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	<title>ministério dos povos indígenas Archives - FatoRR Notícias</title>
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	<title>ministério dos povos indígenas Archives - FatoRR Notícias</title>
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		<title>MPF aponta risco de contaminação por cianeto e cobra resposta imediata na Raposa Serra do Sol</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Dec 2025 21:38:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Ministério Público Federal (MPF) emitiu duas recomendações para enfrentar o avanço do garimpo ilegal e o risco ambiental na Terra Indígena Raposa Serra do Sol (TIRSS), em Roraima. Os documentos, assinados na sexta-feira (28) e divulgados nesta segunda-feira (1º), tratam da contaminação por cianeto e da necessidade de cooperação com a Guiana. A Recomendação [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O Ministério Público Federal (MPF) emitiu duas recomendações para enfrentar o avanço do garimpo ilegal e o risco ambiental na Terra Indígena Raposa Serra do Sol (TIRSS), em Roraima. Os documentos, assinados na sexta-feira (28) e divulgados nesta segunda-feira (1º), tratam da contaminação por cianeto e da necessidade de cooperação com a Guiana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Recomendação nº 26/2025 aborda piscinas com cianeto encontradas durante a Operação Fox Uno. As equipes formadas pelo MPF, pela Polícia Federal (PF), pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) não puderam descartar o material, por falta de proteção adequada e de profissionais especializados. A PF orientou os agentes a manterem distância devido à periculosidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o MPF, o cianeto pode contaminar água, solo e fauna, afetando diretamente comunidades que dependem dos rios e da pesca. O órgão pede neutralização imediata da substância, coleta de amostras para diagnóstico e plano de remediação em 30 dias. Os ministérios da Justiça e Segurança Pública e dos Povos Indígenas deverão definir, em 15 dias, quem coordenará a operação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Recomendação nº 25/2025 trata do garimpo transfronteiriço no rio Maú. As operações Fox Uno, Fox Duo e Fox Três identificaram cinco balsas na margem da Guiana impactando a TIRSS. Na Fox Três, a Força de Defesa da Guiana inutilizou 12 acampamentos e nove dragas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O MPF recomenda negociação para um acordo de cooperação semelhante ao firmado com a França na fronteira com a Guiana Francesa, prevendo operações simultâneas, monitoramento conjunto e troca de informações. Os órgãos envolvidos terão 30 dias para responder.</p>
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		<title>Ações federais causam prejuízo de R$ 477 milhões ao garimpo ilegal na Terra Yanomami</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/acoes-federais-causam-prejuizo-de-r-477-milhoes-ao-garimpo-ilegal-na-terra-yanomami/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Aug 2025 17:19:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O governo federal já causou prejuízos estimados em R$ 477 milhões a redes criminosas de garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami (TIY), por meio de operações realizadas entre 2023 e 2025. A ofensiva envolve destruição de estruturas, apreensão de bens e desmonte da logística do garimpo. Coordenadas pela Casa de Governo, estrutura criada em 2024, [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O governo federal já causou prejuízos estimados em R$ 477 milhões a redes criminosas de garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami (TIY), por meio de operações realizadas entre 2023 e 2025. A ofensiva envolve destruição de estruturas, apreensão de bens e desmonte da logística do garimpo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Coordenadas pela Casa de Governo, estrutura criada em 2024, as ações somam 6.425 operações. <a href="https://fatorrnoticias.com.br/policia/mais-de-r-60-milhoes-em-ouro-sao-apreendidos-pela-prf-em-fiscalizacao-na-br-401/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>O destaque mais recente foi a apreensão de 103 quilos de ouro, avaliados em mais de R$ 60 milhões</strong></a>, em Boa Vista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde o início das ações, a força-tarefa destruiu 627 acampamentos, 207 embarcações, 101 balsas, 29 aeronaves e 59 pistas de pouso clandestinas. Também inutilizou mais de 124 mil litros de combustíveis usados na extração ilegal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o governo, o garimpo na TIY recuou 98% em julho. A estratégia envolve ações-surpresa e operações aéreas, como a Asfixia, que em junho acumulou mais de 220 horas de voo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As medidas buscam reverter os efeitos da expansão do garimpo entre 2021 e 2022, período marcado por avanço da degradação ambiental, aumento de doenças e insegurança alimentar nas comunidades indígenas. Novas estruturas de saúde e direitos humanos estão sendo implantadas em Surucucu e outras regiões da TIY.</p>
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		<item>
		<title>Violência contra indígenas cresce em 2024; Roraima lidera com 57 assassinatos</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/violencia-contra-indigenas-cresce-em-2024-roraima-lidera-com-57-assassinatos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Jul 2025 18:05:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[DIREITOS HUMANOS]]></category>
		<category><![CDATA[RORAIMA]]></category>
		<category><![CDATA[abuso de poder]]></category>
		<category><![CDATA[ameaças]]></category>
