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	<title>sesai Archives - FatoRR Notícias</title>
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	<title>sesai Archives - FatoRR Notícias</title>
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		<title>Indígenas: Roraima aparece entre os estados com mais assassinatos, suicídios e óbitos infantis em 2025</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Aug 2026 15:33:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[DIREITOS HUMANOS]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Roraima aparece entre os estados brasileiros com os maiores números de assassinatos, suicídios e mortes de crianças indígenas em 2025, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (13) pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi). O estado registrou 82 assassinatos de indígenas, o maior número entre as unidades da federação. Também foram contabilizados 37 suicídios e 158 mortes de [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Roraima aparece entre os estados brasileiros com os maiores números de assassinatos, suicídios e mortes de crianças indígenas em 2025, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (13) pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estado registrou 82 assassinatos de indígenas, o maior número entre as unidades da federação. Também foram contabilizados 37 suicídios e 158 mortes de bebês e crianças indígenas de até 4 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados fazem parte do Relatório Violência contra os Povos Indígenas no Brasil e foram obtidos a partir do Sistema de Informação sobre Mortalidade, de secretarias estaduais de Saúde e da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No país, o número de indígenas assassinados chegou a 258 em 2025, acima dos 211 casos registrados em 2024. O Amazonas teve 47 mortes e Mato Grosso do Sul, 37.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na avaliação do Cimi, os dados refletem um contexto de violência relacionado a conflitos territoriais, invasões de terras e vulnerabilidade das comunidades indígenas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório também registra 215 suicídios de indígenas no país em 2025, contra 208 no ano anterior. O Amazonas liderou o indicador, com 77 casos, seguido por Mato Grosso do Sul, com 42, e Roraima, com 37.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os suicídios permaneceram concentrados entre os mais jovens. Indígenas de 20 a 29 anos representam 41% dos casos, enquanto aqueles de até 19 anos correspondem a 34%.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mortes na infância</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Roraima também aparece em segundo lugar no número de mortes de crianças indígenas de até 4 anos. Foram 158 óbitos registrados no estado, atrás apenas do Amazonas, que contabilizou 306.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em todo o Brasil, o levantamento identificou 1.024 mortes de bebês e crianças indígenas nessa faixa etária, contra 922 em 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais da metade dos óbitos, 586 casos, equivalentes a 57%, decorreu de causas consideradas evitáveis pelo relatório. Entre elas estão gripe e pneumonia, com 104 mortes; doenças infecciosas intestinais, com 85; e desnutrição, com 32.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O documento ainda registra 121 ocorrências relacionadas à desassistência na saúde, 111 na educação e 58 de forma geral. Também foram contabilizadas 62 mortes por falta de atendimento em saúde e 14 casos envolvendo álcool e outras drogas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Cimi aponta que a falta de infraestrutura, profissionais, medicamentos, água potável e saneamento contribui para agravar as condições de saúde de comunidades indígenas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Violência territorial</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A publicação contabilizou 1.276 casos de violência contra o patrimônio indígena em 2025. A maior parte, 897 ocorrências, está relacionada à omissão ou demora na regularização das terras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outros 169 casos envolveram conflitos por direitos territoriais e 210 foram relacionados a invasões, exploração ilegal de recursos naturais e outros danos ao patrimônio indígena.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o levantamento, existem 1.443 terras e reivindicações territoriais indígenas no Brasil. Dessas, 897 ainda dependem de alguma providência administrativa para regularização e 582 não tiveram nenhuma medida para iniciar o processo de demarcação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório também registra medidas adotadas pelo poder público em 2025, como a publicação de nove relatórios de identificação e delimitação, dez portarias declaratórias, sete homologações e cinco registros de terras como patrimônio da União.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações da Agência Brasil</em></strong></p>
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		<title>Yanomami cobram descentralização e denunciam falhas na saúde indígena em carta ao governo</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/yanomami-cobram-descentralizacao-e-denunciam-falhas-na-saude-indigena-em-carta-ao-governo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Aug 2025 15:42:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GERAL]]></category>
		<category><![CDATA[RORAIMA]]></category>
