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	<title>ONU Archives - FatoRR Notícias</title>
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	<title>ONU Archives - FatoRR Notícias</title>
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		<title>Dois terremotos na Venezuela deixam ao menos 164 mortos; feridos passam de mil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Venezuela contabiliza ao menos 164 mortos e mais de mil feridos após ser atingida por dois terremotos na noite desta quarta-feira (24). A informação foi divulgada pela presidente Delcy Rodríguez nesta quinta-feira (25), enquanto equipes de emergência seguem trabalhando no resgate de pessoas soterradas. Segundo a Reuters, dezenas de edifícios e residências desabaram em [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A Venezuela contabiliza ao menos 164 mortos e mais de mil feridos após ser atingida por dois terremotos na noite desta quarta-feira (24). A informação foi divulgada pela presidente Delcy Rodríguez nesta quinta-feira (25), enquanto equipes de emergência seguem trabalhando no resgate de pessoas soterradas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a Reuters, dezenas de edifícios e residências desabaram em diferentes regiões do país. La Guaira foi apontado pelo governo como o estado mais afetado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em pronunciamento, Delcy Rodríguez afirmou que as operações atuais estão voltadas à busca por sobreviventes. “É uma verdadeira tragédia”, disse ao comentar os danos registrados na região.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante da destruição, o governo anunciou a criação de um fundo de US$ 200 milhões, financiado com recursos do Fundo Monetário Internacional (FMI), para reconstrução da infraestrutura atingida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) avalia que o total de vítimas fatais pode superar 10 mil pessoas e alcançar até 100 mil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após os tremores, o U.S. Tsunami Warning Centers emitiu um alerta de tsunami, posteriormente descartado. A missão de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) também solicitou ao governo venezuelano a suspensão emergencial das restrições às redes sociais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações da Agência Brasil</em></strong></p>
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		<title>Governo federal assume serviços de alimentação e higiene para migrantes em Roraima</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/governo-federal-assume-servicos-de-alimentacao-e-higiene-para-migrantes-em-roraima/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Jan 2026 20:44:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[DIREITOS HUMANOS]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O governo federal passou a assumir diretamente, nesta quarta-feira (14), a distribuição de alimentos, água e serviços de higiene para migrantes e refugiados que chegam a Roraima, na fronteira com a Venezuela. Antes, esses serviços eram oferecidos pela organização filantrópica Cáritas, que suspendeu temporariamente as atividades no início do mês após o fim de contratos [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O governo federal passou a assumir diretamente, nesta quarta-feira (14), a distribuição de alimentos, água e serviços de higiene para migrantes e refugiados que chegam a Roraima, na fronteira com a Venezuela. Antes, esses serviços eram oferecidos pela <a href="https://fatorrnoticias.com.br/direitos-humanos/falta-de-recursos-faz-caritas-suspender-atendimento-a-migrantes-em-boa-vista-e-pacaraima/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>organização filantrópica Cáritas, que suspendeu temporariamente as atividades no início do mês após o fim de contratos com financiadores internacionais</strong></a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Cáritas mantinha três pontos de atendimento — dois em Boa Vista e um em Pacaraima —, que agora estão fechados. O ministro do Desenvolvimento Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, afirmou durante visita ao Posto de Triagem da Operação Acolhida em Boa Vista que o governo já começou a fornecer os serviços essenciais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Aquilo que antes era custeado financeiramente pela Organização das Nações Unidas [ONU] agora vai ser bancado pelo governo federal. A Cáritas apresentou uma proposta para atuar em parceria, que está sendo analisada”, disse o ministro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A interrupção das atividades da organização não governamental ocorre em meio ao agravamento da crise venezuelana, que aumentou a demanda por assistência humanitária na região. O fornecimento de água, saneamento e higiene é considerado essencial para prevenir doenças e garantir condições mínimas de dignidade aos migrantes e refugiados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Operação Acolhida coordena ações de triagem, alimentação, abrigamento e assistência social, integrando órgãos federais, estado de Roraima, municípios e agências internacionais, garantindo atendimento contínuo e seguro à população migrante.</p>
