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	<title>Palimiú Archives - FatoRR Notícias</title>
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	<title>Palimiú Archives - FatoRR Notícias</title>
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		<title>Presidente do STF visita área Yanomami em Roraima e debate proteção da infância indígena</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Sep 2025 20:27:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Luís Roberto Barroso, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), chegou a Roraima neste domingo (14) para cumprir agenda com o objetivo de discutir a proteção de crianças indígenas e a preservação das terras indígenas. Após recepção oficial em Boa Vista, a comitiva sobrevoou o Polo Base Surucucu, local [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Luís Roberto Barroso, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), chegou a Roraima neste domingo (14) para cumprir agenda com o objetivo de discutir a proteção de crianças indígenas e a preservação das terras indígenas. Após recepção oficial em Boa Vista, a comitiva sobrevoou o Polo Base Surucucu, local marcado por crises humanitárias recentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Barroso se reuniu com lideranças indígenas da região de Palimiú para promover diálogo sobre estratégias contra violências e para proteção integral da infância indígena.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O Supremo tem cumprido o mandamento constitucional de proteger as terras indígenas. Viemos verificar o resultado da desintrusão determinada pela Justiça”, declarou o ministro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O presidente do Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR), Leonardo Cupello, disse que a visita aproxima o Judiciário da realidade local, enquanto o juiz Marcelo Lima ressaltou a importância do ministro conhecer os impactos do garimpo na Terra Yanomami.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O xamã e presidente da Hutukara Associação Yanomami, Davi Kopenawa, enfatizou que a visita possibilita que o ministro veja “de perto” os efeitos do garimpo ilegal e a devastação ambiental. Joenia Wapichana, presidente da Funai, avaliou a agenda como fundamental para monitorar a implementação das ações pós-crise.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O general Luiz Gonzaga Viana Filho, comandante militar da Amazônia, comentou que Barroso teve a chance de verificar os avanços na proteção das comunidades indígenas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A programação continua nesta segunda-feira (15), em Boa Vista, com apresentação de iniciativas governamentais e diálogo entre magistrados e o presidente do STF.</p>
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		<title>Ministério da Saúde aponta redução de 21% no número de mortes no território Yanomami em 2024</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/ministerio-da-saude-aponta-reducao-de-21-no-numero-de-mortes-no-territorio-yanomami-em-2024/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 May 2025 22:04:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O número de mortes na população Yanomami teve uma redução de 21% entre 2023 e 2024, segundo dados do Ministério da Saúde divulgados nesta segunda-feira (5).&#160;Em 2023, foram 428 mortes e, no ano passado, o número passou para 337.&#160; As mortes por infecções respiratórias agudas caíram 47%; por malária, 42%; e por desnutrição, 20%.&#160; Segundo [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O número de mortes na população Yanomami teve uma redução de 21% entre 2023 e 2024, segundo dados do Ministério da Saúde divulgados nesta segunda-feira (5).&nbsp;Em 2023, foram 428 mortes e, no ano passado, o número passou para 337.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As mortes por infecções respiratórias agudas caíram 47%; por malária, 42%; e por desnutrição, 20%.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o Informe 7 do Centro de Operações de Emergências (COE), os óbitos evitáveis passaram de 179 em 2023 para 132 em 2024, representando uma redução de 26%. Já os não evitáveis diminuíram de 249 para 205, correspondendo a uma queda de 17,7%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o ministério, os números são resultado da maior presença de profissionais de saúde e do investimento em infraestrutura e qualificação do atendimento pelo governo federal.&nbsp;O número de profissionais atuando na região passou de 690 no início de 2023 para 1.781, um aumento de 158%.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A ação conjunta de todo o governo federal garantiu o combate necessário e permitiu que os profissionais de saúde pudessem entrar em aldeias e cuidar da população. Mais que dobrou o número de profissionais de saúde dentro do território”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Vacinação</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Também foi registrado um aumento de 65% de doses aplicadas com as vacinas de rotina&nbsp;recomendadas durante a&nbsp;Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional Yanomami. Foram aplicadas 53.477 doses em 2024 contra 32.352 em 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Desnutrição&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A desnutrição grave, caracterizada por muito baixo peso para idade, de crianças menores de cinco anos, reduziu de 24,2% em 2023 para 19,2% em 2024.