		<category><![CDATA[AgSUS]]></category>
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		<category><![CDATA[Ye’Kwana]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sete associações Yanomami e Ye’kwana assinaram uma carta enviada ao governo federal criticando a condução da política de saúde indígena na Terra Yanomami. O documento aponta omissões do Ministério da Saúde, especialmente da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), e defende o retorno do modelo descentralizado, baseado na atuação da Saúde Urihi. As lideranças denunciam que [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Sete associações Yanomami e Ye’kwana assinaram uma carta enviada ao governo federal criticando a condução da política de saúde indígena na Terra Yanomami. O documento aponta omissões do Ministério da Saúde, especialmente da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), e defende o retorno do modelo descentralizado, baseado na atuação da Saúde Urihi.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As lideranças denunciam que a gestão do Dsei-YY está sendo enfraquecida por interferências externas, como a definição centralizada de contratações pela AgSUS em Brasília, sem autonomia local. Também destacam a falta de dados sobre avaliações de desempenho, atrasos na entrega de centros de saúde e a não implementação do Manual da Fiocruz para populações contaminadas por mercúrio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos principais pontos da denúncia é o monopólio da Voare Táxi Aéreo, que opera os voos de transporte de insumos e remoções médicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A empresa é de propriedade da deputada federal Helena da Asatur (MDB-RR) e de seu marido, Renildo Evangelista Lima, <a href="https://fatorrnoticias.com.br/policia/investigacao-sobre-compra-de-votos-leva-pf-a-deflagrar-operacao-contra-presidente-da-cbf-e-deputada/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>ambos alvos da operação Caixa Preta da Polícia Federal, que investiga crimes eleitorais em Roraima</strong></a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo as lideranças, a Voare aplica multas por atraso em pagamentos e <a href="https://fatorrnoticias.com.br/policia/marido-de-deputada-preso-com-r-500-mil-fez-contrato-de-r-221milhoes-com-ministerio-da-saude/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>lucrou R$ 96 milhões em contratos sem licitação</strong></a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Ministério da Saúde respondeu que as ações seguem orientações do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Ministério Público do Trabalho (MPT), com participação de representantes indígenas no processo de definição dos critérios de contratação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações do Metrópoles</em></strong></p>
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		<title>Covid-19: TRF1 mantém decisão para exumação e devolução de restos mortais de indígenas Yanomami às comunidades</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/covid-19-trf1-mantem-decisao-para-exumacao-e-devolucao-de-restos-mortais-de-indigenas-yanomami-as-comunidades/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Mar 2025 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[JUSTIÇA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) manteve a ordem para que a União exume e devolva às comunidades os restos mortais de indígenas Yanomami vítimas de covid-19. O julgamento ocorreu após recurso da União contra sentença da Justiça Federal de Roraima. Atualmente, os cadáveres estão sepultados em Boa Vista. A decisão acolhe parecer [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) manteve a ordem para que a União exume e devolva às comunidades os restos mortais de indígenas Yanomami vítimas de covid-19. O julgamento ocorreu após recurso da União contra sentença da Justiça Federal de Roraima. Atualmente, os cadáveres estão sepultados em Boa Vista. A decisão acolhe parecer do Ministério Público Federal (MPF).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao apresentar o recurso, a União alegou que ação do MPF estaria relacionada com a Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 709 em julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF), já que as duas têm o mesmo objetivo: a adoção de medidas de proteção dos povos indígenas no contexto da covid-19.<br>No entanto, a decisão do TRF1 segue o entendimento do MPF no sentido de que a ADPF 709 possui objeto mais amplo e buscava a adoção de medidas gerais de proteção aos povos indígenas durante a pandemia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por sua vez, a ação ajuizada pelo MPF requer medidas específicas em relação aos Yanomami: identificação dos indígenas falecidos e translado dos corpos para as comunidades de origem. Dessa forma, o TRF1 concluiu que não há relação de prejudicialidade entre as ações.<br>“O direito invocado pelo Ministério Público Federal também se revela presente, uma vez que as medidas determinadas têm por objetivo garantir o respeito aos direitos fundamentais à vida, saúde e dignidade dos povos indígenas”, diz um dos trechos da decisão.<br>Na manifestação enviada ao TRF1, o MPF destacou que a pandemia agravou o cenário de violência sistemática e histórica de direitos humanos contra os indígenas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O povo Yanomami é vítima da omissão estatal na contenção de invasores em atividade na região desde o século passado”, assinalou o procurador regional da República Felício Pontes Júnior, responsável pelo caso.