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	<title>pronatec Archives - FatoRR Notícias</title>
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	<title>pronatec Archives - FatoRR Notícias</title>
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		<title>Ministério da Educação esclarece dúvidas mais frequentes sobre novo ensino médio</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/ministerio-da-educacao-esclarece-duvidas-mais-frequentes-sobre-novo-ensino-medio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Aug 2024 21:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BRASIL]]></category>
		<category><![CDATA[EDUCAÇÃO]]></category>
		<category><![CDATA[Base Nacional Comum Curricular]]></category>
		<category><![CDATA[Conselho Nacional de Educação]]></category>
		<category><![CDATA[MEC]]></category>
		<category><![CDATA[novo ensino médio]]></category>
		<category><![CDATA[pronatec]]></category>
		<category><![CDATA[Secretaria de Educação Básica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Política Nacional&#160;de&#160;Ensino Médio&#160;foi instituída no fim de julho por meio da&#160;Lei nº 14.945/2024. A norma reestrutura essa etapa de ensino, altera a&#160;Lei nº 9.394/1996, de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, e revoga parcialmente a&#160;Lei nº 13.415/17, que dispôs sobre a reforma do ensino médio.&#160;&#160; Para informar a sociedade sobre as mudanças trazidas pela [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A Política Nacional&nbsp;de&nbsp;Ensino Médio&nbsp;foi instituída no fim de julho por meio da&nbsp;Lei nº 14.945/2024. A norma reestrutura essa etapa de ensino, altera a&nbsp;Lei nº 9.394/1996, de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, e revoga parcialmente a&nbsp;Lei nº 13.415/17, que dispôs sobre a reforma do ensino médio.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para informar a sociedade sobre as mudanças trazidas pela nova legislação, o Ministério da Educação (MEC) preparou uma lista com as principais dúvidas sobre o tema e suas respostas. Confira abaixo:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como será a implementação?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A lei determina que os sistemas devem começar a implementação do ensino médio a partir de 2025, para os&nbsp;estudantes da&nbsp;primeira série. Em 2026, as regras começarão&nbsp;a valer também para a segunda série e, em 2027, para a terceira.&nbsp;De acordo com&nbsp;a&nbsp;secretária de Educação Básica do MEC, Kátia&nbsp;Schweickardt, as diretrizes curriculares do ensino médio serão revistas e os itinerários formativos serão&nbsp;mais bem&nbsp;delineados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Essas definições serão feitas de forma colaborativa,&nbsp;junto ao Conselho Nacional de Educação&nbsp;[CNE], redes estaduais e especialistas nas áreas do conhecimento”, disse.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As redes de ensino receberão apoio técnico do MEC para a elaboração dos planos de ação, que&nbsp;definirão,&nbsp;inclusive,&nbsp;as regras&nbsp;de transição para quem iniciou o ensino médio em 2024.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O apoio técnico às redes, inclusive através da formação continuada, também é uma de nossas prioridades, e nós,&nbsp;da Secretaria de Educação Básica&nbsp;[SEB],&nbsp;trabalharemos com as&nbsp;secretarias de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão&nbsp;[Secadi]&nbsp;e Educação Profissional e Tecnológica&nbsp;[Setec]&nbsp;nessa frente”, explicou.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como fica a carga horária da formação geral básica?</strong>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A nova lei prevê que, de um total de, no mínimo, 3&nbsp;mil&nbsp;horas nos três anos do ensino médio, 2.400 horas devem ser destinadas à Formação Geral<br>Básica (FGB), que inclui português, inglês, artes, educação física, matemática, ciências da natureza (biologia, física, química) e ciências humanas (filosofia, geografia, história, sociologia).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O conteúdo da FGB é definido na Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Desse modo, com a implementação da nova lei, haverá um aumento da carga horária mínima&nbsp;de&nbsp;formação&nbsp;geral&nbsp;básica ao&nbsp;longo dos três anos do ensino médio, que era de 1.800 horas.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o secretário-executivo&nbsp;adjunto&nbsp;do MEC, Gregório Grisa, o aumento da carga horária&nbsp;é um avanço.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A ampliação da Formação Geral Básica de 1.800 para 2.400 horas garante que os componentes curriculares voltem ao currículo,&nbsp;ou seja, as disciplinas de literatura, artes, educação física, biologia, física e química, filosofia, geografia, história e sociologia. O professor quer dar aula daquilo para o que foi formado”, avaliou.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>E como ficam os itinerários formativos?</strong>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A nova lei regulamenta os itinerários formativos e prevê a construção de diretrizes para sua oferta. A carga horária mínima dos itinerários será de 600 horas, com exceção da formação técnica e profissional, quando pode chegar a 1.200 horas. Os itinerários formativos deverão servir como um aprofundamento das seguintes áreas do conhecimento ou do ensino técnico:&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">I – linguagens e suas tecnologias;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">II – matemática e suas tecnologias;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">III – ciências da natureza e suas tecnologias;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">IV – ciências humanas e sociais aplicadas;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">V – formação técnica e profissional, organizada a partir das diretrizes curriculares nacionais de&nbsp;educação profissional e tecnológica (EPT).