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	<title>programa mais médicos Archives - FatoRR Notícias</title>
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	<title>programa mais médicos Archives - FatoRR Notícias</title>
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		<title>Roraima recebe 13 novos profissionais do Mais Médicos para reforçar atendimento indígena</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Apr 2025 16:46:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Roraima&#160;vai receber 13 novos profissionais por meio do programa&#160;Mais Médicos. Destes, três irão para o&#160;Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Leste&#160;Roraima&#160;e dez, para o Dsei Yanomami, reforçando o atendimento em áreas indígenas e de difícil acesso. Esses médicos fazem parte do grupo de 407 profissionais formados no exterior que concluíram o Módulo de Acolhimento e Avaliação [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Roraima&nbsp;vai receber 13 novos profissionais por meio do programa&nbsp;Mais Médicos. Destes, três irão para o&nbsp;Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Leste&nbsp;Roraima&nbsp;e dez, para o Dsei Yanomami, reforçando o atendimento em áreas indígenas e de difícil acesso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses médicos fazem parte do grupo de 407 profissionais formados no exterior que concluíram o Módulo de Acolhimento e Avaliação (MAAv) do programa e que passarão a atuar em 180 municípios e 15 Dseis, distribuídos por 22 estados do país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a chegada desses médicos, o Ministério da Saúde espera impactos positivos nas comunidades atendidas, como a ampliação do acesso aos serviços de saúde na&nbsp;atenção primária, a redução do tempo de espera por atendimento com a utilização do&nbsp;prontuário eletrônico do SUS (e-SUS APS), além de avanços significativos na saúde indígena. Um exemplo concreto é a diminuição das remoções de pacientes no território Yanomami.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de iniciarem suas atividades, os médicos passaram por um treinamento específico para atuar em situações de urgência, emergência e no enfrentamento de doenças prevalentes nas regiões de atuação, a exemplo da&nbsp;malária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), Felipe Proenço, destaca a importância do programa Mais Médicos para o&nbsp;Sistema Único de Saúde (SUS)&nbsp;e para a população brasileira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Hoje, 12 anos após a criação do programa, é possível ver como ele contribuiu para a redução da mortalidade infantil e para a melhoria do acesso à saúde, que é justamente o papel da atenção primária: atender pessoas com problemas de saúde que poderiam se agravar e demandar hospitalização. O Mais Médicos evita essas hospitalizações e cuida das pessoas perto de suas famílias, junto de suas comunidades”, pontua.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o objetivo de assegurar a eficácia do programa e a qualidade do atendimento prestado à população, o ministério acompanha de perto o desempenho dos profissionais. Um dos principais instrumentos de monitoramento é o e-SUS APS, que permite registrar e acompanhar o histórico dos pacientes, facilitando a integração entre a atenção primária e os demais níveis de cuidado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quase 25 mil médicos em atuação</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a meta de alcançar 28 mil profissionais até o fim do ano, o programa Mais Médicos já assegura assistência a mais de 64 milhões de pessoas em todo o Brasil. Atualmente, cerca de 24,9 mil médicos atuam em 4,2 mil municípios, o que corresponde a 77% do território nacional. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Dentre essas cidades, 1,7 mil apresentam altos níveis de vulnerabilidade social. Em dezembro de 2024, o programa registrou um marco ao atingir o maior número de médicos em atividade nos Dseis, com 601 profissionais atuando nessas regiões.</p>
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		<title>Expansão da gratuidade do Farmácia Popular beneficia 1,3 mil roraimenses em um mês; em um ano e meio, foram mais de 18 mil atendidos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Aug 2024 11:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[RORAIMA]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entre janeiro de 2023 e julho de 2024, o&#160;Programa Farmácia Popular&#160;atendeu mais de 18 mil pessoas em Roraima com a distribuição gratuita de medicamentos para diabetes, asma, hipertensão, osteoporose e anticoncepção, um aumento em relação aos 11 mil atendimentos registrados em 2022. Com a ampliação da gratuidade anunciada pela ministra da Saúde, Nísia Trindade, em [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Entre janeiro de 2023 e julho de 2024, o&nbsp;Programa Farmácia Popular&nbsp;atendeu mais de 18 mil pessoas em Roraima com a distribuição gratuita de medicamentos para diabetes, asma, hipertensão, osteoporose e anticoncepção, um aumento em relação aos 11 mil atendimentos registrados em 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a ampliação da gratuidade anunciada pela ministra da Saúde, Nísia Trindade, em 10 de julho, mais 1,3 mil pessoas no Estado passaram a ter acesso a medicamentos para tratar colesterol alto, doença de Parkinson, glaucoma e rinite. A nova medida, que oferece 95% dos medicamentos e insumos gratuitamente, beneficiou 2,1 milhões de brasileiros em apenas um mês.