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Entenda</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os indígenas (três crianças e um adolescente) morreram após complicações graves de covid-19 nos primeiros meses da pandemia, em 2020, quando ainda havia incertezas sobre a segurança sanitária da remoção de restos mortais. Diante desse quadro, a Defesa Civil de Roraima elaborou, na época, norma proibindo a população indígena de realizar seus rituais fúnebres, prevendo a exumação dos corpos após o fim da pandemia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O MPF acompanhou as negociações, buscou subsídios ouvindo as comunidades indígenas, autoridades sanitárias federais, estaduais e municipais e diversos especialistas, para propor, no momento adequado, o retorno dos corpos sepultados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em dezembro de 2021, baseado em pareceres favoráveis do Instituto Médico-Legal de Roraima e da Vigilância Sanitária de Boa Vista, o MPF emitiu uma recomendação aos distritos sanitários especiais indígenas (Dseis) do leste de Roraima e Yanomami para que exumassem e transferissem os restos mortais de indígenas enterrados sem autorização das comunidades. Além disso, que os Dseis custeassem o procedimento e prestassem orientações às comunidades sobre as medidas de biossegurança necessárias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, a Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) – que coordena e supervisiona a saúde desses povos – se recusou a cumprir a recomendação, alegando risco epidemiológico para as comunidades.<br>Em razão da negativa, o MPF ajuizou ação civil pública para obrigar a União e o governo de Roraima a promoverem a exumação e o translado dos corpos enterrados em Boa Vista. Em março de 2022, a Justiça Federal de Roraima concedeu liminar ao pedido do MPF.</p>
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		<item>
		<title>Funai articula medidas para atender indígenas em áreas urbanas de Roraima</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/funai-articula-medidas-para-atender-indigenas-em-areas-urbanas-de-roraima/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Mar 2025 11:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[DIREITOS HUMANOS]]></category>
		<category><![CDATA[RORAIMA]]></category>
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		<category><![CDATA[funai]]></category>
		<category><![CDATA[garimpo ilegal]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério do Desenvolvimento]]></category>
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		<category><![CDATA[terras indígenas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) promoveu uma reunião interinstitucional, nesta quinta-feira (13), para articular medidas para enfrentar a situação de vulnerabilidade na qual se encontram indígenas de Roraima. O encontro ocorreu em Boa Vista com a presença de representantes do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) promoveu uma reunião interinstitucional, nesta quinta-feira (13), para articular medidas para enfrentar a situação de vulnerabilidade na qual se encontram indígenas de Roraima.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O encontro ocorreu em Boa Vista com a presença de representantes do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e do Distrito Sanitário Especial Yanomami (Dsei-Y) da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo foi discutir estratégias para atender à população indígena de Roraima afetada pela presença do garimpo ilegal em suas terras. A ideia é articular ações imediatas e firmar parcerias para garantir segurança alimentar e nutricional nos territórios, bem como promover medidas de acesso a direitos sociais e levar informações importantes para as comunidades, sempre após a consulta adequada a estes povos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso porque a interferência do garimpo ilegal provocou a contaminação por mercúrio, levou doenças e causou insegurança alimentar nas comunidades, o que resultou no deslocamento dos indígenas para as áreas urbanas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitos deles, no entanto, são indígenas de recente contato que não falam português e não compreendem o funcionamento das cidades. Fato que, somado ao preconceito e ao racismo, os colocam em situação de extrema vulnerabilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Funai é a orientadora e principal executora da política indigenista no Brasil, mas não a única. Cabe à União, estados, Distrito Federal e municípios atuarem de forma conjunta para assegurar os direitos dos povos indígenas, que são cidadãos e cidadãs como todos os brasileiros.</p>
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		<title>Terra Yanomami: alta de malária após dois anos de governo Lula expõe novo gargalo</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/terra-yanomami-alta-de-malaria-apos-dois-anos-de-governo-lula-expoe-novo-gargalo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Mar 2025 18:42:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BRASIL]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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		<category><![CDATA[terra yanomami]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Apesar da redução de mortes na Terra Yanomami, a malária e a desnutrição estão longe de ser extintas, e os casos de infecção respiratória aguda tiveram alta, mesmo após dois anos de operação do governo Lula (PT) contra o garimpo ilegal. A