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	<title>Selic Archives - FatoRR Notícias</title>
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	<lastBuildDate>Fri, 07 Mar 2025 20:24:38 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Selic Archives - FatoRR Notícias</title>
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		<title>Economia perde ritmo no 4º trimestre e fecha 2024 com alta de 3,4% no acumulado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Mar 2025 14:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BRASIL]]></category>
		<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A&#160;economia&#160;brasileira perdeu ritmo no quarto trimestre, mas fechou 2024 com alta de 3,4% no acumulado do ano, apontam dados do&#160;Produto Interno Bruto (PIB) divulgados nesta sexta-feira (7) pelo&#160;Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O crescimento de 3,4% veio após avanço de 3,2% em 2023. Trata-se da maior alta desde 2021 (4,8%), quando o PIB [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A&nbsp;economia&nbsp;brasileira perdeu ritmo no quarto trimestre, mas fechou 2024 com alta de 3,4% no acumulado do ano, apontam dados do&nbsp;Produto Interno Bruto (PIB) divulgados nesta sexta-feira (7) pelo&nbsp;Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O crescimento de 3,4% veio após avanço de 3,2% em 2023. Trata-se da maior alta desde 2021 (4,8%), quando o PIB se recuperava dos estragos da pandemia no ano anterior.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O novo resultado ficou em linha com a mediana das projeções do mercado financeiro, que era de 3,5%, conforme a agência Bloomberg. O intervalo das estimativas ia de 3,2% a 3,6%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se o ano atípico de 2021 não fosse levado em conta, já que a base de comparação com 2020 estava fragilizada pela pandemia, a alta de 3,4% seria a maior desde 2011 (4%).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Considerando apenas o quarto trimestre de 2024, o PIB mostrou relativa estagnação no país. Houve leve variação positiva de 0,2% frente aos três meses imediatamente anteriores, disse o IBGE.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O número veio ligeiramente abaixo da mediana de 0,4% esperada por analistas em pesquisa da Bloomberg. O intervalo das previsões ia de 0% a 0,6%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O PIB havia crescido 1% no primeiro trimestre de 2024, 1,3% no segundo e 0,7% no terceiro, de acordo com dados revisados pelo IBGE.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As taxas divulgadas anteriormente eram de 1,1%, 1,4% e 0,9%. A revisão dos números é um procedimento comum no instituto a partir da incorporação de novas informações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;É um resultado bom para o ano passado, mas com um prenúncio [no quarto trimestre] do que será 2025: um ano de crescimento mais baixo e mais dificuldades na economia. Isso já está um tanto quanto contratado&#8221;, afirma a economista Juliana Inhasz, professora do Insper.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Consumo sente juro alto, diz IBGE</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A perda de ritmo do PIB no quarto trimestre foi puxada pelo consumo das famílias. O consumo caiu 1% em relação aos três meses imediatamente anteriores. Foi a primeira baixa desde o segundo trimestre de 2021 (-1,4%).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, o resultado reflete o&nbsp;início do ciclo de alta da taxa básica de juros (Selic) e a&nbsp;aceleração da inflação dos alimentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela ainda disse que a base elevada de comparação ajuda a explicar o freio no consumo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;No quarto trimestre de 2024, o que chama atenção é que o PIB ficou praticamente estável, com crescimento nos investimentos [0,4%], mas com queda no consumo das famílias&#8221;, afirmou a pesquisadora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Isso porque no quarto trimestre tivemos um pouco de aceleração da inflação, principalmente a de alimentos. Continuamos tendo melhoria no&nbsp;mercado de trabalho, mas com uma taxa já não tão alta. E os juros começaram a subir em setembro do ano passado, o que já impactou no quarto trimestre.