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		<category><![CDATA[terras indígenas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dados do relatório “Violência Contra os Povos Indígenas do Brasil”, do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), revelam um avanço significativo da violência especial contra povos originários. Assassinatos de indígenas cresceram mais de 200% em uma década, de 70 casos em 2014 para 211 em 2024, dos quais 57 ocorreram em Roraima. De acordo com o documento, [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Dados do relatório “Violência Contra os Povos Indígenas do Brasil”, do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), revelam um avanço significativo da violência especial contra povos originários. Assassinatos de indígenas cresceram mais de 200% em uma década, de 70 casos em 2014 para 211 em 2024, dos quais 57 ocorreram em Roraima.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o documento, há 159 vítimas masculinas e 52 femininas, sendo que 71 mortes (34%) envolveram jovens de 20 a 29 anos. Estados como Amazonas (45 mortes), Mato Grosso do Sul (33) e Bahia (23) também registraram alta violência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No total, foram 424 registros de violência em categorias como ameaças várias (35), racismo (39), lesões (29), tentativas de homicídio (31) e violência sexual (20). A Lei do Marco Temporal (Lei 14.701/2023) é apontada como fator agravante, acelerando os conflitos com a paralisação quase completa dos processos de demarcação de terras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conflitos territoriais foram identificados em 154 casos dentro de 114 terras indígenas, conforme o Cimi—com 78 ainda não regularizadas, incluindo 101 conflitos registrados nas áreas pendentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Ministério dos Povos Indígenas, em nota, reafirmou sua oposição à lei e afirmou que, apesar dos desafios, homologou 13 territórios indígenas e participou da assinatura de 11 portarias declaratórias desde 2023. A pasta destacou que busca soluções concretas para pôr fim à violência fundiária.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações da Agência Brasil</em></strong></p>
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		<title>Inquérito sobre genocídio Yanomami faz quase dois anos sem conclusão</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/inquerito-sobre-genocidio-yanomami-faz-quase-dois-anos-sem-conclusao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jan 2025 14:03:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GERAL]]></category>
		<category><![CDATA[RORAIMA]]></category>
		<category><![CDATA[genocídio]]></category>
		<category><![CDATA[ministério da defesa]]></category>
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		<category><![CDATA[pf]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O inquérito da&#160;Polícia Federal (PF)&#160;que apura genocídio e omissão de socorro contra os indígenas da etnia Yanomami vai completar dois anos sem ter sido concluído. A investigação começou após determinação do ex-ministro da Justiça Flávio Dino, em 23 de janeiro de 2023, logo nos primeiros dias do governo Lula. O inquérito foi aberto sob a [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O inquérito da&nbsp;Polícia Federal (PF)&nbsp;que apura genocídio e omissão de socorro contra os indígenas da etnia Yanomami vai completar dois anos sem ter sido concluído. A investigação começou após determinação do ex-ministro da Justiça Flávio Dino, em 23 de janeiro de 2023, logo nos primeiros dias do governo Lula.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O inquérito foi aberto sob a acusação de incentivo político a garimpos ilegais e ausência de ações de saúde e segurança alimentar na gestão Bolsonaro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O destino do inquérito, ainda em sigilo, pode ser o MPF ou um tribunal internacional, dependendo da caracterização do crime.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na época, o Ministério da Saúde tinha acabado de decretar estado de emergência na região, considerando a situação degradante dos indígenas diante da fome e da malária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O decreto de Dino que determinou a&nbsp;abertura do inquérito&nbsp;citava o incentivo político a garimpos ilegais em terras indígenas, além da falta de ações de saúde e estratégias para segurança alimentar dos&nbsp;Yanomami&nbsp;durante a gestão Bolsonaro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A reportagem apurou que os investigadores da PF se debruçaram sobre vasta documentação acerca do assunto, mas há um desafio por causa da falta de dados consistentes sobre a situação dos indígenas da região de Roraima. Vários delegados já passaram pelo inquérito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda não se sabe se o resultado da investigação será encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF), com potencial para transformar ex-integrantes do governo Bolsonaro em réus, ou se será submetido a um tribunal internacional, considerando a possibilidade de caracterização como crime contra a humanidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Superintendência da Polícia Federal em Roraima informou que o inquérito está em andamento e o procedimento é sigiloso. “Não podemos dar informações”, escreveu em nota.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Desafios atuais</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O governo Lula levantou a bandeira da causa Yanomami logo nos primeiros dias de gestão, causando grande comoção com as imagens de indígenas desnutridos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A PF realizou&nbsp;operações&nbsp;nos últimos dois anos que desarticularam os maiores garimpos na terra indígena, mas pequenos e médios garimpeiros permanecem na região, aliciando indígenas e com atuação de facções criminosas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na parte da assistência social, o governo continua a entregar cestas básicas com a ajuda das Forças Armadas, com uma logística de custo alto. Não há um horizonte para a autonomia alimentar das comunidades do povo Yanomami.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dentro do próprio governo, há divergências sobre como lidar com a situação. Enquanto o Ministério da Defesa chega a propor a ocupação do território indígena pela iniciativa privada, os ministérios do Meio Ambiente e dos Povos Indígenas defende uma retirada completa dos garimpeiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações do Metrópoles</em></strong></p>
