O Brasil registrou no segundo trimestre de 2025 a menor taxa de desemprego de sua série histórica: 5,8%, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta quinta-feira (31) pelo IBGE. A marca representa um avanço significativo em relação ao trimestre anterior (7%) e supera o menor índice anterior, registrado em novembro de 2024 (6,1%).
A redução da taxa foi acompanhada por um crescimento do número de pessoas ocupadas, que chegou a 102,3 milhões, alta de 1,8%. O número de desocupados recuou para 6,3 milhões, uma queda de 17,4% (menos 1,3 milhão de pessoas) em comparação ao primeiro trimestre.
No setor formal, os resultados também são positivos. O total de empregados com carteira assinada no setor privado alcançou 39 milhões, o maior já registrado pelo IBGE. Já os trabalhadores sem carteira subiram para 13,5 milhões.
Outro destaque foi o rendimento médio do trabalhador, que alcançou R$ 3.477, o maior valor real já medido pela pesquisa. A massa de rendimentos também bateu recorde: R$ 351,2 bilhões, 5,9% acima do mesmo período de 2024.
A informalidade teve leve recuo, atingindo 37,8% da população ocupada — o menor nível desde 2020. Já o número de desalentados, pessoas que desistiram de procurar emprego, caiu para 2,8 milhões, o menor volume desde 2016.
A edição da Pnad Contínua publicada nesta quinta já reflete a atualização da amostra com base no Censo Demográfico de 2022. A mudança permite ao IBGE refinar as estimativas da força de trabalho brasileira, que incluem todas as formas de ocupação para pessoas com 14 anos ou mais.
Com informações da Agência Brasil