situação aponta para um novo gargalo nas ações de proteção aos povos da região. Mesmo sem a presença maciça de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://fatorrnoticias.com.br/brasil/mortes-de-indigenas-por-malaria-caem-mas-tem-pior-ano-sob-lula/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Apesar da redução de mortes na Terra Yanomami</strong></a>, a malária e a desnutrição estão longe de ser extintas, e os casos de infecção respiratória aguda tiveram alta, mesmo após dois anos de operação do governo Lula (PT) contra o garimpo ilegal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A situação aponta para um novo gargalo nas ações de proteção aos povos da região. Mesmo sem a presença maciça de garimpeiros como anteriormente, as doenças seguem presentes entre os habitantes, o que exige que as ações de&nbsp;saúde&nbsp;se adaptem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Procurado, o Ministério da Saúde afirmou que o aumento no atendimento e na testagem também eleva o número de casos, e destacou a redução de mortes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A precarização dos serviços e sistemas de saúde indígena até 2022 resultou em uma situação de emergência sanitária por desassistência no território indígena Yanomami&#8221;, diz o ministério.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A atual crise dos Yanomami tem origem na&nbsp;explosão do garimpo ilegal na região, impulsionado durante o governo&nbsp;Jair Bolsonaro&nbsp;(PL). A gestão passada desativou postos de atendimento e&nbsp;deixou a região em situação precária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em janeiro de 2023, o governo Lula iniciou uma operação contra o garimpo ilegal e para recuperação do quadro sanitário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O restabelecimento da assistência ao território a partir de 2023 permitiu suprir lacunas assistenciais, ampliar as ações de prevenção e controle de doenças e obter dados mais fidedignos sobre a situação de saúde local&#8221;, completa o ministério.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ação, logo no início do governo, reproduziu o tom da campanha eleitoral, quando Lula usou a pauta socioambiental como forma de tentar se diferenciar de Bolsonaro. Desde que o petista foi eleito, porém,&nbsp;o movimento indígena empilhou críticas&nbsp;à gestão petista e a operação no território Yanomami&nbsp;sofreu com uma série de obstáculos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Diminuição de casos x aumento de testes</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o governo, entre 2023 e 2024, os casos de morte por malária diminuíram 35% e o número de testes aumentou 73%, considerando o período entre janeiro e setembro, já que a pasta não disponibiliza dados mais atuais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O número de casos de malária cresceu de cerca de 14 mil para 18 mil, mais que a metade dos 32 mil indígenas que vivem na localidade (casos de reinfecção são comuns).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O governo afirma que o número de profissionais atuando no território subiu 155% e o atendimento foi ampliado em 268%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, os registros de infecção respiratória aguda explodiram, subindo 272% —de 3.133 no primeiro semestre de 2023 para 11.484 no mesmo intervalo do ano seguinte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O déficit nutricional entre menores de cinco anos ficou estável, enquanto as mortes por desnutrição caíram 68%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados divulgados pelo governo não cobrem todo o ano de 2024, e a falta de transparência nas informações de saúde é&nbsp;outro dos problemas da operação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://fatorrnoticias.com.br/geral/stf-da-prazo-de-dez-dias-para-governo-lula-explicar-aumento-de-casos-de-malaria-na-terra-yanomami/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>O panorama sanitário preocupante motivou um pedido da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) no Supremo Tribunal Federal (STF)</strong> </a>para que o governo Lula explique a situação e volte a produzir informes detalhados e periódicos da operação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo escreve o coordenador jurídico da entidade, Mauricio Terena, o quadro aponta para a &#8220;manutenção da emergência sanitária&#8221; e &#8220;a dificuldade da atual gestão em conseguir superar esses gargalos&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mudança de foco</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo três agentes em campo na Terra Yanomami com os quais a reportagem&nbsp;conversou sob reserva, o aumento no número de infecções —apesar da queda de mortes— ilustra um novo obstáculo: frear a circulação da malária, vírus que entrou no território indígena levado pelo homem branco.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela se espalha por mosquitos, que picam um indivíduo infectado e transmitem a doença para um próximo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se os garimpeiros foram os vetores iniciais do vírus, os agentes explicam que agora os próprios indígenas passam a infecção entre si.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, um dos especialistas diz que a atuação precisa mudar do combate para o controle: além de evitar casos graves da doença, é necessário impedir também os leves, para acabar com a circulação dentro das comunidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os agentes explicam que esse processo deve demorar de seis meses a um ano, dados os desafios logísticos e falhas na proteção do território.