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	<title>Rússia Archives - FatoRR Notícias</title>
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	<title>Rússia Archives - FatoRR Notícias</title>
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		<title>Regime de Bashar al-Assad cai na Síria; ditador foge e está desaparecido</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/regime-de-bashar-al-assad-cai-na-siria-ditador-foge-e-esta-desaparecido/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Dec 2024 15:00:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A renúncia e a fuga do ex-ditador da Síria Bashar al-Assad foram ratificadas pela Rússia, um de seus maiores aliados internacionais, neste domingo (8). A informação se dá horas após a conquista da capital, Damasco, por rebeldes, e confirma a queda do regime de mais de duas décadas do líder. Os insurgentes anunciaram a entrada em [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A renúncia e a fuga do ex-ditador da Síria Bashar al-Assad foram ratificadas pela Rússia, um de seus maiores aliados internacionais, neste domingo (8). A informação se dá horas após a conquista da capital, Damasco, por rebeldes, e confirma a queda do regime de mais de duas décadas do líder.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os insurgentes anunciaram a entrada em Damasco na noite de sábado (7), já madrugada de domingo no horário local. Segundo eles, não havia sinal de presença do Exército sírio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Relatos dão conta de que a tomada foi recebida com euforia pelos residentes da capital, com milhares de pessoas em carros e a pé se reunindo em uma praça central para agitar bandeiras e cantar pela liberdade após meio século de domínio da família Assad. Antes, centenas de detentos haviam sido libertados de um complexo prisional nos arredores de Damasco.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vários dos habitantes invadiram o palácio presidencial, e alguns foram vistos saqueando o local. Os próprios insurgentes fizeram uma incursão à embaixada do Irã, outro dos principais parceiros do regime, de acordo com a Press TV, canal de notícias de Teerã em inglês.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto isso, o comando do Exército notificava os militares da queda do regime de Assad, disse um militar à agência Reuters sob anonimato. As forças negaram a informação oficialmente, dizendo que seguiam com as operações contra os &#8220;grupos terroristas&#8221; nas cidades de Hama e Homs, no centro e na zona rural de Daraa, no sul.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Autoridades também afirmaram sob reserva que o Hezbollah, grupo islâmico libanês que por anos forneceu apoio crucial a Assad, retirou todas as suas forças de segurança da Síria no sábado, quando os rebeldes se aproximavam da capital.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Avanços</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A queda de Damasco foi antecedida por rápidos avanços dos insurgentes em diversos pontos do território. Desde a invasão de Aleppo, no norte, no dia 29, as defesas de Assad desmoronaram. Além dela e de Hama e Homs, foram tomadas Deir al-Zor, no leste, e Quneitra, Deraa e Suweida, no sul.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O HTS (Organização para a Libertação do Levante, na sigla em árabe), organização cuja origem remonta à rede terrorista Al Qaeda, tem sido a protagonista dos combates contra o Exército sírio, e assumiu a conquista das principais cidades de Aleppo, Hama e Homs. Mas a própria facção é uma coalizão de cinco milícias principais e seis, secundárias, que têm desavenças entre si.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os demais insurgentes tampouco compõem um grupo homogêneo. A cidade de Daraa, simbólica por ter sido o berço da revolta síria em meio à Primavera Árabe, foi tomada por um grupo que só se juntou aos enfrentamentos contra o regime na sexta-feira, por exemplo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ressurreição observada na última semana e a facilidade com que ela derrubou as forças de defesa do regime impressionam. O conflito interno parecia basicamente congelado desde 2020. Naquele ano, a Turquia, que apoia os rebeldes, e a Rússia, parceira de longa data da ditadura de Assad, acertaram um cessar-fogo entre os grupos que apoiavam no norte e nordeste do país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A propalada queda de Assad se deve em parte ao atual contexto geopolítico. O regime sempre contou com seus aliados internacionais para subjugar os rebeldes. Bombardeios por aviões de guerra da Rússia eram frequentes, e o Irã enviou integrantes do grupo islâmico libanês Hezbollah e milícias iraquianas para reforçar o Exército sírio e atacar redutos de insurgentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas Moscou tem se concentrado na Guerra da Ucrânia desde 2022, e o Hezbollah sofreu grandes perdas em sua própria guerra contra Israel, o que limitou consideravelmente a capacidade da organização e do Irã de auxiliar o regime.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Futuro incerto</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O futuro do país, por sua vez, continua incerto, e instabilidade abre a possibilidade de que a guerra civil que matou 500 mil sírios e forçou o deslocamento de outros 6 milhões seja retomada com força total.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, o HTS é considerado uma organização terrorista pelos Estados Unidos, e seu líder, Abu Mohammad al-Jolani, é visto como autoritário e extremista, embora tenha insistido que conseguiu transformar a facção em uma força moderada nos últimos anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo assim, grande parte dos sírios deu demonstrações de esperança ao longo da última semana. Quando o HTS anunciou o controle total de Homs na noite de sábado, por exemplo, milhares dos residentes saíram às ruas dançando e gritando &#8220;Assad se foi, Homs está livre&#8221; e &#8220;Viva a Síria e abaixo Bashar al-Assad&#8221;. Rebeldes dispararam para o ar em celebração, e jovens rasgaram cartazes do ex-ditador sírio pela cidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Da Folha de S. Paulo com informações da Reuters</em></strong></p>