&nbsp;Segundo o Ministério da Saúde, o número de crianças com baixo peso aumentou ligeiramente, o que indica melhora no estado nutricional dessa população com aumento do percentual de crianças com peso adequado e redução de crianças com muito baixo peso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, 50% das crianças Yanomami estão no peso ideal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A recuperação nutricional em crianças é um processo mais lento e complexo, principalmente nos casos mais graves, podendo levar anos até a normalização e o fortalecimento do sistema imunológico”, avalia o secretário de Saúde Indígena, Weibe Tapeba.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Segurança&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde o início da emergência no território Yanomami, o Ministério da Saúde reabriu sete polos-base que haviam sido fechados por falta de garantia de segurança às equipes de saúde devido à presença do garimpo.&nbsp;Até abril de 2024, todas as unidades foram reabertas, permitindo o acesso à saúde de 5.224 indígenas nos polos-base de Kayanaú, Homoxi, Hakoma, Ajaraní, Haxiú, Xitei e Palimiú.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações da Agência Brasil</em></strong></p>
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		<title>Ministério reabre 100% dos serviços de atendimento no território Yanomami</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/ministerio-reabre-100-dos-servicos-de-atendimento-no-territorio-yanomami/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Dec 2024 18:57:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Ministério da Saúde entregou sete novos polos-base nas aldeias de Kayanaú, Homoxi, Hakoma, Ajaraní, Haxiú, Xitei e Palimiu, reabrindo 100% dos polos no território&#160;Yanomami. Com isso, 5,2 mil indígenas passaram a ser atendidos na região, reduzindo significativamente o vazio assistencial. No início de 2023, os serviços no Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Yanomami e [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O Ministério da Saúde entregou sete novos polos-base nas aldeias de Kayanaú, Homoxi, Hakoma, Ajaraní, Haxiú, Xitei e Palimiu, reabrindo 100% dos polos no território&nbsp;Yanomami. Com isso, 5,2 mil indígenas passaram a ser atendidos na região, reduzindo significativamente o vazio assistencial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No início de 2023, os serviços no Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Yanomami e Yekuana estavam comprometidos pelo garimpo ilegal e pela destruição das estruturas de saúde na região. Com a reabertura, as equipes de saúde puderam retornar a essas localidades, garantindo assistência e vigilância contínua.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essas informações constam em relatório atualizado do ministério &#8211; o&nbsp;Informe 6 do Centro de Operação de Emergências (COE) Yanomami, publicado nesta quarta-feira (11). O documento apresenta uma análise comparativa dos seis primeiros meses de 2023 e 2024.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório também aponta que a pasta construiu 6 novas Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSIs) entre abril e junho de 2024, totalizando 40 UBSIs em funcionamento no território indígena.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essas unidades viabilizam a execução direta dos serviços de atenção à saúde e saneamento. As aldeias também passaram a contar com 1.759 profissionais, quase o triplo do que havia no início de 2023, quando foi declarada emergência na terra indígena. Entre os profissionais, estão cirurgiões-dentistas, médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas e&nbsp;agentes de combate às endemias (ACEs).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ampliação da rede de saúde resultou no aumento da cobertura de&nbsp;vigilância alimentar e nutricional&nbsp;em crianças menores de 5 anos, que passou de 5.997 para 6.084. Isso permitiu maior captação de crianças com déficit nutricional, possibilitando diagnósticos qualificados e tratamentos oportunos, prevenindo o agravamento da desnutrição. De janeiro a junho de 2023, 90 pessoas foram recuperadas de déficit nutricional nos estabelecimentos de saúde; no mesmo período de 2024, esse número mais que dobrou &#8211; subiu para 196.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As melhorias também refletiram na&nbsp;vacinação: o número de doses aplicadas cresceu 58%, passando de 16.845 no primeiro semestre de 2023 para 26.741 no mesmo período deste ano.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Aumento do diagnóstico&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O combate à&nbsp;malária&nbsp;também foi intensificado. A doença, de fácil diagnóstico, é um desafio para a população indígena, que antes não tinha acesso regular a serviços de saúde. Com a reabertura dos polos, o número de exames realizados no primeiro semestre de 2024 (136.282) aumentou 73% em comparação ao mesmo período de 2023 (78.777). Assim, os casos notificados subiram de 14.450 para 18.310 em 2024.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ampliação da presença de profissionais de saúde no território indígena também permitiu intensificar a busca ativa, monitorar casos e ampliar atendimentos a pacientes com infecção respiratória aguda (IRA). No primeiro semestre de 2024, os atendimentos cresceram 268% em relação a 2023, passando de 3.113 para 11.484. Esse aumento também se deve ao surto de infecção respiratória registrado no Amazonas e em&nbsp;Roraima&nbsp;no início deste ano. A taxa de letalidade por síndromes respiratórias caiu de 1,3% no primeiro semestre de 2023 para 0,2% no mesmo período de 2024.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Água potável, logística e internet&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A dificuldade de acesso à água potável, que compromete ações de saúde e aumenta o risco de&nbsp;doenças diarreicas, também está sendo enfrentada. Entre 2023 e 2024, o Ministério da Saúde construiu ou reformou 23 sistemas de reservatórios elevados, reativou ou manteve 25 sistemas existentes e implantou 28 sistemas de abastecimento de água no território.