<p>The post <a href="https://fatorrnoticias.com.br/inquerito-sobre-genocidio-yanomami-faz-quase-dois-anos-sem-conclusao/">Inquérito sobre genocídio Yanomami faz quase dois anos sem conclusão</a> appeared first on <a href="https://fatorrnoticias.com.br">FatoRR Notícias</a>.</p>
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		<item>
		<title>Parceria entre ministérios destina R$ 19 milhões para gestão de resíduos sólidos nas terras indígenas Yanomami e Ye&#8217;kwana</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/parceria-entre-ministerios-destina-r-19-milhoes-para-gestao-de-residuos-solidos-nas-terras-indigenas-yanomami-e-yekwana/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Nov 2024 17:28:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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		<category><![CDATA[garimpo]]></category>
		<category><![CDATA[ministério dos povos indígenas]]></category>
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		<category><![CDATA[terra indígena yanomami]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma parceria entre os ministérios dos Povos Indígenas (MPI) e do Trabalho e Emprego (MTE) vai destinar R$ 19 milhões para seleção de propostas que visem ao fomento da economia solidária, gestão de resíduos e fortalecimento de organizações de catadores de material reutilizável e reciclável nas terras indígenas Yanomami e Ye&#8217;kwana, conforme chamamento publicado no [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Uma parceria entre os ministérios dos Povos Indígenas (MPI) e do Trabalho e Emprego (MTE) vai destinar R$ 19 milhões para seleção de propostas que visem ao fomento da economia solidária, gestão de resíduos e fortalecimento de organizações de catadores de material reutilizável e reciclável nas terras indígenas Yanomami e Ye&#8217;kwana, conforme chamamento publicado no Diário Oficial da União (DOU) de terça-feira (5).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A parceria entre os ministérios, viabilizada pela Secretaria Nacional de Economia Popular e Solidária (Senaes), tem como prioridade as duas etnias dos estados do Amazonas e Roraima. Os recursos financeiros serão transferidos a organizações da sociedade civil (OSC), conforme condições estabelecidas no edital.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Consequências do garimpo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A massiva invasão garimpeira da Terra Indígena Yanomami nos últimos anos impôs consequências nocivas às populações originárias, levando inúmeros prejuízos à continuidade e à reprodução de seus modos de vida e de bem viver. Entre os trágicos efeitos da promoção do garimpo em territórios indígenas, podem ser citados a contaminação dos rios, o comprometimento da flora e da fauna, o aumento dos índices de desnutrição das populações indígenas, o agravo no número de casos de comorbidades advindas tanto da desnutrição como da proliferação de doenças infectocontagiosas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, os contextos de desestruturação ambiental, econômica e sociocultural gerados pelas atividades garimpeiras nos territórios indígenas têm ainda aprofundado as barreiras de acesso dessas populações a direitos sociais básicos. O governo está atuando de forma emergencial e em várias frentes de trabalho, para garantia de proteção da vida, saúde e segurança das comunidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Apoio</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O edital apoiará as organizações de catadoras para receberem os resíduos sólidos provenientes dos territórios Yanomami.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para tanto, os agentes ambientais recicladores que vão trabalhar na região serão instruídos nos processos de separação e armazenamento dos resíduos para que sejam transportados por vias aéreas, terrestres e fluviais até Boa Vista e Caracaraí, onde serão geridos por essas organizações de catadoras que têm predominância de mulheres indígenas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resíduos do garimpo ilegal também serão incluídos no processo, por meio de estudos para dimensionar a quantidade e qualidade desse passivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A complexidade da questão social Yanomami vai além da esfera linguística e abrange diversas áreas, incluindo a extensão territorial da TIY, onde o acesso à maior parte do território ocorre principalmente por via aérea.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda se enfrenta uma série de problemas, como o garimpo ilegal, a violência decorrente das invasões territoriais, o alcoolismo e a drogadição incentivados pelos garimpeiros, a exploração sexual de adolescentes, o estupro de mulheres e crianças, os assassinatos de membros da comunidade, a degradação ambiental, a desnutrição infantil e a contaminação das águas e do solo.</p>
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		<item>
		<title>‘Rua do Ouro’ em Boa Vista enfrenta crise após redução de lucro com garimpo; lojistas negam comércio ilegal</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/rua-do-ouro-em-boa-vista-enfrenta-crise-apos-reducao-de-lucro-com-garimpo-lojistas-negam-comercio-ilegal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Oct 2024 21:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GERAL]]></category>
		<category><![CDATA[RORAIMA]]></category>
		<category><![CDATA[boa vista]]></category>
		<category><![CDATA[forças armadas]]></category>
		<category><![CDATA[garimpo ilegal]]></category>
