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	<title>Polo-Base Surucucu Archives - FatoRR Notícias</title>
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	<title>Polo-Base Surucucu Archives - FatoRR Notícias</title>
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		<title>Nova estratégia de remoção de pacientes do território Yanomami reduz internações em Boa Vista, aponta Ministério da Saúde</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Oct 2024 20:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[RORAIMA]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Ministério da Saúde reformulou o fluxo de remoções de indígenas&#160;Yanomami&#160;para hospitais de Boa Vista. Agora, a prioridade é que o paciente seja tratado na própria comunidade. Com isso, somente casos graves são deslocados. A nova estratégia, segundo a pasta, impactou positivamente: a assistência qualificada reduziu em 90% as remoções.&#160; O médico Alysson Figueiredo, coordenador [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O Ministério da Saúde reformulou o fluxo de remoções de indígenas&nbsp;Yanomami&nbsp;para hospitais de Boa Vista. Agora, a prioridade é que o paciente seja tratado na própria comunidade. Com isso, somente casos graves são deslocados. A nova estratégia, segundo a pasta, impactou positivamente: a assistência qualificada reduziu em 90% as remoções.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O médico Alysson Figueiredo, coordenador de remoção no Dsei Yanomami, explica que a reformulação faz com que somente casos graves que necessitam, por exemplo, de centro de terapia intensiva (CTI), sejam removidos para a capital do Estado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A nossa organização passou a avaliar melhor os casos. Os pacientes potencialmente graves são levados para o centro de referência estabilizados. Somente se não tiverem melhora, são retirados do território”, diz.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Houve treinamento dos profissionais para lidar com emergência e urgências. O grande trabalho foi criar os fluxos, identificar os gargalos, pois os pacientes estavam chegando a Boa Vista sem nenhum critério ou muito agravados. Criamos a regulação: primeiro atendimento, estabilização, interlocução com os hospitais, entendemos o quadro, damos o suporte dentro do território e, assim, comunicamos a remoção. Temos que entender e respeitar as questões culturais”, salienta o médico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Alysson, outra mudança é a transferência para locais de atendimento dentro da comunidade indígena, o que impacta menos no bem viver. “Quando chegamos no ano passado, não havia profissionais. Eram apenas quatro médicos. O Polo-Base Surucucu, por exemplo, estava sem água, energia e comida. Começamos do zero. Hoje, temos condições de fazer triagem, classificação de risco e ampliamos a assistência em território”, conta.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele explica que os investimentos na saúde indígena também colaboram para a melhora do registro dos indicadores de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Quando se entra no território, se notifica e registra. Tínhamos polos com três anos sem a entrada de um profissional de saúde. Começamos os tratamentos em território com equipes completas para a assistência na localidade”, ressalta.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, o&nbsp;Sistema Único de Saúde (SUS)&nbsp;reconquistou a confiança dos Yanomami após mais de um ano e meio de retomada no local.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Hoje, a aceitação está maior. Quando chegamos, os indígenas não queriam sequer aproximação. Com o tratamento daqueles que estavam em estado grave, se curando e voltando para as comunidades, resgatamos a credibilidade e o respeito pelos profissionais da saúde”, garante Alysson.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Reflexo em Boa Vista&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A enfermeira Lidiane Lopes Ramos, coordenadora do Núcleo da Saúde Indígena no Hospital da Criança de Boa Vista, é categórica: com a melhora dos fluxos e protocolos, caiu o número de internações de indígenas Yanomami na unidade.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela detalha que com o refinamento da remoção &#8211; com dados de peso, tamanho e patologia, por exemplo &#8211; os números são encaminhados para a equipe antes de o paciente chegar ao hospital.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A ficha antiga era defasada de informações. Os dados recebidos do território não tinham credibilidade e fundamento, como data de nascimento errada, peso incorreto. Isso influencia na busca da patologia e no diagnóstico, mas foi vencido pelo alinhamento. A equipe de regulação já fez o levantamento. O filtro na remoção é primordial”, pondera.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Hospital da Criança, toda remoção passa por triagem e recebe a classificação “laranja”, ou seja, chega e já vai direto para o atendimento.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Boletim&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Ministério da Saúde divulgou, em 5 de agosto, um novo&nbsp;informe&nbsp;do&nbsp;Comitê de Operações Emergenciais (COE) Yanomami. No primeiro trimestre deste ano, foram notificados 74 óbitos no território. Na comparação com igual período do ano passado, houve uma queda de 33%. Nos três primeiros meses de 2023 foram registradas 111 mortes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O documento ressalta que os principais agravos tiveram queda como, óbitos por malária, desnutrição e infecções respiratórias agudas graves.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O povo Yanomami tem a maior terra indígena do Brasil, com 10 milhões de hectares, mais de 380 comunidades e 30 mil indígenas. Desde janeiro de 2023, o Ministério da Saúde investe para mitigar a grave crise causada na região pelo garimpo ilegal.<br>A pasta aumentou o efetivo de profissionais, dobrou o investimento em ações de saúde e trabalhou para garantir a assistência e combater doenças, como a&nbsp;malária&nbsp;e a desnutrição no território.&nbsp;</p>
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