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A lei determina que os sistemas de ensino devem garantir que todas as escolas ofereçam, no mínimo, dois itinerários formativos.&nbsp;A regra não vale para escolas que ofertam EPT.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o texto, o Conselho Nacional de Educação (CNE), com a participação dos sistemas estaduais e distrital de ensino, deve elaborar diretrizes de aprofundamento para os itinerários, reconhecidas as especificidades da educação indígena e quilombola.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que a lei diz sobre a educação profissional e tecnológica (EPT)?</strong>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No caso da formação técnica e profissional, a carga horária mínima para formação geral básica será de 2.100 horas, admitindo-se 300 horas destinadas ao aprofundamento de conteúdos da BNCC relacionados à formação técnica e profissional. Desse modo, o ensino técnico passa das atuais 1.800 horas de formação geral para 2.100.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o MEC, as 300 horas que poderão ser destinadas ao&nbsp;conteúdo&nbsp;da formação geral deverão&nbsp;tratar de componentes que tiverem&nbsp;estrita relação com a área do curso técnico ofertado, ou seja, haverá um aproveitamento de disciplinas que&nbsp;forem&nbsp;compatíveis com o curso de formação profissional. Por exemplo, em um curso de mecatrônica, poderão&nbsp;ser aproveitadas disciplinas como matemática, física e química na organização do currículo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No caso do itinerário com ênfase na formação técnica, a carga horária mínima será de 900 horas, podendo chegar a 1.200 horas&nbsp;—&nbsp;que,&nbsp;somadas às 2.100 horas da FGB, totalizam as 3 mil horas do ensino médio.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Será permitida educação a&nbsp;distância&nbsp;(EaD)&nbsp;para o ensino médio?&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Não. O texto prevê que o ensino médio será ofertado de forma presencial, mas será admitido, excepcionalmente, o ensino mediado por tecnologia. Para tratar desses casos, a lei determina que será elaborado um regulamento com a participação dos sistemas estaduais e distrital de ensino.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O fenômeno da mediação por tecnologia já é utilizado em várias realidades, principalmente na&nbsp;Região Norte do Brasil, como no Amazonas, em função da peculiaridade geográfica. Então, são essas exceções de que se trata o texto. Nós temos que regulamentar isso, ouvindo as experiências das redes, mas não se está autorizando, absolutamente, a introdução de&nbsp;EaD&nbsp;no ensino médio”,&nbsp;explicou&nbsp;Grisa.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>E como fica o ensino de língua espanhola?&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a norma, os currículos de ensino médio poderão ofertar outras línguas estrangeiras, preferencialmente o espanhol, de acordo com a disponibilidade de oferta, locais e horários. De modo obrigatório, a norma prevê apenas o ensino da língua inglesa.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que a lei diz sobre o ensino noturno?&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A norma diz que os estados devem manter, na sede de cada um dos seus municípios, pelo menos uma escola da rede pública com oferta de ensino médio regular no turno noturno, quando houver demanda.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>As regras valem também para o ensino integral?</strong>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estudantes matriculados em regime de tempo integral poderão utilizar uma parte da carga horária de experiências extraescolares para cumprir a carga horária escolar, desde que as atividades tenham a ver com o currículo. As formas de comprovação dessas horas serão definidas pelos estados.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Poderá valer como hora de aula no período integral:&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">experiência de estágio, programas de aprendizagem profissional, trabalho remunerado ou trabalho voluntário supervisionado;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">conclusão de cursos de qualificação profissional com certificação;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">participação comprovada em projetos de extensão universitária, iniciação científica ou atividades de direção em grêmios estudantis.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A lei também determina que o MEC considere, em seu planejamento de expansão de matrículas em tempo integral, critérios de equidade social, garantindo a inclusão de estudantes em condição de vulnerabilidade, negros, quilombolas, indígenas, com deficiência e do campo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, as escolas que ofertam matrículas de ensino médio articulado com educação profissional e tecnológica deverão ter prioridade no recebimento de recursos federais no âmbito do Programa Escola em Tempo Integral. A prioridade deverá ocorrer por meio do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). A matrícula nesses cursos será considerada também um dos critérios para recebimento da poupança do Pé-de-Meia.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Muda algo para a educação do campo?&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O texto aprovado inclui benefícios a estudantes do ensino médio de escolas comunitárias que atuam no âmbito da educação do campo. Assim, esses alunos se juntarão àqueles de baixa renda que tiverem&nbsp;cursado todo o ensino médio em escola pública no acesso aos benefícios de bolsa integral no&nbsp;Programa Universidade para Todos (Prouni)&nbsp;para cursar&nbsp;a educação&nbsp;superior em faculdades privadas e à cota de 50% de vagas em instituições federais de educação superior. Poderão contar, ainda, com a poupança do ensino médio, do&nbsp;programa Pé-de-Meia.&nbsp;</p>