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		<category><![CDATA[terra yanomami]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Em um dos principais pontos turísticos de&nbsp;Boa Vista, a Praça do Centro Cívico, um monumento retrata o garimpeiro com uma bateia (tipo de bacia usado na mineração), ao lado da bandeira de&nbsp;Roraima.&nbsp;A estátua fica entre a sede do Executivo estadual, a Assembleia Legislativa e o&nbsp;Tribunal de Justiça. Caminhando à direita, é possível pegar a Avenida Benjamin Constant e encontrar dezenas de lojas que vendem joias, pulseiras e relógios na região conhecida como “Rua do Ouro”. Mas o movimento não é mais como antes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://fatorrnoticias.com.br/brasil/fiscalizacao-provoca-queda-de-84-na-extracao-de-ouro-em-garimpos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Ao realizar operações na Terra Yanomami, a maior reserva indígena do país, para combater e fiscalizar o garimpo, o governo federal e as Forças Armadas têm enfraquecido uma atividade entranhada historicamente na história e economia local</strong></a>. Por décadas, os garimpeiros foram atraídos para ocupar a região.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse processo resultou, por exemplo, na criação da&nbsp;Rua do Ouro. A reportagem&nbsp;contou 24 lojas de venda de joias, compra de ouro ou comércio de materiais para ourives em pouco mais de uma hora de caminhada. São estabelecimentos colados uns nos outros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não é só uma rua. O mercado de ouro prosperou tanto nas últimas décadas que a via se transformou em quarteirão, englobando a Avenida Benjamin Constant e as ruas Cecília Brasil e Araújo Filho, todas no Centro de Boa Vista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mercado reflete o peso da mineração irregular, que atingiu&nbsp;80 mil localidades&nbsp;na floresta nas últimas quatro décadas. O garimpo é responsável por contaminar os rios com mercúrio, matar os peixes e afastar os animais que servem de alimento para os indígenas.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="613" src="https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Monumento-ao-Garimpeiro-na-Praca-do-Centro-Civico-em-Boa-Vista-Foto-Daniel-Teixeira-Estadao-1170-x-700-1024x613.png" alt="" class="wp-image-6758" srcset="https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Monumento-ao-Garimpeiro-na-Praca-do-Centro-Civico-em-Boa-Vista-Foto-Daniel-Teixeira-Estadao-1170-x-700-1024x613.png 1024w, https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Monumento-ao-Garimpeiro-na-Praca-do-Centro-Civico-em-Boa-Vista-Foto-Daniel-Teixeira-Estadao-1170-x-700-300x179.png 300w, https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Monumento-ao-Garimpeiro-na-Praca-do-Centro-Civico-em-Boa-Vista-Foto-Daniel-Teixeira-Estadao-1170-x-700-768x459.png 768w, https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Monumento-ao-Garimpeiro-na-Praca-do-Centro-Civico-em-Boa-Vista-Foto-Daniel-Teixeira-Estadao-1170-x-700.png 1170w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Monumento ao Garimpeiro, na Praça do Centro Cívico, em Boa Vista – Foto: Daniel Teixeira/Estadão</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">Antes da democratização, da demarcação das terras indígenas e da nova legislação ambiental, a garimpagem foi parte importante da colonização da região. Em 1967, já no período militar, o governador Hélio da Costa via duas perspectivas econômicas para o desenvolvimento do Estado: a pecuária e a mineração. O garimpo, portanto, era legalizado, parte do cotidiano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Nos anos 1980, no auge do garimpo, tivemos o maior crescimento demográfico de Roraima”, diz Rodrigo Chagas, professor da&nbsp;Universidade Federal de Roraima (UFRR). “O garimpeiro é a figura do colonizador”, acrescenta o sociólogo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Por que as ruas do ouro estão sem clientes?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje, o comércio é feito com discrição e desconfiança. Poucas palavras, olheiros e seguranças à paisana. Assim que a reportagem começou a circular pelas ruas, tentar ouvir os comerciantes, o sistema de som de uma delas, que anunciava compra e venda de ouro, ficou mudo. “Nada a declarar” e “Não posso te ajudar” foram as frases ouvidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apenas Adriano, de 29 anos, que fala com a mão direita na cintura, comenta a situação. Com a loja sem clientes, ele conta que os comerciantes temem que as operações de fiscalização que hoje se concentram nos garimpos migrem para as ruas do ouro. “O movimento caiu 40%”, estima.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Operações conjuntas das Forças Armadas, coordenadas pela Casa de Governo, órgão vinculado à Casa Civil da Presidência da República, destruíram 333 acampamentos de garimpeiros, fizeram 124 prisões e apreenderam 76 armas desde o início do ano, segundo o governo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No início de 2023, eram cerca de 20 mil garimpeiros ilegais na área Yanomami &#8211; em abril deste ano, a pasta estimava que havia ainda 7 mil. O governo diz agora adotar a métrica de novas áreas de garimpo para monitorar a situação. Entre março e setembro, 37 hectares de novas atividades foram detectados e, no ano passado, 984 hectares. <a href="https://fatorrnoticias.com.br/roraima/operacoes-zeram-abertura-de-garimpos-na-terra-yanomami-afirma-governo-federal/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Segundo o Ministério dos Povos Indígenas, nenhum novo garimpo foi identificado em setembro</strong></a>.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="1024" height="613" src="https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Comerciantes-estimam-queda-de-ate-40-do-movimento-na-Rua-do-Ouro-Foto-Daniel-Teixeira-Estadao-1170-x-700-1024x613.png" alt="" class="wp-image-6759" srcset="https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Comerciantes-estimam-queda-de-ate-40-do-movimento-na-Rua-do-Ouro-Foto-Daniel-Teixeira-Estadao-1170-x-700-1024x613.png 1024w, https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Comerciantes-estimam-queda-de-ate-40-do-movimento-na-Rua-do-Ouro-Foto-Daniel-Teixeira-Estadao-1170-x-700-300x179.png 300w, https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Comerciantes-estimam-queda-de-ate-40-do-movimento-na-Rua-do-Ouro-Foto-Daniel-Teixeira-Estadao-1170-x-700-768x459.png 768w, https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Comerciantes-estimam-queda-de-ate-40-do-movimento-na-Rua-do-Ouro-Foto-Daniel-Teixeira-Estadao-1170-x-700.png 