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		<title>Roraima ganha selo da ONU para acelerar combate à violência de gênero e reduzir mortalidade materna</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/roraima-ganha-selo-da-onu-para-acelerar-combate-a-violencia-de-genero-e-reduzir-mortalidade-materna/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Oct 2025 09:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[DIREITOS HUMANOS]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O “Selo UNFPA Roraima e Boa Vista”, iniciativa do Fundo de População das Nações Unidas que busca apoiar gestões locais no fortalecimento de políticas públicas para a saúde reprodutiva e a igualdade de gênero, foi lançado no Estado, conforme informações divulgadas nesta terça-feira (7). A proposta é acelerar, até 2030, o alcance de metas globais [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O “Selo UNFPA Roraima e Boa Vista”, iniciativa do Fundo de População das Nações Unidas que busca apoiar gestões locais no fortalecimento de políticas públicas para a saúde reprodutiva e a igualdade de gênero, foi lançado no Estado, conforme informações divulgadas nesta terça-feira (7).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A proposta é acelerar, até 2030, o alcance de metas globais como a redução de mortes maternas evitáveis, o atendimento pleno de planejamento familiar e o enfrentamento da violência baseada em gênero. A ação tem apoio da Embaixada da França.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O lançamento reuniu representantes do governo estadual, da Prefeitura de Boa Vista e de agências da Organização das Nações Unidas (ONU). O selo prevê três anos de capacitações, planos estratégicos e acompanhamento de indicadores relacionados à saúde da mulher e atendimento social.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A ideia é qualificar as equipes de saúde e assistência social para melhorar o atendimento, tanto da população local quanto migrante”, explicou Caio Oliveira, representante do UNFPA no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Unidade Básica de Saúde (UBS) Vanderly Nascimento, em Boa Vista, onde se concentram atendimentos de migrantes da Operação Acolhida, será uma das beneficiadas. A gerente Sheila Albuquerque disse que a parceria fortalece o atendimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“As ações educativas trazem mais segurança aos profissionais, especialmente no cuidado com gestantes e uso de contraceptivos”, afirmou.</p>
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		<title>Roraima tem redução de 39% nos casos de malária e ações de combate ganham reforço com Frente Parlamentar</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/roraima-tem-reducao-de-39-nos-casos-de-malaria-e-acoes-de-combate-ganham-reforco-com-frente-parlamentar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Jun 2025 10:00:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Ministério da Saúde e o Congresso Nacional lançaram nesta semana, em Brasília (DF), a Frente Parlamentar pela Malária (FPEMA), que vai atuar em parceria para eliminar a doença no Brasil até 2035. Os números mostram avanço no combate. Entre janeiro e abril de 2025, o Brasil registrou 34 mil casos — 25% a menos [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O Ministério da Saúde e o Congresso Nacional lançaram nesta semana, em Brasília (DF), a Frente Parlamentar pela Malária (FPEMA), que vai atuar em parceria para eliminar a doença no Brasil até 2035.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os números mostram avanço no combate. Entre janeiro e abril de 2025, o Brasil registrou 34 mil casos — 25% a menos que os 45 mil do mesmo período de 2024. Em Roraima, a redução foi de 39%, caindo de 11.701 para 7.126 casos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O trabalho tem duas etapas: a primeira até 2026, com foco em 16 municípios prioritários. A partir de 2030, as ações se expandem para 32 cidades, com estratégias de diagnóstico, controle do vetor e tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o ministro Alexandre Padilha, o governo investiu R$ 47 milhões nos anos de 2024 e 2025 para fortalecer o combate, que inclui o uso de novos medicamentos, capacitação em entomologia e ampliação dos testes rápidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A iniciativa faz parte do programa Brasil Saudável, alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs) da Organização das Nações Unidas (ONU) e à estratégia da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) para eliminar doenças nas Américas.</p>