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A fronteira com a Venezuela, por exemplo, perpassa toda a região norte da terra indígena e é uma área em que o garimpo ainda sobrevive e na qual&nbsp;os militares são ineficazes para evitar invasores, o que também dificulta o controle da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a explosão do garimpo na região, a infestação de mosquitos chegou a tal patamar, relatam esses agentes, que se formaram enormes poços de procriação do inseto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, por mais que os invasores não estejam mais lá (estima-se que 90% já foram embora), o mosquito segue circulando e entra em contato com as comunidades que vivem ao redor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, os povos do território Yanomami têm certa mobilidade. Em alguns casos, acabam se movimentando para áreas de mais difícil acesso das equipes de saúde, ou para mais perto de criadouros de mosquitos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outros grupos costumam sair de onde estão apenas em circunstâncias como a morte de uma liderança importante e não se mudam de local mesmo com a aldeia tomada pela infecção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A Sesai [Secretaria de Saúde Indígena] relatou, nesse contexto, dificuldades técnicas para controlar a doença e falta de profissionais qualificados, o que exigiu capacitações e contratações de supervisores de campo&#8221;, diz a Apib em sua ação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações da Folha de S. Paulo</em></strong></p>
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		<title>‘Governo restituiu atenção e cuidado com povos indígenas’, afirma ministra da Saúde em visita a Roraima</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/governo-restituiu-atencao-e-cuidado-com-povos-indigenas-afirma-ministra-da-saude-em-visita-a-roraima/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jan 2025 12:46:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[RORAIMA]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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		<category><![CDATA[COE Yanomami]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ampliação da telessaúde, construção de novas Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI) e reativação de sete polos. Essas foram algumas das ações do Ministério da Saúde para fortalecer a assistência à população indígena mencionadas, nesta segunda-feira (13), pela ministra Nísia Trindade, durante visita a Roraima. “O governo federal restituiu a atenção e o cuidado com [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Ampliação da telessaúde, construção de novas Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI) e reativação de sete polos. Essas foram algumas das ações do Ministério da Saúde para fortalecer a assistência à população indígena mencionadas, nesta segunda-feira (13), pela ministra Nísia Trindade, <a href="https://fatorrnoticias.com.br/roraima/ministra-da-saude-participa-de-reunioes-com-liderancas-yanomami-em-roraima/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>durante visita a Roraima</strong></a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O governo federal restituiu a atenção e o cuidado com os povos indígenas. Diminuímos a desassistência e a desnutrição que o garimpo ilegal trouxe na região”, disse a ministra.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela se referiu a diversas ações no território, como a criação do Centro de Operações de Emergências, conhecido como&nbsp;COE Yanomami. Em meados de 2023, equipes do Ministério da Saúde foram deslocadas para a região e se depararam com crianças e idosos em estado grave de saúde, com desnutrição acentuada, além de muitos casos de malária, infecção respiratória aguda, entre outras doenças.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Acompanhada da ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, e do governador do Estado, Antonio Denarium (PP), Nisia Trindade também se reuniu com o novo coordenador do&nbsp;Distrito Sanitário Especial Indígena DSEI&nbsp;Yanomami (Dsei-Y), Mauricio Ye’Kwana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Quero agradecer, em nome do povo Yanomami, o apoio do Ministério da Saúde na recuperação da terra Yanomami. É importante falar sobre o que o governo federal está fazendo, nos apoiando e, agora, colocando um indígena Yanomami na coordenação do Dsei”, disse o novo coordenador.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Agradeço à ministra Nisia pelo cuidado com nosso Estado, um dos que ela mais visitou em seu mandato. Importante ressaltar o papel do governo federal na redução dos casos de desnutrição e malária”, afirmou o governador Denarium.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lideranças indígenas também estiveram no encontro, na Casa de Governo, e que puderam falar sobre suas necessidades, contando com a parceira do governo federal.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Visita a unidade de saúde&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A ministra também visitou as obras da Unidade de Retaguarda a Saúde dos Povos Indígenas do Hospital Universitário da Universidade Federal de&nbsp;Roraima&nbsp;(UFRR), com previsão de conclusão da primeira etapa em fevereiro de 2025. O empreendimento contará com 36 leitos dedicados exclusivamente à saúde indígena.