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	<title>OIT Archives - FatoRR Notícias</title>
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	<title>OIT Archives - FatoRR Notícias</title>
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		<title>Senado avança com projeto que permite garimpagem em terras indígenas com condições</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 Aug 2025 18:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BRASIL]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Projeto de Lei (PL) 1.331/2022, que regulamenta atividades de pesquisa e garimpagem em terras indígenas, foi aprovado nesta semana pela Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado. A proposta segue para análise na Comissão de Meio Ambiente (CMA). De autoria do senador Mecias de Jesus (Republicanos–RR), o texto foi relatado pela senadora Damares Alves [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O Projeto de Lei (PL) 1.331/2022, que regulamenta atividades de pesquisa e garimpagem em terras indígenas, foi aprovado nesta semana pela Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado. A proposta segue para análise na Comissão de Meio Ambiente (CMA).</p>



<p class="wp-block-paragraph">De autoria do senador Mecias de Jesus (Republicanos–RR), o texto foi relatado pela senadora Damares Alves (Republicanos–DF), que promoveu ajustes e reforçou a necessidade de regulamentar o tema com responsabilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“É hora de o Congresso enfrentar esse debate com maturidade e diálogo”, declarou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A proposta veta a mineração industrial e impede atividades em terras de povos isolados e em áreas fundamentais à preservação das tradições indígenas. A exploração, segundo o texto, só poderá ocorrer com o consentimento das comunidades e sem prejuízo à integridade social, econômica e cultural dos povos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Críticas foram feitas por senadores da oposição. Augusta Brito (PT–CE) citou as mortes de crianças Yanomami e cobrou maior escuta dos povos originários. Rogério Carvalho (PT–SE) afirmou que a medida viola convenções internacionais e favorece crimes ambientais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O texto estabelece que comunidades indígenas poderão receber entre 2% e 4% do faturamento bruto da extração. Também prevê compensação a estados e municípios e a possibilidade de contratação de indígenas como mão de obra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O processo de consulta deverá envolver uso da língua materna, representação legítima e análise de impactos. Mudanças feitas pela relatora retiraram menções à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), à Agência Nacional de Mineração (ANM) e ao prazo para regulamentação, ampliando o alcance do projeto para todas as terras indígenas, não apenas as homologadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações da Agência Senado</em></strong></p>
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		<title>Indígenas têm direito à consulta prévia em obras do Linhão de Tucuruí, confirma Justiça</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Apr 2025 13:23:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[JUSTIÇA]]></category>
		<category><![CDATA[RORAIMA]]></category>
		<category><![CDATA[amazonas]]></category>
		<category><![CDATA[Corte Interamericana de Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Linhão de Tucuruí]]></category>
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		<category><![CDATA[TRF1]]></category>
		<category><![CDATA[Waimiri Atroari]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) confirmou que o povo indígena Waimiri Atroari (Kinjà) tem direito à consulta prévia, livre e informada antes da concessão de licença para a construção do Linhão de Tucuruí — obra de infraestrutura energética que atravessa terras indígenas no Amazonas e vai conectar Roraima ao Sistema Interligado Nacional [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) confirmou que o <a href="https://fatorrnoticias.com.br/roraima/impactos-ambientais-das-obras-do-linhao-de-tucurui-diminuem-com-atuacao-de-indigenas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>povo indígena Waimiri Atroari</strong></a> (Kinjà) tem direito à consulta prévia, livre e informada antes da concessão de licença para a construção do Linhão de Tucuruí — obra de infraestrutura energética que atravessa terras indígenas no Amazonas e vai conectar Roraima ao Sistema Interligado Nacional (SIN).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A decisão atendeu a um pedido do Ministério Público Federal (MPF) e rejeitou o recurso da União, que tentava dar continuidade ao empreendimento sem consultar os indígenas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o TRF1, a consulta prévia é uma exigência da Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), da qual o Brasil é signatário. O tribunal destacou que esse direito não pode ser afastado, mesmo quando há acordos entre órgãos públicos e empresas privadas, se a obra tiver potencial de impactar comunidades indígenas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na ação, o MPF argumentou que a consulta prévia é um direito fundamental dos povos indígenas, essencial para garantir sua autodeterminação e a proteção de seus direitos fundamentais. O órgão também ressaltou que o procedimento deve ser efetivo, permitindo a participação real dos indígenas nas decisões que os afetam.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, o MPF enfatizou que a Corte Interamericana de Direitos Humanos determina que grandes empreendimentos com impacto significativo sobre povos indígenas devem ser precedidos de consulta prévia, com possibilidade de veto em casos de risco à identidade cultural ou à sobrevivência dessas comunidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Intimação do MPF</strong>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em outra decisão, o TRF1 anulou uma sentença de primeira instância que havia extinguido uma ação do MPF sobre o direito à saúde das comunidades indígenas Tembé e Ka&#8217;apor, no Pará, sem garantir ao órgão o direito de se manifestar. O tribunal determinou que o processo volte para a primeira instância, para que o MPF seja devidamente intimado, conforme previsto no Código de Processo Civil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O TRF1 reconheceu que o MPF deve ser obrigatoriamente ouvido em processos que tratam de direitos e interesses de povos indígenas, mesmo que o órgão não seja parte formal da ação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ambas as decisões reforçam o papel constitucional do MPF na defesa dos direitos dos povos indígenas e na fiscalização do cumprimento das leis que garantem a proteção desses povos e de seus territórios.</p>
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