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	<title>polícia civil de roraima Archives - FatoRR Notícias</title>
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	<title>polícia civil de roraima Archives - FatoRR Notícias</title>
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		<title>Suspeito de estuprar crianças em Rorainópolis é preso no Amazonas; homem oferecia bombons para atrair vítimas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Sep 2024 16:01:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Polícia]]></category>
		<category><![CDATA[RORAIMA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um homem de 55 anos foi preso no Amazonas suspeito de estuprar pelo menos duas crianças em Rorainópolis, sul de Roraima. De acordo com a polícia, ele era dono de um comércio no município e atraía asa vítimas oferecendo bombons. Conforme o delegado Fabiano Rosas, titular do 9° Distrito Integrado de Polícia (DIP) do Amazonas, [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Um homem de 55 anos foi preso no Amazonas suspeito de estuprar pelo menos duas crianças em Rorainópolis, sul de Roraima. De acordo com a polícia, ele era dono de um comércio no município e atraía asa vítimas oferecendo bombons.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme o delegado Fabiano Rosas, titular do 9° Distrito Integrado de Polícia (DIP) do Amazonas, a Polícia Civil de Roraima solicitou apoio para prender o indivíduo, que estava morando em Manaus.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O mandado de prisão [cumprido na quinta-feira, 26] foi expedido pela comarca do município de Rorainópolis. Após receber as informações de onde possivelmente seria encontrado, iniciamos as diligências. Ele foi localizado em uma quitinete no bairro Colônia Terra Nova, zona norte de Manaus”, informou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o delegado Rick da Silva e Silva, da Polícia Civil de Roraima, na época dos crimes, as vítimas tinham 6 e 9 aos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Tivemos as informações de que o autor estava vendendo o comércio e um veículo para se mudar para outro estado, e que poderia estar morando em Manaus. Com o apoio da PC-AM, conseguimos prendê-lo”, disse.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O homem responderá por estupro de vulnerável e já se encontra à disposição da Justiça, aguardando ser recambiado para Roraima.</p>
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		<title>Para intensificar proteção a vítimas de violência doméstica e sexual, Deam em Boa Vista passa a ter atendimento 24 horas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jul 2024 14:51:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Polícia]]></category>
		<category><![CDATA[RORAIMA]]></category>
		<category><![CDATA[casa da mulher brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[delegacia de atendimento à mulher]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Polícia Civil de Roraima (PCRR) implantou, nesta segunda-feira (22), o Plantão Especializado de Atendimento às Vítimas de Violência Doméstica – Familiar e Sexual, na Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher). Elivânia Aguiar, diretora do DPE (Departamento de Polícia Especializada), destacou que a implantação do Plantão Especializado é uma demanda da sociedade e de [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A Polícia Civil de Roraima (PCRR) implantou, nesta segunda-feira (22), o Plantão Especializado de Atendimento às Vítimas de Violência Doméstica – Familiar e Sexual, na Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Elivânia Aguiar, diretora do DPE (Departamento de Polícia Especializada), destacou que a implantação do Plantão Especializado é uma demanda da sociedade e de todos os órgãos integrantes da Rede de Proteção à Mulher.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O plantão agora será 24 horas, atendendo mulheres vítimas de violência doméstica ou sexual. Em caso de ocorrências, as forças policiais farão o atendimento inicial e encaminharão para a Deam. Estaremos aqui 24 horas para registros de boletins de ocorrência, solicitações de medidas protetivas e outros atendimentos necessários”, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A delegada-geral, Darlinda de Moura Viana, ressaltou que a posse dos novos policiais civis possibilitou a implantação do plantão, fortalecendo o combate à violência doméstica, familiar e sexual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A demanda por um plantão na Deam, na Casa da Mulher Brasileira, existe há mais de seis anos. Com a lotação dos novos policiais civis, conseguimos instalar um plantão com delegadas, escrivães e demais agentes, oferecendo uma resposta eficaz a essa demanda”, explicou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Darlinda destacou ainda que o funcionamento 24 horas da Deam permitirá um atendimento humanizado e mais ágil às mulheres, beneficiando todas as forças de segurança e procedimentos tramitados na delegacia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Este é um trabalho voltado para o atendimento imediato às vítimas de violência doméstica, oferecendo um serviço ainda melhor da Polícia Civil para a sociedade de Roraima”, acrescentou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A delegada disse que a Casa da Mulher Brasileira, onde a Deam está localizada, oferece uma série de serviços integrados para as vítimas de violência, incluindo apoio da Setrabes (Secretaria Estadual do Trabalho e Bem-Estar Social), Promotoria de Violência contra a Mulher e Defensoria Pública.