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		<title>Roraima lidera casos de gravidez precoce e acende alerta na Assembleia Legislativa</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/roraima-lidera-casos-de-gravidez-precoce-e-acende-alerta-na-assembleia-legislativa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Jun 2025 11:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Roraima lidera o ranking nacional de gravidez precoce, com mais de 2.600 adolescentes grávidas, superando em mais de quatro vezes a meta estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) para 2030. Diante do cenário alarmante, a Assembleia Legislativa do Estado (ALE-RR) mobilizou, na sexta-feira (6), uma reunião entre parlamentares e especialistas da saúde para discutir [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Roraima lidera o ranking nacional de gravidez precoce, com mais de 2.600 adolescentes grávidas, superando em mais de quatro vezes a meta estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) para 2030. Diante do cenário alarmante, a Assembleia Legislativa do Estado (ALE-RR) mobilizou, na sexta-feira (6), uma reunião entre parlamentares e especialistas da saúde para discutir estratégias de enfrentamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O encontro foi conduzido pelo presidente da Comissão de Saúde e Saneamento, deputado Dr. Claudio Cirurgião (União), que destacou a urgência de políticas públicas efetivas para prevenir a gestação precoce e suas consequências sociais e de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A gestação precoce aumenta os riscos de morte materna, doenças como diabetes e pré-eclâmpsia, além de comprometer o futuro das adolescentes, afastando-as da escola e do mercado de trabalho. Essa realidade precisa mudar”, afirmou o parlamentar, que elabora um projeto de lei voltado à prevenção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a reunião, foram apresentadas iniciativas bem-sucedidas em outros estados e países, que podem servir de modelo para Roraima. As propostas devem ser incorporadas à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e à Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A médica ginecologista Luciana Arcoverde, professora da Universidade Federal de Roraima (UFRR), alertou que a taxa de mortalidade materna infantojuvenil no Estado se aproxima dos níveis registrados na África Subsaariana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Uma em cada quatro adolescentes com menos de 14 anos está entre os casos de gravidez precoce. Precisamos de uma força-tarefa para revisar as políticas de contracepção. É urgente ampliar o acesso à saúde reprodutiva e sexual, com foco na prevenção da gravidez não planejada”, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A médica Ida Peréa Monteiro, de Rondônia, apresentou soluções como o uso de contraceptivos reversíveis de longa duração, como o DIU de cobre e o Implanon, eficazes por até dez anos sem necessidade de manutenção diária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A reunião foi extremamente produtiva. A articulação da Assembleia é um passo importante para que o Estado deixe de liderar esses índices negativos”, destacou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo ela, a gravidez precoce e a mortalidade materna são metas previstas nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. O Brasil tem como meta reduzir a mortalidade materna para menos de 30 mortes por 100 mil nascidos vivos até 2030. Em Roraima, esse número está em 140.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Comissão de Saúde da ALE-RR é composta pelos deputados Neto Loureiro (PMB), Marcelo Cabral (Cidadania), Marcinho Belota (PRTB), Dr. Meton (MDB), Gabriel Picanço (Republicanos) e Renato Silva (Podemos).</p>
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		<item>
		<title>Facção venezuelana aliada ao PCC recruta brasileiros para tráfico, prostituição e garimpo ilegal</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/faccao-venezuelana-aliada-ao-pcc-recruta-brasileiros-para-trafico-prostituicao-e-garimpo-ilegal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Feb 2025 22:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GERAL]]></category>