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		<title>Aposentados vão poder comprar passagem aérea por até R$ 200 cada trecho</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/aposentados-vao-poder-comprar-passagem-aerea-por-ate-r-200-cada-trecho/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jul 2024 21:54:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BRASIL]]></category>
		<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Ministério de Portos e Aeroportos lançou nesta quarta-feira (24) a primeira fase do programa Voa Brasil, que oferecerá passagens aéreas por até R$ 200 em cada trecho. A fase inicial vai disponibilizar 3 milhões de passagens para aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), independentemente da faixa de renda.&#160;&#160; Para comprar as passagens [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O Ministério de Portos e Aeroportos lançou nesta quarta-feira (24) a primeira fase do programa Voa Brasil, que oferecerá passagens aéreas por até R$ 200 em cada trecho. A fase inicial vai disponibilizar 3 milhões de passagens para aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), independentemente da faixa de renda.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para comprar as passagens mais baratas, o aposentado não deve ter viajado de avião nos últimos 12 meses. Cada beneficiário terá direito a dois bilhetes aéreos por ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o ministério, mais de 23,3 milhões de aposentados terão direito ao benefício. A compra é feita direto pelo site gov.br/voabrasil com a&nbsp;<a href="https://www.gov.br/pt-br" target="_blank" rel="noreferrer noopener">conta do Gov.br</a>. A conta precisa ser nível prata ou ouro, para dar mais segurança ao processo. Quem tem conta bronze, deve fazer o upgrade com a inclusão de dados pessoais e reconhecimento facial.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quem não atender aos critérios, não conseguirá fazer o login no site. Ao localizar a passagem desejada no site, o usuário é direcionado para a página da companhia aérea para realizar a compra. As empresas Azul, Gol, Latam e VoePass participam do programa.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, a ideia do governo é expandir o programa para estudantes inscritos no Programa Universidade para Todos (ProUni) e no Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). A previsão é que a oferta para esse público comece no primeiro semestre de 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Esse é o primeiro passo para incluir mais brasileiros viajando pelo Brasil”, disse.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviço, Geraldo Alckmin, destacou os benefícios do programa para a população, especialmente para a saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Para combater depressão, ansiedade, não há nada melhor do que você sair, conhecer outras pessoas, visitar as pessoas queridas, família, amigos e conhecer o Brasil, esse país fascinante”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ociosidade</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A adesão das companhias aéreas será voluntária e não há recursos públicos envolvidos ao programa. O CEO da Azul Linhas aéreas, John Rodgerson, explicou que a ideia é aproveitar a ociosidade das aeronaves na baixa temporada.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Cada voo que nós temos, tem assentos vazios. Então temos oportunidade de incluir mais pessoas, e isso não quer dizer que as outras pessoas terão que pagar mais, mas elas têm que se planejar mais, comprar com antecedência, não podem voar nos feriados. Os aposentados são um povo mais flexível, não têm emprego, então podem viajar quando não é o pico. Isso é onde a indústria quer que as pessoas viajem”, disse.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, de janeiro a junho, a taxa média de ociosidade das aeronaves é de 20%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o secretário nacional de Aviação Civil, Tomé Franca, apenas 2% da ocupação nas aeronaves brasileiras é de pessoas com mais de 65 anos de idade, sendo que a população brasileira nessa faixa etária é de 10% do total.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O nosso trabalho foi reunir esse conjunto de disponibilidade de passagens no período de baixa estação e na ociosidade das aeronaves, que chega a 20%”, explicou.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações da Agência Brasil</em></strong></p>
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		<item>
		<title>Câmara analisa alterações feitas no Senado e aprova mudanças na reforma do ensino médio</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/camara-analisa-alteracoes-feitas-no-senado-e-aprova-mudancas-na-reforma-do-ensino-medio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jul 2024 14:41:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BRASIL]]></category>
