pesqueira no Brasil – Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph"><strong>Recursos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, segundo eles, dos R$ 188,7 milhões a que tinha direito no ano passado, o Ministério da Pesca e Aquicultura havia executado, até a conclusão do relatório, apenas 23% ou cerca de R$ 43,25 milhões &#8211; muito embora tenha empenhado, ou seja, assumido o compromisso de usar tais recursos para efetuar pagamentos futuros, mais de 99% de todo seu orçamento disponível. Para 2024, o orçamento do MPA foi ampliado para cerca de R$ 350 milhões, um crescimento de 85% em relação ao montante de 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, os responsáveis pelo relatório apontam como positiva a retomada &#8211; a partir do início de 2023 &#8211; da gestão pesqueira compartilhada entre o MPA e o Ministério do Meio Ambiente (MMA) &#8211; orientação política que, conforme lembram eles, já tinha vigorado entre os anos de 2009 e 2019, até que o Ministério da Pesca foi extinto e transformado em uma secretaria especial no âmbito do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Em 2023, teve início um novo governo que, rapidamente, promoveu profundas mudanças na administração pesqueira, tais como a retomada da “gestão compartilhada” e a recriação do MPA. É de se esperar, portanto, que instituições e seus profissionais levem um certo tempo organizando-se internamente, e que isso retarde processos e dificulte avanços mais significativos já no primeiro ano [da nova gestão]. Se, por um lado, este fato demanda certa compreensão àqueles que analisam o desempenho da gestão, por outro reforça que a estrutura da administração pesqueira no país é instável (sobretudo durante as trocas de governo), e que isso compromete a continuidade de programas, ações e atividades finalísticas&#8221;, concluem os responsáveis pelo documento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Propostas</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Feito o diagnóstico, os técnicos e colaboradores da Oceana sugerem a atualização da chamada&nbsp;Lei da Pesca, (Lei nº 11.959), em vigor desde 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Uma adequada política de Estado para a pesca, amparada em um marco regulatório de melhor qualidade e espelhando uma visão de futuro – o que não é o caso do marco atual – seria indispensável para blindar as atividades finalísticas de gestão das turbulências provenientes das disputas políticas, da luta por poder, por cargos e orçamentos federais construídos à custa das contribuições da sociedade”, apontam os responsáveis, defendendo a modernização da lei com participação social e fundamentos científicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eles também recomendam a construção de um plano nacional para produção de estatísticas pesqueiras, com auxílio de instituições e especialistas; a retomada do monitoramento e da coleta de dados a bordo das embarcações pesqueiras; tornar regular os processos de avaliação dos estoques pesqueiros e relacionar esses dados a políticas efetivas de gestão como, por exemplo, os limites de captura e que se busquem alternativas para reduzir a instabilidade institucional crônica do setor, por meio da criação de uma autarquia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações da Agência Brasil</em></strong></p>
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