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		<category><![CDATA[facções criminosas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tratada como organização terrorista pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que promete pagar até US$ 5 milhões pela prisão de seus líderes, a facção venezuelana Tren de Aragua ganha território no Norte do Brasil. A estratégia do grupo para se expandir inclui o recrutamento de brasileiros, o domínio de rotas de tráfico de drogas, [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Tratada como organização terrorista pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que promete pagar até US$ 5 milhões pela prisão de seus líderes, a facção venezuelana Tren de Aragua ganha território no Norte do Brasil. A estratégia do grupo para se expandir inclui o recrutamento de brasileiros, o domínio de rotas de tráfico de drogas, pontos de prostituição, garimpos de ouro e uma aliança com o Primeiro Comando da Capital (PCC).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Relatórios da Polícia Civil e do Ministério Público obtidos pela reportagem destacam os métodos violentos usados para eliminar desafetos e tomar territórios. Em janeiro, investigadores identificaram um cemitério clandestino em Boa Vista com dez corpos — a maioria com marcas de perfuração por faca. A suspeita dos policiais é que eram desafetos do Tren de Aragua, que assumiu o controle de bocas de fumo em pelo menos cinco bairros da capital de Roraima. A facção também tem atuado em Manaus (AM), além de cidades fronteiriças no Amazonas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Como são mais violentos, expulsam os traficantes locais. Houve alguns embates com as facções brasileiras. Mas depois de um arranjo com o PCC, os venezuelanos passaram a cooptar brasileiros”, disse o delegado Wesley Costa, titular da Delegacia de Repressão a Ações Criminosas Organizadas (Draco) de Roraima.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Criada a partir de um sindicato de trabalhadores ferroviários e expandida por detentos do presídio de Tocorón, a 140 quilômetros de Caracas, a facção venezuelana foi a única da América Latina a ser classificada como “organização terrorista estrangeira” em um decreto assinado por Trump logo após a sua posse, em 20 de janeiro. Investigações apontam que, além de Brasil, EUA e Venezuela, a Tren da Aragua está presente na Colômbia, Chile, Equador, Peru e Bolívia, com forte atuação nas regiões de fronteira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Polícia Civil de Roraima aponta os irmãos venezuelanos Antônio e Daniel Cabrera como dois dos principais líderes da facção no Brasil. Os dois estão presos desde o ano passado por tráfico de drogas, homicídio qualificado e associação criminosa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em novembro, ao prender Antonio em uma fazenda em Mucajaí, no interior de Roraima, onde ele criava porcos, os policiais apreenderam US$ 32 mil dólares, joias e oito celulares. Mensagens capturadas pelos investigadores apontaram que ele negociava a compra de fuzis para o grupo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O domínio da facção em Roraima cresceu com o fluxo de imigrantes na fronteira — de 2015 a 2024, mais de 568 mil venezuelanos entraram no Brasil como refugiados. Houve uma escalada no número de assassinatos no Estado, que passou de uma média de 60 por ano para mais de 200, segundo a Polícia Civil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A maioria das vítimas da quadrilha estrangeira também é da Venezuela. No livro “Tren de Aragua: la banda que revolucionó el crimen organizado em América Latina”, publicado em 2023, a jornalista venezuelana Ronna Risquez diz que os principais alvos da facção são justamente os imigrantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Risquez relata que o grupo se aproveita da vulnerabilidade de venezuelanos, cobrando altas taxas para levá-los ao Brasil, Colômbia e Chile em trilhas clandestinas abertas na Selva Amazônica. Endividados e ameaçados de morte, os imigrantes têm de prestar serviços à facção. Uma parte vira “mula”, passando drogas e armas na fronteira; outra é recrutada para a prostituição, e outra, usada em garimpos na Amazônia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em depoimento à polícia, a mãe de uma vítima morta pela facção em 2022 relatou que o filho costumava trabalhar no garimpo da Venezuela, indo e vindo de Santa Elena de Uiarén, que faz divisa com Pacaraima, no norte de Roraima.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A crueldade nas execuções é a assinatura do grupo — ao mesmo tempo em que chama a atenção da polícia, o método provoca medo na população para evitar delações. Em junho de 2021, o corpo de um venezuelano foi encontrado esquartejado em um saco de lixo em Boa Vista. A Polícia Civil concluiu que o crime foi ordenado por um dos líderes do Tren de Aragua, preso em flagrante com uma submetralhadora, duas pistolas, munições e um caderno com anotações de uma suposta contabilidade do tráfico.