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	<title>rio Orinoco Archives - FatoRR Notícias</title>
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		<title>Garimpo ilegal perde força na Terra Yanomami, mas invasores mudam estratégia, aponta relatório</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2026 11:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um relatório divulgado na sexta-feira (22) pelo Instituto Socioambiental (ISA) aponta redução do desmatamento causado pelo garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, após o pico registrado entre 2021 e 2022. Apesar da queda, o documento alerta que os invasores seguem ativos e têm adotado novas formas de atuação para escapar das operações de [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Um relatório divulgado na sexta-feira (22) pelo Instituto Socioambiental (ISA) aponta redução do desmatamento causado pelo garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, após o pico registrado entre 2021 e 2022. Apesar da queda, o documento alerta que os invasores seguem ativos e têm adotado novas formas de atuação para escapar das operações de fiscalização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O levantamento foi produzido em parceria com o programa Monitoring of the Andes Amazon Program (MAAP), da Amazon Conservation Association. Segundo o documento, os garimpeiros passaram a operar de forma descentralizada e migraram para áreas próximas à fronteira com a Venezuela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com os dados apresentados, a TI Yanomami soma atualmente 5.564 hectares degradados pela atividade garimpeira. Apenas em 2025, foram registrados 45,2 hectares de novos desmatamentos provocados pelo garimpo ilegal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O número representa quase metade dos 84 hectares registrados em 2024. Ainda assim, o relatório aponta que a abertura contínua de novas áreas demonstra que a atividade criminosa continua presente no território indígena.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os pesquisadores destacam que, em 2023, após a decretação da Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional (Espin) pelo governo federal, houve redução de 81,6% na expansão do garimpo em relação ao ano anterior. Naquele ano, foram registrados 330 hectares de expansão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados históricos mostram avanço acelerado da destruição antes das operações federais. Em 2020, a área desmatada chegou a 400 hectares. Em 2021, ultrapassou mil hectares e, em 2022, alcançou aproximadamente 1.800 hectares, maior índice registrado na série monitorada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O monitoramento é feito mensalmente com interpretação visual de imagens de satélite por especialistas em geoprocessamento. As áreas degradadas são delimitadas por polígonos e revisadas periodicamente para refinamento das informações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além do levantamento por satélite, o ISA realizou um sobrevoo em 23 de abril deste ano nas regiões de Ericó, Palimiu, Waikás e Parafuri. As imagens registradas durante a operação confirmaram os pontos de desmatamento identificados no monitoramento remoto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2025, foram identificados 121 polígonos de novas áreas impactadas pelo garimpo ilegal. Segundo o relatório, 90% desses pontos possuem até um hectare. Os maiores polígonos, com cerca de quatro hectares cada, foram encontrados em Parima e Surucucus, próximos à pista do Feijão Queimado, em Roraima.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O documento aponta ainda que áreas historicamente exploradas, como Alto Catrimani, Médio Uraricoera e Homoxi, aparentam estar relativamente neutralizadas após as operações federais. Em contrapartida, os garimpeiros passaram a espalhar as atividades para regiões menos concentradas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Sistema de Alertas da Terra Indígena Yanomami registrou em 2025 pelo menos cinco alertas relacionados à movimentação de aeronaves clandestinas na região de Auaris. Em muitos casos, os voos seguiam em direção à pista do Gaúcho Animal ou para uma pista localizada na cabeceira do rio Aracaçá.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O geógrafo do ISA, Estêvão Senra, afirmou que a valorização internacional do ouro mantém a pressão sobre a Terra Indígena Yanomami.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Operações de desintrusão são o primeiro passo indispensável, mas sozinhas elas não resolvem o problema estrutural. Sem estratégias de proteção territorial de médio e longo prazo, que envolvam vigilância permanente e melhorias na regulação da cadeia do ouro, há um grande risco de observarmos uma nova onda de invasão num futuro próximo.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">O diretor do MAAP na Amazon Conservation, Matt Finer, afirmou que a redução do garimpo demonstra efeito das ações governamentais, mas alertou para o risco de retorno das invasões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Na Terra Indígena Yanomami, o garimpo ilegal atingiu seu pico entre 2021 e 2022, mas caiu significativamente após a grande intervenção do governo brasileiro, iniciada em 2023. No entanto, como observamos recentemente no Peru e na Venezuela, essas ações precisam fazer parte de um esforço contínuo e de longo prazo. Caso contrário, o garimpo ilegal tende a retornar rapidamente.”</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações do Instituto Socioambiental</em></strong></p>
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		<title>Ibama devolve 440 aves apreendidas em Roraima ao território venezuelano</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/ibama-devolve-440-aves-apreendidas-em-roraima-ao-territorio-venezuelano/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Apr 2026 10:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A apreensão de 440 canários-da-terra em Boa Vista resultou na repatriação dos animais à Venezuela, após identificação da origem fora do Brasil. A devolução foi realizada na quarta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), com divulgação feita na sexta-feira (17). Os animais foram interceptados pela Polícia Federal em [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A apreensão de 440 canários-da-terra em Boa Vista resultou na repatriação dos animais à Venezuela, após identificação da origem fora do Brasil. A devolução foi realizada na quarta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), com divulgação feita na sexta-feira (17).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os animais foram interceptados pela Polícia Federal em fevereiro deste ano, durante investigação sobre tráfico de fauna silvestre. As apreensões ocorreram nos dias <a href="https://fatorrnoticias.com.br/policia/policia-federal-prende-dois-homens-com-350-aves-silvestres-mantidas-em-cativeiro-em-boa-vista/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>14</strong></a> e <a href="https://fatorrnoticias.com.br/policia/dois-sao-presos-pela-pf-com-350-aves-silvestres-na-rodoviaria-de-mucajai/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>23</strong></a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após serem resgatadas, as aves foram encaminhadas ao Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama em Boa Vista. No local, receberam cuidados técnicos e passaram por avaliação especializada antes da definição do destino.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise apontou que os animais pertencem a uma subespécie de canário-da-terra cuja ocorrência natural se dá ao norte do rio Orinoco, na Venezuela. A região de origem é formada por extensas áreas de savana, o que diferencia o habitat das aves em relação ao território brasileiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A confirmação da procedência foi baseada em estudos técnicos e em experiências anteriores do próprio instituto em casos semelhantes. Esse tipo de identificação é utilizado para evitar riscos ambientais decorrentes da introdução indevida de espécies.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://fatorrnoticias.com.br/roraima/pf-resgata-mais-de-300-passaros-em-malas-no-aeroporto-de-manaus-levadas-de-roraima-em-onibus-aves-iriam-para-sao-paulo/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Em 2024, uma ocorrência semelhante em Manaus já havia indicado que essa subespécie não pertence ao bioma amazônico brasileiro</strong></a>. Assim como agora, a solução adotada envolveu cooperação internacional para garantir a devolução ao país de origem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a origem estrangeira confirmada, o Ibama iniciou tratativas com autoridades ambientais da Venezuela para viabilizar a repatriação. O objetivo foi assegurar que os animais pudessem ser reintegrados ao ambiente natural adequado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após a concordância do país vizinho, os canários foram levados por via terrestre até Pacaraima, município localizado ao norte de Roraima e que faz fronteira com a Venezuela. A entrega foi formalizada às autoridades venezuelanas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O transporte envolveu organização logística para garantir a integridade das aves durante o trajeto. A operação seguiu protocolos técnicos e ambientais para assegurar condições adequadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Ibama aponta que a repatriação é o procedimento indicado em casos de comprovação de origem fora do país. A medida contribui para a preservação das espécies e evita desequilíbrios ambientais.</p>
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