		<category><![CDATA[EDUCAÇÃO]]></category>
		<category><![CDATA[câmara dos deputados]]></category>
		<category><![CDATA[inep]]></category>
		<category><![CDATA[LDB]]></category>
		<category><![CDATA[ministério da educação]]></category>
		<category><![CDATA[novo ensino médio]]></category>
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		<category><![CDATA[senado]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (9) projeto de lei que muda alguns pontos da reforma do ensino médio (Lei 13.415/17) com o objetivo de adequar à realidade das escolas as alternativas de formação apresentadas aos estudantes. A proposta será enviada à sanção presidencial. O texto aprovado é um substitutivo do relator, deputado Mendonça [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (9) projeto de lei que muda alguns pontos da reforma do ensino médio (<a href="https://www2.camara.gov.br/legin/fed/lei/2017/lei-13415-16-fevereiro-2017-784336-norma-pl.html">Lei 13.415/17</a>) com o objetivo de adequar à realidade das escolas as alternativas de formação apresentadas aos estudantes. A proposta será enviada à sanção presidencial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O texto aprovado é um substitutivo do relator, deputado Mendonça Filho (União-PE), para o Projeto de Lei 5230/23, do Poder Executivo, que mantém o aumento da carga horária da formação geral básica previsto no projeto original, de 1.800 para 2.400 horas (somados os três anos do ensino médio) para alunos que não optarem pelo ensino técnico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A carga horária total do ensino médio continua a ser de 3.000 horas nos três anos (5 horas em cada um dos 200 dias letivos anuais).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para completar a carga total nos três anos, os alunos terão de escolher uma área para aprofundar os estudos com as demais 600 horas. A escolha poderá ser entre um dos seguintes itinerários formativos:</p>



<p class="wp-block-paragraph">linguagens e suas tecnologias;</p>



<p class="wp-block-paragraph">matemática e suas tecnologias;</p>



<p class="wp-block-paragraph">ciências da natureza e suas tecnologias; ou</p>



<p class="wp-block-paragraph">ciências humanas e sociais aplicadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) define um total de 1.800 horas para a formação geral básica, direcionando 1.200 horas para os itinerários de formação, após a reforma do ensino médio de 2017. Mendonça Filho era ministro da Educação à época e propôs essa reforma.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ensino noturno</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das mudanças feitas no Senado determina que os estados deverão manter, na sede de cada um de seus municípios, pelo menos uma escola da rede pública com oferta de ensino médio regular no turno noturno. Esse ponto foi mantido no texto aprovado nesta terça-feira no Plenário da Câmara.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A exigência dependerá de haver demanda manifestada e comprovada pela matrícula nesse turno, na forma da regulamentação do respectivo sistema de ensino.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra mudança acatada prevê apoio do Ministério da Educação aos sistemas estaduais de educação para o estabelecimento de políticas, programas e projetos de formação continuada dos docentes que incluam orientações didáticas e reflexões metodológicas relacionadas ao novo formato do ensino médio.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Formação técnica</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No caso da formação técnica e profissional, um dos itinerários possíveis para as escolas ofertarem aos estudantes, a formação geral básica será de 1.800 horas. Outras 300 horas, a título de formação geral básica, poderão ser destinadas ao aprofundamento de estudos em disciplinas da Base Nacional Comum Curricular diretamente relacionadas à formação técnica profissional oferecida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como esses dois módulos totalizam 2.100 horas, outras 900 horas ficarão exclusivamente para as disciplinas do curso técnico escolhido pelo aluno quando ofertado pela escola, totalizando assim 3.000 horas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o texto aprovado, o ensino médio será ofertado de forma presencial, mas será admitido, excepcionalmente, que ele seja mediado por tecnologia, na forma de regulamento elaborado com a participação dos sistemas estaduais e distrital de ensino.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao contrário do texto original do governo, continua na lei a permissão para contratar profissionais de notório saber reconhecido pelos sistemas de ensino para ministrar conteúdos na educação profissional técnica de nível médio, mesmo que sua experiência tenha sido em corporações privadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Itinerários</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os sistemas de ensino deverão garantir que todas as escolas de ensino médio ofertem o aprofundamento integral de todas as áreas de conhecimento, exceto o ensino profissional. Deverá haver, no mínimo, dois itinerários formativos de áreas diferentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como os itinerários são formatados de acordo com o contexto local e as possibilidades dos sistemas de ensino, o estudante poderá optar por uma complementação com itinerários focados em duas áreas diferentes: matemática e ciências da natureza, por exemplo; ou linguagens e ciências humanas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A montagem dos itinerários dependerá de diretrizes nacionais a serem fixadas pelo Conselho Nacional de Educação com a participação dos sistemas estaduais de ensino, reconhecidas as especificidades da educação indígena e quilombola.