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sistema prisional</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A expansão da facção no Brasil também preocupa autoridades do governo federal. O Ministério da Justiça monitora o avanço do grupo em cidades brasileiras. Segundo o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, os presídios de Roraima vivem em tensão em razão do elevado número de estrangeiros. Garcia diz que enviará recursos para aumentar a oferta de vagas. Atualmente, há 418 venezuelanos em cadeias do Estado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Há um impacto muito grande em um sistema relativamente pequeno de presos. Esse número é quase uma unidade prisional inteira. Embora esteja tensionado, o sistema está controlado e retomado”, disse Garcia, referindo-se a operações passadas que transferiram líderes de facções para outros locais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2018, uma investigação da Ministério Público (MPRR) encontrou listas de batismo de venezuelanos ao PCC na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (Pamc), a maior de Roraima. De lá para cá, passou a ser percebido também um movimento de brasileiros que são cooptados pelo Tren de Aragua.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Responsável pela administração penitenciária de Roraima, o secretário de Justiça e Cidadania, Hercules Pereira, afirmou que separa os venezuelanos em uma ala para evitar o contato entre facções brasileiras e estrangeiras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Nossa inteligência detectou que o Tren de Aragua é o maior grupo estrangeiro com atuação no sistema em Roraima. A situação está controlada, mas precisamos de um novo bloco destinado aos estrangeiros”, disse Pereira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na Venezuela, a facção montou um quartel-general em Tocorón, com celas de luxo, piscina, cassino e até um zoológico. A expansão da facção ocorre durante uma crise financeira da Operação Acolhida, que atende imigrantes na fronteira. O governo Trump, contudo, suspendeu a verba para a agência da ONU que atua no programa em parceria com o governo brasileiro. O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, admitiu que chegou a cogitar encerrar a operação, mas voltou atrás porque isso seria deixar o acampamento ser dominado pela facção.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações de Eduardo Gonçalves/O Globo</em></strong></p>
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		<title>Brasil recebe quase 95 mil venezuelanos em 2024, segundo Ministério da Justiça</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/brasil-recebe-quase-95-mil-venezuelanos-em-2024-segundo-ministerio-da-justica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Feb 2025 13:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BRASIL]]></category>
		<category><![CDATA[DIREITOS HUMANOS]]></category>
		<category><![CDATA[boa vista]]></category>
		<category><![CDATA[imigração]]></category>
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		<category><![CDATA[Senajus]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Brasil registrou a chegada de 194.331 migrantes em 2024. Os venezuelanos lideram a lista de abrigados, com 94.726 pessoas recebidas pela Operação Acolhida. Os dados são da 8ª edição do Boletim da Migração, divulgado pela Secretaria Nacional de Justiça (Senajus), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Segundo a pasta, a reunião familiar [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O Brasil registrou a chegada de 194.331 migrantes em 2024. Os venezuelanos lideram a lista de abrigados, com 94.726 pessoas recebidas pela Operação Acolhida. Os dados são da 8ª edição do Boletim da Migração, divulgado pela Secretaria Nacional de Justiça (Senajus), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a pasta, a reunião familiar foi o principal motivo para as solicitações de abrigo no país, com 16.567 justificativas. Na sequência, vêm trabalho e investimentos (14.507) e estudo (8.725).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os pedidos para cumprir missão religiosa foram 2,3 mil; para fixar residência em fronteiras, somaram 1.966, e receber acolhida humanitária, 4.317.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados mostram ainda que, no ano passado, houve 68.159 solicitações de reconhecimento da condição de refugiado, das quais, 13.632 já foram concedidas; 24.887 foram extintas, 28.890 arquivadas e 318 indeferidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A Venezuela segue como principal nacionalidade entre refugiados reconhecidos [12.726], seguida por Afeganistão [283] e Colômbia [121]”, informa o boletim.