1170w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Comerciantes estimam queda de até 40% do movimento na Rua do Ouro – Foto: Daniel Teixeira/Estadão</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://fatorrnoticias.com.br/meio-ambiente/forcas-armadas-destroem-primeira-pista-de-pouso-clandestina-na-terra-yanomami-e-prejuizo-ao-garimpo-ja-soma-r-209-milhoes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Não foram só as operações policiais mais recentes que asfixiaram o comércio de ouro</strong></a>. Duas medidas tiveram efeitos expressivos no mercado: a obrigatoriedade de notas fiscais eletrônicas nas transações e o fim do pressuposto da boa-fé, que presumia a legalidade do metal por parte do vendedor, mesmo que não houvesse comprovação sobre a origem da extração, decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), de abril do ano passado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Especialistas alertam, no entanto, que o fato de o comércio de ouro ilegal ter diminuído, não significa necessariamente que o garimpo não esteja mais ocorrendo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://fatorrnoticias.com.br/meio-ambiente/imagens-mostram-novas-areas-de-garimpo-nas-terras-indigenas-yanomami-e-kayapo-dados-contradizem-governo/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Estudos feitos a partir de imagens de satélite, por exemplo, mostram que a redução pode não ter sido tão significativa</strong></a>. Ou seja, é possível apenas que o ouro tenha deixado de ser vendido no Brasil e está sendo comercializado em países fronteiriços, onde a lei é menos rígida.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Gerações cresceram com o garimpo legalizado</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Várias gerações viveram legalmente do ouro, como a proprietária da maior loja da avenida que prefere não se identificar. A filha de garimpeiros, de 37 anos, se orgulha de ter sido a primeira mulher da região a comandar sozinha o negócio familiar, segundo relata. “Não compro ouro do garimpo. Tenho fornecedores de outras regiões”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa é a mesma resposta de outros cinco empreendedores do local. Adriano desconfia. “Muitos compram, mas preferem não admitir com receio de fiscalização”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje, a bandeira da legalização do garimpo é erguida por diversos políticos e empresários, o que estimula os garimpeiros, na visão de Garcia. “É um processo ambíguo e complexo. Para mudar o cenário, vai levar tempo”, diz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Igualmente demorada deve ser a recuperação das terras indígenas após a degradação ambiental causada pelo garimpo. A percepção dos habitantes locais é de lenta melhoria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Em algumas áreas, a água está voltando a ficar limpa de novo, e as comunidades voltam a pescar. Mas eles&nbsp;[os garimpeiros]&nbsp;deixaram impacto ambiental e cultural. A situação ainda é grave”, diz Junior Yanomami, presidente da Urihi Associação Yanomami, uma das principais da região.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações de O Estadão (Por &nbsp;Gonçalo Junior e Roberta Jansen)</em></strong></p>
<p>The post <a href="https://fatorrnoticias.com.br/rua-do-ouro-em-boa-vista-enfrenta-crise-apos-reducao-de-lucro-com-garimpo-lojistas-negam-comercio-ilegal/">‘Rua do Ouro’ em Boa Vista enfrenta crise após redução de lucro com garimpo; lojistas negam comércio ilegal</a> appeared first on <a href="https://fatorrnoticias.com.br">FatoRR Notícias</a>.</p>
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		<title>Balanço: PF prende três pessoas e bloqueia mais de R$ 800 mil em bens de investigados durante operação contra garimpo na Terra Yanomami</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/balanco-pf-prende-tres-pessoas-e-bloqueia-mais-de-r-800-mil-em-bens-de-investigados-durante-operacao-contra-garimpo-na-terra-yanomami/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Sep 2024 21:02:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Polícia]]></category>
		<category><![CDATA[RORAIMA]]></category>
		<category><![CDATA[casa de governo]]></category>
		<category><![CDATA[garimpo ilegal]]></category>
		<category><![CDATA[ministério dos povos indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[mucajaí]]></category>
		<category><![CDATA[Operação Taurus Aureus]]></category>
		<category><![CDATA[pf]]></category>
		<category><![CDATA[Rondônia]]></category>
		<category><![CDATA[roraima]]></category>
		<category><![CDATA[terra indígena yanomami]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Três pessoas foram presas em Boa Vista, no interior de Roraima e em Rondônia durante a Operação Taurus Aureus deflagrada pela Polícia Federal, nesta terça-feira (3), contra o garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami (TIY). De acordo com a PF, além das prisões, foram apreendidos quatro veículos, joias, armas e mais de R$ 60 mil. [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://fatorrnoticias.com.br/balanco-pf-prende-tres-pessoas-e-bloqueia-mais-de-r-800-mil-em-bens-de-investigados-durante-operacao-contra-garimpo-na-terra-yanomami/">Balanço: PF prende três pessoas e bloqueia mais de R$ 800 mil em bens de investigados durante operação contra garimpo na Terra Yanomami</a> appeared first on <a href="https://fatorrnoticias.com.br">FatoRR Notícias</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Três pessoas foram presas em Boa Vista, no interior de Roraima e em Rondônia durante a <a href="https://fatorrnoticias.com.br/policia/pf-cumpre-mandados-em-roraima-durante-operacao-para-descapitalizar-financiadores-do-garimpo-na-terra-yanomami/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Operação Taurus Aureus deflagrada pela Polícia Federal, nesta terça-feira (3)</strong></a>, contra o garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami (TIY). De acordo com a PF, além das prisões, foram apreendidos quatro veículos, joias, armas e mais de R$ 60 mil. Dois investigados não foram localizados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão em Roraima e 1 em Rondônia, e ainda houve o bloqueio de uma fazenda, usada como local de apoio para o garimpo ilegal, e de R$ 834 mil em bens dos investigados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Da propriedade rural, saíam equipamentos, combustíveis e demais itens usados pelos garimpeiros na região do rio Mucajaí, no Sul de Roraima, uma das áreas do Estado em que a atividade ilegal é mais frequente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda conforme a PF, durante as investigações foram identificados um coordenador de apoio logístico ao garimpo, financiadores, donos das máquinas usadas na exploração de minérios e responsáveis pela compra e transporte de ouro. Entre os suspeitos, estão servidores públicos e empresários de vários segmentos. Um dos envolvidos comprava gado com o dinheiro conseguido com o garimpo ilegal.