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No mesmo período, a conectividade no território Yanomami também avançou, com um aumento de 66% nos links de internet, passando de 24 para 40. O suporte logístico quase dobrou o número de transportes de pacientes indígenas para unidades de saúde de referência, de 1.083 no primeiro semestre de 2023 para 2.042 no mesmo período de 2024. Os deslocamentos foram realizados por via aérea, terrestre e fluvial.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Qualificação permanente&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre 2023 e 2024, 88 qualificações foram realizadas para profissionais de saúde. Inicialmente voltadas ao manejo de situações emergenciais, este ano os treinamentos passaram a incluir iniciativas estruturantes, com a criação do Núcleo de Educação Permanente. Isso permitiu aprimorar a assistência e o manejo clínico, respeitando as especificidades culturais da população local.&nbsp;</p>
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		<title>‘Rainha do Garimpo’ em Roraima tem fortaleza de ouro na Terra Yanomami e coloca medo até em integrantes do PCC</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/rainha-do-garimpo-em-roraima-tem-fortaleza-de-ouro-na-terra-yanomami-e-coloca-medo-ate-em-integrantes-do-pcc/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Dec 2024 15:28:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Irismar Cruz Machado (foto em destaque), 57 anos, mais conhecida como Dona Iris ou “Rainha do Garimpo”, é uma das figuras mais perigosas e temidas no cenário do garimpo ilegal brasileiro, especialmente na Terra Indígena Yanomami, no norte de Roraima. Mais do que uma simples garimpeira ilegal, a mulher coloca medo até em integrantes do&#160;Primeiro [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Irismar Cruz Machado (foto em destaque), 57 anos, mais conhecida como Dona Iris ou “Rainha do Garimpo”, é uma das figuras mais perigosas e temidas no cenário do garimpo ilegal brasileiro, especialmente na Terra Indígena Yanomami, no norte de Roraima.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais do que uma simples garimpeira ilegal, a mulher coloca medo até em integrantes do&nbsp;Primeiro Comando da Capital (PCC), que tentam abocanhar uma fatia do garimpo ilegal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em outubro deste ano, a Polícia Federal conseguiu prender Irismar e Pablo, filho dela, mas a ação é apenas o último capítulo de uma longa investigação, uma vez que a Justiça acatou o pedido da defesa e soltou a dupla em novembro. Irismar e Pablo enfrentam uma série de acusações graves, incluindo usurpação de bens da União, organização criminosa, crimes ambientais, posse ilegal de armas e lavagem de dinheiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela é a líder de uma organização criminosa altamente perigosa. Dona de um império de extração ilegal de ouro e cassiterita, comanda com mão de ferro o que é conhecido como o “Garimpo da Iris”, localizado às margens do Rio Uraricoera, onde a violência e o desrespeito às leis são marcas registradas de suas operações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Irismar não age sozinha. O filho dela, Pablo Severo Machado, é seu principal parceiro, atuando ao lado da mãe na administração dos garimpos ilegais e no controle das atividades criminosas. Juntos, formam um duo temido que conta com um exército de capangas armados e até mesmo mercenários, conhecidos por sua brutalidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A estrutura liderada por Irismar é um império de exploração mineral ilegal envolvendo a extração de ouro e cassiterita, duas riquezas cobiçadas e extraídas sem qualquer preocupação com os impactos ambientais ou sociais. Segundo a&nbsp;Polícia Federal (PF), o grupo tem operado como uma organização criminosa altamente estruturada, com hierarquia definida e divisão de tarefas, em que a lucratividade do garimpo ilegal é a principal motivação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A organização conta com a presença constante de seguranças armados e mercenários responsáveis pela proteção dos garimpos e pela cobrança de taxas de outros garimpeiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Relatos de garimpeiros apontam que Irismar impõe um sistema de extorsão em que os trabalhadores são forçados a entregar uma porcentagem significativa de seus lucros, sob ameaça de violência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essas práticas incluem o uso de armas de fogo, como fuzis e pistolas, com os capangas de Irismar patrulhando a área e intimidando quem tenta desafiar sua autoridade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sociedade</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A relação entre Irismar e Pablo não é apenas de mãe e filho, mas também de sócios no crime. Juntos, eles gerenciam o que se conhece como a empresa Machado e Cruz Ltda., uma fachada que, segundo as investigações, serve para lavar o dinheiro proveniente das atividades criminosas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A empresa, registrada sob o nome de Cristo Rei, é usada para justificar a compra de imóveis e veículos de luxo, com valores incompatíveis com a renda declarada pela família.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além de ser o braço direito de Irismar na gestão do garimpo, Pablo se envolve em outras atividades ilegais, como a posse de armas de fogo e crimes contra a fauna.