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Venezuelanos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em dezembro do ano passado, entraram no país 5.837 venezuelanos. O principal ponto de entrada é Pacaraima, em Roraima. Na cidade e em Boa Vista, são ofertados atendimentos da Operação Acolhida, resposta humanitária que oferece suporte ao deslocamento voluntário, seguro e organizado de populações refugiadas e migrantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo dados da operação, os venezuelanos que entraram no Brasil vivem, atualmente, em 1.026 municípios de todas as regiões do país. As cidades de Curitiba e Manaus são as que somam maior número de migrantes recepcionados pela operação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No final de janeiro deste ano, as ações da operação chegaram a ser suspensas após a Organização Internacional para as Migrações (OIM), braço da Organização das Nações Unidas (ONU) para atendimento de migrantes e refugiados, informar o bloqueio do repasse de verbas por 90 dias determinado pelo presidente norte-americano, Donald Trump, no dia 26.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No dia seguinte, o governo federal se reuniu com representantes da organização para discutir o impacto da suspensão das atividades realizadas pela entidade no âmbito da Operação Acolhida. Na ocasião, foi definido que o governo executaria as ações da OIM.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“As autoridades brasileiras estão mobilizadas e seguem em tratativas para reduzir os impactos da ausência das equipes da OIM na operação logística e na gestão de abrigos. Entre as ações emergenciais, estão a realocação de servidores das áreas de saúde, assistência social, da Polícia Federal e Defesa para manterem, em caráter emergencial, as atividades essenciais”, disse o MJSP em nota.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o ministério, o grande volume de pessoas migrando da Venezuela indica a necessidade de o “governo federal prosseguir com políticas voltadas à crise humanitária daquele país”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Brasileiros no exterior</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação aos brasileiros no exterior, os dados mostram que, até 2023, 4.996.951 cidadãos brasileiros viviam fora do país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“As principais regiões de destino são a América do Norte [2,26 milhões] e a Europa [1,67 milhão]. Os Estados Unidos seguem como o país com o maior número de brasileiros residentes [2,08 milhões], seguido por Portugal [513 mil]”, informou o ministério.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações da Agência Brasil</em></strong></p>
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		<title>OIM retoma atendimento a venezuelanos em Roraima</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Feb 2025 11:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[DIREITOS HUMANOS]]></category>
		<category><![CDATA[RORAIMA]]></category>
		<category><![CDATA[migrantes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O atendimento aos venezuelanos em Roraima foi retomado pela Organização Internacional para as Migrações (OIM) após quase uma semana parado. A organização, que é o órgão das Nações Unidas que atua na região, fazendo o primeiro atendimento aos imigrantes que cruzam a fronteira com o Brasil, tinha suspendido os trabalhos depois que o presidente dos [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O atendimento aos venezuelanos em Roraima foi retomado pela Organização Internacional para as Migrações (OIM) após quase uma semana parado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A organização, que é o órgão das Nações Unidas que atua na região, fazendo o primeiro atendimento aos imigrantes que cruzam a fronteira com o Brasil, tinha suspendido os trabalhos depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a suspensão dos repasses de recursos por três meses.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em comunicado ao governo brasileiro, a OIM informou que mobilizou novos recursos para garantir o trabalho na região, o que permitiu, desde segunda-feira (3), o retorno das atividades nos abrigos, na emissão de documentação de regularização e no centro de coordenação de interiorização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No comunicado, a organização esclarece que os recursos foram mobilizados com ajuda do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e da iniciativa privada.</p>
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		<title>Obra do PAC pode deixar indígenas venezuelanos sem teto em Boa Vista</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/obra-do-pac-pode-deixar-indigenas-venezuelanos-sem-teto-em-boa-vista/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Feb 2025 22:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[DIREITOS HUMANOS]]></category>
		<category><![CDATA[RORAIMA]]></category>