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Repressão e prejuízos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As operações da PF estão previstas como meta prioritária do Ministério dos Povos Indígenas (MPI), que planejou 32 ações até o fim de 2026. A Taurus Aureus faz parte da Operação Libertação, que é permanente e foi iniciada em fevereiro de 2023 para repressão ao garimpo ilegal e, também, retirada dos invasores de terra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo dados colhidos pela Casa de Governo de Roraima, 26% dos 9,6 milhões de hectares da terra indígena são afetados pela mineração irregular, mas as iniciativas de repressão produziram uma queda de 91,6% na atividade ilegal em relação a 2022.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme a PF, até agora, a estimativa é a de que as operações tenham causado um prejuízo aos financiadores de garimpos ilegais nas terras indígenas correspondente a R$ 163 milhões. Em março deste ano, a área ativa correspondia a 4,57 mil hectares e a de influência do garimpo era de 2,6 milhões de hectares, mas, com as ações como a desta terça-feira, nota-se uma redução para 1,5 mil hectares para garimpos ativos e 916 mil hectares de área de influência &#8211; números são relativos ao mês de agosto.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Apreensões</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde a implantação da Casa de Governo em Boa Vista, em 29 de fevereiro deste ano, já foram inutilizadas 19 aeronaves; mais de 86 mil litros de óleo diesel; 617 motores e 70 antenas Starlink. Foram apreendidos 75 toneladas de cassiterita e 10.848 quilos de ouro. A preços desta terça-feira, com o quilo cotado a R$ 457 mil na bolsa de mercadorias, esse montante de ouro apreendido representa quase R$ 5 bilhões retirados dos garimpeiros ilegais. Até agora, 80 pessoas foram presas.</p>
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		<title>Ministério das Mulheres faz pacto com times de futebol por feminicídio zero</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/ministerio-das-mulheres-faz-pacto-com-times-de-futebol-por-feminicidio-zero/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Aug 2024 11:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BRASIL]]></category>
		<category><![CDATA[DIREITOS HUMANOS]]></category>
		<category><![CDATA[Agosto Lilás]]></category>
		<category><![CDATA[Feminicídio Zero]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério da Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério da Igualdade Racial]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério das Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[ministério dos povos indígenas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Diversos setores do país aderiram à mobilização nacional permanente pelo Feminicídio Zero, lançada pelo Ministério das Mulheres, em Brasília. O feminicídio é o assassinato de mulheres em situação de violência doméstica ou de violência extrema por ódio ao gênero feminino.&#160; Ao&#160;aderirem à articulação nacional, os parceiros da ação se comprometem a atuar para erradicar o&#160;feminicídio, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Diversos setores do país aderiram à mobilização nacional permanente pelo Feminicídio Zero, lançada pelo Ministério das Mulheres, em Brasília. O feminicídio é o assassinato de mulheres em situação de violência doméstica ou de violência extrema por ódio ao gênero feminino.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao&nbsp;aderirem à articulação nacional, os parceiros da ação se comprometem a atuar para erradicar o&nbsp;feminicídio, por meio da prevenção e do enfrentamento de todas as formas de violência com base em gênero contra as mulheres em sua diversidade, de acordo com suas possibilidades de recursos, estrutura e público-alvo. Entre as ações, estão as integradas no ambiente de trabalho&nbsp;e campanhas de conscientização contínua voltada aos homens.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, frisou que toda a sociedade deve se envolver na mobilização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Se o vizinho chamar a polícia quando ouvir uma agressão, se o amigo não naturalizar comportamentos agressivos, se a mãe e as amigas buscarem ajuda e oferecerem apoio à mulher em situação de violência, o feminicídio, que é o mais intenso grau de violência contra a mulher, pode ser evitado”, reforçou.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Futebol x violência</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as entidades que firmaram parceria com a pasta, estão os clubes de futebol Flamengo, Corinthians, Vasco, Botafogo e Bahia. A ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, explicou&nbsp;a necessidade de firmar este compromisso com os grandes times brasileiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com uma <a href="https://forumseguranca.org.br/wp-content/uploads/2022/07/futebol-violencia-mulher.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">pesquisa feita&nbsp;em 2022</a> pelo Fórum de Segurança Pública em parceria com o Instituto Avon, em dia de jogos de futebol no país, a lesão corporal dolosa contra mulheres é 23,7% maior do que em dias em que não há partidas. E quando o jogo do time ocorre na própria cidade-sede, o aumento de casos de lesão corporal estimado é de 25,9%.