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		<title>Resultado das eleições vai definir política externa dos Estados Unidos; América Latina e China devem reavaliar estratégia diplomática</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/resultado-das-eleicoes-vai-definir-politica-externa-dos-estados-unidos-america-latina-e-china-devem-reavaliar-estrategia-diplomatica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Nov 2024 13:17:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os reflexos da eleição, nesta terça-feira (5), que define quem será o futuro presidente dos Estados Unidos (EUA) vão muito além das fronteiras norte-americanas, tamanha influência que a maior potência militar do mundo tem no cenário externo. Especialistas ouvidos pela&#160;Agência Brasil&#160;avaliam que ela não se restringe às atuais áreas de conflito na Europa e no [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Os reflexos da eleição, nesta terça-feira (5), que define quem será o futuro presidente dos Estados Unidos (EUA) vão muito além das fronteiras norte-americanas, tamanha influência que a maior potência militar do mundo tem no cenário externo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Especialistas ouvidos pela&nbsp;<strong>Agência Brasil&nbsp;</strong>avaliam que ela não se restringe às atuais áreas de conflito na Europa e no Oriente Médio. Brasil, América Latina e China também aguardam ansiosamente o desfecho da disputa entre a democrata Kamala Harris, atual vice-presidente dos EUA, e o republicano Donald Trump, que presidiu o país de 2017 a 2021, para traçar, de forma mais precisa, seus planos estratégicos na relação com o próximo governante norte-americano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Roberto Goulart Menezes, pesquisador do Instituto Nacional de Estudos sobre os EUA (Ineu) e professor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB), explica que, para o Brasil, efeitos mais significativos poderão ocorrer caso o vencedor das eleições seja o republicano.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Risco Trump</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“Trump, se eleito, será um presidente de extrema direita que tenderá a reforçar laços e vínculos com a extrema direita de países latino-americanos. Algo preocupante, pois não ocorre há uns 15 anos, é o risco de ele promover, na região, candidaturas contrárias à democracia, tanto na América do Sul como na América Latina em geral”, disse o pesquisador, que tem doutorado em ciência política pela Universidade de São Paulo (USP).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Professor do Departamento de História da UnB, Virgílio Caixeta Arraes avalia que, independentemente de quem vencer a eleição, a relação com o Brasil será a mesma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Teremos importância secundária para os EUA. Com exceção de poucos países da América Latina e Caribe, como México, Venezuela, Colômbia ou Cuba, por motivos diferentes, a atenção de Washington para a região é menor que a de outras localidades do planeta, como o Oriente Médio ou o Sudeste Asiático.”</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>China</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Goulart Menezes, do Instituto Nacional de Estudos sobre os EUA, é possível que os Estados Unidos façam maior pressão nos países portuários da América do Sul, a fim de dificultar a entrada de produtos chineses e, consequentemente, a ampliação da influência política chinesa na região.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A tendência é que, independentemente de quem for o vencedor, seja mantida a política de pressão sobre a China, disse o professor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Nesse sentido, diante dos avanços da China na América Latina e, em especial, na América do Sul, os EUA têm considerado arriscada a presença daquela potência na região. Portanto, tenderá a fazer pressão em países portuários como Brasil e Peru, na tentativa de afastar os chineses comercial e politicamente”, disse o pesquisador.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Retórica da segurança</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Goulart Menezes, todas essas questões – econômica, comercial, política e até mesmo ambiental – resumem-se à mesma tese argumentativa, por parte dos norte-americanos: riscos à própria segurança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O tema que mais mobiliza os EUA ainda é o da segurança. Até porque eles costumam pegar temas que nada têm a ver com segurança e tratam de criar uma associação. É o caso, por exemplo, da migração e das drogas. Ao abordarem os temas dessa forma, os EUA sempre responsabilizam outros governos e, de alguma forma, dizem que implicam riscos à segurança do país”, argumentou Menezes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“No caso da relação com o Brasil, que tem como tema-chave de suas políticas a questão ambiental, essa também vira uma questão