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		<category><![CDATA[etnia Warao]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Rafael Custódio A Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) de Roraima deu 40 dias, a partir de 23 de janeiro, para que 85 famílias indígenas venezuelanas, da etnia Warao, incluindo 100 crianças, deixem a ocupação Yakera Inê, no bairro Pintolândia, zona oeste de Boa Vista. No local, está prevista a construção de uma maternidade com [&#8230;]</p>
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<figure class="alignleft size-full"><img decoding="async" width="169" height="42" src="https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/08/selonovo-agencia-publica.webp" alt="" class="wp-image-5478"/></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph"><strong>Por Rafael Custódio</strong> </p>



<p class="wp-block-paragraph">A Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) de Roraima deu 40 dias, a partir de 23 de janeiro, para que 85 famílias indígenas venezuelanas, da etnia Warao, incluindo 100 crianças, deixem a ocupação Yakera Inê, no bairro Pintolândia, zona oeste de Boa Vista. No local, está prevista a construção de uma maternidade com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em condição de anonimato, os moradores da ocupação disseram à reportagem que a maior parte não tem recursos para arcar com um aluguel e não gostaria de ingressar nos abrigos da Operação Acolhida, pois perderiam a autonomia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Preferimos viver nas ruas a ir para um abrigo”, disse o Warao.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os moradores também disseram que foram visitados por dois supostos servidores da Sesau, que estavam acompanhados de policiais militares do Batalhão de Operações Especiais (Bope).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Não viemos para expulsar ninguém. Vamos dar as condições: o abrigo ou pensar em outra possibilidade. Estamos aqui para [comunicar que] se preparem”, disse um suposto servidor da pasta estadual de saúde aos indígenas, em um vídeo obtido pela reportagem.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O comunicado ocorreu 15 dias após a morte de um casal indígena dentro da ocupação. Na ocasião, um homem armado abriu fogo contra uma mulher, que segurava o filho de 4 meses no colo, e o marido dela. A principal suspeita, segundo a Polícia Civil de Roraima, é que <a href="https://fatorrnoticias.com.br/policia/imigrantes-sao-mortos-em-ataque-a-tiros-em-abrigo-desativado-na-zona-oeste-de-boa-vista/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>o homem foi assassinado</strong></a> em possível acerto de contas. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A ocupação foi fundada pelos próprios indígenas da etnia Warao que deixaram a Venezuela, em virtude da crise econômica, política e social, em 2017. No entanto, em 2018 a Operação Acolhida passou a administrar o local, mas encerrou suas atividades quatro anos depois. Os Warao, no entanto, optaram por continuar no espaço e administrá-lo de forma autônoma.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma liderança indígena da ocupação disse que a experiência sob a administração da Operação Acolhida não foi positiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O abrigo é militarizado, tomam decisões arbitrariamente, não respeitam os nossos costumes e tradições”, afirmou. “Queremos um espaço [definitivo] para que não aconteça de ter que sair [da ocupação]”, concluiu o indígena.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por meio de nota, a Sesau disse que “entende ainda que fenômenos complexos como o da mobilidade humana exigem respostas transversais, considerando ainda que o público é indígena, e por isso o esforço deve ser conjunto e envolver órgãos como a Fundação Nacional dos Povos Indígenas, Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e Ministério da Saúde, além da própria Operação Acolhida, força-tarefa que recebe recursos específicos para essas respostas e é responsável direta pela gestão do fluxo de pessoas migrantes na região”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Suspensão de repasses</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Boa Vista foi um dos 11 municípios de Roraima contemplados com as obras do PAC. O edital, lançado em 2023, previa a ampliação de equipamentos de saúde no Estado. O governo roraimense não respondeu quando as construções devem começar.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O anúncio de desocupação da Yakera Inê ocorreu em um momento delicado para a Operação Acolhida: em virtude da suspensão dos repasses do governo dos Estados Unidos às entidades filantrópicas, a Organização Internacional para Migrações (OIM), da ONU, interrompeu provisoriamente as suas atividade no Brasil.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A OIM era responsável pelo Posto de Recepção e Apoio (PRA), onde migrantes venezuelanos em situação de rua podem pernoitar, receber as três refeições e ter acesso a banheiros limpos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://fatorrnoticias.com.br/roraima/apos-medidas-de-trump-brasil-estuda-estrategia-para-atender-venezuelanos-em-roraima/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Em resposta à suspensão das atividades da OIM, o governo brasileiro anunciou uma força-tarefa</strong> </a>para “reduzir os impactos da ausência das equipes na operação logística e na gestão de abrigos”, com realocação de servidores das áreas de saúde, assistência social, da Polícia Federal e Defesa para manterem, em caráter emergencial, as atividades essenciais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações da Agência Pública</em></strong></p>