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Nosso objetivo é retirar essas mulheres do ciclo de violência e oferecer uma nova perspectiva de vida, com empoderamento e independência”, destacou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Deam é chefiada pela delegada Verlânia Silva de Assis, com o reforço de mais duas colegas. A Coordenadoria do Plantão Especializado de Atendimento às Vítimas de Violência Doméstica, Familiar e Sexual será liderada pela delegada Francilene Lima Hoffmann de Vargas, contando com quatro delegadas plantonistas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A cerimônia de lançamento ocorreu no auditório da Casa da Mulher Brasileira e contou com a presença de diversas autoridades da Rede de Proteção à Mulher. Estiveram presentes a delegada-geral, Darlinda de Moura Viana; a juíza do 1º Juizado da Violência Doméstica e Coordenadora Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica, Suelen Alves; a promotora de Justiça Lucimara Campaner; a defensora pública Terezinha Muniz; o secretário de Segurança Pública, Ellan Wagner; o comandante da Polícia Militar, coronel Miramilton Goiano; e a secretária de Saúde, Cecília Lorenzon, além de diretores, delegados, agentes e escrivães da Polícia Civil.</p>
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		<title>Adolescentes venezuelanas desaparecem em Roraima, famílias lideram buscas, mas polícia arquiva investigação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jul 2024 11:07:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Polícia]]></category>
		<category><![CDATA[RORAIMA]]></category>
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		<category><![CDATA[bonfim]]></category>
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		<category><![CDATA[polícia civil de roraima]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Rafael Custódio Há mais de um mês, pais e mães de três adolescentes venezuelanas, de 16 anos, saem pelas ruas de Boa Vista e outros municípios de Roraima, por conta própria, em busca de notícias ou vestígios do paradeiro das garotas. Elas estão desaparecidas desde 9 de junho, após receberem propostas de trabalho de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-full"><img decoding="async" width="169" height="42" src="https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/07/selonovo-agencia-publica.webp" alt="" class="wp-image-4314"/></figure>
</div>


<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph"><strong><em>Por Rafael Custódio </em></strong></p>



<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">Há mais de um mês, pais e mães de três adolescentes venezuelanas, de 16 anos, saem pelas ruas de Boa Vista e outros municípios de Roraima, por conta própria, em busca de notícias ou vestígios do paradeiro das garotas. Elas estão desaparecidas desde 9 de junho, após receberem propostas de trabalho de pessoas desconhecidas. A busca é feita apenas pelas famílias porque a Polícia Civil em Bonfim, no Norte do Estado, arquivou a investigação sobre o sumiço das jovens. </p>



<p class="wp-block-paragraph">F. é uma das três adolescentes venezuelanas desaparecidas. Ela sumiu após ter recebido um convite para supostamente trabalhar como babá em uma casa no Caçari, bairro da zona Leste de Boa Vista. A família está no Brasil há seis anos, após deixar o sul da Venezuela em busca de melhor qualidade de vida e emprego. F. é a caçula de três irmãs e cursa o primeiro ano do ensino médio em um colégio militarizado de Boa Vista.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Eu acho que ela [F.] foi enganada que ia trabalhar cuidando de uma criança [..] Falaram que ia trabalhar não sei de onde, mas lhe encheram a cabeça”, disse a mãe da adolescente, que atua como auxiliar de limpeza.