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses sistemas, por sua vez, deverão apoiar as escolas para a realização de programas e projetos destinados a orientar os alunos no seu processo de escolha dos itinerários.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Carência de escolas</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Do total de municípios brasileiros, 51% (2.831) possuem apenas uma escola pública de ensino médio, e a maior parte delas está em cidades com os menores níveis para o Indicador de Nível Socioeconômico do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o Ministério da Educação (MEC), em 2022, 48% das unidades federativas não haviam iniciado a implementação do novo ensino médio nas turmas de Educação de Jovens e Adultos (EJA), 15% declararam que não iniciaram nas turmas do ensino noturno e 22% não o fizeram em escolas indígenas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O projeto surgiu de consultas públicas do MEC junto às escolas e à sociedade organizada em razão das dificuldades de infraestrutura para ofertar os itinerários formativos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, em estados nos quais a mudança foi implementada, houve casos da oferta de 33 trilhas de aprofundamento nas áreas de conhecimento, provocando um excesso de diversificação que poderia agravar a desigualdade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ensino técnico</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto ao ensino técnico, o texto aprovado prevê sua oferta por meio de cooperação técnica entre as secretarias estaduais de Educação e as instituições credenciadas de educação profissional, preferencialmente públicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na versão anterior da proposta, o ensino técnico teria de ser previamente aprovado pelo Conselho Estadual de Educação, homologado pela Secretaria de Educação e certificado pelos sistemas de ensino.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Disciplinas</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação às disciplinas que o projeto original pretendia garantir na formação geral básica, o substitutivo de Mendonça Filho especifica que elas integrarão o ensino médio dentro da base comum curricular nas quatro áreas de conhecimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, o espanhol continuará a ser disciplina não obrigatória, que poderá ser ofertada como outra língua estrangeira preferencial no currículo de acordo com a disponibilidade dos sistemas de ensino.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para comunidades indígenas, o ensino médio poderá ser ministrado nas suas línguas maternas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a nova redação proposta, não constará mais da LDB a obrigatoriedade de ensino de língua portuguesa e de matemática nos três anos do ensino médio, tema que será tratado na Base Comum Curricular.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Propostas pedagógicas</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o projeto, as escolas deverão montar suas propostas pedagógicas considerando elementos como promoção de metodologias investigativas no processo de ensino e aprendizagem e conexão dos processos de ensino e aprendizagem com a vida comunitária e social.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Deverá haver ainda reconhecimento do trabalho e de seu caráter formativo e uma articulação entre os diferentes saberes a partir das áreas do conhecimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Aprendizagens e competências</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em regime excepcional, para fins de cumprimento das exigências curriculares do ensino médio em regime de tempo integral, os sistemas de ensino poderão reconhecer aprendizagens, competências e habilidades desenvolvidas pelos estudantes em experiências extraescolares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para isso, deverá haver formas de comprovação definidas por esses sistemas de ensino, considerando, por exemplo:</p>



<p class="wp-block-paragraph">a experiência de estágio, programas de aprendizagem profissional, trabalho remunerado ou trabalho voluntário supervisionado;</p>



<p class="wp-block-paragraph">a conclusão de cursos de qualificação profissional com certificação; e</p>



<p class="wp-block-paragraph">a participação comprovada em projetos de extensão universitária, iniciação científica ou atividades de direção em grêmios estudantis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No planejamento da expansão das matrículas de tempo integral, deverão ser observados critérios de equidade para assegurar a inclusão dos estudantes em condição de vulnerabilidade social, da população negra, dos quilombolas, dos indígenas, das pessoas com deficiência e da população do campo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Transição</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O substitutivo prevê a formulação das novas diretrizes nacionais para o aprofundamento das áreas de conhecimento até o fim de 2024 e a aplicação de todas as regras pelas escolas a partir de 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alunos que estiverem cursando o ensino médio na data de publicação da futura lei contarão com uma transição para as novas regras.