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Antes de a obra começar, conversamos com as lideranças indígenas da região para saber como gostariam de ser tratados. Não queremos que seja só um hospital que atenda à população indígena. Queremos ser um referencial de respeito à ancestralidade e à prática da medicina tradicional&#8221;, disse Trindade, durante vistoria.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A nova estrutura contará com um espaço externo onde os indígenas possam fazer seus rituais tradicionais e, ao mesmo tempo, tratamentos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nísia Trindade também esteve na Casa de Saúde Indígena Yanomami (Casai) &#8211; que atualmente apresenta o menor número de pessoas internadas desde o início da Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (Espin).</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O governo federal devolveu a esperança ao povo Yanomami”, disse, durante a visita, o presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena (Condisi), Júnior Hekurari.&nbsp;</p>
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		<title>Técnico de enfermagem é morto com flechada por agente de saúde na Terra Yanomami em Roraima</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/tecnico-de-enfermagem-e-morto-com-flechada-por-agente-de-saude-na-terra-yanomami-em-roraima/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Nov 2024 10:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Polícia]]></category>
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		<category><![CDATA[agente de saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O técnico de enfermagem indígena Vilson da Silva Souza, de 27 anos, morreu no sábado (9) após ser atingido por uma flechada dentro da Terra Yanomami, na Aldeia Maraxiú, em Roraima. O responsável pelo crime seria um agente de saúde. De acordo com o UOL, ambos trabalhavam na Unidade Básica de Saúde Indígena da comunidade. [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O técnico de enfermagem indígena Vilson da Silva Souza, de 27 anos, morreu no sábado (9) após ser atingido por uma flechada dentro da Terra Yanomami, na Aldeia Maraxiú, em Roraima. O responsável pelo crime seria um agente de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o UOL, ambos trabalhavam na Unidade Básica de Saúde Indígena da comunidade. Vilson era indígena, mas do povo Macuxi, comunidade da Enseada em Uiramutã, e atuava na Unidade Básica de Saúde Indígena (UBSI) da Aldeia Maraxiú, apoiando as ações que garantem o acesso à saúde na região.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele integrava a equipe desde outubro de 2023. Após o caso, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Boa Vista, por um avião da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai). A presidente dos Empregados em Estabelecimentos Privados de Serviços de Saúde de Roraima, Joana Gouveia, afirmou que o agente acusado do crime não foi preso e continua na comunidade.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo ela, não houve nenhuma ação para prendê-lo e ainda não há informações do que teria motivado o crime.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Nós estamos indignados e pedindo justiça. Vamos fazer uma paralisação para que o assassino seja preso e para pedir segurança às equipes que trabalham nessa área&#8221;, desabafou.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Joana contou que houve uma reunião na manhã de sábado para tratar sobre assuntos internos, e quando acabou, o suspeito pegou o arco. “Chamou pelo nome de Vilson e foi logo flechando&#8221;, relatou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela acredita que o crime foi “premeditado”, pois o homem cortou o fio da internet do local, fazendo com que a equipe ficasse sem comunicação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Os vizinhos arrumaram para poder pedir socorro, mas isso demorou mais de uma hora&#8221;, revela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas redes sociais, a Sesai, ligada ao Ministério da Saúde, lamentou o caso e se solidarizou com a família. Ainda segundo a pasta, foi determinado o desligamento do agente indígena de saúde, suspeito de ter cometido o crime, do cargo na UBSI da Aldeia Maraxiú.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Nota do ministério</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em nota, o Ministério da Saúde lamentou a morte de Vilson Souza e se solidarizou com a família da vítima, informando ainda estar à disposição para colaborar com a investigação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ministério determinou o desligamento do agente indígena de saúde, suspeito de ter cometido o crime.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a Sesai recomendou a retirada da equipe que atuava no território, movimento que é acompanhado pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma equipe de profissionais do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Yanomami presta apoio à família da vítima.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um boletim de ocorrência foi registrado na Polícia Civil de Roraima e “todas as medidas cabíveis serão tomadas após a investigação”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com informações do Terra</em></strong></p>