de segurança. Se Trump vencer, retomará a retórica negacionista, associando a pauta ambiental à economia. Portanto, de segurança para os EUA. Veja bem: ele [Trump] não trata o tema ambiental como uma questão de sobrevivência ou de crise climática, mas como meio para aumentar o potencial econômico dos EUA”, acrescentou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na avaliação do historiador Caixeta Arraes, a China é uma pedra no sapato dos EUA. A forma de lidar com a situação, tanto da candidata democrata Kamala quanto do republicano Trump, é uma questão de intensidade a ser aplicada em cada situação a ser enfrentada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Com a China, apesar de os dois países vivenciarem meio século de aproximação, o quadro não é animador porque o avanço de Pequim no mercado internacional e na geopolítica regional incomodam Washington, haja vista aliados como Tóquio, ou Seul, ou Taipé, por exemplo”, disse o historiador.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Contudo, nenhum dos dois partidos tem de fato política efetiva de contenção ao crescimento da China. Ora apela-se a direitos humanos, ora à questão ambiental, ou ainda a regras comerciais internacionais, ou então à tensão militar. A diferença entre os dois partidos é na calibragem dos componentes do poderio à disposição”, disse o historiador.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Guerras</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Dois conflitos chamam de forma mais intensa a atenção na política externa estadunidense: o de Israel, parceiro estratégico dos EUA, contra a Palestina e contra o Líbano; e aquele entre Rússia e Ucrânia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“No Oriente Médio, a política dos EUA é uma política de Estado. Não de governo. Portanto, não se alterará nenhuma linha geral, a despeito do partido político vencedor”, destacou Caixeta Arraes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Opinião semelhante sobre o conflito no Oriente Médio tem Goulart Menezes. Segundo o pesquisador, com relação a esse conflito não há nenhuma diferença entre Republicanos e Democratas. “O apoio norte-americano a Israel é incondicional”, enfatizou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Em maio de 1948, Israel se declara Estado. Os Estados Unidos, de imediato, reconhecem. Desde então, os palestinos foram perdendo territórios. Não falo isso de um ponto de vista ideológico. Basta comparar os mapas da época e o de agora”, disse o professor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele explicou que, atualmente, o que há de diferente é o fato de Israel viver um momento em que sua margem de autonomia em relação aos EUA está maior. “Israel sempre foi dependente de fornecimento de armas vindas dos EUA. Ao dar esse apoio, os EUA conseguiam direcionar certas ações de Israel. Atualmente, eles ainda têm alguma rédea, mas em parte, ela não tem mais efeito”, disse Menezes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O pesquisador acrescentou que essa perda, ainda que sutil, de influência sobre as ações militares de seu parceiro estratégico é percebida, inclusive, em meio às ameaças dos EUA de suspender a ajuda em caso de ataque de Israel a civis palestinos e libaneses.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Vemos que, mesmo assim, as tropas israelenses continuam fazendo seus ataques, e que o apoio dos EUA no Conselho de Segurança da ONU [Organização das Nações Unidas] se mantém.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Menezes citou como exemplo o veto norte-americano à proposta de paz apresentada pelo Brasil para o conflito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Foi uma proposta muito boa que, inclusive, recebeu sinal de apoio da Inglaterra e da França, ainda que na forma de abstenção. O que vemos é os EUA continuando a enviar armas e dinheiro para apoio militar a Israel. Apoio este que se deve à relação histórica entre os dois países, bem como ao&nbsp;<em>lobby</em>&nbsp;israelense na política e nas eleições norte-americanas. Vale lembrar que é bem forte a presença de judeus de diversas nacionalidades no sistema financeiro”, explicou Menezes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há, portanto, “certa pressão por meio do poder econômico”, acrescentou o professor, ao lembrar que, por outro lado, há também muitos judeus, tanto nos EUA como em outros países, com posicionamento crítico em relação à postura de Israel neste e em outros conflitos. “Essa pressão está cada vez maior nos EUA”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Rússia x Ucrânia</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto à guerra entre Rússia e Ucrânia, as expectativas são diferentes entre republicanos e democratas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Caso Trump retorne à Casa Branca, a política externa poderá mudar no leste da Europa. O aspirante republicano disse que, caso vença, vai reduzir de maneira gradativa o socorro financeiro e militar e, por conseguinte, a inclinação política. Em caso de vitória da democrata, o apoio à Ucrânia mantém-se”, afirmou Caixeta Arraes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na avaliação de Menezes, caso Trump vença a disputa, a postura do republicano nesse conflito será oposta à dos democratas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Ele já acenou com a retirada de apoio à Ucrânia. Não sabemos se ela será gradual ou abrupta, mas sabemos que, com isso, a guerra tomará outro curso.”</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações da Agência Brasil</em></strong></p>
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