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Até 10 de agosto, os medicamentos mais retirados nas farmácias credenciadas em todo o país foram:&nbsp;sinvastatina 20 mg (38,8 mil pessoas beneficiadas), utilizado no tratamento do colesterol alto; cloridrato de benserazida 25 mg + levodopa 100 mg (13,1 mil pessoas beneficiadas), para o tratamento da doença de Parkinson; e budesonida 50 mcg (12,1 mil pessoas beneficiadas), para o tratamento da rinite.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses remédios passaram a ser disponibilizados gratuitamente à população a partir de julho. Para atender a mais de dois milhões de pessoas, o Ministério da Saúde investiu R$ 35,5 milhões.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O&nbsp;Farmácia Popular&nbsp;oferta 41 itens, entre medicamentos, fraldas geriátricas e absorventes e, até a recente mudança, somente medicamentos indicados para pessoas com diabetes, hipertensão, asma, osteoporose, anticoncepcionais e os absorventes eram gratuitos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para os outros, o Ministério da Saúde pagava até 90% do valor de referência dos medicamentos e o cidadão arcava com o restante, de acordo com o valor praticado pela farmácia. Com a atualização, 95% dos medicamentos e insumos podem ser retirados de forma gratuita, o que equivale a 39 dos 41 itens de saúde distribuídos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Expansão do programa&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Criado em 2004 para disponibilizar medicamentos e outros insumos de saúde para a população, o programa foi relançado pelo presidente Lula (PT) em 2023, com a inclusão de novos medicamentos na lista dos gratuitos, como para osteoporose e os anticoncepcionais. Em 2024, também foi iniciada a distribuição de absorventes para pessoas em situação de vulnerabilidade social, estudantes da rede pública de ensino e pessoas em situação de rua. Em 20 anos, mais de 70 milhões de brasileiros foram beneficiados pelo&nbsp;Farmácia Popular.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, em junho do ano passado, 55 milhões de pessoas beneficiárias do Bolsa Família passaram a ter acesso gratuito a todos os medicamentos e fraldas geriátricas disponíveis no Farmácia Popular. Entre 7 de junho de 2023 e 31 de julho de 2024, 4,9 milhões de beneficiários foram contemplados, garantindo mais medicamentos gratuitos para pessoas que não têm condições de arcar com os custos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A iniciativa está presente em 85% das cidades brasileiras, equivalente a 4,7 mil municípios, com mais de 31 mil farmácias credenciadas em todo o país, cobrindo 96% da população brasileira residente nestes municípios. De junho do ano passado a julho de 2024, a título de exemplo, 611,6 mil mulheres acessaram medicamentos gratuitos para anticoncepção e osteoporose.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Universalização&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A expectativa do Ministério da Saúde é universalizar o programa, cobrindo 93% do território nacional. Já foram credenciadas, até o momento, 536 novas farmácias em 380 novos municípios que aderiram ao Programa Mais Médicos, sendo 352 cidades do Norte e Nordeste recebendo a primeira unidade cadastrada. Para alcançar a meta, o credenciamento de novos estabelecimentos foi aberto em 811 cidades de todas as regiões do país, com prioridade para os municípios que participam do Mais Médicos – uma estratégia que visa à diminuição dos vazios assistenciais.&nbsp;</p>
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		<title>Participa +: Formação para o controle social no SUS potencializa vozes indígenas e imigrantes em Pacaraima</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Jul 2024 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BRASIL]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O território no conselho de saúde ou a participação social no território? Para quem conhece a potência de um Sistema Único de Saúde (SUS) universal, equânime e integral tem consciência de que em Pacaraima, município roraimense na fronteira com a Venezuela, é impossível fiscalizar, acompanhar e monitorar as políticas públicas de saúde sem ouvir as [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O território no conselho de saúde ou a participação social no território? Para quem conhece a potência de um Sistema Único de Saúde (SUS) universal, equânime e integral tem consciência de que em Pacaraima, município roraimense na fronteira com a Venezuela, é impossível fiscalizar, acompanhar e monitorar as políticas públicas de saúde sem ouvir as vozes das comunidades indígenas e das pessoas migrantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E não foi diferente com a oficina de número 74 do Participa&nbsp;+, projeto de Formação para o Controle Social no SUS. Desenvolvido&nbsp;pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS) e pelo&nbsp;Centro de Educação e Assessoramento Popular (Ceap)&nbsp;em parceria com a Opas, o projeto que chega a sua 4ª edição tem como objetivo qualificar a atuação de conselheiras e conselheiros de saúde e lideranças de movimentos sociais através da formação, do fortalecimento institucional e da produção de conhecimento.