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		<title>Casa de Saúde Indígena Yanomami contrata 12 intérpretes para atuarem em atendimentos médicos</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/casa-de-saude-indigena-yanomami-contrata-12-interpretes-para-atuarem-em-atendimentos-medicos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Nov 2024 13:03:16 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[AgSUS]]></category>
		<category><![CDATA[atendimento médico]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Casa de Saúde Indígena (Casai) Yanomami, em Boa Vista, contratou 12 intérpretes para auxiliar nos atendimentos médicos. Eles foram preparados para atuar em regiões remotas, como o território&#160;Yanomami, que é de difícil acesso e possui particularidades culturais.&#160; Os novos trabalhadores foram contratados pela&#160;Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS). O coordenador de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A Casa de Saúde Indígena (Casai) Yanomami, em Boa Vista, contratou 12 intérpretes para auxiliar nos atendimentos médicos. Eles foram preparados para atuar em regiões remotas, como o território&nbsp;Yanomami, que é de difícil acesso e possui particularidades culturais.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os novos trabalhadores foram contratados pela&nbsp;Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS). O coordenador de enfermagem da Casai Yanomami, Marcos Vinicius, explica que a maior dificuldade no momento de atendimento médico era compreender o indígena.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Era muito mais difícil entender o estado de saúde dos indígenas por causa da linguagem. Os intérpretes facilitam essa interlocução entre paciente e o médico no atendimento. É um grande avanço que foi muito esperado por nós”, salienta.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Marcos Vinicius destaca que o reconhecimento da profissão faz parte da série de investimentos do Ministério da Saúde, por meio da&nbsp;Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), na reformulação da assistência para os Yanomami, que sofreu um processo de desestruturação entre 2019 e 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Era uma profissão que, até então, não era regulamentada dentro da Sesai e hoje, graças ao apoio do Ministério da Saúde, foi efetivada essa contratação. Esses profissionais chegam para somar com a nossa equipe de maneira muito importante”, opina.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Primeira experiência</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos intérpretes contratados é o Yanomami Leomar Ximenes. Ele mora há alguns anos entre o seu território e Boa Vista e, desde o início de 2024, estuda enfermagem na capital de&nbsp;Roraima. Seus pais vivem no território e ainda não sabem que o filho vai trabalhar junto aos seus.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Não pude contar, pois eles não têm telefone nem acesso à internet”, explica. Com o salário, pretende ajudar sua mãe financeiramente. “Estou ansioso sobre como vai ser, quero fazer bonito na minha primeira experiência profissional”, diz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O povo Yanomami tem a maior terra indígena do Brasil, com 10 milhões de hectares, mais de 380 comunidades e 30 mil indígenas.</p>
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		<title>Energia solar é instalada em futuro centro de saúde na Terra Indígena Yanomami</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/energia-solar-e-instalada-em-futuro-centro-de-saude-na-terra-indigena-yanomami/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Oct 2024 18:12:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GERAL]]></category>
		<category><![CDATA[RORAIMA]]></category>
		<category><![CDATA[centro de saúde]]></category>
		<category><![CDATA[minas e energia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Especialistas dos ministérios de Minas e Energia e da Saúde (MS) realizaram, nesta terça-feira (29), uma visita técnica ao Polo-Base do Surucucu, localizado na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, para acompanhar a instalação do sistema de energia solar, baseado em placas fotovoltaicas, no futuro centro de saúde da região. A implantação faz parte da ampliação [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Especialistas dos ministérios de Minas e Energia e da Saúde (MS) realizaram, nesta terça-feira (29), uma visita técnica ao Polo-Base do Surucucu, localizado na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, para acompanhar a instalação do sistema de energia solar, baseado em placas fotovoltaicas, no futuro centro de saúde da região.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A implantação faz parte da ampliação do programa Luz para Todos e tem como objetivo atender à solicitação de apoio da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) para o fornecimento de energia elétrica ao novo Centro de Referência de Surucucu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A futura unidade de saúde básica está sendo construída conforme a Portaria GM/MS nº 28/2023, que declara a Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN) devido à falta de assistência de saúde na Terra Indígena Yanomami, e atenderá uma população estimada de 10 mil indígenas de 60 comunidades, em algumas das regiões mais remotas do Brasil, com serviços ambulatoriais e emergenciais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A tecnologia, além de promover o acesso à energia limpa e renovável, contribui para a melhoria da qualidade de vida das comunidades indígenas, impactando diretamente na saúde, educação e desenvolvimento social.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A equipe técnica foi liderada pelo diretor do Programa Luz Para Todos do Ministério de Minas e Energia, André Dias, e pelo diretor do Departamento de Projetos e Determinantes Ambientais da Saúde Indígena, Bruno Cantarella.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A iniciativa demonstra o compromisso do governo federal em garantir o acesso à energia e à saúde para as comunidades indígenas, especialmente em áreas remotas. O Polo-Base de Surucucu representa um passo crucial para a melhoria da qualidade de vida e o desenvolvimento social da região”, destacam.</p>