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Demanda interna impacta ano</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No acumulado de 2024, a atividade econômica teve impulso da demanda interna, indicou o IBGE. Houve impacto de medidas de estímulo do governo&nbsp;Lula&nbsp;(PT) e do&nbsp;desempenho positivo&nbsp;do&nbsp;mercado de trabalho, que mostrou&nbsp;queda do desemprego e aumento da renda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A conjuntura levou o PIB a um crescimento acima do previsto inicialmente por analistas e pelo governo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para se ter uma ideia, ao final de 2023, a mediana das estimativas do mercado financeiro indicava avanço de apenas 1,52% em 2024, de acordo com o&nbsp;boletim Focus, do&nbsp;Banco Central (BC). O Ministério da Fazenda tinha uma projeção de 2,2%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Apesar desse fechamento mais fraco [no quarto trimestre], 2024 foi um ano de crescimento robusto, com a economia avançando 3,4%, bem acima do seu potencial&#8221;, afirma o economista Igor Cadilhac, do PicPay.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Esse desempenho foi impulsionado, principalmente, pela forte demanda doméstica, sustentada por uma política fiscal expansionista e pelo aumento da oferta de crédito.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Selic maior é desafio</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Manter a economia aquecida ficou mais difícil&nbsp;a partir do segundo semestre do ano passado, quando o BC&nbsp;passou a subir os juros&nbsp;para conter a&nbsp;inflação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Para 2025, a tendência de desaceleração deve continuar, embora o primeiro trimestre ainda se beneficie do desempenho da agropecuária&#8221;, diz a economista Mariana Rodrigues Monteiro, da SulAmérica Investimentos. A casa prevê PIB de 2% neste ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na mediana, as estimativas do mercado sinalizam uma variação de 2,01% para o acumulado de 2025, conforme o boletim Focus. A Selic&nbsp;está em 13,25%&nbsp;ao ano e&nbsp;deve fechar dezembro em 15%, de acordo com a mesma publicação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A alta dos juros tenta esfriar a demanda por bens e serviços para conter os preços. O efeito colateral do crédito mais caro é o obstáculo ao consumo e aos investimentos produtivos, vetores do PIB.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Olhando para o futuro, a combinação de inflação persistente, juros elevados e consequente aperto das condições financeiras deve pesar sobre a atividade econômica&#8221;, afirma Igor Cadilhac, do PicPay.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Ministério da Fazenda&nbsp;projeta crescimento de 2,3% para o PIB de 2025. A estimativa é maior do que a mediana do mercado (2,01%), mas também sinaliza uma desaceleração ante 2024 (3,4%).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Serviços e indústria fecham 2024 no azul</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o resultado do ano passado, o PIB renovou o recorde da série histórica do IBGE, iniciada em 1996. Em valores correntes, o indicador totalizou R$ 11,7 trilhões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pela ótica da oferta, o aumento de 3,4% foi&nbsp;puxado pelo crescimento do setor de serviços (3,7%) e da indústria (3,3%). A agropecuária, por outro lado, teve queda em meio a problemas climáticos (-3,2%).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pelo viés da demanda por bens e serviços, o IBGE destacou a&nbsp;alta de 4,8% no consumo das famílias, que respondeu por 63,8% do PIB no ano passado. A alta de 4,8% é a maior desde 2011, quando o crescimento havia sido da mesma magnitude.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A conjuntura econômica foi extremamente favorável para o consumo das famílias em 2024&#8221;, disse Rebeca Palis, do IBGE.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela citou fatores como melhora do mercado de trabalho, programas de transferência de renda do governo, juros menores na média do ano comparada a 2023 e inflação sem descontrole, apesar do repique nos preços dos alimentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra contribuição para o PIB de 2024 veio dos investimentos produtivos, que são medidos pela Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF). No ano, a FBCF registrou alta de 7,3%, o melhor resultado desde 2021 (12,9%).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se de um lado os juros desafiam o consumo e os investimentos em 2025, de outro a perspectiva de recuperação da safra tende a ajudar o PIB no começo deste ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por ora, as estimativas&nbsp;sinalizam recorde para a produção de grãos&nbsp;após os&nbsp;problemas climáticos de 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A desaceleração do PIB em 2025 será suave se a gente conseguir mesmo chegar a uma safra recorde. Caso os dados não apontem isso, a desaceleração provavelmente será um pouco mais acentuada&#8221;, diz Juliana Inhasz, do Insper.