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O boletim de ocorrência (BO) sobre a comunicação dos desaparecimentos foi registrado na Delegacia de Bonfim, município que fica na fronteira com a Guiana. Segundo a Agência Pública apurou, a investigação, no entanto, foi arquivada pelo delegado Alberto Alencar de Souza, uma semana após o sumiço das jovens, sob alegação de que as garotas foram supostamente levadas para outro país. A Pública teve acesso ao documento com exclusividade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Arquivar o B.O, tendo em vista que, pelo relato dos fatos, todas as providências foram tomadas pela guarnição da Polícia Militar, visando encontrar as supostas adolescentes – tendo em vista que os fatos ocorreram em Boa Vista, diretamente para a cidade de Lethem, na Guiana inglesa, fato que fogem das diligências da PM/RR/Brasil [sic]”, argumentou o delegado sobre o arquivamento da investigação.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O documento ainda cita que o caso será desarquivado se surgirem “indícios criminais praticados pelo suposto homem que as levou no Brasil ou caso sejam localizadas as adolescentes no Brasil, desarquivar B.O para novas diligências, visando verificar a entrega aos genitores da mesma” [sic].&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Procurada pela reportagem, a PF, responsável pela fiscalização de fronteiras,&nbsp;não respondeu até a publicação. A reportagem questionou a corporação também sobre a fiscalização da fronteira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mãe e o pai de uma das adolescentes conversaram com a Pública, mas sob a condição de anonimato, uma vez que as famílias foram ameaçadas após a divulgação da notícia do desaparecimento na imprensa local.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Se ela foi levada para Guiana, para Georgetown [capital da Guiana] ou outro país, eles infelizmente não podem fazer nada, porque lá é outra polícia, outro país”, disse a mãe sobre o que ouviu na delegacia. “Eu fiquei ainda mais desesperada”, completou a venezuelana.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A reportagem também questionou o governo do Estado de Roraima, que não respondeu até a publicação.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Adolescente aceitou trabalho para comprar bicicleta&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">F. é uma garota dedicada aos estudos, segundo descrevem os pais, que lembram que a jovem teve as férias antecipadas por ter sido aprovada em todas as disciplinas. G. é uma amiga que a visitava com frequência, pois estudavam na mesma turma. A terceira integrante do trio de amigas é A.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As três amigas saíram de casa para supostamente trabalhar como babás na casa de uma senhora identificada por elas como Lúcia.&nbsp;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="768" height="512" src="https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/07/Boa-Vista-imagem-aerea-Foto-Rafael-Custodio-Agencia-Publica.jpg" alt="" class="wp-image-4318" srcset="https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/07/Boa-Vista-imagem-aerea-Foto-Rafael-Custodio-Agencia-Publica.jpg 768w, https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/07/Boa-Vista-imagem-aerea-Foto-Rafael-Custodio-Agencia-Publica-300x200.jpg 300w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-element-caption">Imagem aérea da capital Boa Vista (RR); famílias suspeitam que jovens tenham sido cooptadas para o garimpo &#8211; Foto: Rafael Custódio/Agência Brasil</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">A mulher havia dito que o serviço consistia em cuidados a uma criança de dois anos que havia passado por uma cirurgia. “Ela [F.] só me falou que vai trabalhar por um mês, no mês de férias [escolares] e que ganharia R$ 1,5 mil para comprar uma bicicleta”, contaram os pais.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a família de F., a jovem deixou a casa por volta das 14h de domingo, 9 de junho, e entrou em um carro de aplicativo supostamente enviado por Lúcia. O motorista foi descrito pela mãe da adolescente como um homem “moreno e de óculos escuros”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Minha filha, não faça isso; pelo seu pai, não vá embora”, contou a matriarca com os olhos marejados ao lembrar o último momento em que teve contato físico com a filha caçula. A filha teria respondido: “Não, mãe, eu vou avisar a senhora quando eu chegar lá”. A mãe, confiante na filha, despediu-se: “Eu falei ‘Deus te abençoe’ [e F.] me deu um beijo e saiu de Uber”, lembra.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda no domingo, às 14h45, F. teria passado na casa de G., que embarcou no mesmo carro. Os pais da segunda adolescente não sabiam que ela também havia saído para trabalhar e foram apenas comunicados por mensagem no WhatsApp que ela se ausentaria por um tempo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por volta das 16h, F. avisou à mãe que havia chegado a casa onde trabalharia e que Lúcia apresentou o quarto onde ela ficaria, mas ainda sem deixar nenhuma pista de onde estariam e os contatos de quem supostamente as contratou.