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Considero o futebol um ambiente extremamente importante para dialogarmos, especialmente com os homens que devem ser nossos aliados nessa causa. Sem eles, não conseguiremos vencer índices tão negativos”,&nbsp;apontou a ministra.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Poder público</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante o evento, órgãos do Poder Executivo federal também assinaram a carta-compromisso pelo feminicídio zero do Ministério das Mulheres, como os ministérios da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, dos Povos Indígenas e&nbsp;da Cultura e da Igualdade Racial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ministra&nbsp;Esther Dweck, da Gestão e Inovação, enfatizou a importância do apoio da sociedade no combate ao feminicídio. “O governo pode tentar fazer de tudo, mas mudanças não serão possíveis se isso não for uma conscientização da sociedade, pois é um problema social grave no Brasil. É impossível aceitar os altos índices de feminicídio no país”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A secretária executiva do Ministério da Igualdade Racial, Roberta Eugênio, destacou que a maior incidência de feminicídios em 2023 foi contra mulheres negras (63,6%).</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Que a mobilização não seja uma palavra vazia e conte, de forma profunda, com os esforços de todos os atores. Transformar uma sociedade ainda profundamente misógina para mobilizar um compromisso para o feminicídio zero, não é uma luta das mulheres, mas de toda a sociedade, que nós compreendemos o quão profundas estão as raízes dessa violência.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ministra da Cultura, Margareth Menezes, diz acreditar que as campanhas funcionam para mobilizar a sociedade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Estamos precisando combater [o feminicídio] no Brasil com essa mobilização nacional, mostrando a verdadeira força do povo brasileiro.&nbsp;Como mulher negra, sei o significado dessas aderências e da urgência de encampar essa mensagem para todo o Brasil.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, reforçou que a violência contra a mulher não deve ser encarada como cultural.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Muitos ainda defendem que faz parte da cultura matar, violentar e estuprar as mulheres. As estruturas legais ainda não estão preparadas para receber as denúncias, para escutar essas mulheres.” &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela explicou, também, que há 274 línguas indígenas faladas no Brasil e que as mulheres indígenas que denunciam as violências sofridas não são compreendidas. Por isso, a ministra exigiu providências do Estado brasileiro para atender os indígenas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Também faz parte de toda esta mobilização que o Estado brasileiro compreenda e garanta o acesso a todas as mulheres indígenas para que possam, de fato, falar, porque elas têm que ser compreendidas.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A senadora Leila Barros (PDT-DF) pediu um minuto de silêncio pela 12ª vítima de feminicídio no Distrito Federal, somente neste ano. Na terça-feira (20), Juliana Barboza morreu no dia de aniversário de 34 anos dela, após ser atropelada três vezes pelo carro conduzido pelo ex-namorado. A mãe da vítima e a filha dela, de cinco anos, também foram atropeladas e seguem hospitalizadas. A ministra Cida também se solidarizou aos familiares e amigos de Juliana e de todas as mulheres que sofrem violência, neste momento, no país.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Agosto Lilás</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A&nbsp;articulação nacional é uma das estratégias do chamado&nbsp;Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização sobre o fim da violência contra a mulher e o <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2024-08/protecao-integral-mulheres-ainda-enfrenta-desafios" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aniversário da Lei Maria da Penha</a>, sancionada há 18 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 7 de agosto, data de aniversário da legislação criada para coibir atos de violência doméstica contra a mulher e para punir agressores, o Ministério das Mulheres lançou, em parceria com a Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República, a campanha&nbsp;<a href="https://www.youtube.com/watch?v=ea7PQefzNz8&amp;t=18s" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Feminicídio Zero</a> &#8211; Nenhuma violência contra a mulher deve ser tolerada.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Violência em números</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2023, 1.467 mulheres foram mortas apenas por serem mulheres – 90% dos crimes foram cometidos por homens. Os dados são da 18ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgada em julho. A cada seis horas, uma mulher é vítima de feminicídio, 63% delas negras. Outros dados indicam que três em cada dez brasileiras já foram vítimas de violência doméstica. A cada seis minutos uma menina ou mulher sofre violência sexual; e, a cada 24 horas, 113 casos de importunação sexual são denunciados no país.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações da Agência Brasil</em></strong></p>
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		<title>Artesãs indígenas podem se inscrever para participar de feira internacional de artesanato até sexta-feira</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/artesas-indigenas-podem-se-inscrever-para-participar-de-feira-internacional-de-artesanato-ate-sexta-feira/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Aug 2024 20:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BRASIL]]></category>
		<category><![CDATA[GERAL]]></category>
		<category><![CDATA[ApexBrasil]]></category>
		<category><![CDATA[artesãs indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[Expoartesanias]]></category>