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		<title>Agência da ONU começa a levantar dados sobre população migrante e refugiada em Roraima</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/agencia-da-onu-comeca-a-levantar-dados-sobre-populacao-migrante-e-refugiada-em-roraima/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 30 Nov 2024 22:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[DIREITOS HUMANOS]]></category>
		<category><![CDATA[RORAIMA]]></category>
		<category><![CDATA[DTM]]></category>
		<category><![CDATA[MDS]]></category>
		<category><![CDATA[migrantes]]></category>
		<category><![CDATA[oim]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
		<category><![CDATA[refugiados]]></category>
		<category><![CDATA[setrabes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), a Agência da ONU para Migrações (OIM) deu início ao levantamento de dados nos 15 municípios de Roraima sobre a população de migrantes e refugiados. O objetivo é traçar o perfil e identificar as necessidades da população venezuelana no [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), a Agência da ONU para Migrações (OIM) deu início ao levantamento de dados nos 15 municípios de Roraima sobre a população de migrantes e refugiados. O objetivo é traçar o perfil e identificar as necessidades da população venezuelana no Estado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O diretor do Departamento de Proteção Especial do MDS, Régis Spíndola, ressaltou a importância da pesquisa para a realização de políticas públicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A DTM [Matriz de Monitoramento de Deslocamento, na sigla em inglês] nos possibilita levantar dados sobre a população migrante e refugiada e subsidiar a construção e o aprimoramento das políticas públicas. É fundamental conhecê-los para ofertar proteção e, nesses casos, desde o atendimento emergencial, quando esses grupos chegam ao Brasil, até a sua integração nos territórios”, disse.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta é a terceira vez que é feito o levantamento em todos os 15 municípios roraimenses.&nbsp;A coordenadora de Gestão da Informação da OIM em Boa Vista, Tathiany Bonavita, destacou que o monitoramento possibilita uma melhor compreensão da realidade da população migrante e refugiada venezuelana que escolhe o Estado como moradia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Por se tratar de uma pesquisa detalhada, a DTM desempenha um papel crucial na conscientização da sociedade sobre os desafios enfrentados por esses grupos, estimulando a reflexão e o engajamento social.”</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Metodologia</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Por meio de entrevistas, a pesquisa coleta informações sobre condições de trabalho, renda, moradia, escolaridade e saúde, migração, etnias indígenas, quando pertinentes, e outras temáticas. Após a coleta, um relatório é divulgado para embasar a criação de estudos, ações e políticas voltadas às pessoas refugiadas e migrantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Parcerias</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A iniciativa também conta com o apoio da Secretaria de Estado do Trabalho e Bem-Estar Social (Setrabes), do governo de Roraima, além de secretarias municipais e parceiros locais, como o Serviço Pastoral dos Migrantes (SPM).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na última edição, em 2023, foram feitas 931 entrevistas em todo o Estado, que correspondem às informações de 3.813 pessoas. Entre os dados obtidos, destacou-se que 60% dos participantes optaram pela autorização de residência no Brasil, 49% enviavam remessas para a Venezuela e 27% relataram ter sofrido algum tipo de discriminação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O monitoramento, consolidado como a principal fonte de dados da OIM, é realizado no Estado desde 2017, focado na população refugiada e migrante venezuelana.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações da OIM</em></strong></p>
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