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com esse propósito, a sala de aula da&nbsp;Escola Municipal de Educação Infantil Professor Raimundo Nonato Leda dos Santos, em Pacaraima,&nbsp;recebeu, nos dias 11 e 12 de julho, gestores, trabalhadores, usuários do SUS e conselheiros de saúde. Durante os dois dias de trabalho, os participantes aprofundaram seus conhecimentos sobre os conceitos de saúde, princípios e organização do SUS, financiamento de saúde, ciclo orçamentário e instrumentos de planejamento do SUS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi pelo olhar de pessoas migrantes e indígenas que os debates foram permeados e marcaram a oficina, como destacou o educador popular&nbsp;do Ceap,&nbsp;Jorge Gimenez.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Essas duas questões aparecem com muita força. Tivemos indígenas e migrantes participando da oficina, e boa parte do debate foi enriquecido por essa diversidade. Isso demonstra a realidade brasileira, que vai além das capitais. Nas regiões do interior, onde realizamos as oficinas de formação, essas questões ficaram muito visíveis e marcantes.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Gimenez, esse debate é fundamental para a luta pelo direito à saúde no Brasil, embasado nos princípios da universalidade, integralidade e equidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A natureza do direito à saúde que defendemos permite que discutamos as diferenças internas no Brasil, incluindo os indígenas e estrangeiros. Graças à constituição do SUS, os imigrantes têm os mesmos direitos ao atendimento que os brasileiros, com acesso a serviços médicos.” A oficina do Participa +, em Pacaraima, reforça o compromisso do SUS em promover a inclusão e a equidade, escutando todas as vozes e garantindo o direito à saúde para todos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>De olho no orçamento da saúde pública&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Conhecer a composição e ciclos orçamentários do SUS para saber como incidir sobre a melhoria no financiamento da saúde pública para que atenda às necessidades locais é um dos objetivos da oficina. Nesse sentido, o encontro deu luz ao posicionamento no Brasil quando o assunto é financiamento.&nbsp;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="768" height="431" src="https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/07/Participa-Foto-Divulgacao-CNS3.jpg" alt="" class="wp-image-4330" srcset="https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/07/Participa-Foto-Divulgacao-CNS3.jpg 768w, https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/07/Participa-Foto-Divulgacao-CNS3-300x168.jpg 300w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-element-caption">Desenvolvido pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS) e pelo Centro de Educação e Assessoramento Popular (Ceap) em parceria com a Opas, projeto que chega à quarta edição &#8211; Foto: Divulgação/CNS</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">No cenário internacional, o Brasil figura como um dos países que mais gastam com saúde em termos percentuais do PIB. Enquanto Canadá e Reino Unido destinam 10.8% do PIB aos seus sistemas de saúde universal, o Brasil não está muito distante, com 9.6%. No entanto, a disparidade se torna evidente ao analisar a origem desses gastos. No Brasil, apenas 3.9% do PIB são gastos públicos, enquanto 5.7% são gastos privado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em contraste, tanto o Canadá quanto o Reino Unido têm gastos públicos significativamente maiores, com 8.4% e 7.5% respectivamente, e menores gastos privados, em torno de 2.3%. Esta diferença acentua a necessidade de reestruturar o financiamento da saúde no Brasil, promovendo um aumento do investimento público e reduzindo a dependência do setor privado. A pergunta crucial é: por que o Brasil gasta de forma a privilegiar o setor privado sobre o público? Esta questão remete à dificuldade de acesso a especialistas e serviços específicos no sistema público, que muitas vezes leva a população a buscar soluções no setor privado, aumentando os custos e diminuindo a eficácia do investimento em saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2019, o Brasil apresentou um gasto per capita com saúde de 1.498 dólares, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Este valor inclui tanto o gasto público quanto o privado. No contexto global, esse montante é significativamente menor quando comparado a países como o Canadá e o Reino Unido, que registraram gastos per capita de 5.521 e 5.087 dólares, respectivamente. Este cenário destaca a necessidade urgente de aumentar o investimento público em saúde para garantir um sistema mais equitativo e eficaz, reduzindo a dependência do setor privado e promovendo um acesso mais amplo e justo aos serviços de saúde.