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ensino superior</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir de 2027, o processo seletivo para o ensino superior deverá considerar as diretrizes nacionais de aprofundamento definidas. O estudante terá o direito de optar por uma das áreas de conhecimento, independentemente do itinerário formativo cursado no ensino médio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, por exemplo, o itinerário poderá ser linguagens mais matemática e suas tecnologias, e o aluno escolher ciências naturais e suas tecnologias no vestibular.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Escola do campo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No texto aprovado, o deputado Mendonça Filho aceitou emendas para incluir benefícios a estudantes do ensino médio de escolas comunitárias que atuam no âmbito da educação do campo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, esses alunos se juntarão àqueles de baixa renda que tenham cursado todo o ensino médio em escola pública no acesso aos benefícios de bolsa integral no Prouni para cursar o ensino superior em faculdades privadas e à cota de 50% de vagas em instituições federais de educação superior.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Poderão contar ainda com a poupança do ensino médio (Programa Pé-de-Meia).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Pronatec</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Mudança do Senado aprovada pela Câmara concede, para escolas que ofertem matrículas de ensino médio articulado com educação profissional e tecnológica, prioridade no recebimento de recursos federais no âmbito do Programa Escola em Tempo Integral. A prioridade deverá ocorrer por meio do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A matrícula nesses cursos será considerada ainda critério para escolha do aluno para receber a poupança do Programa Pé-de-Meia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Cooperação técnica</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Câmara aprovou trecho do texto dos senadores para determinar aos entes federados que promovam cooperação técnica no âmbito da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica a fim de estimular a oferta desse tipo de curso em articulação com o ensino médio.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Debate em Plenário</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Vários deputados criticaram o relatório de Mendonça Filho por retirar mudanças feitas pelo Senado Federal. Entre elas, trecho incluído pelos senadores que obrigava o ensino médio a ter, no mínimo, 70% da grade como disciplina básica e apenas 30% para os itinerários formativos. Mendonça excluiu esse ponto. Assim, os itinerários formativos poderão abarcar mais que esses 30%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto retirado pelo relator foi a exigência de condição excepcional para o ensino médio a distância.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Deputados do Psol falaram ser contra o Novo Ensino Médio, desde sua concepção em 2016 ainda na gestão de Michel Temer na Presidência da República. Eles afirmaram, porém, que o texto do Senado é melhor que a versão proposta por Mendonça Filho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP) criticou ponto que autoriza o trabalho remunerado a ser contado como tempo de cumprimento de horas curriculares. Esse dispositivo havia sido retirado no Senado. “É um salvo-conduto e um elogio ao trabalho de adolescentes. Conta como formação curricular, educacional. Isso é inadmissível”, disse.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A deputada Professora Luciene Cavalcante (Psol-SP) afirmou que os caminhos propostos pelo projeto não vão ao encontro das melhorias para o ensino médio. “A escola precisa de professor bem formado, capacitado, valorizado. E isso não se faz com notório saber”, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Espanhol</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o deputado Jorge Solla (PT-BA), o Brasil precisa incorporar capacidade de interlocução com países da América Latina e, por isso, seria necessário o ensino de espanhol obrigatório. “Se o objetivo é fazer com que, no ensino médio, se tenha a oportunidade de ter educação profissional, o acesso às duas línguas [espanhol e inglês] é imprescindível para qualquer qualificação”, declarou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O deputado Felipe Carreras (PSB-PE) ressaltou que o espanhol não é uma imposição de língua obrigatória, mas apenas uma opção em relação ao inglês. &#8220;Não estamos obrigando os estudantes a escolher a língua espanhola: 70% dos estudantes que fazem o Enem escolhem o espanhol&#8221;, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a deputada Adriana Ventura (Novo-SP), não há sentido tornar o espanhol obrigatório, a “não ser atender demanda e lobby para dar obrigatoriedade a uma coisa que o mercado não pede”. Ela também defendeu a manutenção do notório saber como critério para contratação de profissionais para os cursos técnicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o relator, deputado Mendonça Filho, o espanhol pode ser obrigatório, desde que a rede estadual adote isso. &#8220;Não dá para impor essa regra ao Brasil todo&#8221;, afirmou. Ele lembrou que nenhum país sul-americano adota o português como segunda língua, além do inglês.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações da Agência Câmara de Notícias</em></strong></p>
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