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>PIB per capita avança 3%</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O PIB é a soma dos bens e serviços produzidos pelo país. Seu avanço é usualmente chamado de crescimento econômico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O PIB per capita, que divide o valor das riquezas produzidas pelo número de habitantes, aumentou 3% em 2024, chegando a R$ 55.247,45. A alta de 3% é a maior desde 2021 (4,3%).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Parte dos analistas teme que, mesmo com os alertas sobre o quadro fiscal, o governo Lula adote novas medidas de estímulo à economia em meio à trajetória de&nbsp;queda da popularidade do presidente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das questões que estariam por trás da aprovação em baixa seria a&nbsp;inflação dos alimentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estudo recente da consultoria LCA&nbsp;indicou que o patamar elevado dos preços ofuscou a percepção de melhora da renda do trabalho e da atividade econômica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><a href="https://fatorrnoticias.com.br/brasil/governo-zera-tarifa-de-importacao-de-carne-cafe-e-outros-alimentos-para-conter-inflacao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Para frear a inflação, o governo anunciou na quinta (6) que vai zerar a alíquota de importação de produtos</a> </strong>como carne, café, milho, óleos e açúcar. Associações afirmaram que a medida é inócua.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O aumento do óleo diesel e do frete pressiona os alimentos e&nbsp;pode ameaçar as ações para conter os preços da comida.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações da Folha de S. Paulo</em></strong></p>
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		<title>Selic a 11,25%: Brasil cai para 3º maior juro real do mundo, mesmo após Copom elevar ritmo de alta</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/selic-a-1125-brasil-cai-para-3o-maior-juro-real-do-mundo-mesmo-apos-copom-elevar-ritmo-de-alta/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Nov 2024 12:15:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BRASIL]]></category>
		<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O&#160;Brasil&#160;caiu para o terceiro lugar no ranking mundial de juros reais, mesmo após o Comitê de Política Monetária (Copom) elevar a&#160;Selic&#160;de 10,75% para 11,25% nesta quarta-feira (6) —&#160;alta de 0,50 ponto percentual&#160;(p.p.). O juro real é de 8,08% ao ano, mostra levantamento do&#160;Portal MoneYou. O país está abaixo apenas de Turquia (15,18%) e Rússia (12,19%). [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O&nbsp;Brasil&nbsp;caiu para o terceiro lugar no ranking mundial de juros reais, mesmo após o Comitê de Política Monetária (Copom) elevar a&nbsp;Selic&nbsp;de 10,75% para 11,25% nesta quarta-feira (6) —&nbsp;alta de 0,50 ponto percentual&nbsp;(p.p.). O juro real é de 8,08% ao ano, mostra levantamento do&nbsp;Portal MoneYou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O país está abaixo apenas de Turquia (15,18%) e Rússia (12,19%). Na sequência, aparecem México (6,50%), Indonésia (4,61%) e Colômbia (4,36%).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo projeções, o Brasil continuaria na terceira posição se o Copom tivesse optado por altas de 0,25 p.p. ou de 0,75 p.p. Nesses casos, no entanto, os juros reais do país seriam de 7,99% ou 8,29%, respectivamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A taxa real é uma combinação da&nbsp;inflação&nbsp;projetada para os próximos 12 meses, via coleta do relatório Focus do&nbsp;Banco Central&nbsp;(BC), de 4,30%, e da taxa de juros DI do próximo ano no vencimento mais líquido — novembro de 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em termos nominais, com a Selic a 11,25%, os juros brasileiros ocupam a quarta colocação. O país está abaixo de Turquia (50%), Argentina (35%) e Rússia (21%), e acima de México (10,50%), Colômbia (9,75%) e África do Sul (8%).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Por que o Copom elevou a Selic a 11,25%?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o Copom, “o cenário segue marcado por resiliência na atividade, pressões no mercado de trabalho, hiato do produto positivo, elevação das projeções de inflação e expectativas desancoradas, o que demanda uma política monetária mais contracionista”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os diretores reforçaram o impacto da&nbsp;política fiscal&nbsp;na trajetória da monetária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O comitê reafirma que uma política fiscal crível e comprometida com a sustentabilidade da dívida, com a apresentação e execução de medidas estruturais para o orçamento fiscal, contribuirá para a ancoragem das expectativas de inflação e redução dos prêmios de risco dos ativos financeiros, consequentemente impactando a política monetária.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, mudaram suas expectativas para a&nbsp;inflação. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo&nbsp;(IPCA) em 2024 passou de 4,3% para 4,6%, acima do teto da meta — de 4,5%.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações do InfoMoney</em></strong></p>