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao mesmo tempo que a oficina trouxe conteúdos relevantes sobre etapas e prazos para criar diretrizes que possam incidir no plano de saúde do município, bem como envolver os candidatos a prefeito e a vereador com as pautas da saúde, trouxe para o centro demandas relevantes à realidade local. O papel do conselheiro e sua autonomia para monitorar e fiscalizar estiveram entre as principais reflexões.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Oficina já nasceu como multiplicadora de conhecimento&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Sob o olhar atento dos alunos, que trouxeram a realidade para dentro da sala de aula, os planos de trabalho da oficina foram elaborados. A cartilha do Participa + percorreu os grupos de trabalho da oficina e serviu como instrumento de consulta e fomento. Esse recurso impulsionou a criação colaborativa, refletindo o compromisso com a participação ativa e o aprendizado coletivo. A presidente do Conselho Municipal de Saúde e líder indígena, Diularneide Macuxi, destacou a importância de oficinas participativas para impulsionar ações que buscam melhorar as condições de saúde nos territórios.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Levei a cartilha para casa e li de uma só vez. Ela nos orienta sobre como a participação social pode impactar diretamente na melhoria da saúde da nossa população. Nesta oficina trabalhamos com equidade, abrangendo toda a população sem distinção, incluindo comunidades ribeirinhas e indígenas. Tanto a cartilha quanto a oficina favorecem o trabalho em equipe e nos preparam para enfrentar um dos maiores desafios: incluir o atendimento de pessoas imigrantes no sistema de saúde e lidar com os indicadores dessa realidade.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os planos elaborados começaram a se tornar realidade. Assim que a oficina foi encerrada, a presidente do conselho municipal, Diularneide Macuxi, e o coordenador da oficina, Jorge Gimenez, visitaram a comunidade indígena Tarau Puru. Situada na Reserva São Marcos, em Pacaraima, essa comunidade é uma das poucas que aceitam indígenas imigrantes, como o povo Taurepang-Pemon, que deixou o território venezuelano. Desde então, o número de moradores aumentou de 200 para mais de 900.&nbsp;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-full"><img decoding="async" width="768" height="431" src="https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/07/Participa-Foto-Divulgacao-CNS.jpg" alt="" class="wp-image-4332" srcset="https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/07/Participa-Foto-Divulgacao-CNS.jpg 768w, https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/07/Participa-Foto-Divulgacao-CNS-300x168.jpg 300w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-element-caption">Durante dois dias de trabalho, participantes aprofundaram conhecimentos sobre conceitos de saúde, princípios e organização do SUS &#8211; Foto: Divulgação/CNS</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">Para chegar ao local, que fica muito próximo à fronteira entre os dois países, é necessário ter autorização e passar por uma área militar brasileira. O grupo foi recebido pela tuxaua Maria Deunice Gutierre, a primeira mulher a se tornar líder da comunidade. O convite foi feito por Israel, que participou da oficina com a esposa e a cunhada. Todos eles indígenas venezuelanos que se viram forçados a migrarem para o Brasil, por motivos econômicos e políticos. A participação social por meio dos conselhos locais foi o tema central. O representante dos migrantes dentro na comunidade, Leo Davincy Morales Williams, recebeu do grupo um exemplar da cartilha do Participa +.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A iniciativa de ir à comunidade é resultado do plano elaborado pelo grupo de que Israel Rodriguez fez parte, como atividade de conclusão da oficina do participa +. O plano criado em sala de aula prevê a realização de rodas de conversa sobre a valorização do SUS como direito humano, com moradores locais, imigrantes, gestores, trabalhadores e gestores. “Faço questão de ser multiplicador do conhecimento que recebi nesta oficina. Este é um compromisso” destacou Israel.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Da sala de aula à prática: a UBS abriu as portas para a oficina&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A técnica em enfermagem Jaciara Costa da Silva, gerente da UBS (Unidade Básica de Saúde) Alaíde do Carmo Bruce Fernandes, em Pacaraima, destacou que mais de 90% dos atendimentos realizados são de imigrantes venezuelanos, tanto aqueles que estão de passagem, que seguem para outras regiões do país, quanto os residentes na cidade brasileira.