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	<title>zona indígena Archives - FatoRR Notícias</title>
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		<title>Patrulha Maria da Penha amplia atuação e chega às zonas rural e indígena de Boa Vista para fiscalizar medidas protetivas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 02 Nov 2024 19:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[DIREITOS HUMANOS]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A fiscalização de medidas protetivas feita pela Patrulha Maria da Penha (PMP) foi estendida para as áreas rural e indígena de Boa Vista como forma de garantir que mais mulheres sejam atendidas. Na quinta-feira (31), os guardas municipais visitaram as comunidades Serra da Moça e Vista Alegre. A equipe ouviu seis vítimas acompanhadas pela PMP [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A fiscalização de medidas protetivas feita pela Patrulha Maria da Penha (PMP) foi estendida para as áreas rural e indígena de Boa Vista como forma de garantir que mais mulheres sejam atendidas. Na quinta-feira (31), os guardas municipais visitaram as comunidades Serra da Moça e Vista Alegre.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A equipe ouviu seis vítimas acompanhadas pela PMP sobre suas condições de segurança. Atualmente, elas também são assistidas na região por profissionais do Centro Referência e Assistência Social (Cras) e Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas).</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Sabemos que a violência doméstica não escolhe lugar. Por isso, nosso trabalho precisa chegar a todas as vítimas. A iniciativa surgiu da necessidade de atenção redobrada às mulheres da área indígena e zona rural, muitas vezes mais vulneráveis e com dificuldade de acesso a serviços de proteção que agravam o problema”, afirma a integrante da PMP, Jessyka Pereira.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Conhecimento libertador</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Moradora da Comunidade Indígena Vista Alegre, uma mulher de 49 anos (que não pode ser identificada), foi vítima de violência doméstica. Ela assistiu a uma palestra da Patrulha Maria da Penha na ação “Prefeitura com Você”, ocorrida na comunidade vizinha, Campo Alegre, em julho. Ali, decidiu romper o ciclo de violência que vivia com o ex-marido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Dizia que ia mudar, mas continuava me agredindo. Da última vez, levei um soco no peito e ele me mandou embora. Aquilo me machucou. Eu denunciei a situação e, com o apoio da minha família, estou conseguindo vencer. Com as visitas da patrulha, criei mais força e me sinto mais segura”, comentou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">À época, Jessyka foi uma das palestrantes. “Falamos sobre o medo e vergonha das vítimas, de como elas são julgadas e muitas vezes culpabilizadas pela sociedade, dos caminhos para denunciar e como o município apoia essas mulheres. Ela entendeu, buscou auxílio e utilizou os meios de denúncia disponíveis. Isso para nós é gratificante” disse Jessyka.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Próximo passo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Patrulha Maria da Penha vai manter a regularidade das fiscalizações presenciais e o contato pelo WhatsApp exclusivo para as mulheres assistidas, bem como fortalecer parcerias com lideranças locais, buscando criar uma rede de apoio que possa atuar de forma preventiva e rápida em casos de violência.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Dados de Boa Vista</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde 2021 até setembro deste ano, o número de atendimentos a mulheres em situação de violência em Boa Vista foi significativo. Durante esse período, foram recebidos 6.968 casos de mulheres atendidas. O total de visitas chegou a 38.510, o que evidencia o esforço da prefeitura em acompanhar as vítimas e verificar as condições de segurança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, o trabalho de proteção resultou em 158 conduções de agressores por descumprimento de medidas protetivas e mais 20 detenções relacionadas a outros crimes. Esses números demonstram a gravidade da situação enfrentada por muitas mulheres e a importância da ação contínua para combater a violência de gênero.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como denunciar a violência contra mulher</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O fortalecimento das denúncias é fundamental para que crimes de violência sejam devidamente apurados e punidos, para a segurança e garantia dos direitos das mulheres. As vítimas podem falar com a Patrulha Maria da Penha pelo número&nbsp;(95) 98414-4413.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Elas também podem procurar a&nbsp;Casa da Mulher Brasileira, localizada na Rua Uraricoera, s/n, no bairro São Vicente. Qualquer mulher que esteja se sentindo ameaçada ou em situação de risco de violência também pode ligar no&nbsp;190&nbsp;da Polícia Militar.</p>
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