		<category><![CDATA[ibge]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério das Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[ministério dos povos indígenas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Artesãs indígenas podem se inscrever, até sexta-feira (23), para participarem como expositoras no pavilhão Brasil do Expoartesanias, maior feira internacional de artesanato latino-americana, a ser realizada em Bogotá, capital da Colômbia, entre os dias 4 e 17 de dezembro. Este ano, o Brasil será o país homenageado no evento. O pavilhão brasileiro da Expoartesanias está [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Artesãs indígenas podem se inscrever, até sexta-feira (23), para participarem como expositoras no pavilhão Brasil do Expoartesanias, maior feira internacional de artesanato latino-americana, a ser realizada em Bogotá, capital da Colômbia, entre os dias 4 e 17 de dezembro. Este ano, o Brasil será o país homenageado no evento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O pavilhão brasileiro da Expoartesanias está sendo organizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em parceria com o Ministério das Mulheres, o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte e o Sebrae, com apoio do Ministério dos Povos Indígenas (MPI).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A iniciativa visa não só dar destaque ao trabalho de mulheres artesãs, como também incentivar a autonomia das mulheres brasileiras e impulsionar o setor de economia criativa, o empreendedorismo e a cultura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o Ministério das Mulheres, o Brasil será representado exclusivamente por artesãs, portanto, estão autorizadas a participar profissionais, associações e cooperativas que atuam no segmento. A regra exige que as peças a serem exibidas na exposição sejam feitas exclusivamente por mulheres.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Haverá uma curadoria especializada para selecionar o material de modo a representar a diversidade de tipologias, técnicas do artesanato nacional e itens com apelo comercial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que o artesanato é a fonte de renda de aproximadamente 8,5 milhões de pessoas. Segundo o Sebrae, as mulheres representam 77% dos artesãos brasileiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Confira o <a href="https://click.apexbrasil.com.br/mkt/feiras/Expoartesanias/regulamento.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">regulamento da iniciativa</a> e faça a <a href="https://apexbrasil.com.br/br/pt/eventos/expoartesanias-2024.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">inscrição aqui</a></p>
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		<title>Força Nacional inicia formação de 85 policiais com foco em operações na Terra Indígena Yanomami</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Aug 2024 13:22:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GERAL]]></category>
		<category><![CDATA[RORAIMA]]></category>
		<category><![CDATA[Casa de Governo Yanomami]]></category>
		<category><![CDATA[força nacional]]></category>
		<category><![CDATA[governo federal]]></category>
		<category><![CDATA[ministério dos povos indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[terra indígena yanomami]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Força Nacional iniciou nesta segunda-feira (19), em Roraima, o treinamento de 85 agentes para atuar na Terra Indígena Yanomami (TIY). A formação, conforme o Ministério dos Povos Indígenas (MPI), tem o objetivo de padronizar procedimentos e preparar os policiais militares para os desafios da região, onde conflitos e atividades ilegais, como o garimpo, têm [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A Força Nacional iniciou nesta segunda-feira (19), em Roraima, o treinamento de 85 agentes para atuar na Terra Indígena Yanomami (TIY). A formação, conforme o Ministério dos Povos Indígenas (MPI), tem o objetivo de padronizar procedimentos e preparar os policiais militares para os desafios da região, onde conflitos e atividades ilegais, como o garimpo, têm ameaçado as comunidades indígenas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nilton Tubino, diretor da Casa de Governo Yanomami, abriu o curso com uma aula magna sobre os esforços do governo federal no combate ao garimpo ilegal. Ele destacou a importância da integração entre órgãos e a necessidade de proteger tanto o território quanto os povos indígenas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Formar policiais militares em Roraima, próximo à área de atuação, é essencial para garantir operações eficazes na TI Yanomami. O conhecimento prévio da região é vital para proteger a população indígena e preservar o território”, afirmou Tubino.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O curso reúne 85 policiais militares, incluindo 10 de Roraima, tem duração de três semanas e abrange uma série de disciplinas práticas e teóricas. Os policiais participam de aulas sobre direitos humanos, técnicas de abordagem policial e veicular, controle de distúrbios civis, patrulhamento e manejo de armamentos e equipamentos utilizados pela Força Nacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Particularidades</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O diferencial deste ciclo de treinamento está na adaptação ao contexto da TI Yanomami, a maior terra indígena do país. A formação em Roraima, portanto, visa preparar os agentes não apenas para as demandas técnicas da operação, mas também para as particularidades culturais e sociais da região.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o MPI, com a conclusão do curso, os agentes estarão prontos para integrar as forças de segurança federais que já atuam na Terra Yanomami, reforçando as operações em andamento. A expectativa é de que a presença desses policiais treinados e alinhados às diretrizes do governo federal contribua para a restauração da segurança e para a proteção efetiva do território, garantindo o respeito aos direitos dos povos que ali vivem.</p>
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