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A PF identificou que ele, junto de sua mãe, utiliza o garimpo não apenas como um meio de obtenção de riqueza, mas também como uma forma de intimidar e subjugar tanto os trabalhadores quanto os indígenas da região.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mercenários</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Rainha do Garimpo não hesita em recorrer à violência para garantir que seu império de exploração continue funcionando sem obstáculos. A PF já documentou ataques contra comunidades indígenas, com capangas de Irismar sendo apontados como responsáveis por abrir fogo contra a comunidade do Palimiú, uma das áreas mais afetadas pelos garimpos ilegais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A violência é uma constante no seu controle sobre o garimpo, com o uso de homens armados e o recrutamento de mercenários.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os mercenários, muitas vezes referidos como “capangas”, são parte essencial da estrutura criminosa de Irismar. Eles são pagos para proteger os garimpos, garantir que o território seja mantido sob o domínio da organização e intimidar qualquer resistência, seja de outros garimpeiros ou das autoridades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A PF encontrou evidências de um grupo de WhatsApp de seguranças chamado The Expendables (nome original do filme Os Mercenários) em que os integrantes discutem, por meio de mensagens e áudios, estratégias de defesa e ações violentas para manter a ordem no garimpo. Equipados com fuzis e munidos de vestimentas militares, esses mercenários são a força que mantém a segurança do império de Irismar.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Lavagem de dinheiro</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Além de sua atuação criminosa no garimpo, Irismar e seu filho Pablo são investigados por lavagem de dinheiro. As movimentações financeiras da família, como a compra de imóveis e veículos luxuosos, não condizem com sua renda declarada, o que levanta fortes suspeitas de que os lucros do garimpo ilegal estão sendo lavados por meio de investimentos em bens imóveis e outras propriedades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Fazenda Cristo Rei, associada à empresa de Irismar, é outro ponto de investigação, sendo apontada como uma possível fachada para ocultar a origem ilícita dos recursos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, o impacto mais devastador das atividades de Irismar na Terra Indígena Yanomami é o ambiental. O garimpo ilegal, coordenado por ela, provocou danos irreparáveis ao meio ambiente, com desmatamento em larga escala, poluição dos rios com mercúrio e destruição do solo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As estimativas da PF indicam que os danos socioambientais causados por essas atividades ilegais superam os R$ 295 milhões, sendo um dos maiores prejuízos ambientais já registrados no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações do Metrópoles</em></strong></p>
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		<title>Garimpeiros alegam falta de alimentos e risco de vida e se rendem às forças de segurança na Terra Indígena Yanomami</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Sep 2024 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[RORAIMA]]></category>
		<category><![CDATA[Casa Civil]]></category>
		<category><![CDATA[forças de segurança]]></category>
		<category><![CDATA[garimpo ilegal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pelo menos dez garimpeiros se entregaram voluntariamente às equipes federais que atuam nas operações de segurança nas regiões de Kayanaú e Palimiú, na Terra Indígena Yanomami (TIY), em Roraima. Alegando falta de alimentos e risco de vida, eles se renderam, foram presos e levados a uma delegacia em Boa Vista. A informação foi divulgada nesta [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Pelo menos dez garimpeiros se entregaram voluntariamente às equipes federais que atuam nas operações de segurança nas regiões de Kayanaú e Palimiú, na Terra Indígena Yanomami (TIY), em Roraima. Alegando falta de alimentos e risco de vida, eles se renderam, foram presos e levados a uma delegacia em Boa Vista. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (16) pela Casa Civil da Presidência da República.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As operações na TIY, que têm como objetivo interromper a logística dos garimpeiros ilegais, têm dificultado o acesso de insumos e material a acampamentos criminosos na área.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o depoimento dos garimpeiros,&nbsp;a falta de suprimentos e o perigo crescente nas regiões de conflito os motivaram a se render. Além disso, o governo federal anunciou que intensificará as ações nos próximos dias com a destruição de pistas de pouso clandestinas identificadas dentro da reserva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De 8 a 14 de setembro, as forças de segurança destruíram 14 acampamentos ilegais, 8 antenas de comunicação via satélite (incluindo antenas da Starlink, do bilionário&nbsp;Elon Musk), 38 motores, 12 geradores e uma arma de fogo artesanal. Também foram inutilizados 1.350 litros de diesel e apreendidas 7 armas, 3 munições e uma antena Starlink usada para facilitar a comunicação dos garimpeiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O governo federal destaca que, desde o início de 2024, já houve 1.773 ações de combate ao garimpo e ao suporte logístico dentro da Terra Yanomami. As operações continuam sob a coordenação da Casa de Governo, responsável pela supervisão e gestão das atividades de segurança na região.</p>
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