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por causa do grande fluxo, a UBS mantém uma rotina de atendimento das 7h à meia-noite. Conta com dois médicos de manhã, dois à tarde e um à noite. Alguns deles fazem parte do Programa Mais Médicos.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-full"><img decoding="async" width="768" height="514" src="https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/07/Participa-Foto-Divulgacao-CNS4-1.png" alt="" class="wp-image-4333" srcset="https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/07/Participa-Foto-Divulgacao-CNS4-1.png 768w, https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/07/Participa-Foto-Divulgacao-CNS4-1-300x201.png 300w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-element-caption">Por causa do grande fluxo, UBS mantém rotina de atendimento das 7h à meia-noite &#8211; Foto: Divulgação/CNS</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">“Nosso público-alvo são imigrantes, indígenas e a população de rua. Por sermos uma UBS e, portanto, ligada ao SUS, atendemos a todas as pessoas. E a nossa demanda maior aqui é a imigração. Os nossos desafios são gigantes,” ressaltou.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fluxo na fronteira&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais de cinco milhões de venezuelanos estão vivendo no exterior, a grande maioria em países da América Latina e do Caribe. Esta se tornou uma das maiores crises de deslocamento do mundo. Os dados são do Acnur, Agência da ONU para Refugiados.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2023, o Comitê Nacional para os Refugiados (Conare) reconheceu 77.193 pessoas como refugiadas, sendo que 44,3% das pessoas reconhecidas como refugiadas eram crianças, adolescentes e jovens com até 18 anos de idade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do total, 72% das solicitações apreciadas pelo Conare foram registradas nas unidades da federação que compõem a região norte do Brasil. Roraima concentrou o maior volume de solicitações de refúgio apreciadas pelo Conare em 2023 (51,5%), seguido por Amazonas (14,2%) e São Paulo (7,5%).&nbsp;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="431" src="https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/07/Participa-Foto-Divulgacao-CNS5.jpg" alt="" class="wp-image-4334" srcset="https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/07/Participa-Foto-Divulgacao-CNS5.jpg 768w, https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/07/Participa-Foto-Divulgacao-CNS5-300x168.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-element-caption">Na estrutura montada na fronteira, imigrantes venezuelanos recebem orientação jurídica e informações sobre assistência social &#8211; Foto: Divulgação/CNS</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph"><strong>Cartão do SUS é prioridade&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Todos os dias, centenas de pessoas continuam cruzando a fronteira com destino ao Brasil. Parte delas para participar da Operação Acolhida, que superou a marca de 125 mil migrantes e refugiados da Venezuela interiorizados pelo Brasil. São pessoas que vivem, atualmente, em 1.026 municípios de todas as regiões do país. Curitiba (PR) e Manaus (AM) são os que somam maior número de beneficiários da ação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A iniciativa oferece suporte ao deslocamento voluntário, seguro e organizado de populações refugiadas e migrantes, além de buscar novas oportunidades de integração socioeconômica e cultural. O objetivo do governo federal na Operação Acolhida é dar uma resposta humanitária às demandas que chegam ao Brasil pela fronteira com a Venezuela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda na estrutura montada na fronteira, os imigrantes venezuelanos recebem orientação jurídica, informações sobre assistência social além de se cadastrarem no Sistema Único de Saúde e chegaram a receber até sete tipos de vacinas de única vez.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Participa +: Formação para o controle social no SUS&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Participa+ é um projeto de Formação para o Controle Social no SUS, que está na sua 4ª edição e tem como objetivo “qualificar a atuação de conselheiras e conselheiros de saúde e lideranças de movimentos sociais através da formação, do fortalecimento institucional e da produção de conhecimento”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo de 2024, serão realizadas 82 oficinas de formação, em todos os estados brasileiros;100 rodas de conversa virtuais, abordando diferentes temas; 27 cursos sobre ferramentas virtuais; 27 encontros estaduais sobre práticas de multiplicação; um processo de formação de educadoras e educadores; além de outras atividades que buscam fortalecer o SUS.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações do CNS, Acnur e MDA</em></strong></p>