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Me manda uma foto dessa senhora [Lúcia] e desse menino [a criança para que elas supostamente foram contratadas para cuidar]”, suplicou a mãe a F., mas o pedido não foi atendido e a resposta foi apenas que tudo ficaria bem.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No dia seguinte ao que as meninas deixaram a casa, a mãe de G. assistiu a um vídeo compartilhado no status do WhatsApp de F. que as mostrava juntas dentro de um carro dirigido por um homem desconhecido, de óculos escuros, camisa de manga longa preta e com um macaco de pelúcia pendurado no painel do veículo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A gravação mostrava brevemente que as garotas passavam por uma das rotatórias próximas ao Monumento ao Garimpeiro, localizado no Centro de Boa Vista.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Eu falei: ‘Mas trabalhando de quê?’. Ela não me fala. Eu perguntei: ‘Onde?’. Ela não me fala”, disse a mãe. “Pode ser que estejam em Georgetown [capital da Guiana], pode ser que tenham [ido para o] garimpo”, intercedeu o pai de F.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Famílias fazem buscas por conta própria&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na semana em que as jovens desapareceram, os pais e as mães das garotas fizeram buscas por municípios que ficam na fronteira. O primeiro deles foi Bonfim, que é a porta de saída para a vizinha Guiana, cuja fronteira é pouco fiscalizada.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na madrugada de 11 de junho, os familiares das adolescentes chegaram a Bonfim e deram início às buscas por conta própria. Do lado brasileiro, foram informados de que a Polícia Federal não poderia fornecer imagens de câmeras de segurança sem a autorização da Superintendência, em Boa Vista.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em Lethem, na Guiana, o grupo de familiares foi informado por moradores de que G. e A. teriam sido vistas sob a tutela de um homem circulando pela cidade no dia anterior. Imediatamente, as famílias foram até a delegacia de Bonfim, onde registraram um BO sobre o desaparecimento das três garotas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Todos os dias, as mães escrevem às filhas por mensagens de WhatsApp, na tentativa de descobrir algo sobre o paradeiro das adolescentes, mas, como não conseguem obter informações, apenas pedem às garotas que se cuidem.&nbsp;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-full"><img decoding="async" width="768" height="512" src="https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/07/Lethem-Foto-Dan-Sloan.jpg" alt="" class="wp-image-4319" srcset="https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/07/Lethem-Foto-Dan-Sloan.jpg 768w, https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/07/Lethem-Foto-Dan-Sloan-300x200.jpg 300w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-element-caption">Vista aérea de Lethem, na Guiana; fronteira com país não tem fiscalização &#8211; Foto: Dan Sloan/Wikimedia Commons</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">Desde que desapareceram, as jovens costumam mandar mensagens aos seus familiares sempre no mesmo horário: pela manhã, perto das 6h. As mensagens costumam ter sempre o mesmo texto, sem maiores detalhes da situação. Nunca mandaram áudio. No entanto, na segunda semana em que elas haviam sumido, a mãe de F. disse que a filha passou três dias sem responder, o que aumentou o desespero.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Mãe, eu estou bem, o que aconteceu é que eu não tinha internet, estava sem cobertura, estava sem internet, mas eu estou bem. Estou com a senhora [Lúcia]”, disse F. à mãe, que desabafou: “Isso foi uma angústia para mim, sabe?”. Questionada pela reportagem se tem dúvidas de que são as próprias jovens que respondem às mensagens, a mãe preferiu não responder.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fronteira sem fiscalização&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Pública esteve em Lethem, na Guiana, e a entrada no país ocorreu sem análise de documentos tanto do lado brasileiro quanto do país vizinho. O posto da Polícia Federal do Brasil é um prédio velho de portas espelhadas. O que deveria ser um local de fiscalização e análise de documentos parecia não ter movimento algum.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do lado da Guiana, sob sol forte de 30 ⁰C, trabalhadores higienizavam as rodas dos carros que chegavam. Dois guardas com fuzis estavam sentados sob o posto de fiscalização, mas não abordaram os carros que passavam pela fronteira.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lethem, cidade de aproximadamente três mil habitantes, é constantemente visitada por brasileiros para compras. A maior parte do município é rural, sem ruas pavimentadas e cercada pela mata do lavrado, uma espécie de savana que também está presente na região Nordeste de Roraima.</p>
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