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		<title>Três unidades básicas de saúde indígena são inauguradas em comunidades de Alto Alegre, Amajari e Pacaraima</title>
		<link>https://fatorrnoticias.com.br/tres-unidades-basicas-de-saude-indigena-sao-inauguradas-em-comunidades-de-alto-alegre-amajari-e-pacaraima/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 19 Oct 2024 20:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[RORAIMA]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[alto alegre]]></category>
		<category><![CDATA[amajari]]></category>
		<category><![CDATA[comunidades indígenas]]></category>
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		<category><![CDATA[sesai]]></category>
		<category><![CDATA[Sesani]]></category>
		<category><![CDATA[UBSIs]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Três unidades básicas de saúde indígena (UBSIs) foram inauguradas em comunidades dos municípios de Alto Alegre, Amajari e Pacaraima, no norte de Roraima, entre quinta (17) e esta sexta-feira (18). Além das UBSIs, foi inaugurado o alojamento da Equipe Multidisciplinar de Saúde Indígena (EMSI), na Comunidade Maturuca. As estruturas são resultado de emendas parlamentares destinadas [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Três unidades básicas de saúde indígena (UBSIs) foram inauguradas em comunidades dos municípios de Alto Alegre, Amajari e Pacaraima, no norte de Roraima, entre quinta (17) e esta sexta-feira (18).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além das UBSIs, foi inaugurado o alojamento da Equipe Multidisciplinar de Saúde Indígena (EMSI), na Comunidade Maturuca. As estruturas são resultado de emendas parlamentares destinadas pela ex-deputada federal e atual presidente da Funai, Joenia Wapichana, ao Distrito Sanitário Especial Indígena Leste de Roraima (Dsei-LR).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na cerimônia, Joenia Wapichana, primeira mulher indígena eleita para exercer o mandato de deputada federal e a ocupar o cago de presidente da Funai, defendeu a&nbsp;presença e atuação de representantes indígenas nos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário na luta por direitos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela destacou a importância da representatividade indígena para a adoção de medidas, como a implementação das UBSIs, para a promoção da saúde e do bem-estar das populações indígenas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Essas UBSIs são fruto de um compromisso contínuo com a melhoria das condições de vida das comunidades indígenas, levando dignidade e saúde diretamente a elas e aos profissionais de saúde que atuam nas regiões&#8221;,&nbsp;disse a presidente, reforçando também a proteção às terras tradicionalmente ocupadas como a base para garantir dignidade aos povos originários.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Nós,&nbsp;indígenas, merecemos educação e saúde de qualidade, trabalho digno e tratamentos diferenciados, mas sempre com qualidade. Isso não é um favor, é um direito dos povos indígenas”, completou Joenia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Gratidão</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A professora e moradora da Comunidade Indígena Vida Nova Cibele Nascimento celebrou a substituição das estruturas precárias pelas novas unidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Estou aqui para expressar minha gratidão pela conquista da UBS. Essa unidade representa uma grande vitória para todos nós, trazendo benefícios significativos para a comunidade, especialmente para as crianças e os jovens. Agora podemos contar com um atendimento de qualidade, que nos proporcione uma saúde melhor. Posso afirmar que a Vida Nova realmente vive um novo tempo. Temos agora uma nova saúde e uma nova qualidade de vida”, comemorou.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As cerimônias de inauguração contaram com a participação de moradores das comunidades indígenas e profissionais de saúde. O chefe do Serviço de Edificações e Saneamento Ambiental Indígena (Sesani), Dionisio Peixoto, também esteve presente representando o Dsei-Leste no segundo dia de inauguração.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Articulação</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora não seja o órgão executor, a Funai exerce um papel fundamental na orientação e articulação entre as comunidades indígenas e os órgãos responsáveis pela implementação das políticas públicas, como o Dsei-Leste de Roraima.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em parceria com a Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), a fundação destaca que atua para garantir que iniciativas como essas atendam às necessidades e especificidades de cada povo indígena, assegurando que os serviços essenciais cheguem às comunidades de maneira adequada e com o devido respeito.</p>
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