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		<title>Com oferta no regime de cotas, novo edital do Mais Médicos apresenta recorde de inscrições por vaga</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jul 2024 11:06:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BRASIL]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[edital]]></category>
		<category><![CDATA[ministério da saúde]]></category>
		<category><![CDATA[programa mais médicos]]></category>
		<category><![CDATA[regime de cotas]]></category>
		<category><![CDATA[sus]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O novo edital do Mais Médicos teve adesão recorde de candidatos. Foram 33 mil inscrições para concorrer às mais de 3,1 mil vagas. A concorrência é de 10,4 profissionais por posto de trabalho. O novo edital conta com novidades. Haverá vagas afirmativas, no regime de cotas, para pessoas com deficiência e grupos étnico-raciais, como negros, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O novo edital do Mais Médicos teve adesão recorde de candidatos. Foram 33 mil inscrições para concorrer às mais de 3,1 mil vagas. A concorrência é de 10,4 profissionais por posto de trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O novo edital conta com novidades. Haverá vagas afirmativas, no regime de cotas, para pessoas com deficiência e grupos étnico-raciais, como negros, quilombolas e indígenas. Mais de 10,6 milhões de brasileiros serão beneficiados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Feliz em ver o crescimento desse programa essencial para o SUS [Sistema Único de Saúde] chegar a todo o país. Foram 33 mil inscrições para as 3,1 mil vagas, que pela primeira vez incluem cotas étnico-raciais e para pessoas com deficiência. E quase metade dos inscritos são médicos formados no país. Desde 2023, com a retomada do programa, implementamos melhorias, como as licenças maternidade e paternidade, além de incentivos à formação e fixação&#8221;, afirmou a ministra da Saúde, Nísia Trindade.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="515" src="https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/07/Programa-Mais-Medicos-Foto-Divulgacao-Ministerio-da-Saude.jpg" alt="" class="wp-image-4064" srcset="https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/07/Programa-Mais-Medicos-Foto-Divulgacao-Ministerio-da-Saude.jpg 768w, https://fatorrnoticias.com.br/wp-content/uploads/2024/07/Programa-Mais-Medicos-Foto-Divulgacao-Ministerio-da-Saude-300x201.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-element-caption">Edital prevê vagas afirmativas para pessoas com deficiência e grupos étnico-raciais &#8211; Foto: Divulgação/MS</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">As vagas afirmativas para cotas em municípios para pessoa com deficiência (PCD) e grupos étnico-raciais receberam um total de 3,1 mil inscrições, sendo 2,6 mil negros, 34 quilombolas, 70 indígenas e 382 pessoas com deficiência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do total geral de inscrições, 18,7 mil são mulheres (cerca de 57%). Confira o total de inscrições por tipo de perfil profissional:</p>



<p class="wp-block-paragraph">perfil 1 &#8211; médicos formados em instituições de educação superior brasileiras ou com diploma revalidado no país com registro no CRM: 15.699;</p>



<p class="wp-block-paragraph">perfil 2- médicos brasileiros com habilitação para exercício da medicina no exterior: 13.467;</p>



<p class="wp-block-paragraph">perfil 3- médicos estrangeiros com habilitação para exercício de medicina no exterior: 3.848.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como funciona</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para os grupos étnico-raciais, serão ofertados 20% das vagas, priorizadas da seguinte forma:</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211; para municípios que têm 2 vagas: 50%</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211; para municípios que têm entre 3 e 10 vagas: 20%</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211; para municípios que têm mais de 10 vagas: 20%</p>



<p class="wp-block-paragraph">Podem participar da seleção profissionais brasileiros, brasileiros formados no exterior ou estrangeiros, que continuarão atuando com Registro do Ministério da Saúde (RMS). Os médicos brasileiros formados no Brasil continuam a ter preferência na seleção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde 2023, com a retomada do Mais Médicos, o governo federal implementou melhorias no modelo do programa, em que os profissionais contam com oportunidades de especialização e mestrado por meio da Estratégia Nacional de Formação de Especialistas para a Saúde, que integra os programas de formação, provimento e educação pelo trabalho no âmbito do SUS.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações da Agência Gov</em></strong></p>
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