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		<title>Copom eleva juros básicos da economia para 10,75% ao ano; é o primeiro aumento desde agosto de 2020</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/copom-eleva-juros-basicos-da-economia-para-1075-ao-ano-e-o-primeiro-aumento-desde-agosto-de-2020/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Sep 2024 09:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BRASIL]]></category>
		<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[banco central]]></category>
		<category><![CDATA[conselho monetário nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A alta recente do dólar e as incertezas em torno da inflação fizeram o Banco Central (BC) elevar os juros pela primeira vez em mais de dois anos. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou a taxa Selic, juros básicos da economia, em 0,25 ponto percentual, para 10,75% ao ano. A decisão&#160;era esperada [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A alta recente do dólar e as incertezas em torno da inflação fizeram o Banco Central (BC) elevar os juros pela primeira vez em mais de dois anos. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou a taxa Selic, juros básicos da economia, em 0,25 ponto percentual, para 10,75% ao ano. A decisão&nbsp;era esperada pelo mercado financeiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A última alta dos juros ocorreu em agosto de 2022, quando a taxa subiu de 13,25% para 13,75% ao ano. Após passar um ano nesse nível, a taxa teve seis cortes de 0,5 ponto e um corte de 0,25 ponto, entre agosto do ano passado e maio deste ano. Nas reuniões&nbsp;de junho e julho, o Copom decidiu manter a taxa em 10,5% ao ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em comunicado, o Copom justificou a alta dos juros baseada nos seguintes fatores: resiliência na atividade econômica, pressões no mercado de trabalho, hiato do produto positivo (economia caminhando para consumir mais que a capacidade de produção), alta das estimativas para a inflação e desancoragem das expectativas de inflação. Em relação ao futuro, o texto foi vago sobre a intensidade e a duração do ciclo de alta dos juros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O ritmo de ajustes futuros na taxa de juros e a magnitude total do ciclo ora iniciado serão ditados pelo firme compromisso de convergência da inflação à meta e dependerão da evolução da dinâmica da inflação, em especial dos componentes mais sensíveis à atividade econômica e à política monetária, das projeções de inflação, das expectativas de inflação, do hiato do produto e do balanço de riscos”, informou o Copom.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Inflação</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).&nbsp;Em agosto, o IPCA, considerado a inflação oficial, ficou negativo em 0,02%. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a queda no preço da energia puxou o índice para baixo, mas o alívio na inflação é temporário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As tarifas de luz subirão a partir de setembro por causa da&nbsp;bandeira tarifária vermelha. Além disso, a seca prolongada terá impacto no preço dos alimentos. Na semana passada, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad,&nbsp;defendeu que o choque de oferta de alimentos&nbsp;não seja resolvido por meio de juros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o resultado, o indicador acumula alta de 4,24% em 12 meses, próximo do teto da meta deste ano. Para 2024, o Conselho Monetário Nacional (CMN) fixou meta de inflação de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. O IPCA, portanto, não podia superar 4,5% nem ficar abaixo de 1,5% neste ano.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No último Relatório de Inflação, divulgado no fim de junho pelo Banco Central, a autoridade monetária&nbsp;manteve a previsão&nbsp;de que o IPCA termine 2024 em 4%, mas a estimativa pode mudar por causa da alta do dólar e do impacto da seca prolongada sobre os preços. O próximo relatório será divulgado no fim de setembro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As previsões do mercado estão mais pessimistas. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá&nbsp;fechar o ano&nbsp;em 4,35%, perto do teto da meta. Há um mês, as estimativas do mercado estavam em 4,22%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pela primeira vez, o comunicado do Copom trouxe as expectativas atualizadas do Banco Central sobre a inflação. A autoridade monetária prevê que o IPCA chegará a 4,3% em 2024, 3,7% em 2025 e 3,5% no acumulado em 12 meses no fim do primeiro trimestre em 2026. Isso porque o Banco Central trabalha com o que chama de “horizonte ampliado”, considerando o cenário para a inflação em até 18 meses.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Crédito mais caro</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O aumento da taxa Selic ajuda a conter a inflação. Isso porque juros mais altos encarecem o crédito e desestimulam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas maiores dificultam o crescimento econômico. No último Relatório de Inflação,&nbsp;o Banco Central aumentou&nbsp;para 2,3% a projeção de crescimento&nbsp;para a economia em 2024, mas o número deve ser revisado&nbsp;após o crescimento&nbsp;de 1,4%&nbsp;no Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mercado projeta crescimento bem melhor. Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos&nbsp;preveem expansão&nbsp;de 2,96% do PIB em 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.</p>
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		<title>Por unanimidade, Copom mantém juros básicos em 10,5% ao ano</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/por-unanimidade-copom-mantem-juros-basicos-em-105-ao-ano/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Aug 2024 10:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BRASIL]]></category>
		<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[banco central]]></category>
		<category><![CDATA[conselho monetário nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, por unanimidade, nesta quarta-feira (31) manter a taxa Selic, os juros básicos da economia, em 10,5% ao ano.&#160; Na reunião anterior, em junho, o Copom&#160;interrompeu o ciclo de cortes de juros&#160;iniciado há quase um ano. De agosto do ano passado até março deste ano, o [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, por unanimidade, nesta quarta-feira (31) manter a taxa Selic, os juros básicos da economia, em 10,5% ao ano.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na reunião anterior, em junho, o Copom&nbsp;interrompeu o ciclo de cortes de juros&nbsp;iniciado há quase um ano. De agosto do ano passado até março deste ano, o comitê tinha reduzido os juros básicos em 0,5 ponto percentual a cada reunião. Em maio, a taxa tinha sido cortada em 0,25 ponto percentual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em nota, o Copom explicou que a decisão foi motivada pelo ambiente externo adverso e pelo conjunto dos indicadores de atividade econômica e do mercado de trabalho doméstico que seguem apresentando dinamismo maior do que o esperado.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O comitê, unanimemente, optou por manter a taxa de juros inalterada, destacando que o cenário global incerto e o cenário doméstico marcado por resiliência na atividade, elevação das projeções de inflação e expectativas desancoradas demandam acompanhamento diligente e ainda maior cautela”, diz a nota.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A decisão, de acordo com o comitê, teve como objetivo consolidar o processo de desinflação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A política monetária deve se manter contracionista por tempo suficiente em patamar que consolide não apenas o processo de desinflação como também a ancoragem das expectativas em torno da meta”, diz.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O comitê destaca que se manterá vigilante e relembra que eventuais ajustes futuros na taxa de juros serão ditados pelo firme compromisso de convergência da inflação à meta.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Inflação&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em junho, o IPCA teve alta de 0,21%, ficando abaixo da taxa registrada em maio (0,46%).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No ano, o IPCA&nbsp;acumula alta de 2,48%&nbsp;e no acumulado dos últimos 12 meses, a taxa é de 4,23%, acima dos 3,93% observados nos 12 meses anteriores.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para 2024, o Conselho Monetário Nacional (CMN)&nbsp;fixou meta de inflação em 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo relatório divulgado em junho pelo Banco Central, a inflação deve ficar em 4% em 2024. Já de acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 4,1%.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações da Agência Brasil</em></strong></p>
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